{"id":44304,"date":"2020-01-30T02:55:57","date_gmt":"2020-01-30T05:55:57","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=44304"},"modified":"2020-01-30T04:30:53","modified_gmt":"2020-01-30T07:30:53","slug":"capes-busca-maior-qualidade-em-programas-de-intercambio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/01\/30\/capes-busca-maior-qualidade-em-programas-de-intercambio\/","title":{"rendered":"Capes busca maior qualidade em programas de interc\u00e2mbio"},"content":{"rendered":"<div class=\"newsHeader\">Incentivar a chamada internacionaliza\u00e7\u00e3o em casa no ensino superior brasileiro e a busca por financiamento privado e de institui\u00e7\u00f5es de ensino estrangeiras s\u00e3o estrat\u00e9gias da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) para fazer com que as universidades estejam mais conectadas ao cen\u00e1rio internacional. O objetivo da Capes \u00e9 que as institui\u00e7\u00f5es de ensino brasileiras desenvolvam projetos consistentes de internacionaliza\u00e7\u00e3o, de acordo com o Coordenador de Parcerias Estrat\u00e9gicas, Patricio Marinho.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<article>\u201cInternacionaliza\u00e7\u00e3o em casa s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que as universidades podem fazer para criar um ambiente internacional sem necessariamente ter que mandar gente para fora, o que \u00e9 uma quest\u00e3o que at\u00e9 economicamente complica as coisas porque envolve necessidade de recursos maiores\u201d, diz Marinho.&nbsp;Internacionaliza\u00e7\u00e3o em casa envolve aulas e cursos com professores de outros pa\u00edses, correspond\u00eancia com pesquisadores estrangeiros e desenvolvimento de parcerias com esses pesquisadores e professores, al\u00e9m de outras a\u00e7\u00f5es na pr\u00f3pria universidade.&nbsp;A Capes busca ainda parcerias diretas com institui\u00e7\u00f5es de ensino estrangeiras, propondo que elas ajudem no custeio dos estudos de brasileiros e incentiva que institui\u00e7\u00f5es de ensino se aproximem do setor privado para obter financiamento. Para isso, a Capes tem oferecido capacita\u00e7\u00f5es e&nbsp;<em>workshops<\/em>. \u201cA ideia \u00e9 criar capacidades e compet\u00eancias nas institui\u00e7\u00f5es para elas irem atr\u00e1s de identificarem fontes de recursos que fa\u00e7a elas ficarem, de certa forma, independentes do fomento p\u00fablico. Porque muitas vezes \u00e9 imprevis\u00edvel quando vai sair o pr\u00f3ximo edital\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n<h2>Ajuste financeiro<\/h2>\n<p>As estrat\u00e9gias pretendem driblar um cen\u00e1rio de ajuste financeiro. No ano passado, a Capes, que \u00e9 respons\u00e1vel pela oferta de bolsas da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o brasileira e tamb\u00e9m pela forma\u00e7\u00e3o de pessoal, chegou a&nbsp;bloquear bolsas de ensino&nbsp;do mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado nacionais.&nbsp;As bolsas posteriormente foram liberadas, mas a coordena\u00e7\u00e3o anunciou que reformularia a forma como as&nbsp;novas bolsas seriam distribu\u00eddas.&nbsp;<\/p>\n<p>O impacto econ\u00f4mico chega tamb\u00e9m \u00e0s bolsas internacionais. A Capes era uma das respons\u00e1veis pelo Ci\u00eancia sem Fronteiras, programa que oferecia bolsas de estudo para estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o fazerem interc\u00e2mbio. A meta do governo era enviar 100 mil estudantes para o exterior. O programa sofreu uma s\u00e9rie de cr\u00edticas, entre elas, a falta de controle da qualidade desses interc\u00e2mbios, mas foi respons\u00e1vel, segundo Marinho, por \u201ccolocar o Brasil no mapa\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Agora, o Projeto Institucional de Internacionaliza\u00e7\u00e3o (Print), que seleciona institui\u00e7\u00f5es de ensino e oferece bolsas de estudo e recursos para internacionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 um dos principais programas voltados para esse prop\u00f3sito. De acordo com Marinho, a sele\u00e7\u00e3o ficou mais rigorosa e busca qualificar melhor a internacionaliza\u00e7\u00e3o brasileira. O edital foi aberto para 40 institui\u00e7\u00f5es, mas selecionou 36, que cumpriram os requisitos necess\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMuito do que a gente est\u00e1 trabalhando \u00e9 em incentivar as universidades a se olharem, se entenderem e saberem para onde querem ir. Porque a internacionaliza\u00e7\u00e3o em si n\u00e3o \u00e9 um fim, ela \u00e9 um meio, conforme as necessidades que essa universidade tem\u201d, defende.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\">\n<p><figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/pttoiqP8v_0hFOJ0fl5LHmSvsHs%3D\/754x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/49452727422_89bd6bb876_o.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"Frank Noon\/ British Council\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/imagens.ebc.com.br\/pttoiqP8v_0hFOJ0fl5LHmSvsHs%3D\/754x0\/smart\/http%3A\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/49452727422_89bd6bb876_o.jpg?resize=696%2C463\" alt=\"British Council\" width=\"696\" height=\"463\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">O Coordenador de Parcerias Estrat\u00e9gicas, Patricio Marinho, disse que o&nbsp;objetivo da Capes \u00e9 que as institui\u00e7\u00f5es de ensino brasileiras desenvolvam projetos consistentes de internacionaliza\u00e7\u00e3o&nbsp;&#8211;&nbsp;Frank Noon\/ British Council<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><span style=\"font-size: 27px;\">Abertura para o mundo&nbsp;<\/span><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O&nbsp;fomento \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o&nbsp;foi assunto discutido no semin\u00e1rio UK-BR sobre internacionaliza\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas lingu\u00edsticas na educa\u00e7\u00e3o superior, organizado pelo British Council, em Londres.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe o Brasil quiser ser relevante para a produ\u00e7\u00e3o de sua pesquisa e com retorno para a pr\u00f3pria sociedade, tem que dialogar. O pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 isolado no mundo. Tem que dialogar com o que acontece no mundo inteiro\u201d, defendeu a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Internacional (Faubai), Maria Leonor Alves da Maia.&nbsp;<\/p>\n<p>Maria disse que o governo federal \u00e9 estruturador das pol\u00edticas p\u00fablicas no pa\u00eds. \u201c\u00c9 fundamental a gente ter diretrizes nacionais e incentivos nacionais\u201d, disse. Ela ressaltou que 63% dos pesquisadores n\u00e3o tiveram nenhuma experi\u00eancia internacional.<\/p>\n<p>Para a presidente, a tecnologia pode ajudar muito nesse cen\u00e1rio: \u201cAs novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o podem fazer com que esses mundos se aproximem. N\u00e3o necessariamente precisa de mobilidade f\u00edsica para que a rela\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es de ensino aconte\u00e7a. As tecnologias podem permitir troca de conhecimento e de experi\u00eancia\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n<h2>Mais trocas&nbsp;<\/h2>\n<p>O Brasil tem avan\u00e7ado. De acordo com dados copilados pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), os \u00edndices de colabora\u00e7\u00e3o internacional passaram de 25% para 38%, entre 2008 e 2018, para o Brasil como um todo. Em 2018, foram publicados, 56.396 trabalhos cient\u00edficos com autores sediados no Brasil. Desses, 21.506, o equivalente a 38%, inclu\u00edam coautores de outros pa\u00edses. Os dados s\u00e3o referentes \u00e0s&nbsp;universidades l\u00edderes em pesquisa&nbsp;no Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o tem pol\u00edtica de globaliza\u00e7\u00e3o, ele sofre a globaliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz o presidente da Conselho Nacional das Funda\u00e7\u00f5es Estaduais de Amparo \u00e0 Pesquisa (Confap), Evaldo Ferreira Vilela. \u201cA internacionaliza\u00e7\u00e3o, na verdade, n\u00e3o tem car\u00e1ter de prioridade nas agendas de governo, isso atrapalha tremendamente, porque fica na vontade de professores, de reitores, de funda\u00e7\u00f5es de alocar recurso para isso\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Vilela, as dificuldades nos estados s\u00e3o principalmente duas, a redu\u00e7\u00e3o dos repasses dos governos estaduais para esse tipo de iniciativa e a falta de qualifica\u00e7\u00e3o de estudantes. \u201cAs funda\u00e7\u00f5es de amparo \u00e0 pesquisa t\u00eam um papel fundamental no aproveitamento dos talentos que temos na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, principalmente dos doutorandos. A maior dificuldade que a gente encontra para apoiar esses talentos \u00e9 a quest\u00e3o da l\u00edngua. A maior parte deles n\u00e3o tem profici\u00eancia em ingl\u00eas ou outra l\u00edngua e isso \u00e9 uma barreira dif\u00edcil de romper\u201d, diz. &nbsp;<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio, que ocorreu nos dias 27 e 28, foi uma iniciativa do programa Universidades para o Mundo, criado para favorecer a coopera\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es brasileiras e brit\u00e2nicas. O programa enfoca temas com os quais o setor de educa\u00e7\u00e3o superior tem se confrontado enquanto avan\u00e7a no processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o no Brasil. O Universidades para o Mundo \u00e9 uma iniciativa do British Council, organiza\u00e7\u00e3o internacional do Reino Unidos para rela\u00e7\u00f5es culturais e oportunidades educacionais.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Incentivar a chamada internacionaliza\u00e7\u00e3o em casa no ensino superior brasileiro e a busca por financiamento privado e de institui\u00e7\u00f5es de ensino estrangeiras s\u00e3o estrat\u00e9gias da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) para fazer com que as universidades estejam mais conectadas ao cen\u00e1rio internacional. 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