{"id":44211,"date":"2020-01-28T02:30:23","date_gmt":"2020-01-28T05:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=44211"},"modified":"2020-01-27T17:02:24","modified_gmt":"2020-01-27T20:02:24","slug":"sobreviventes-retornam-a-auschwitz-nos-75-anos-da-libertacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/01\/28\/sobreviventes-retornam-a-auschwitz-nos-75-anos-da-libertacao\/","title":{"rendered":"Sobreviventes retornam a Auschwitz nos 75 anos da liberta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Autoridades de 50 pa\u00edses participam da solenidade no antigo campo de concentra\u00e7\u00e3o na Pol\u00f4nia, em meio a temores pelo aumento do antissemitismo. &#8220;Precisamos tomar cuidado para que n\u00e3o volte a acontecer&#8221;, diz sobrevivente.<\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<p>Mais de 200 sobreviventes do Holocausto e delega\u00e7\u00f5es de mais de 50 pa\u00edses se reuniram nesta segunda-feira (27\/01) no antigo <a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/dez-fatos-sobre-o-campo-de-concentra%C3%A7%C3%A3o-de-auschwitz\/a-52141454\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista de Auschwitz-Birkenau<\/a>, na Pol\u00f4nia,&nbsp;para marcar o 75\u00ba anivers\u00e1rio de liberta\u00e7\u00e3o do local, no fim da Segunda Guerra Mundial. A cerim\u00f4nia ocorre em meio a temores de v\u00e1rios pa\u00edses em rela\u00e7\u00e3o ao crescente antissemitismo.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>Dezenas de sobreviventes, acompanhados de filhos, netos, bisnetos e outros familiares, atravessaram o port\u00e3o de ferro com a inscri\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Arbeit macht frei<\/em>&nbsp;(&#8220;o trabalho liberta&#8221;), pelo qual as v\u00edtimas passavam antes de serem assassinadas.<\/p>\n<p>Muitos usavam gorros e len\u00e7os listrados de azul e branco, simbolizando os uniformes usados pelos prisioneiros. O presidente polon\u00eas, Andrzej Duda, tamb\u00e9m participou da caminhada e depositou flores perto do &#8220;muro da morte&#8221;. <span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"picBox full\">\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/52162407_303.jpg?ssl=1\" rel=\"nofollow\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Idoso atravessa o port\u00e3o de Auschwitz com len\u00e7o no pesco\u00e7o listrado de azul e branco\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/52162407_303.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Idoso atravessa o port\u00e3o de Auschwitz com len\u00e7o no pesco\u00e7o listrado de azul e branco\" width=\"696\" height=\"392\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Muitos sobreviventes participaram da caminhada com len\u00e7os e gorros listrados, em alus\u00e3o ao uniforme dos prisioneiros. Idoso atravessa o port\u00e3o de Auschwitz com len\u00e7o no pesco\u00e7o listrado de azul e branco<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>&#8220;Precisamos forjar o futuro do mundo com base em uma compreens\u00e3o profunda do que aconteceu h\u00e1 mais de 75 anos no cora\u00e7\u00e3o da Europa e no que as testemunhas oculares continuam nos relatando&#8221;, escreveu Duda em comunicado divulgado antes do evento.<\/p>\n<p>&#8220;A&nbsp;verdade sobre o Holocausto n\u00e3o deve morrer. N\u00e3o cessaremos nossos esfor\u00e7os para fazer o mundo se lembrar desse crime. Para que nada disso aconte\u00e7a novamente.&#8221;<\/p>\n<p>Mais de 1 milh\u00e3o de pessoas, a maioria judias, foram mortas pelos nazistas em Auschwitz. Cerca de 900 mil foram assassinadas&nbsp;em c\u00e2maras de g\u00e1s logo ap\u00f3s a chegada ao campo.<\/p>\n<p>Em seu discurso, o sobrevivente Marian Turski lembrou&nbsp;que &#8220;Auschwitz n\u00e3o caiu do c\u00e9u&#8221;. Ele falou sobre a \u00e9poca em que morava em Berlim na d\u00e9cada de 1930, quando apareceram os primeiros bancos com inscri\u00e7\u00f5es &#8220;proibido para judeus&#8221; em bairros de classe m\u00e9dia, com muitos acad\u00eamicos, e fez um alerta.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos tomar cuidado para que isso n\u00e3o volte a acontecer. Precisamos prestar aten\u00e7\u00e3o aos sinais, precisamos defender as leis e respeitar as leis das minorias&#8221;, disse Turski. Ele destacou a&nbsp;import\u00e2ncia de n\u00e3o ser indiferente a viola\u00e7\u00f5es dos direitos das minorias.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o seja indiferente ao ver mentiras sobre a hist\u00f3ria, ao ver que o passado est\u00e1 sendo usado para objetivos pol\u00edticos atuais, e n\u00e3o seja indiferente quando uma minoria est\u00e1 sendo discriminada&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Yvonne Engelman, de 92 anos, que perdeu os pais no campo de exterm\u00ednio, lembrou os horrores do local. &#8220;Pod\u00edamos ouvir crian\u00e7as tossindo, chorando e sufocando com o g\u00e1s, e sent\u00edamos o cheiro da carne humana e o maior medo j\u00e1 sentido de ser talvez a pr\u00f3xima v\u00edtima&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Engelman contou que sobreviveu por um milagre. Quando chegou ao campo, foi despida, teve a cabe\u00e7a raspada e foi colocada numa c\u00e2mara de g\u00e1s, que n\u00e3o funcionou naquele dia.<\/p>\n<div class=\"picBox full\nrechts\n\"><\/p>\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/52162367_401.jpg?ssl=1\" rel=\"nofollow\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Em primeiro plano, duas senhoras idosas caminham com len\u00e7os listrados de azul e branco no pesco\u00e7o. Uma delas est\u00e1 com a bandeira da Pol\u00f4nia em m\u00e3os\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/52162367_401.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Em primeiro plano, duas senhoras idosas caminham com len\u00e7os listrados de azul e branco no pesco\u00e7o. Uma delas est\u00e1 com a bandeira da Pol\u00f4nia em m\u00e3os\" width=\"696\" height=\"392\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Cerca de 200 sobreviventes participaram da cerim\u00f4nia no antigo campo de Auschwitz. Em primeiro plano, duas senhoras idosas caminham com len\u00e7os listrados de azul e branco no pesco\u00e7o. Uma delas est\u00e1 com a bandeira da Pol\u00f4nia em m\u00e3os<\/figcaption><\/figure>\n<p>O sobrevivente David Marks, de 91 anos, disse que gostaria que esse horror jamais voltasse a se repetir e tamb\u00e9m fez um alerta. &#8220;Um ditador n\u00e3o aparece de um dia para o outro. Se n\u00e3o prestarmos aten\u00e7\u00e3o, um dia acordaremos e ser\u00e1 muito tarde.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Autoridades presentes<\/strong><\/p>\n<p>A R\u00fassia, cujos soldados do Ex\u00e9rcito Vermelho sovi\u00e9tico libertaram o campo em 27 de janeiro de 1945, foi representada na solenidade pelo&nbsp;embaixador do pa\u00eds na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>O presidente israelense, Reuven Rivlin, tamb\u00e9m participou da cerim\u00f4nia e refor\u00e7ou seu temor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;crescente onda de antissemitismo.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje ouvimos vozes que espalham \u00f3dio, na internet, nas ruas e nos centros de poder pol\u00edtico. Nosso dever \u00e9 combater o antissemitismo, o racismo e a nostalgia fascista, males que amea\u00e7am corroer as funda\u00e7\u00f5es das nossas democracias&#8221;, disse Rivlin antes da solenidade.<\/p>\n<p>Na&nbsp;manh\u00e3 desta segunda-feira, o presidente alem\u00e3o, Frank-Walter Steinmeier, se reuniu com tr\u00eas sobreviventes em Berlim e, em seguida, viajou com eles para a cerim\u00f4nia na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>Juntamente com sua esposa, Elke B\u00fcdenbender, o chefe de Estado deixou uma mensagem no livro do memorial.<\/p>\n<p>&#8220;Auschwitz \u00e9 um lugar de horror e de culpa da Alemanha. Foram os alem\u00e3es que degradaram, torturaram e assassinaram outras pessoas. Sabemos o que aconteceu e precisamos saber que isso pode acontecer novamente&#8221;, escreveu Steinmeier. &#8220;N\u00e3o queremos e n\u00e3o esqueceremos o sofrimento deles.<\/p>\n<p>O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, tamb\u00e9m esteve em Auschwitz, mas no domingo,&nbsp;e lembrou o grande n\u00famero de v\u00edtimas ucranianas no Holocausto.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma das maiores trag\u00e9dias do mundo para todos os ucranianos, para todas as pessoas do mundo. \u00c9 por isso que eu e meu time estamos aqui, para honrar a mem\u00f3ria das v\u00edtimas do Holocausto, as v\u00edtimas de Auschwitz. Um quarto dos judeus que morreram na Segunda Guerra Mundial era&nbsp;da Ucr\u00e2nia, ent\u00e3o todos os ucranianos sabem o que \u00e9 o Holocausto. Foi uma grande trag\u00e9dia&#8221;, declarou ele \u00e0 DW.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 28\/01\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autoridades de 50 pa\u00edses participam da solenidade no antigo campo de concentra\u00e7\u00e3o na Pol\u00f4nia, em meio a temores pelo aumento do antissemitismo. &#8220;Precisamos tomar cuidado para que n\u00e3o volte a acontecer&#8221;, diz sobrevivente. Mais de 200 sobreviventes do Holocausto e delega\u00e7\u00f5es de mais de 50 pa\u00edses se reuniram nesta segunda-feira (27\/01) no antigo campo de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44212,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-44211","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/sobreviventes_auschwitz_birkenau-2225669.jpg?fit=800%2C670&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44211"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44211\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44212"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}