{"id":4578,"date":"2016-08-10T00:02:44","date_gmt":"2016-08-10T03:02:44","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=4578"},"modified":"2016-08-09T22:49:20","modified_gmt":"2016-08-10T01:49:20","slug":"policiais-e-professores-se-articulam-para-barrar-reforma-da-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2016\/08\/10\/policiais-e-professores-se-articulam-para-barrar-reforma-da-previdencia\/","title":{"rendered":"Policiais e professores se articulam para barrar reforma da Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Depois que o governo cedeu \u00e0s press\u00f5es dos militares e os excluiu da reforma da Previd\u00eancia Social, associa\u00e7\u00f5es e sindicatos de diversas categorias se encorajaram para pressionar contra as mudan\u00e7as. A lista \u00e9 encabe\u00e7ada por policiais e professores, que t\u00eam aposentadoria especial. Podem se retirar do mercado depois de 25 anos de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta semana, 37 entidades Filiadas ao Conselho Nacional de Trabalhadores da Educa\u00e7\u00e3o (CNTE) pretendem invadir o Congresso para protestar contra a reforma e a renegocia\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas dos estados com a Uni\u00e3o, que tem, como contrapartida, a proibi\u00e7\u00e3o de aumentos salariais. \u201cOs educadores v\u00e3o lutar contra a retirada de direitos dos trabalhadores\u201d, diz o presidente do CNTE, Roberto Le\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os policiais j\u00e1 deram sinais de mostra do descontentamento. Na semana passada, 19 diretores de diversas entidades se encontraram com integrantes do governo para discutir a reforma previdenci\u00e1ria. Entre elas, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Mulheres Policiais do Brasil (Ampol), o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, a Associa\u00e7\u00e3o dos Delegados Federais (DPF), a Ordem dos Policiais do Brasil (OPB) e representantes de Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, Pol\u00edcia Militar e Corpo de Bombeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da Fenapef, Magne Cristine, destaca que os riscos da atividade policial podem gerar doen\u00e7as f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, como depress\u00e3o, embriaguez e suic\u00eddio, que, somadas aos casos de mortes no desempenho da atividade, justificam a aposentadoria diferenciada. \u201cA viol\u00eancia no Brasil tem \u00edndices alt\u00edssimos e o efetivo policial est\u00e1 aqu\u00e9m do necess\u00e1rio, o que implica que, constantemente, em jornada de trabalho al\u00e9m do expediente normal\u201d, afirma. \u201cQuando se quer tratar de regras gerais, \u00e9 preciso tamb\u00e9m considerar as situa\u00e7\u00f5es excepcionais, e a dos profissionais de seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 uma delas\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o especialista em Previd\u00eancia e finan\u00e7as p\u00fablicas Renato Follador, os argumentos dos policiais s\u00e3o v\u00e1lidos. \u201cMas aposentadoria aos 47 anos, como ocorre com os policiais militares, \u00e9 um absurdo nos dias atuais. Coron\u00e9is com os quais converso admitem que 55 anos seria uma idade m\u00ednima razo\u00e1vel\u201d, defende. \u201cTemos que encontrar o meio termo. \u00c9 muito importante as regras aplicadas aos militares que se aproximem das dos civis para termos uma sociedade mais justa. Mesmo porque, os civis correm tantos riscos quanto os policiais ao viverem em cidades violentas, como Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e, agora v\u00e1rias do Rio Grande do Norte\u201d, salienta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Sim\u00e3o Silber, professor da Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo, grupos organizados v\u00e3o pressionar para n\u00e3o perder benef\u00edcios. \u201cN\u00e3o ser\u00e1 tarefa trivial resistir \u00e0s press\u00f5es. Se olhar experi\u00eancias semelhantes, como as reformas de 2001 e de 2012, essas entidades sempre se mobilizaram. Resta saber at\u00e9 que ponto o governo interino ter\u00e1 for\u00e7a pol\u00edtica para n\u00e3o ceder\u201d, diz. \u201cO \u00e2mago da quest\u00e3o \u00e9 que o Executivo n\u00e3o tem autonomia para fazer os ajustes necess\u00e1rios. Depende de autoriza\u00e7\u00e3o legislativa e, enquanto tivermos 28 partidos no Congresso, ser\u00e1 muito dif\u00edcil aprovar reformas\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: C\u00e9lia Perrone\/ Blog do Vicente do Correio Braziliense \u2013 dispon\u00edvel na web 10\/08\/2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois que o governo cedeu \u00e0s press\u00f5es dos militares e os excluiu da reforma da Previd\u00eancia Social, associa\u00e7\u00f5es e sindicatos de diversas categorias se encorajaram para pressionar contra as mudan\u00e7as. A lista \u00e9 encabe\u00e7ada por policiais e professores, que t\u00eam aposentadoria especial. Podem se retirar do mercado depois de 25 anos de trabalho. 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