{"id":44194,"date":"2020-01-27T01:55:15","date_gmt":"2020-01-27T04:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=44194"},"modified":"2020-01-27T07:12:51","modified_gmt":"2020-01-27T10:12:51","slug":"apos-venda-para-boeing-como-sera-a-nova-embraer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/01\/27\/apos-venda-para-boeing-como-sera-a-nova-embraer\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s venda para Boeing como ser\u00e1 a \u2018nova Embraer\u2019"},"content":{"rendered":"<div id=\"cover\">\n<div class=\"blocks bottom\">\n<div class=\"heading\">Uma empresa com cerca de nove mil funcion\u00e1rios, tr\u00eas f\u00e1bricas no Pa\u00eds e outras duas nos Estados Unidos, al\u00e9m de uma receita anual na casa dos R$ 8 bilh\u00f5es. Essa \u00e9 a Embraer que sobrar\u00e1 aqui quando a Boeing levar seus 80% da divis\u00e3o de avi\u00f5es comerciais, a joia da coroa da fabricante brasileira de aeronaves.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div class=\"heading\">&nbsp;A compra foi fechada h\u00e1 um ano e meio e a expectativa \u00e9 que os \u00f3rg\u00e3os reguladores concluam a an\u00e1lise do neg\u00f3cio at\u00e9 abril.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"container\">\n<section class=\"materia infografico n--noticia loaded-comments\" data-url=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/infograficos\/economia,como-sera-a-nova-embraer,1068868\" data-produto=\"Estad\u00e3o\" data-editoria=\"Economia\" data-subeditoria=\"Geral\" data-guid=\"MM_AG_PT_ASSET_1068868\" data-titulo=\"Como ser\u00e1 a \u2018nova Embraer\u2019\" data-tags=\"Embraer; Boeing; Avia\u00e7\u00e3o; Setor a\u00e9reo\" data-tipomidia=\"Not\u00edcias\" data-credito=\"Luciana Dyniewicz\" data-coment=\"no-comments\">\n<div id=\"pw-MM_AG_PT_ASSET_1068868\" class=\"pw-container\" data-acesso=\"0\">\n<div id=\"sw-MM_AG_PT_ASSET_1068868\" class=\"pw-container\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-center corpo-noticias\">\n<div class=\"box infografico__box\">\n<div class=\"content infografico__iframe\">\n<section class=\"arte-content\" data-arte-page=\"page\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A Embraer remanescente passar\u00e1 longe de ser uma companhia irrelevante, mas n\u00e3o se compara \u00e0 atual, com receita de R$ 18 bilh\u00f5es e valor de mercado de R$ 15 bilh\u00f5es. Para continuar \u00ad\u2013 e sobreviver \u00ad\u2013 sem sua divis\u00e3o comercial, motor da companhia, a fabricante ter\u00e1 de se reinventar.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">\n<figure class=\"uva-graphic\"><iframe id=\"iFrameResizer0\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/uva\/?id=z7bWV2&amp;show_title=false&amp;show_description=false&amp;show_brand=false\" scrolling=\"no\" data-uva-id=\"z7bWV2\" data-gtm-yt-inspected-8104086_128=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_587=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Fontes do mercado admitem que a Embraer remanescente ser\u00e1 uma empresa menor, mas n\u00e3o s\u00e3o pessimistas com o futuro da companhia. As duas principais divis\u00f5es da \u201cnova Embraer\u201d \u00ad\u2013 a de fabrica\u00e7\u00e3o de jatos executivos e a de avi\u00f5es para uso militar \u2013, que historicamente apresentam resultados inconsistentes, acabam de colocar novos e eficientes produtos no mercado. A perspectiva \u00e9 que, a partir deste ano, a demanda por eles seja crescente.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">No fim do ano passado, o banco UBS passou, inclusive, a recomendar as a\u00e7\u00f5es da Embraer para compra porque os bra\u00e7os de avia\u00e7\u00e3o executiva e militar da empresa haviam apresentado melhorias que estavam passando despercebidas. Entre elas, citava o potencial de venda dos novos modelos Praetor 600 e Praetor 500, aeronaves executivas de m\u00e9dio porte. Agora, em janeiro, ap\u00f3s as a\u00e7\u00f5es subirem quase 10% e se aproximarem do valor que considera \u201cjusto\u201d, o banco mudou sua recomenda\u00e7\u00e3o para neutra. O Bradesco, em relat\u00f3rio de dezembro, afirmou ainda que \u201ca perspectiva para a avia\u00e7\u00e3o executiva e de defesa est\u00e1 melhorando\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/praetor.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/praetor.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">O Praetor 600, que custa a partir de US$ 20 milh\u00f5es, \u00e9 uma das apostas da divis\u00e3o de jatos executivos da Embraer, que come\u00e7a a apresentar rentabilidade melhor.FOTO: DENIS BALIBOUSE\/REUTERS &#8211; 21\/5\/2019<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\">\n<h4 class=\"\">O PLANO DE VOO DA NOVA COMPANHIA<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Como o neg\u00f3cio com a Boeing ainda n\u00e3o foi conclu\u00eddo, os executivos da companhia relutam em detalhar o que planejam para a nova Embraer. D\u00e3o apenas algumas dicas. A \u00e1rea de servi\u00e7os, como manuten\u00e7\u00e3o de aeronaves, deve crescer. O segmento de defesa tamb\u00e9m vai avan\u00e7ar com as vendas do C-390 Millenium (cargueiro militar cujo projeto foi rec\u00e9m-conclu\u00eddo). E as novas tecnologias, como o carro voador e os microssat\u00e9lites que poder\u00e3o ser usados para monitorar produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas, podem apontar o futuro da empresa.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Segundo o vice-presidente de opera\u00e7\u00f5es da Embraer, Nelson Salgado, a ideia \u00e9 que os tr\u00eas bra\u00e7os remanescentes (executiva, defesa e servi\u00e7os) sejam respons\u00e1veis, cada um, por 30% da receita da nova empresa. Isso implica em uma expans\u00e3o acelerada dos servi\u00e7os, que hoje correspondem a 19,1% e empregam 2.300 funcion\u00e1rios. \u201c\u00c9 uma \u00e1rea que tem muita possibilidade e n\u00e3o necessariamente s\u00f3 nos nossos avi\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Para avan\u00e7ar na velocidade desejada, a divis\u00e3o considera a possibilidade de aquisi\u00e7\u00f5es, principalmente de empresas que j\u00e1 tenham licen\u00e7a para fazer manuten\u00e7\u00e3o de aeronaves de outras marcas. \u201cH\u00e1 pouco tempo, ampliamos nosso centro de manuten\u00e7\u00e3o em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos. N\u00e3o tenho d\u00favida de que vamos precisar ampliar mais os centros que j\u00e1 temos e tamb\u00e9m recorrer a aquisi\u00e7\u00f5es\u201d, diz o presidente da \u00e1rea de servi\u00e7os e suporte de Embraer, Johann Bordais.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A Embraer j\u00e1 presta servi\u00e7o de manuten\u00e7\u00e3o para avi\u00f5es de outras fabricantes atrav\u00e9s da OGMA, empresa portuguesa em que tem 65% de participa\u00e7\u00e3o \u2013 o restante \u00e9 do governo portugu\u00eas. A ideia da Embraer \u00e9 replicar esse modelo de neg\u00f3cio.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O projeto de expans\u00e3o dos servi\u00e7os tem potencial, afirmam fontes pr\u00f3ximas \u00e0 companhia. Mesmo se fizesse apenas a manuten\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es Embraer, o mercado seria grande. Desde 2005, a companhia entregou uma m\u00e9dia de cem avi\u00f5es executivos por ano. Quanto mais antigas ficam essas aeronaves, maior a necessidade de reparos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/manuten%C3%A7ao.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Centro de manuten\u00e7\u00e3o em Nashville, nos Estados Unidos, \u00e9 um dos 80 que a empresa possui.FOTO: ERICH SHIBATA NISHIYAMA\/EMBRAER<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Outra alternativa \u00e9 personalizar e modernizar jatos Embraer que s\u00e3o revendidos. \u201cO avi\u00e3o Embraer \u00e9 um sucesso na revenda. A\u00ed temos uma oportunidade\u201d, diz Bordais. A parte de manuten\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es comerciais, por\u00e9m, ir\u00e1 com a Boeing, levando 60% das receitas atuais da divis\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Na divis\u00e3o de defesa, a aposta \u00e9 que a joint venture criada entre Embraer e Boeing para vender o cargueiro C-390 Millenium, da qual a Embraer \u00e9 controladora, impulsione a \u00e1rea. \u201cCom a joint venture, a expectativa \u00e9 aumentar as vendas do C-390 e vender para o mercado americano\u201d, diz o presidente de defesa da companhia, Jackson Schneider.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Por enquanto, apenas o governo brasileiro e o portugu\u00eas fizeram encomendas do avi\u00e3o, cuja primeira unidade foi entregue em setembro. Mas a parceria da Boeing com a Embraer para comercializar o cargueiro (o maior avi\u00e3o j\u00e1 produzido pela brasileira) \u201cpode ser transformacional\u201d, escreveu o analista Victor Mizusaki, no fim do ano passado, em relat\u00f3rio do Bradesco BBI. A possibilidade de, atrav\u00e9s da Boeing, compras serem financiadas pelo governo americano e a for\u00e7a de vendas da Boeing ampliam o potencial da divis\u00e3o de defesa da Embraer.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">\u201cA partir de 2022 ou 2023, quando a produ\u00e7\u00e3o ganhar cad\u00eancia, devemos ter um crescimento acelerado e a \u00e1rea militar deve se aproximar da executiva (<i>em faturamento<\/i>)\u201d, diz Salgado. Em 2018, a receita l\u00edquida da avia\u00e7\u00e3o executiva foi de R$ 4,2 bilh\u00f5es, enquanto a de defesa ficou em R$ 2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/c-390b.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/c-390b.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Parceria com Boeing para vender o cargueiro C-390 Millenium deve impulsionar divis\u00e3o de defesa da Embraer.FOTO: CLAUDIO CAPUCHO\/EMBRAER<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A \u00e1rea de defesa ser\u00e1 ainda essencial para manter a Embraer como uma empresa desenvolvedora de tecnologia de ponta, dizem fontes. Encomendas de equipamentos militares feitas por governos j\u00e1 costumam ser o principal propulsor de novas tecnologias no setor a\u00e9reo, mas, sem a divis\u00e3o comercial \u2013 que tamb\u00e9m cria demandas tecnol\u00f3gicas \u2013, isso deve se tornar ainda mais preponderante.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O pr\u00f3prio vice-presidente de engenharia da Embraer, Daniel Moczydlower, admite a depend\u00eancia. \u201cHoje conseguimos balancear as apostas conforme um mercado est\u00e1 em alta e outro em baixa. \u00c0 medida em que reduz a \u00e1rea comercial, o peso do governo como indutor da ind\u00fastria aeron\u00e1utica se torna muito relevante\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que novos contingenciamentos do governo reduzam as encomendas feitas para a Embraer. Em dezembro, no entanto, a assinatura de um memorando de entendimento entre a empresa e a For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB) para o estudo de um potencial desenvolvimento de uma nova aeronave leve de transporte militar foi vista como um bom sinal.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Ainda que haja alguma redu\u00e7\u00e3o nos pedidos de pesquisas do governo, a Embraer n\u00e3o deve reduzir seus investimentos na \u00e1rea, garante o vice-presidente de opera\u00e7\u00f5es, Nelson Salgado. Segundo o executivo, o programa permanente de desenvolvimento de tecnologias continuar\u00e1 recebendo entre 5% e 7% das receitas da empresa.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Dos novos projetos tecnol\u00f3gicos que j\u00e1 est\u00e3o avan\u00e7ados, o do eVtol (esp\u00e9cie de helic\u00f3ptero, mas el\u00e9trico, e que decola e pousa verticalmente, popularmente chamado de carro voador) est\u00e1 entre os que melhor podem indicar o futuro da companhia no m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">\u201c\u00c9 uma das avenidas de crescimento mais interessantes para a empresa hoje. Muitas startups est\u00e3o desenvolvendo eVtols, mas, para poder oper\u00e1-los, ser\u00e1 preciso de certifica\u00e7\u00e3o (<i>concedida por autoridades do setor<\/i>). Acreditamos que temos possibilidade de chegarmos antes que os concorrentes nisso\u201d, acrescenta Salgado.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/evtol.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"width: 616px;\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/evtol.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"392\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Carro voador pode ser um dos principais produtos da Embraer no m\u00e9dio prazo.FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Outro projeto que pode ser promissor \u00e9 o desenvolvido pela Visiona, empresa da qual a Embraer \u00e9 s\u00f3cia, ao lado da Telebr\u00e1s. Juntas, as companhias trabalham na cria\u00e7\u00e3o de nanossat\u00e9lites, que poder\u00e3o ser usados, por exemplo, no monitoramento de produ\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. Parcerias como a feita com a Telebras, ali\u00e1s, podem voltar a acontecer a partir de 2021, de acordo com Moczydlower.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">\u201cAplicar solu\u00e7\u00f5es aeron\u00e1uticas em outros mercados \u00e9 uma tend\u00eancia grande. De 2021 para frente, devemos olhar oportunidades de aquisi\u00e7\u00e3o de empresas. O que n\u00e3o para at\u00e9 l\u00e1 \u00e9 o investimento atrav\u00e9s de fundo de venture capital\u201d, diz o vice-presidente de engenharia.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\">\n<h4 class=\"\">DE CASA NOVA<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Para n\u00e3o perder seu DNA de inova\u00e7\u00e3o, a Embraer tamb\u00e9m est\u00e1 se modernizando. Como a unidade principal da empresa, a f\u00e1brica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, ficar\u00e1 com a Boeing, uma nova sede est\u00e1 sendo constru\u00edda com R$ 120 milh\u00f5es em investimentos. Com a mudan\u00e7a, ficar\u00e3o para tr\u00e1s os escrit\u00f3rios antigos e entrar\u00e1 em cena o modelo que lembra startups, com ambientes abertos \u2013 sem lugares marcados \u2013 que estimulam o trabalho em grupo e d\u00e3o maior agilidade.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">\u201cPara uma empresa industrial, estamos dando um salto. A nova sede \u00e9 um s\u00edmbolo da cultura que queremos\u201d, diz o vice-presidente de pessoal, Carlos Griner.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"video\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media arte-image-local\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A nova sede ficar\u00e1 no distrito de Eug\u00eanio de Melo, tamb\u00e9m em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, onde j\u00e1 trabalham 1.300 pessoas. Ap\u00f3s a reforma, a unidade passa a ter capacidade para 4.000 empregados. A partir da pr\u00f3xima semana, funcion\u00e1rios que foram selecionados para permanecer na Embraer j\u00e1 come\u00e7am a atuar nesses novos escrit\u00f3rios.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A divis\u00e3o dos trabalhadores entre Embraer e Boeing foi um dos pontos mais delicados durante esse processo de transforma\u00e7\u00e3o. Segundo Griner, cada chefe foi respons\u00e1vel por fazer a separa\u00e7\u00e3o de suas equipes, num trabalho que envolveu 130 funcion\u00e1rios. Os trabalhadores foram ouvidos, mas nem sempre foi poss\u00edvel atender as op\u00e7\u00f5es deles. \u201cEra preciso manter capacidade dos dois lados (<i>Embraer e Boeing<\/i>). Para isso, contava a experi\u00eancia de cada trabalhador\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Segundo funcion\u00e1rios ouvidos pelo&nbsp;<strong>Estado<\/strong>, no entanto, os crit\u00e9rios adotados para dividi-los entre as companhia n\u00e3o ficaram claros, assim como n\u00e3o foram esclarecidas d\u00favidas sobre o futuro da Embraer. De acordo com relatos, tanto os que permanecem na empresa brasileira como os que v\u00e3o para a americana est\u00e3o preocupados.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Entre os que ficam, o principal motivo de apreens\u00e3o \u00e9 a possibilidade de que cortes dr\u00e1sticos de custos resultem em demiss\u00f5es. \u201cOs jatos comerciais eram que davam lucro. Sem eles, vai ser preciso cortar custo\u201d, diz um engenheiro.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/novasede.jpg?w=696&#038;ssl=1\"><figcaption><span class=\"arte-image-caption\">Nova sede da empresa n\u00e3o ter\u00e1 lugar marcado, e espelho d&#8217;\u00e1gua ser\u00e1 constru\u00eddo em \u00e1rea externa, onde funcion\u00e1rios tamb\u00e9m poder\u00e3o trabalhar.<\/span><span class=\"arte-image-credit\">FOTO: TABA BENEDICTO\/ESTAD\u00c3O &#8211; 19\/12\/2019<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Em relat\u00f3rio de dezembro, o Bradesco destacou justamente a inten\u00e7\u00e3o da empresa em se tornar mais eficiente: \u201cA Embraer sinalizou que seu novo CEO, Francisco Gomes (<i>ex-presidente da Marcopolo<\/i>), e que Nelson Salgado, atual diretor financeiro e futuro diretor de opera\u00e7\u00f5es, focar\u00e3o em aumentar a efici\u00eancia do processo industrial, reduzindo o n\u00edvel de invent\u00e1rio, por exemplo\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com o fim do ciclo de grandes projetos tanto na \u00e1rea executiva como na de defesa. \u201cOs principais projetos foram conclu\u00eddos. Estamos com pouco trabalho ultimamente\u201d, acrescenta outro engenheiro.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">J\u00e1 os funcion\u00e1rios que v\u00e3o para a Boeing est\u00e3o reticentes com os poss\u00edveis desdobramentos da crise da empresa, que acaba de perder o t\u00edtulo de maior fabricante de aeronaves do mundo para a Airbus. A companhia atravessa o pior per\u00edodo de sua hist\u00f3ria desde que dois avi\u00f5es 737 MAX ca\u00edram, em outubro de 2018 e em mar\u00e7o de 2019, matando 346 pessoas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/boeing.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/aviacao\/nova-embraer\/media\/images\/boeing.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Avi\u00f5es 737 MAX, da Boeing, est\u00e3o proibidos de voar pela FAA, \u00f3rg\u00e3o que regulamenta a avia\u00e7\u00e3o civil nos Estados Unidos.FOTO: LINDSEY WASSON\/REUTERS &#8211; 1\/7\/2019<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">H\u00e1 ainda uma tens\u00e3o com a possibilidade de a Boeing transformar sua unidade brasileira em apenas uma planta de fabrica\u00e7\u00e3o, sem valorizar o time de engenharia e concentrando todos os desenvolvimentos nos Estados Unidos. Essa possibilidade, no entanto, \u00e9 mais remota, segundo analistas, pois a americana est\u00e1 em um momento em que necessita profissionais para desenvolver novos projetos.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A quest\u00e3o da crise decorrente das quedas do 737, no entanto, \u00e9 vista como mais relevante pelos especialistas. A Embraer n\u00e3o comenta o assunto e a Boeing afirma que n\u00e3o haver\u00e1 impacto no Brasil. A situa\u00e7\u00e3o da empresa americana, por\u00e9m, se deteriora a cada dia enquanto n\u00e3o consegue a libera\u00e7\u00e3o dos avi\u00f5es pelas autoridades americanas.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Por enquanto, nenhum analista considera que o acordo possa ser cancelado, mas alguns ponderam que vendas futuras dos avi\u00f5es comerciais da Embraer podem ser prejudicadas em um primeiro momento. Como a \u201cnova Embraer\u201d tem 20% de participa\u00e7\u00e3o nessas vendas, acabaria sendo afetada tamb\u00e9m \u2013 e a\u00ed a brasileira teria de provar que suas divis\u00f5es remanescentes s\u00e3o suficientes para lev\u00e1-la adiante.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Por outro lado, a Boeing precisa de um produto bom para comercializar, diz um executivo do setor. Pode ser a chance de o avi\u00e3o brasileiro ganhar mais popularidade globalmente e alavancar a Embraer remanescente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A nova casa da Embraer\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-DSmK97SvTk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Luciana Dyniewicz\/O Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; dispon\u00edvel na internet 27\/01\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma empresa com cerca de nove mil funcion\u00e1rios, tr\u00eas f\u00e1bricas no Pa\u00eds e outras duas nos Estados Unidos, al\u00e9m de uma receita anual na casa dos R$ 8 bilh\u00f5es. Essa \u00e9 a Embraer que sobrar\u00e1 aqui quando a Boeing levar seus 80% da divis\u00e3o de avi\u00f5es comerciais, a joia da coroa da fabricante brasileira de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":24536,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-44194","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boeing-embraer-750x500.jpg?fit=750%2C500&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44194\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24536"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}