{"id":43888,"date":"2020-01-16T05:55:31","date_gmt":"2020-01-16T08:55:31","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=43888"},"modified":"2020-01-16T06:01:31","modified_gmt":"2020-01-16T09:01:31","slug":"estacao-antartica-comandante-ferraz-e-reinaugurada-com-17-laboratorios-estacao-empolga-cientistas-na-antartica-mas-verba-para-pesquisa-preocupa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/01\/16\/estacao-antartica-comandante-ferraz-e-reinaugurada-com-17-laboratorios-estacao-empolga-cientistas-na-antartica-mas-verba-para-pesquisa-preocupa\/","title":{"rendered":"Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comandante Ferraz \u00e9 reinaugurada com 17 laborat\u00f3rios. Esta\u00e7\u00e3o empolga cientistas na Ant\u00e1rtica, mas verba para pesquisa preocupa"},"content":{"rendered":"<header class=\"article-header article-header--\">\n<div class=\"article-header__container\">\n<div class=\"article-header__content\">\n<div class=\"article__subtitle\">\n<div class=\"newsHeader\">Foi reinaugurada ontem (15) a base brasileira na Ant\u00e1rtica. Batizada de Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comandante Ferraz, a estrutura fica localizada na Ilha Rei Jorge, na Ba\u00eda do Almirantado, e foi viabilizada com investimentos de US$ 100 milh\u00f5es.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<article>A nova estrutura abrange 17 laborat\u00f3rios, que abrigar\u00e3o projetos de pesquisa e experimentos de diferentes disciplinas. O in\u00edcio das pesquisas foi marcado pelo lan\u00e7amento de um bal\u00e3o meteorol\u00f3gico. Os dados coletados v\u00e3o ser aproveitados para a an\u00e1lise da din\u00e2mica atmosf\u00e9rica do local e suas intera\u00e7\u00f5es com a Am\u00e9rica do Sul.O vice-presidente da Rep\u00fablica, Hamilton Mour\u00e3o, destacou o papel da nova base para o desenvolvimento cient\u00edfico e para aspectos diversos, como a melhoria das atividades de previs\u00e3o do tempo para o Brasil e a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>\u201cO plano de a\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia ant\u00e1rtica para o Brasil ter\u00e1 melhores condi\u00e7\u00f5es para desenvolver programas cient\u00edficos que aumentem a participa\u00e7\u00e3o brasileira no sistema do trabalho ant\u00e1rtico, que envolve al\u00e9m do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, de 13 universidades, contando com 250 pesquisadores\u201d, comentou o vice-presidente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/Y3BRAhcMBj7KhlmD3ydPA66tt_I%3D\/754x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/comandante_ferraz_10.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"TV Brasil\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/Y3BRAhcMBj7KhlmD3ydPA66tt_I%3D\/754x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/comandante_ferraz_10.jpg?resize=696%2C464\" alt=\"Brasil reinaugura a Esta\u00e7\u00e3o Comandante Ferraz na Ant\u00e1rtica\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\">O vice-presidente da Rep\u00fablica, Hamilton Mour\u00e3o participa da reinaugura\u00e7\u00e3o da&nbsp;Esta\u00e7\u00e3o Comandante Ferraz na Ant\u00e1rtica &#8211;&nbsp;TV Brasil<\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<p>O comandante da Marinha do Brasil, Ilques Barbosa, ressaltou a import\u00e2ncia da presen\u00e7a brasileira por meio da reconstru\u00e7\u00e3o da base tanto para experi\u00eancias cient\u00edficas quanto para participar da governan\u00e7a da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA base possibilitar\u00e1 a presen\u00e7a brasileira em uma plataforma sustent\u00e1vel que permitira conhecer melhor este enorme continente de caracter\u00edsticas \u00edmpares, bem como reafirmar compromisso do Brasil como membro consultivo do tratado para participar das decis\u00f5es sobre os destinos dessa regi\u00e3o\u201d, pontuou.<\/p>\n<h2>Hist\u00f3rico<\/h2>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Comandante Ferraz foi criada em 1984. Passou por amplia\u00e7\u00f5es em anos seguintes, como em 1985 e passou a ser ocupado durante todo o ano. Em raz\u00e3o da sua atua\u00e7\u00e3o, o Brasil foi incorporado como membro consultivo do Tratado da Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Em 2012, a base foi atingida por um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es. Na ocasi\u00e3o, dois militares morreram e 70% das suas instala\u00e7\u00f5es foram perdidas. O novo pr\u00e9dio foi erguido ao lado da atual base, que tem estrutura provis\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_43889\" aria-describedby=\"caption-attachment-43889\" style=\"width: 1140px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-43889 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?resize=696%2C464\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?w=1140&amp;ssl=1 1140w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?resize=696%2C464&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?resize=1068%2C712&amp;ssl=1 1068w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/comandante_ferraz_02.jpg?resize=630%2C420&amp;ssl=1 630w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-43889\" class=\"wp-caption-text\">Imagem da TV Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 16\/01\/2020<\/strong><\/p>\n<hr>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Nova esta\u00e7\u00e3o empolga cientistas na Ant\u00e1rtica, mas verba para pesquisa preocupa<\/strong><\/span><\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<div class=\"article__subtitle\">Carreira acad\u00eamica na \u00e1rea requer projetos de longo prazo, mas n\u00e3o h\u00e1 financiamento previsto ap\u00f3s 2022<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-header__meta\">\n<div class=\"article__author\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article__content-container protected-content\"><main class=\"main-content\">A trajet\u00f3ria f\u00edsica do Brasil \u00e0&nbsp;<strong>Ant\u00e1rtica<\/strong>&nbsp;\u00e9 longa, mas o percurso acad\u00eamico para se tornar um cientista ant\u00e1rtico \u00e9 ainda mais dif\u00edcil, e a&nbsp;atual escassez de verba para ci\u00eancia no Brasil lan\u00e7a uma incerteza de longo prazo para os pesquisadores.<\/main>As novas instala\u00e7\u00f5es da&nbsp;Esta\u00e7\u00e3o Comandante Ferraz, reinaugurada nesta quarta ap\u00f3s investimentos de US$ 99,6 milh\u00f5es (R$ 407 milh\u00f5es, no c\u00e2mbio atual), representam uma&nbsp;melhoria de infraestrutura para receber cientistas, e a demanda por acomoda\u00e7\u00f5es e laborat\u00f3rios deve aumentar. Mas essa \u00e9 s\u00f3 uma parte da hist\u00f3ria para quem quer pesquisar o continente gelado.<\/p>\n<p>O primeiro passo para trabalhar por l\u00e1 \u00e9 entrar em um dos 19 projetos em andamento que comp\u00f5em a pesquisa do&nbsp;<strong>Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro<\/strong>&nbsp;(Proantar). A cada tr\u00eas ou quatro anos, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<strong>CNPq<\/strong>) lan\u00e7a editais. Quem tem o projeto aprovado ganha acesso \u00e0 nova esta\u00e7\u00e3o e \u00e0 infraestrutura oferecida pela Marinha. Mas o trabalho in loco requer preparo.<\/p>\n<p>\u2014 O estudante precisa ser perseverante. Trabalhar aqui \u00e9 muito dif\u00edcil. Para chegar \u00e9 no m\u00ednimo uma semana de viagem. Uma fase da opera\u00e7\u00e3o dura um m\u00eas, e voc\u00ea consegue trabalhar s\u00f3 tr\u00eas ou quatro dias. O clima n\u00e3o deixa voc\u00ea atuar em campo. \u00c0s vezes, \u00e0s 8h, o c\u00e9u est\u00e1 azul, \u00e0s 9h, neva e, logo depois, aparecem ventos de 150 km\/h. Exige prepara\u00e7\u00e3o \u2014 conta o professor Luiz Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais, h\u00e1 12 anos pesquisando fungos ant\u00e1rticos.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\">\n<div class=\"block__advertising\">\n<div class=\"block__advertising-header\">\u2014 A Marinha \u00e9 que vai trazer voc\u00ea aqui \u2014 explica o bot\u00e2nico Paulo C\u00e2mara, pesquisador da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) que estuda h\u00e1 seis anos as 116 esp\u00e9cies de plantas na regi\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u2014 Voc\u00ea vai ser bem recebido, ter\u00e1 o laborat\u00f3rio para usar, e o projeto vai receber, ainda, insumos, dinheiro para sequenciamento, comprar reagentes, tudo isso \u2014 conta o pesquisador. \u2014 A gente espera que os alunos se associem a esses projetos. O aluno pode vir fazer comigo um mestrado, uma iniciativa cient\u00edfica ou um doutorado com o tema Ant\u00e1rtica. E, inevitavelmente, ele vai ter de vir.<\/p>\n<h2>Conforto e praticidade<\/h2>\n<p>Os cientistas se entusiasmaram com as novas instala\u00e7\u00f5es. Os bi\u00f3logos, por exemplo, conseguem coletar o material em campo e examin\u00e1-lo com equipamentos adequados. No caso da bot\u00e2nica, \u00e9 poss\u00edvel extrair o DNA das plantas e estabilizar amostras para envi\u00e1-las ao Brasil para o sequenciamento gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>\u2014 Se a pessoa vier bem organizada, pode coletar os dados, processar as an\u00e1lises e j\u00e1 sair com um artigo cient\u00edfico pronto \u2014 diz C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Para Rosa, a esta\u00e7\u00e3o brasileira na Ant\u00e1rtica talvez esteja \u201centre as tr\u00eas mais bem equipadas do mundo\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, o trabalho por l\u00e1 historicamente representa menos de 30% da pesquisa brasileira na Ant\u00e1rtica. O restante \u00e9 feito no navio Almirante Maximiano ou em acampamentos, com recursos modestos. O Brasil possui tamb\u00e9m um pequeno m\u00f3dulo de pesquisa atmosf\u00e9rica, o Criosfera 1, instalado a 2.500 km ao sul de Comandante Ferraz, no meio do continente ant\u00e1rtico, \u00e1rea in\u00f3spita que s\u00f3 acomoda visitas no ver\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"article__picture article__picture--horizontal\">\n<p><figure style=\"width: 1086px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24191658-e1f-953\/FT1086A\/652\/xPaulo-Camara.jpg.pagespeed.ic.sAqu5kgiw4.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"article__picture-image image--loaded\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24191658-e1f-953\/FT1086A\/652\/xPaulo-Camara.jpg.pagespeed.ic.sAqu5kgiw4.jpg?resize=696%2C418&#038;ssl=1\" alt=\"O bot\u00e2nico Paulo C\u00e2mara, da UnB (Universidade de Bras\u00edlia), em laborat\u00f3rio da Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comandante Ferraz Foto: Elcio Braga \/ Ag\u00eancia O Globo\" width=\"696\" height=\"418\" data-src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/24191658-e1f-953\/FT1086A\/652\/xPaulo-Camara.jpg.pagespeed.ic.sAqu5kgiw4.jpg\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">O bot\u00e2nico Paulo C\u00e2mara, da UnB (Universidade de Bras\u00edlia), em laborat\u00f3rio da Esta\u00e7\u00e3o Ant\u00e1rtica Comandante Ferraz Foto: Elcio Braga \/ Ag\u00eancia O Globo<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>A verba para essas outras atividades n\u00e3o est\u00e1 garantida. O Criosfera 2, por exemplo, que complementa o projeto do primeiro m\u00f3dulo, j\u00e1 foi constru\u00eddo mas est\u00e1 parado em Porto Alegre. A falta de verbas atrasou sua instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Proantar tem atualmente aporte de verbas previsto at\u00e9 2022, situa\u00e7\u00e3o relativamente confort\u00e1vel se comparada ao atual cen\u00e1rio de escassez de verba para ci\u00eancia no Brasil. A preocupa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 com a instabilidade de recursos no longo prazo.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea imagina que vai terminar a pesquisa em tr\u00eas anos, s\u00f3 que dura mais dois, e o dinheiro n\u00e3o aumenta \u2014 observa C\u00e2mara, que lembra que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer 100% da pesquisa in loco: \u2014 No meu caso, de DNA, o sequenciamento precisa ser conclu\u00eddo no continente. Quem normalmente faz esses estudos s\u00e3o os alunos, atrav\u00e9s dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o oferecidos pelas universidades federais. E, para isso, a gente precisa das bolsas.<\/p>\n<h2>\u00c1reas priorit\u00e1rias<\/h2>\n<p>Hoje \u00e9 poss\u00edvel um aluno de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica desenvolver um trabalho de campo na Ant\u00e1rtica, algo que nem sempre foi poss\u00edvel. Jefferson Sim\u00f5es, o coordenador da \u00e1rea cient\u00edfica do Proantar, j\u00e1 tem 30 anos de experi\u00eancia no continente, e lembra de quando as viagens n\u00e3o eram t\u00e3o frequentes.<\/p>\n<p>\u2014 Demorei para pisar na Ant\u00e1rtica pela primeira vez porque fiz meu doutorado antes. A primeira vez foi em 1990, quando voltei de Cambridge \u2014 conta.<\/p>\n<p>Sim\u00f5es foi um dos cientistas que definiram o planejamento estrat\u00e9gico para a pesquisa ant\u00e1rtica, e lista as \u00e1reas priorit\u00e1rias agora.<\/p>\n<p>\u2014 Os principais estudos est\u00e3o nas conex\u00f5es do clima ant\u00e1rtico com o brasileiro, como implementar modelos meteorol\u00f3gicos e clim\u00e1ticos para avalia\u00e7\u00e3o do mar congelado ant\u00e1rtico. Esse \u00e9 o fen\u00f4meno sazonal de maior varia\u00e7\u00e3o no mundo que conhecemos. O mar congelado salta de 2 milh\u00f5es de km\u00b2 no ver\u00e3o para 20 milh\u00f5es de km\u00b2 no inverno. \u2014explica ele: \u2014 Outra \u00e9 a quest\u00e3o do impacto do derretimento de gelo da Ant\u00e1rtica no n\u00edvel m\u00e9dio dos mares. Isso tem implica\u00e7\u00f5es para a costa brasileira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das pesquisas biol\u00f3gicas e m\u00e9dicas como as lideradas por Paulo C\u00e2mara e Luiz Rosa, a Ant\u00e1rtica abriga pesquisa em geologia com implica\u00e7\u00e3o para prospec\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, pesquisas sobre radia\u00e7\u00e3o solar e at\u00e9 astronomia, como o estudo de raios c\u00f3smicos.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Elcio Braga, enviado especial e Rafael Garcia, de S\u00e3o Paulo\/O Globo &#8211; dispon\u00edvel na internet 16\/01\/2020<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi reinaugurada ontem (15) a base brasileira na Ant\u00e1rtica. 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