{"id":44403,"date":"2020-02-03T01:15:08","date_gmt":"2020-02-03T04:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=44403"},"modified":"2020-02-03T05:29:33","modified_gmt":"2020-02-03T08:29:33","slug":"habilidades-socioemocionais-dividem-espaco-com-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/02\/03\/habilidades-socioemocionais-dividem-espaco-com-tecnologia\/","title":{"rendered":"Habilidades socioemocionais dividem espa\u00e7o com tecnologia."},"content":{"rendered":"<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\"><em><strong>Especialistas indicam que, daqui para frente, a palavra \u2018profiss\u00e3o\u2019 d\u00e1 lugar ao substantivo \u2018carreira\u2019; a sequ\u00eancia de experi\u00eancias pode contar mais que a forma\u00e7\u00e3o inicial<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"\">No estudo do Escrit\u00f3rio de Carreiras da USP (Ecar), que mapeou as dez carreiras do futuro, j\u00e1 n\u00e3o se utiliza a palavra profiss\u00e3o. Isso \u00e9 reflexo da mobilidade que os profissionais t\u00eam hoje em seus trabalhos. \u201cCarreira \u00e9 a sequ\u00eancia de experi\u00eancias pessoais de trabalho ao longo do tempo. A gente vai transitando. Come\u00e7a com uma forma\u00e7\u00e3o inicial e vai fazendo migra\u00e7\u00f5es\u201d, diz Tania Casado, diretora do ECar.<\/p>\n<p>O modelo de sucesso desse novo modo de construir uma vida profissional \u00e9 a chamada \u201ccarreira inteligente\u201d. \u201cDentro desse conceito, \u00e9 preciso saber o porqu\u00ea, os valores que te movem em uma carreira; descobrir o como chegar onde se almeja, que caminho trilhar; e quem pode te auxiliar e te guiar nesse caminho. \u00c9 o que chamamos de \u2018knowing why, knowing how, knowing whom\u2019\u201d, explica a professora.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/07.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/07.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Professora da USP, Tania Casado, coordenou pesquisa que definiu as \u00e1reas do futuro.FOTO: WERTHER SANTANA\/ESTAD\u00c3O<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Que a tecnologia deve permear praticamente todos os segmentos daqui para frente, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. No entanto, isso n\u00e3o significa que estudar Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI) seja a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para conseguir emprego. Na pesquisa, a carreira de \u2018transforma\u00e7\u00e3o digital\u2019, por exemplo, envolve diferentes profissionais. Ela \u00e9 definida como: \u201cprodutos e servi\u00e7os voltados a mudan\u00e7as estruturais nas organiza\u00e7\u00f5es e na sociedade, por meio da tecnologia\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"video\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media arte-image-local\">\n<figure>\n<div class=\"youtube-container\"><iframe id=\"806539802\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XjXPDnUnemI?color=white&amp;rel=0&amp;enablejsapi=1&amp;origin=https%3A%2F%2Fwww.estadao.com.br\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-gtm-yt-inspected-8104086_128=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_587=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O segmento deve englobar \u00e1reas como business intelligence, respons\u00e1vel pelo processo de coleta, organiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de informa\u00e7\u00f5es que d\u00e3o suporte \u00e0 gest\u00e3o de uma empresa; IoT, \u00e1rea dos profissionais que cuidam da internet das coisas; e big data, setor de an\u00e1lise de dados, entre outras. \u201cOs novos profissionais t\u00eam de aprender sempre. Tecnologias abrem novos espa\u00e7os de trabalho e tornam irreais outros postos. Mesmo um profissional de TI j\u00e1 n\u00e3o vai mais poder se preparar para ser especialista em apenas uma linguagem de dados. Ele ter\u00e1 de estar atento \u00e0s novidades\u201d, diz Tania.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/01.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/01.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half.FOTO: ROBERT HALF<\/figcaption><\/figure><figcaption>Para Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half, empresa especializada em recrutamento e sele\u00e7\u00e3o, o futuro do mercado ser\u00e1 marcado por duas caracter\u00edsticas: a presen\u00e7a da tecnologia \u2013 em todas as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o \u2013 e a necessidade de habilidades socioemocionais. \u201cTem uma m\u00e3o de obra nova chegando ao mercado que tem uma rela\u00e7\u00e3o diferente com o trabalho. As empresas v\u00e3o ter de aprender a lidar com esses novos profissionais, que valorizam o bem-estar e condi\u00e7\u00f5es mais humanas de trabalho\u201d, diz.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\" arte-split\" data-fraction=\"one-third\" data-blocks=\"2\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 398px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/04.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/04.jpg?resize=398%2C597&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"597\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Paulo Sardinha, presidente da ABRH-Brasil.FOTO: ABRH-BRASIL<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Dentre as demais \u00e1reas estabelecidas pela pesquisa da USP, uma das que chamam a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a da sa\u00fade. Para Paulo Sardinha, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), depois de \u00e1reas ligadas a desenvolvimento de softwares e aplicativos, as carreiras na \u00e1rea da sa\u00fade que mais exigem forma\u00e7\u00e3o s\u00e3o as que mais v\u00e3o precisar de profissionais daqui para frente.<\/p>\n<p>\u201cTemos um d\u00e9ficit de profissionais na \u00e1rea da sa\u00fade. E vai faltar a m\u00e3o de obra mais qualificada. Temos, por exemplo, muitos t\u00e9cnicos em enfermagem, e poucos enfermeiros\u201d, diz Sardinha.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Ele afirma ainda que \u201ca era dos talentos solit\u00e1rios acabou\u201d e que a falta de capacidade de intera\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o que alguns jovens apresentam, em raz\u00e3o das muitas horas atr\u00e1s de telas, pode afast\u00e1-los de vagas de trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\" arte-split\" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Ricardo Basaglia, diretor geral da Michael Page e Page Personnel &#8211; empresas da PageGroup, companhia voltada para recrutamento e sele\u00e7\u00e3o -, argumenta que a tecnologia facilitou algumas tarefas e evidenciou aquelas que s\u00f3 podem ser executadas por humanos. \u201cEu realmente n\u00e3o acredito que agora todo mundo vai ter de trabalhar com dados\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele chama a aten\u00e7\u00e3o para a quantidade de op\u00e7\u00f5es que os trabalhadores t\u00eam pela frente agora. \u201cCom a expectativa de vida aumentando, a tend\u00eancia \u00e9 que os trabalhadores tenham de tr\u00eas a quatro carreiras durante a vida. Nesse sentido, \u00e9 muito importante seguir estudando e se atualizando. \u00c9 comprovado hoje que, quando um indiv\u00edduo se forma na gradua\u00e7\u00e3o, aquilo que ele aprendeu no 1.\u00ba ano j\u00e1 est\u00e1 80% desatualizado\u201d, explica.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 379px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/05.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/05.jpg?resize=379%2C569&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"379\" height=\"569\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ricardo Basaglia, diretor geral da Michael Page e Page Personnel.FOTO: GABRIELA GON\u00c7ALVES<\/figcaption><\/figure><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\">\n<h4 class=\"\">CARREIRAS<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Neste modelo de carreira fluida e constantemente em constru\u00e7\u00e3o, decidir por onde come\u00e7ar fica mais complexo. Para Mantovani, da Robert Half, esse novo conceito faz a escolha de jovens de 17 anos, prestes a se inscreverem nos vestibulares, ainda mais dif\u00edcil. \u201cVoc\u00ea tem de saber qual a sua aptid\u00e3o, quais \u00e1reas que te trazem mais felicidade e quais cursos universit\u00e1rios s\u00e3o mais indicados para te dar a base necess\u00e1ria para chegar at\u00e9 onde voc\u00ea almeja. \u00c9 uma escolha muito mais complexa do que de uma profiss\u00e3o apenas\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"video\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media arte-image-local\">\n<figure>\n<div class=\"youtube-container\"><iframe id=\"398736037\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6COLPbrOnPQ?color=white&amp;rel=0&amp;enablejsapi=1&amp;origin=https%3A%2F%2Fwww.estadao.com.br\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-gtm-yt-inspected-8104086_128=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_587=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Ricardo Basaglia, da PageGroup, diz que \u00e9 preciso lembrar ainda que as carreiras, daqui para frente, ser\u00e3o mais curtas, justamente pela alta velocidade com que as necessidades das pessoas mudam em raz\u00e3o de novas tecnologias.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Nesse contexto, o fato de a escolha da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho se dar muito cedo pode causar uma s\u00e9rie de frustra\u00e7\u00f5es. \u201cEu mesmo sou um exemplo de quem, a princ\u00edpio, n\u00e3o soube planejar a carreira. Sou formado em an\u00e1lise de sistemas. Por outro lado, se naquela \u00e9poca eu dissesse para o meu pai que seria \u2018headhunter\u2019 (ca\u00e7ador de talentos), ele n\u00e3o entenderia nada. Essa profiss\u00e3o nem existia\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Para Basaglia, o importante para os novos profissionais, \u00e9 manter a cabe\u00e7a aberta para poss\u00edveis migra\u00e7\u00f5es e oportunidades, al\u00e9m de seguir atualizado para atender \u00e0s novas necessidades do mercado.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">\u201cEstamos trabalhando para o futuro\u201d, conclui Tania Casado, do ECar. Ela acredita que a transforma\u00e7\u00e3o do mercado j\u00e1 come\u00e7ou e deve se estender pela pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"divider\" data-align=\"\">\n<hr class=\"\">\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"left\">\n<h3 class=\"\">A busca pelo emprego na \u00e1rea<\/h3>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"sub-subtitulo\">O que fazer para alcan\u00e7ar a posi\u00e7\u00e3o para a qual se estudou e como saber a hora de migrar<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Gustavo Godoy, de 22 anos, formou-se em marketing h\u00e1 cerca de um m\u00eas, mas j\u00e1 est\u00e1 fora do mercado h\u00e1 mais de seis. Ele tem forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica na \u00e1rea e estagiou por dois anos durante a gradua\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o fim do contrato, j\u00e1 em julho de 2019, ele se dedicou ao \u00faltimo semestre da faculdade, voltando a buscar emprego em novembro. \u201cEstar em uma rotina mais calma agora do que no ano passado \u00e9 muito frustrante\u201d, diz. Sua maior dificuldade at\u00e9 o momento foi preencher todos os pr\u00e9-requisitos para as vagas que surgiram. \u201cEu achei que, por ter experi\u00eancia, seria mais f\u00e1cil. Mas as vagas solicitam habilidades que n\u00e3o fazem parte do curso de marketing\u201d, conta.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/02.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/02.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Gustavo Godoy, formado em marketing, est\u00e1 em busca de emprego.FOTO: NILTION FUKUDA\/ESTAD\u00c3O<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">A situa\u00e7\u00e3o de Godoy \u00e9 comum a muitos jovens brasileiros. Segundo dados do IBGE relativos ao 3\u00ba trimestre de 2019, o desemprego atinge 25,8% das pessoas nessa faixa et\u00e1ria. E a situa\u00e7\u00e3o de quem, mesmo sendo graduado, n\u00e3o encontra emprego \u00e9 comum. De acordo com o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Paulo Sardinha, o momento econ\u00f4mico que o Pa\u00eds atravessa, mesmo com a lenta recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, ainda \u00e9 o grande fator que dificulta a contrata\u00e7\u00e3o de jovens profissionais. \u201cSe a economia encolhe, as pessoas ficam superqualificadas para as vagas. Se a economia melhora, faltam profissionais qualificados. Dependemos de uma melhora na economia para que a situa\u00e7\u00e3o do emprego melhore\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Se por um lado a economia d\u00e1 sinais de retomada, por outro, a capacita\u00e7\u00e3o que os estudantes adquirem saindo da faculdade pode n\u00e3o ser suficiente. Em um mundo que caminha para carreiras fluidas, os estudantes t\u00eam de buscar, ainda mais, ir al\u00e9m da grade curricular proposta na faculdade. Para tentar suprir a falta de alguns conhecimentos em sua gradua\u00e7\u00e3o, Godoy procurou, por exemplo, cursos de edi\u00e7\u00e3o de imagens: \u201cO marketing era para ser algo mais voltado para estrat\u00e9gia, mas as empresas pedem que a gente saiba produzir imagens, v\u00eddeos, o que seria mais um trabalho da publicidade. Acho que a gradua\u00e7\u00e3o poderia dar pelo menos uma no\u00e7\u00e3o disso\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Ele diz que, se n\u00e3o encontrar trabalho na \u00e1rea at\u00e9 o meio do ano, planeja buscar um emprego fora de sua forma\u00e7\u00e3o para poder pagar mais cursos de capacita\u00e7\u00e3o. Para n\u00e3o ficar totalmente parado, ele criou uma p\u00e1gina no Facebook para fazer transmiss\u00f5es ao vivo de games. \u201cAcho essa uma \u00e1rea promissora no Marketing. Ent\u00e3o eu exercito os meus conhecimentos e me mantenho na ativa.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"kicker\" data-align=\"left\">\n<h4 class=\"\">NA ESPERA<\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Enquanto as vagas n\u00e3o aparecem, o conselho \u00e9, de fato, se fazer notar. \u201cDentro das suas possibilidades, muitas vezes por meio de cursos gratuitos, o jovem precisa continuar estudando\u201d, explica Sardinha. Ele diz que isso mant\u00e9m o candidato sendo visto e aumenta sua rede de contatos, um artif\u00edcio importante para quem, depois de algum tempo, quiser buscar, tamb\u00e9m, uma transi\u00e7\u00e3o de carreira para uma \u00e1rea mais promissora.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-m\" data-contains=\"image\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media \">\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 435px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/03.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/arte.estadao.com.br\/economia\/geral\/carreiras-do-futuro-3\/media\/images\/03.jpg?resize=435%2C290&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"435\" height=\"290\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Joyce Cirino, engenheira de produ\u00e7\u00e3o e vendedora especializada na \u00e1rea de softwares.FOTO: TIAGO QUEIROZ\/ESTAD\u00c3O<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">No caso de Joyce Cirino, de 36 anos, engenheira de produ\u00e7\u00e3o desde 2013, a migra\u00e7\u00e3o foi a solu\u00e7\u00e3o para se manter no mercado. Na \u00e9poca da formatura, ela j\u00e1 trabalhava em uma \u00e1rea diferente do que esperava no in\u00edcio da gradua\u00e7\u00e3o. \u201cPor muito tempo, depois de formada, eu ficava buscando motivos para tirar meu registro profissional, o CREA. Procurando saber de documentos ou laudos que eu poderia ter de assinar como engenheira na empresa de tecnologia em que eu trabalhava\u201d, conta. A busca era uma forma de justificar o sonhado diploma ent\u00e3o conquistado. \u201cPara a minha fam\u00edlia, o \u2018ser engenheira\u2019 era algo importante. Meu pai foi metal\u00fargico e acho que tinha essa imagem de mim, com um capacete, andando pelo ch\u00e3o de f\u00e1brica.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">O racioc\u00ednio l\u00f3gico e a facilidade em resolver problemas &#8211; caracter\u00edsticas que Joyce atribui ao curso universit\u00e1rio que escolheu &#8211; foram o que a fizeram ingressar em um ramo promissor como o da tecnologia. A princ\u00edpio, a conex\u00e3o do seu emprego com a engenharia era maior. Ainda durante a faculdade, ela come\u00e7ou a trabalhar como instrutora de um software ligado a projetos mec\u00e2nicos. Da\u00ed para frente, mesmo tentando migrar para a ind\u00fastria, suas experi\u00eancias profissionais a arrastaram cada vez mais para o mundo da TI: \u201cNem consigo dizer se fiz essa escolha ou se fui escolhida. Fui recebendo algumas promo\u00e7\u00f5es, migrei de uma empresa para outra e, seguindo conselhos de colegas, passei a me dedicar na \u00e1rea e tirar certifica\u00e7\u00f5es que eram obrigat\u00f3rias e que depois me abriram mais portas. A gente costuma resistir \u00e0quilo que n\u00e3o conhece, mas hoje tenho a plena certeza de que minhas escolhas foram corretas. Vejo com muito orgulho as minhas conquistas\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"left\">\n<p class=\"\">Saber a hora de deixar de insistir na \u00e1rea dos sonhos para buscar oportunidades em segmentos anexos aos da sua forma\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 uma ci\u00eancia longe de ser exata.\u201c\u00c9 complexo. Envolve quest\u00f5es psicol\u00f3gicas e at\u00e9 filos\u00f3ficas do porqu\u00ea aquela pessoa quer trabalhar em uma \u00e1rea. Mas o ideal, se ela tem o sonho de atuar em uma profiss\u00e3o, \u00e9 que ela tente entender o porqu\u00ea de n\u00e3o ter sido chamada para as vagas que apareceram. Falta qualifica\u00e7\u00e3o, por exemplo? \u00c9 preciso se atualizar?\u201d, aconselha Ricardo Basaglia, diretor-geral da Michael Page e Page Personnel. A dica de Basaglia \u00e9 que o aspirante a vagas em determinado setor converse com pessoas que est\u00e3o inseridas nesse mercado para tentar entender o que se procura em profissionais dessa \u00e1rea e quais as habilidades que ele pode desenvolver para se recolocar. \u201c\u00c9 importante ter um roteiro para que as conversas sejam produtivas e n\u00e3o fiquem sem rumo\u201d, explica.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas indicam que, daqui para frente, a palavra \u2018profiss\u00e3o\u2019 d\u00e1 lugar ao substantivo \u2018carreira\u2019; a sequ\u00eancia de experi\u00eancias pode contar mais que a forma\u00e7\u00e3o inicial No estudo do Escrit\u00f3rio de Carreiras da USP (Ecar), que mapeou as dez carreiras do futuro, j\u00e1 n\u00e3o se utiliza a palavra profiss\u00e3o. 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