{"id":43875,"date":"2020-01-16T04:20:05","date_gmt":"2020-01-16T07:20:05","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=43875"},"modified":"2020-01-16T05:30:53","modified_gmt":"2020-01-16T08:30:53","slug":"nota-tecnica-da-ufrj-diz-que-ha-ameaca-de-seguranca-hidrica-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/01\/16\/nota-tecnica-da-ufrj-diz-que-ha-ameaca-de-seguranca-hidrica-no-rio\/","title":{"rendered":"Nota t\u00e9cnica da UFRJ diz que h\u00e1 amea\u00e7a de seguran\u00e7a h\u00eddrica no Rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"newsHeader\">\n<h3><span style=\"color: #222222; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px;\">Uma nota t\u00e9cnica elaborada por professores de diversos departamentos e institutos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concluiu haver uma real amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a h\u00eddrica dos munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro abastecidos pelo sistema produtor do Rio Guandu. O estudo tamb\u00e9m apontou que o problema da \u00e1gua \u00e9 resultado do lan\u00e7amento de esgoto em afluentes do Rio Guandu.<\/span><\/h3>\n<\/div>\n<article>A \u00e1gua coletada desse sistema pela Companhia de \u00c1guas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) pelo sistema produtor do Rio Guandu tem apresentado h\u00e1 dias uma colora\u00e7\u00e3o diferente e um odor forte. Segundo a Cedae, a \u00e1gua estaria apta para o consumo e teria sido resultado da presen\u00e7a de geosmina, uma subst\u00e2ncia produzida por algas e que provocou o gosto e o cheiro de terra na \u00e1gua distribu\u00edda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;O diretor-presidente da Cedae, H\u00e9lio Cabral, disse hoje (15) que a \u00e1gua distribu\u00edda pelo Reservat\u00f3rio do Guandu, que atende a grande parte da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana, n\u00e3o ter\u00e1 mais a presen\u00e7a da geosmina&nbsp;a partir da semana que vem.De acordo com a nota t\u00e9cnica da UFRJ, o sistema produtor do Rio Guandu s\u00f3 poderia \u201catendida pela transposi\u00e7\u00e3o da \u00e1gua do Rio Para\u00edba do Sul\u201d. Segundo a an\u00e1lise feita pelos professores da universidade, apenas os munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana de Itabora\u00ed, S\u00e3o Gon\u00e7alo e Niter\u00f3i, que s\u00e3o abastecidos pelo sistema Imunana-Laranjal, n\u00e3o apresentam problemas.O documento informa que o atual problema com a \u00e1gua no Rio \u00e9 resultado da falta de tratamento de esgoto sanit\u00e1rio nas \u00e1reas urbanas. \u201cEsgotos sanit\u00e1rios em estado bruto, ou seja, desprovidos de qualquer tratamento, s\u00e3o drenados pelos rios dos Po\u00e7os, Queimados e Ipiranga, todos afluentes do Rio Guandu, a menos de 50 metros da barragem principal e da estrutura de \u00e1gua s\u00f3 sistema produtor da Cedae\u201d.O relat\u00f3rio alerta que h\u00e1 uma evidente degrada\u00e7\u00e3o ambiental nos mananciais utilizados para abastecimento p\u00fablico da regi\u00e3o metropolitana do Rio, o que compromete a qualidade da \u00e1gua, dificulta o tratamento e pode colocar em risco a sa\u00fade p\u00fablica. \u201cA popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser responsabilizada para identificar se a \u00e1gua est\u00e1 ou n\u00e3o adequada ao consumo.&#8221;&nbsp;Al\u00e9m disso, diz o documento, sem que haja identifica\u00e7\u00e3o e esclarecimento de uma eventual contamina\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e1 ser induzida a consumir \u00e1gua mineral ou de qualquer outra fonte. \u201cN\u00e3o atender a essas considera\u00e7\u00f5es propicia um cen\u00e1rio que piora a seguran\u00e7a da \u00e1gua, al\u00e9m de ser socialmente injusto, pois imp\u00f5e um gasto extra para o consumidor que deveria ser atendido de forma adequada pela rede de distribui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a nota t\u00e9cnica, enquanto n\u00e3o houver uma recupera\u00e7\u00e3o adequada dos recursos h\u00eddricos usados para abastecimento p\u00fablico, \u00e9 bem prov\u00e1vel que aconte\u00e7am no futuro crises semelhantes \u00e0 que est\u00e1 ocorrendo no Rio de Janeiro atualmente. \u201cOs investimentos necess\u00e1rios para essa recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser adiados e devem ser considerados priorit\u00e1rios e estrat\u00e9gicos\u201d.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Brasil pediu uma resposta da Cedae sobre a nota t\u00e9cnica da UFRJ sobre a qualidade da \u00e1gua distribu\u00edda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do Rio, mas at\u00e9 o fechamento da mat\u00e9ria n\u00e3o obteve resposta<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 16\/01\/2020<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">\u00cdntegra da NT da UFRJ &gt;&gt;&gt; <a href=\"http:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/nota_tecnica_-_caso_cedae.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nota_tecnica_-_caso_cedae<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nota t\u00e9cnica elaborada por professores de diversos departamentos e institutos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concluiu haver uma real amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a h\u00eddrica dos munic\u00edpios da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro abastecidos pelo sistema produtor do Rio Guandu. 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