{"id":4626,"date":"2016-08-11T00:09:34","date_gmt":"2016-08-11T03:09:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=4626"},"modified":"2016-08-10T17:17:41","modified_gmt":"2016-08-10T20:17:41","slug":"ibge-leite-e-feijao-respondem-por-quase-metade-da-inflacao-de-julho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2016\/08\/11\/ibge-leite-e-feijao-respondem-por-quase-metade-da-inflacao-de-julho\/","title":{"rendered":"IBGE: Leite e Feij\u00e3o respondem por quase metade da infla\u00e7\u00e3o de julho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, os pre\u00e7os dos alimentos foram determinantes para a alta da infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). A pesquisa foi divulgada hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Sozinho, o grupo j\u00e1 acumula alta de 8,79% de janeiro a julho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho, os pre\u00e7os dos alimentos subiram 1,32%, exercendo impacto de 0,34 ponto percentual para a alta de 0,52% do IPCA, contribuindo com mais da metade da infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds em julho. Com 65% de participa\u00e7\u00e3o no IPCA, o grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas registrou a mais elevada varia\u00e7\u00e3o para os meses de julho desde 2000, quando a alta atingiu 1,78%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na regi\u00e3o metropolitana de Vit\u00f3ria (ES), no entanto, os pre\u00e7os chegaram a subir 2,06%, vindo, depois, Goi\u00e2nia, com 1,85% e Belo Horizonte, com 1,61%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio de junho, quando a alta do feij\u00e3o foi determinante para a varia\u00e7\u00e3o de 0,35% do IPCA frente a maio, agora em julho o principal vil\u00e3o foi o leite, com contribui\u00e7\u00e3o individual de 0,19 ponto percentual. Os pre\u00e7os do leite aumentaram 17,58% de um m\u00eas para o outro. Segundo o IBGE, em quatro das treze regi\u00f5es pesquisadas, o litro do leite acusou alta superior a 20%: Belo Horizonte (23,02%), Rio de Janeiro (22,47%), Bras\u00edlia (21,76%) e Vit\u00f3ria (21,76%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Feij\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vil\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o de junho, o feij\u00e3o-carioca tamb\u00e9m continuou pressionando o IPCA em julho, fixando-se na segunda coloca\u00e7\u00e3o entre os alimentos ao subir 32,42%. A alta exerceu um impacto de 0,13 ponto percentual na infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas. Em Curitiba e S\u00e3o Paulo, o pre\u00e7o do quilo subiu 45,20% e 43,98%, respectivamente. O feij\u00e3o-preto tamb\u00e9m subiu, passando a custar, em m\u00e9dia, 41,59% a mais, enquanto o mulatinho ficou 18,89% mais caro e o fradinho, 14,72%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos expressivos aumentos dos diversos tipos de feij\u00e3o, mais uma vez o arroz tamb\u00e9m se destacou, com pre\u00e7os elevados em 4,68% na m\u00e9dia, atingindo 8,27% em Goi\u00e2nia, 7,49% em Fortaleza e 6,84% em Bel\u00e9m. Com isto, o feij\u00e3o com arroz, prato t\u00edpico da mesa do brasileiro, passou a custar bem mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como os alimentos, que passaram de 0,71% em junho para 1,32% em julho, outros tr\u00eas grupos mostraram acelera\u00e7\u00e3o na taxa de crescimento de um m\u00eas para o outro: Despesas Pessoais (de 0,35% para 0,7%), Artigos de Resid\u00eancia (de 0,26% para 0,53%) e Transportes (de -0,53% para 0,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pre\u00e7os em queda<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os demais grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados fecharam julho com queda de pre\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o a junho: o grupo Sa\u00fade e Cuidados Pessoais caiu de 0,83% para 0,61%; Educa\u00e7\u00e3o (de 0,11% para 0,04%) e Comunica\u00e7\u00e3o (de 0,04% para 0,02%). J\u00e1 Habita\u00e7\u00e3o (de 0,63% para -0,29%) e Vestu\u00e1rio (de 0,32% para -0,38%) fecharam junho com desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a junho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IPCA por regi\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Goi\u00e2nia foi a cidade que registrou a maior alta do IPCA, em junho, entre as 13 regi\u00f5es pesquisadas pelo IBGE. Em julho, a cidade registrou varia\u00e7\u00e3o de 0,51 ponto percentual, praticamente o dobro da infla\u00e7\u00e3o para a totalidade do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O munic\u00edpio, no entanto, n\u00e3o ficou isolado: outras dez regi\u00f5es metropolitanas e munic\u00edpios fecharam o m\u00eas com resultado acima da m\u00e9dia nacional de 0,52%: Salvador, com alta de 0,93%; Recife (0,92%); Campo Grande (0,79%); Bel\u00e9m (0,76%); Belo Horizonte (0,72%); Fortaleza e Porto Alegre (ambas com 0,66%); Rio de Janeiro (0,6%); e Vit\u00f3ria (0,56).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 e utilizada pelo Banco central para balizar o plano de metas inflacion\u00e1rias \u2013 o IPCA diz respeito \u00e0 varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os juntos \u00e0s fam\u00edlias com renda entre 1 e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos e abrange dez regi\u00f5es metropolitanas, al\u00e9m de Goi\u00e2nia, Campo Grande e Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias \u2013 11\/08\/2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma vez, os pre\u00e7os dos alimentos foram determinantes para a alta da infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). 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