{"id":44822,"date":"2020-02-17T02:11:32","date_gmt":"2020-02-17T05:11:32","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=44822"},"modified":"2020-02-17T05:21:50","modified_gmt":"2020-02-17T08:21:50","slug":"banco-central-monta-centro-para-acelerar-a-criacao-de-fintechs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/02\/17\/banco-central-monta-centro-para-acelerar-a-criacao-de-fintechs\/","title":{"rendered":"Banco Central monta centro para acelerar a cria\u00e7\u00e3o de fintechs"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"m-resume-single\">Criado h\u00e1 dois anos, Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00f5es Financeiras e Tecnol\u00f3gicas atua na fase de testes de novos projetos digitais<\/h5>\n<p>Um dos mais fechados e sisudos \u00f3rg\u00e3os do governo, o Banco Central&nbsp;tem aberto suas portas para startups de inova\u00e7\u00e3o em servi\u00e7os para o sistema financeiro. O fiscal da economia virou ambiente favor\u00e1vel para acelerar prot\u00f3tipos de tecnologia avan\u00e7ada. Com apoio do BC, as&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/search?q=fintechs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fintechs<\/a>, como s\u00e3o chamadas essas startups financeiras, desenvolvem projetos lado a lado com t\u00e9cnicos que elaboram as normas regulat\u00f3rias do mercado brasileiro.<\/p>\n<p>Criado h\u00e1 dois anos, o ainda pouco conhecido Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00f5es Financeiras e Tecnol\u00f3gicas (LIFT) lan\u00e7a, em mar\u00e7o, a terceira chamada de inscri\u00e7\u00e3o para novos projetos. A experi\u00eancia tem dado resultado. Prot\u00f3tipos \u201cacelerados\u201d no LIFT j\u00e1 come\u00e7aram a receber aportes de investidores interessados nas fintechs (mais informa\u00e7\u00f5es nesta p\u00e1gina). O projeto foi inspirado na experi\u00eancia do Banco da Inglaterra e da autoridade monet\u00e1ria de Cingapura.<\/p>\n<p>A iniciativa ganha f\u00f4lego redobrado na esteira do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico das \u00faltimas d\u00e9cadas, que tem mudado o jeito como os servi\u00e7os financeiros s\u00e3o oferecidos e mexido com os grandes bancos. Nesse novo ambiente digital, os processos s\u00e3o mais simples e t\u00eam custo mais barato para o consumidor.<\/p>\n<p>\u201cDurante muito tempo, o BC foi acusado de ser uma caixa-preta e de estar fechado em si. O LIFT rompe esse paradigma e coloca o banco numa postura de abertura e di\u00e1logo\u201d, diz a diretora de administra\u00e7\u00e3o do BC, Carolina de Assis Barros.<\/p>\n<p>Ela explica que o LIFT n\u00e3o \u00e9 um propriamente uma incubadora (que atua na fase de cria\u00e7\u00e3o de um prot\u00f3tipo), mas uma aceleradora de desenvolvimento do projeto.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma segunda fase do processo de inova\u00e7\u00e3o, quando o projeto ganha corpo e entra na etapa de teste, com clientes de verdade.<\/p>\n<div id=\"outbrain_widget_1\" class=\"OUTBRAIN\" data-src=\"https:\/\/www.metropoles.com\/brasil\/economia-br\/banco-central-monta-centro-para-acelerar-a-criacao-de-fintechs\" data-widget-id=\"AR_5\" data-ob-template=\"\u201cmetropoles&quot;\" data-ob-mark=\"true\" data-browser=\"chrome\" data-os=\"win32\" data-dynload=\"\" data-idx=\"1\">&nbsp;<\/div>\n<p>Para o&nbsp;BC, o LIFT \u00e9 uma oportunidade de diminuir a curva de aprendizado. Segundo Carolina, esse aprendizado precisa ser r\u00e1pido para que o \u00f3rg\u00e3o regulador acompanhe e valide as regras necess\u00e1rias para dar seguran\u00e7a aos clientes desses novos servi\u00e7os.<\/p>\n<p>A diretora conta que o banco percebeu que tinha de estar no nascedouro dessas tecnologias para lidar com o sistema financeiro do futuro, que \u00e9 digital. \u201cOlhamos o projeto e vemos coisas que n\u00e3o necessariamente eles estejam vendo. Temos o olhar regulat\u00f3rio\u201d, diz.<\/p>\n<p>Parcerias. Um projeto aceito no LIFT recebe coopera\u00e7\u00e3o de diferentes \u00e1reas do banco e de empresas como IBM, Oracle, Amazon e Microsoft. Essas parceiras oferecem o ambiente virtual onde o prot\u00f3tipo \u00e9 desenvolvido. No primeiro ano do LIFT, dos 18 projetos selecionados, 12 chegaram ao final. No segundo, 20 foram escolhidos e 17 terminaram o prot\u00f3tipo.<\/p>\n<p>O BC n\u00e3o recebe no LIFT qualquer ideia. Ela tem que estar alinhada \u00e0 agenda \u201cBC#\u201d, cronograma do banco para implementa\u00e7\u00e3o de novas tecnologias. Muitas come\u00e7am a sair em 2020, depois que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, decidiu acelerar essa agenda.<\/p>\n<p>Todo o desenvolvimento \u00e9 feito no ambiente das empresas de tecnologia. Na incuba\u00e7\u00e3o, as empresas t\u00eam reuni\u00f5es com t\u00e9cnicos do BC, metas e avan\u00e7am at\u00e9 a entrega do produto.<\/p>\n<p>Aristides Cavalcante, chefe adjunto do Departamento de TI do BC, diz que o ambiente virtual recebe projetos de v\u00e1rias regi\u00f5es do Pa\u00eds e tamb\u00e9m do exterior. Na primeira edi\u00e7\u00e3o, duas empresas eram da Calif\u00f3rnia. Ter o selo do LIFT ajuda para que os projetos recebam aportes no futuro. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma ideia incubada. \u00c9 um prot\u00f3tipo com in\u00edcio, meio e fim.\u201d<\/p>\n<div class=\"m-news-list-content m-related-news\">\n<ul class=\"columns is-multiline\">\n<li class=\"column is-half-tablet is-full\">\n<article class=\"m-feed m-feed-small\">\n<div class=\"m-box-text\">\n<h6 class=\"m-title\">&nbsp;<\/h6>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p><strong>Incuba\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO \u201cselo\u201d do Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00f5es Financeiras e Tecnol\u00f3gicas (LIFT) do Banco Central j\u00e1 abriu caminho para investimentos nas startups que ficaram incubadas. Rec\u00e9m-adquirida pela Valid \u2013 multinacional brasileira que presta servi\u00e7os digitais e fabrica cart\u00f5es banc\u00e1rios \u2013, a fintech BluPay passou pelo LIFT.<\/p>\n<p>Foi justamente a experi\u00eancia na aceleradora que atraiu o interesse da Valid. A empresa, listada na B3 e com presen\u00e7a em 16 pa\u00edses, comprou 51% da BluPay para crescer na oferta de transa\u00e7\u00f5es digitais.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 oferecer uma plataforma de pagamento instant\u00e2neo, inova\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em fase de regula\u00e7\u00e3o pelo BC e que faz parte da agenda de medidas para aumentar a competi\u00e7\u00e3o no fechado clube do sistema banc\u00e1rio em que grandes bancos dominam o mercado.<\/p>\n<div class=\"m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle\">&nbsp;<\/div>\n<p>Fundador da BluPay, Rubens Rocha diz que o LIFT proporcionou bastante troca e funcionou como porta de acesso para a fintech. \u201cPara quem est\u00e1 tentando pensar em novas alternativas para o setor financeiro, se aproximar quem de fato tem o controle da execu\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o do nosso sistema financeiro funciona com uma ponte muito importante\u201d, conta Rocha.<\/p>\n<p>Com uso da blockchain, tecnologia que faz o registro de uma transa\u00e7\u00e3o de moeda virtual, o produto desenvolvido pela BluPay j\u00e1 nasce em conformidade com a regulamenta\u00e7\u00e3o de pagamento instant\u00e2neo do BC. Unindo conceitos do open banking (troca de informa\u00e7\u00f5es dos dados dos clientes entre as institui\u00e7\u00f5es), a plataforma pretende integrar as diversas pontas \u2013 pessoas, governo e empresas \u2013 para fazer a movimenta\u00e7\u00f5es de recursos de forma instant\u00e2nea. O pagamento poder\u00e1 ser feito em at\u00e9 20 segundos usando uma infraestrutura que o BC colocar\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o a partir de fevereiro.<\/p>\n<p>Rocha explica que a plataforma faz esse servi\u00e7o com mais velocidade e trazendo uma garantia e um sistema 100% auditado e com rastreabilidade. O BC criou um calend\u00e1rio de homologa\u00e7\u00e3o dessa plataforma com entrada de produ\u00e7\u00e3o em novembro deste ano.<\/p>\n<p>\u201cO nosso interesse \u00e9 caminharmos de maneira bastante agressiva para migra\u00e7\u00e3o e complementaridade de servi\u00e7os de transa\u00e7\u00f5es\u201d, conta Maur\u00edcio Menezes, diretor da Valid.<\/p>\n<p>A Nobli, fintech de cr\u00e9dito pessoal, \u00e9 outra startup que recebeu aporte de recursos depois de testar seu produto na aceleradora do BC. O investimento veio da Redpoint eventures, gestora que investe em startups em fase inicial por meio de rodadas sucessivas de capta\u00e7\u00e3o, muitas vezes com investidores diferentes. \u201cA empresa cresce num m\u00eas o que uma empresa tradicional leva um ano\u201d, diz Anderson Thees, fundador da Redpoint.<\/p>\n<p>Para ele, o LIFT mostra que o \u00f3rg\u00e3o regulador do sistema financeiro brasileiro est\u00e1 aberto \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 muito bacana e s\u00e3o poucos pa\u00edses que tem um BC atento com o potencial da fintechs\u201d, ressalta. Um dos grandes riscos para o investidor de empresas inovadoras \u00e9 justamente o regulat\u00f3rio. \u201cA mensagem do agente regulador \u00e9 que a inova\u00e7\u00e3o tem vida.\u201d<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Reda\u00e7\u00e3o Metr\u00f3poles com Estad\u00e3o Conte\u00fado &#8211; dispon\u00edvel na internet 17\/02\/2020<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criado h\u00e1 dois anos, Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00f5es Financeiras e Tecnol\u00f3gicas atua na fase de testes de novos projetos digitais Um dos mais fechados e sisudos \u00f3rg\u00e3os do governo, o Banco Central&nbsp;tem aberto suas portas para startups de inova\u00e7\u00e3o em servi\u00e7os para o sistema financeiro. 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