{"id":4635,"date":"2016-08-11T04:56:58","date_gmt":"2016-08-11T07:56:58","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=4635"},"modified":"2016-08-11T04:56:58","modified_gmt":"2016-08-11T07:56:58","slug":"consignados-justica-aceita-mais-duas-denuncias-contra-sete-investigados-na-custo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2016\/08\/11\/consignados-justica-aceita-mais-duas-denuncias-contra-sete-investigados-na-custo-brasil\/","title":{"rendered":"Consignados: Justi\u00e7a aceita mais duas den\u00fancias contra sete investigados na Custo Brasil."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Justi\u00e7a Federal acatou duas novas den\u00fancias oferecidas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) contra sete pessoas investigadas na Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil. As den\u00fancias foram aceitas pelo juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6\u00aa Vara Federal Criminal em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Justi\u00e7a Federal, em uma das pe\u00e7as acusat\u00f3rias os r\u00e9us Gl\u00e1udio Renato de Lima, Hernany Bruno Mascarenhas, Zeno Minuzzo, Leonardo Attuch, Marta Coerin e Cassia Gomes responder\u00e3o por lavagem de dinheiro. Para Zeno Minuzzo, houve ainda a imputa\u00e7\u00e3o do crime de embara\u00e7ar investiga\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outra a\u00e7\u00e3o, o r\u00e9u Nat\u00e1lio Saul Fridman, que mora no exterior e \u00e9 presidente da empresa de tecnologia Consist, foi denunciado pelos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, corrup\u00e7\u00e3o ativa e lavagem de dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Custo Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDe acordo com a den\u00fancia, entre os anos de 2009 e 2015 havia uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa implantada no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o, respons\u00e1vel pelo pagamento de propinas em valores milion\u00e1rios para diversos agentes p\u00fablicos\u201d, afirmou o documento assinado pelo juiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme investiga\u00e7\u00f5es da Custo Brasil, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo recebia recursos de um esquema de fraudes no contrato para gest\u00e3o de empr\u00e9stimos consignados no Minist\u00e9rio do Planejamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os servi\u00e7os da Consist Software, contratada para gerir o cr\u00e9dito consignado de servidores p\u00fablicos federais, eram custeados por uma cobran\u00e7a de cerca de R$ 1 de cada um dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos que solicitavam o empr\u00e9stimo. Desse montante, 70% eram desviados para empresas de fachada at\u00e9 chegar aos destinat\u00e1rios, entre eles o ex-ministro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Consist<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A den\u00fancia acrescentou que, para que o modelo fosse mantido entre 2010 e 2015, foram pagas propinas milion\u00e1rias superiores a R$ 100 milh\u00f5es para diversos agentes p\u00fablicos envolvidos e para o Partido dos Trabalhadores (PT).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEntre os denunciados est\u00e3o o presidente mundial da empresa de tecnologia contratada para criar um software de controle de cr\u00e9ditos consignados, colaboradores eventuais e funcion\u00e1rios do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, cuja den\u00fancia foi recebida semana passada. Os r\u00e9us agora ser\u00e3o citados para apresentar resposta \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o\u201d, informou a Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a den\u00fancia, a Consist divulgou nota informando que a empresa \u201csempre colaborou e continuar\u00e1 colaborando com a Justi\u00e7a Federal e com os \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 defesa, a Consist se manifestar\u00e1 atrav\u00e9s de seus advogados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dire\u00e7\u00e3o do PT ainda n\u00e3o se posicionou sobre as novas den\u00fancias. A reportagem da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0tentou contato, mas n\u00e3o encontrou a defesa dos acusados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paulo Bernardo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na quarta-feira (4), o mesmo juiz federal aceitou den\u00fancia contra o ex-ministro Paulo Bernardo e mais 12 investigados na Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil. Com a decis\u00e3o, todos os acusados viraram r\u00e9us e v\u00e3o responder a\u00e7\u00e3o penal pelos crimes de organiza\u00e7\u00e3o criminosa, corrup\u00e7\u00e3o passiva e lavagem de dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota, Rodrigo Mudrovitsch, advogado do ex-ministro, declarou que \u201cPaulo Bernardo n\u00e3o teve qualquer envolvimento com os fatos. \u201cDemonstraremos isso ao magistrado e acreditamos que, no fim, ele n\u00e3o ser\u00e1 responsabilizado\u201d, concluiu a defesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 11\/08\/2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a Federal acatou duas novas den\u00fancias oferecidas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) contra sete pessoas investigadas na Opera\u00e7\u00e3o Custo Brasil. As den\u00fancias foram aceitas pelo juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6\u00aa Vara Federal Criminal em S\u00e3o Paulo. 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