{"id":46617,"date":"2020-03-24T03:00:03","date_gmt":"2020-03-24T06:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=46617"},"modified":"2020-03-23T19:57:43","modified_gmt":"2020-03-23T22:57:43","slug":"pandemia-de-coronavirus-pode-revolucionar-divulgacao-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/03\/24\/pandemia-de-coronavirus-pode-revolucionar-divulgacao-cientifica\/","title":{"rendered":"Pandemia de coronav\u00edrus pode revolucionar divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Busca por vacina e medicamentos contra covid-19 sacode bilion\u00e1rio mercado editorial cient\u00edfico, com plataformas liberando acesso a artigos e publicando material ainda n\u00e3o revisado para agilizar compartilhamento de dados.<\/p>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>A atual pandemia de coronav\u00edrus, que infectou mais de 340 mil pessoas e matou mais de 14,7 mil at\u00e9 esta segunda-feira (23\/03), pode revolucionar a maneira como se divulga ci\u00eancia. Grandes editoras se comprometeram a liberar o acesso a&nbsp;artigos sobre a covid-19, a doen\u00e7a respirat\u00f3ria causada pelo novo v\u00edrus,&nbsp;em suas plataformas. O objetivo \u00e9 compartilhar conhecimento o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e, assim, contribuir com a busca por uma vacina ou algum tipo de medicamento que possa amenizar os efeitos do coronav\u00edrus.&nbsp;<\/p>\n<p>O acordo,&nbsp;organizado pela funda\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Wellcome Trust<\/em>, foi assinado em&nbsp;31 de janeiro por&nbsp;117 editoras de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. As signat\u00e1rias disponibilizam os textos de duas formas: reposit\u00f3rios dos chamados&nbsp;<em>preprints&nbsp;<\/em>(pr\u00e9-impress\u00e3o)&nbsp;\u2013 artigos&nbsp;que ainda n\u00e3o foram&nbsp;revisados por outros pesquisadores; e artigos que j\u00e1 submetidos \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o, publicados em&nbsp;peri\u00f3dicos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Movimentos parecidos foram feitos com a Sars, em 2002 e 2003, e com o v\u00edrus zika,&nbsp;em 2015, mas a propor\u00e7\u00e3o da atual pandemia e o n\u00famero elevado de estudos que est\u00e3o sendo publicados diariamente em diversas plataformas \u00e9 algo in\u00e9dito e sem precedentes no mundo da ci\u00eancia, afirma o diretor da plataforma Scielo, Abel Packer.<\/p>\n<p>&#8220;A Sars&nbsp;teve uma solu\u00e7\u00e3o muito mais r\u00e1pida e provocou menos mortes [mais de 800], ent\u00e3o o que ocorre agora com o coronav\u00edrus \u00e9 in\u00e9dito. O consenso no mundo cient\u00edfico \u00e9 que o conhecimento precisa ser aberto o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, pois, assim, uma pesquisa ajuda a outra&#8221;, explica Packer.<\/p>\n<p>Um artigo cient\u00edfico demora, em m\u00e9dia, um ano para ser publicado, devido ao longo processo de revis\u00e3o. Isso significa que ainda estar\u00edamos a meses de conhecer o primeiro estudo sobre o coronav\u00edrus causador da covid-19, batizado de Sars-Cov-2. A divulga\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>preprints&nbsp;<\/em>agiliza o compartilhamento de dados entre cientistas.<\/p>\n<p>A plataforma MedArchive, por exemplo,&nbsp;registrou 680 artigos sobre o coronav\u00edrus desde 19 de janeiro. S\u00e3o textos de diversos pa\u00edses, que analisam casos locais e buscam entender padr\u00f5es da pandemia.<\/p>\n<p>Gigantes do setor editorial cient\u00edfico, como a Springer Nature, criaram espa\u00e7os espec\u00edficos para estudos sobre a covid-19. Tudo aberto para quem quiser acessar e ler os estudos. Algo pouco comum para uma editora que chega a cobrar 200 d\u00f3lares por uma assinatura anual de uma revista do seu cat\u00e1logo. Em nota, a editora explicou que v\u00ea fatores positivos na publica\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>preprints<\/em>.<\/p>\n<p>&#8220;As plataformas de&nbsp;<em>preprints<\/em>, onde os autores podem publicar seus manuscritos submetidos antes da revis\u00e3o formal por pares, t\u00eam a capacidade de transformar significativamente o compartilhamento e o acesso antecipados \u00e0 pesquisa prim\u00e1ria. Tamb\u00e9m incentivamos os autores a compartilhar seus conjuntos de dados da maneira mais ampla e r\u00e1pida poss\u00edvel para ajudar a apoiar a transpar\u00eancia da pesquisa e o engajamento com o avan\u00e7o da descoberta&#8221;, informa a nota da Springer Nature.<\/p>\n<p>Packer, da Scielo, tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de dados que normalmente ficam em anexos&nbsp;n\u00e3o p\u00fablicos. &#8220;Esses dados coletados em pesquisas que acabam n\u00e3o entrando diretamente nos artigos podem ser important\u00edssimos em outros estudos, mas muitas vezes se perdem porque ficam em anexos n\u00e3o dispon\u00edveis. A ci\u00eancia precisa ser aberta tamb\u00e9m nesse caso&#8221;,&nbsp;diz.<\/p>\n<p>A DW Brasil entrou em contato com a editora inglesa The Lancet, signat\u00e1ria do acordo da&nbsp;<em>Wellcome Trust<\/em>&nbsp;e que tamb\u00e9m criou um espa\u00e7o aberto para artigos relacionados \u00e0 covid-19. At\u00e9 s\u00e1bado, a plataforma contava com 148 estudos. Em nota, a editora informou que n\u00e3o conseguiria responder \u00e0s perguntas encaminhadas pela reportagem porque todos os editores estavam empenhados em revisar &#8220;o grande volume de artigos sobre covid-19&#8221; recebidos.<\/p>\n<p>Apesar de toda essa movimenta\u00e7\u00e3o da comunicade cient\u00edfica,&nbsp;os cientistas Vincent Larivi\u00e8re (Canad\u00e1), Fei Shu (China) e Cassidy Sugimoto (Estados Unidos) afirmam,&nbsp;num artigo publicado em 5 de mar\u00e7o sobre compartilhamento de estudos sobre a covid-19, que os esfor\u00e7os deveriam ser ainda mais amplos. Eles apontam que existem estudos sobre coronav\u00edrus desde a d\u00e9cada de 1960 que podem ajudar tamb\u00e9m na busca atual por solu\u00e7\u00f5es, mas que 51% desses textos est\u00e3o em plataformas fechadas para assinantes.<\/p>\n<p>&#8220;Apelamos \u00e0 comunidade cient\u00edfica \u2013&nbsp;<em>publishers<\/em>, financiadores e sociedades \u2013 para que se mantenham fi\u00e9is \u00e0 sua palavra. A declara\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>Wellcome Trust<\/em>&nbsp;\u00e9 inequ\u00edvoca: o compartilhamento r\u00e1pido da pesquisa \u00e9 necess\u00e1rio para informar o p\u00fablico e salvar vidas. Enquanto aplaudimos o trabalho que est\u00e1 sendo realizado em meio a esta crise, esperamos que este momento sirva como catalisador de mudan\u00e7as&#8221;, exp\u00f5e o artigo.<\/p>\n<p><strong>De cientistas para cientistas<\/strong><\/p>\n<p>O acesso livre a estudos cient\u00edficos tamb\u00e9m tem um lado negativo: a falta de conhecimento do p\u00fablico leigo sobre como as informa\u00e7\u00f5es devem ser assimiladas. Na \u00faltima quinta-feira,&nbsp;o presidente dos estados Unidos, Donald Trump, afirmou numa coletiva de imprensa que testes indicaram que cloroquina, e um derivado seu, a&nbsp;hidroxicloroquina, seriam eficientes no&nbsp;tratamento contra covid-19. O presidente afirmou que o medicamento&nbsp;deveria&nbsp;estar&nbsp;dispon\u00edvel para tratar a doen\u00e7a &#8220;quase imediatamente&#8221;.<\/p>\n<p>A procura pelo&nbsp;medicamento, usados por pacientes com mal\u00e1ria, l\u00fapus e artrite reumatoide, foi imediata. Nos dias seguintes, v\u00e1rias farm\u00e1cias dos EUA j\u00e1 n\u00e3o tinham o&nbsp;rem\u00e9dio, prejudicando diretamente os pacientes que j\u00e1 fazem uso dele. A procura tamb\u00e9m aumentou em outros pa\u00edses, inclusive no Brasil.<\/p>\n<p>Neste s\u00e1bado, Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) enquadrou como medicamentos de controle especial as subst\u00e2ncias hidroxicloroquina e cloroquina, para&nbsp;evitar que pessoas que n\u00e3o precisam efetivamente deles provoquem o desabastecimento do mercado.&nbsp;A imprensa brasileira relatou falta do rem\u00e9dio nas farm\u00e1cias.<\/p>\n<p>No mesmo dia, foi a vez do presidente Jair Bolsonaro apostar em pesquisas preliminares com a hidroxicloroquina. Ele divulgou um v\u00eddeo em suas redes sociais afirmando que o laborat\u00f3rio do Ex\u00e9rcito ir\u00e1 ampliar a produ\u00e7\u00e3o do medicamento e disse ainda que &#8220;tem f\u00e9 que brevemente o Brasil ficar\u00e1 livre do v\u00edrus&#8221;.<\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<div id=\"twtr-1241434576049840130\" class=\"group embeddedTweet\">\n<div class=\"SandboxRoot env-bp-350\" data-twitter-event-id=\"0\">\n<div class=\"resize-sensor\">\n<div class=\"resize-sensor-expand\">\n<div>Neste domingo, o ministro da Sa\u00fade, Henrique Mandetta, alertou a popula\u00e7\u00e3o contra o uso da hidroxicloroquina, afirmando que a medica\u00e7\u00e3o tem &#8220;efeitos colaterais intensos&#8221; e que seu uso deve ser acompanhado por um m\u00e9dico. Mandetta explicou que os testes realizados com o medicamento foram feitos em poucos pacientes, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel garantir a sua efici\u00eancia contra o v\u00edrus.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Casos como o da cloroquina ou hidroxicloroquina podem se repetir nos pr\u00f3ximos dias por causa do clima de medo nos pa\u00edses que est\u00e3o enfrentando a covid-19, e tamb\u00e9m pela falta de pr\u00e1tica da popula\u00e7\u00e3o em ler artigos cient\u00edficos, afirma Sabine Righetti, coordenadora da Ag\u00eancia Bori, criada em fevereiro para ser uma ponte entre pesquisadores e jornalistas.<\/p>\n<p>&#8220;O conte\u00fado de artigos cient\u00edficos \u00e9 feito por cientistas e para cientistas. Um pesquisador n\u00e3o l\u00ea achando que aquilo \u00e9 um fim, mas um passo a mais no estudo de determinado tema. Por isso o risco de um texto ser mal compreendido \u00e9 alto, como aconteceu com a fala do Trump&#8221;, diz Righetti.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Bori foi fundada justamente com o objetivo de diminuir o&nbsp;distanciamento entre o conte\u00fado de pesquisas cient\u00edficas e a popula\u00e7\u00e3o. A plataforma serve como intermedi\u00e1rio&nbsp;entre jornalistas e cientistas, buscando esclarecer temas complexos. Sobre coronav\u00edrus, h\u00e1 um banco de informa\u00e7\u00f5es com contato de 35 cientistas aptos a falar sobre aspectos da atual pandemia. Em pouco mais de um m\u00eas de funcionamento, a ag\u00eancia j\u00e1 soma mais de 600 jornalistas cadastrados .<\/p>\n<p><strong>Mercado bilion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>O mercado editorial cient\u00edfico&nbsp;movimenta bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano com cobran\u00e7a de assinaturas e taxas para publica\u00e7\u00e3o. Editoras mais conhecidas chegam a cobrar mais de 5 mil d\u00f3lares para aceitar a inscri\u00e7\u00e3o de um estudo \u2013 sem qualquer garantia de publica\u00e7\u00e3o,&nbsp;pois tudo depende do resultado da an\u00e1lise do conte\u00fado.<\/p>\n<p>A grande diferen\u00e7a entre os chamados&nbsp;<em>preprints&nbsp;<\/em>e artigos publicados em&nbsp;revistas tradicionais \u00e9 que neste \u00faltimo caso h\u00e1 o que o mundo cient\u00edfico chama de revis\u00e3o por pares. Ou seja, um cientista da mesma \u00e1rea revisa o conte\u00fado do artigo e isso gera uma demora natural na publica\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m um custo maior por causa do pagamento dos revisores.<\/p>\n<p>Para aumentar o volume de pesquisas abertas, ag\u00eancias de fomento da Europa criaram em 2018 a cOAlis\u00e3o S (cOAlition S, em ingl\u00eas, sendo o OA de Open Access e o S de Science). A iniciativa obriga todos os cientistas com pesquisas financiadas pelas funda\u00e7\u00f5es signat\u00e1rias a publicar seus resultados em revistas de acesso aberto. No entanto, muitas editoras que assinam a atual declara\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>Wellcome Trust&nbsp;<\/em>criticaram a cOAlis\u00e3o S, apontam os cientistas Larivi\u00e8re, Shu e Sugimoto em seu artigo recente.<\/p>\n<p>Desde julho de 2019, a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) segue o mesmo caminho e determina que pesquisas financiadas pela funda\u00e7\u00e3o sejam disponibilizadas em &#8220;um reposit\u00f3rio p\u00fablico, ficando dispon\u00edvel para consulta via web por qualquer pessoa e sem custo&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<p>Packer afirma que a Scielo, respons\u00e1vel por publicar 22 mil artigos cient\u00edficos em portugu\u00eas por ano, prepara um publicador de artigos&nbsp;<em>preprint&nbsp;<\/em>que deve ser lan\u00e7ado nos pr\u00f3ximos meses. Ele afirma que ainda h\u00e1 uma resist\u00eancia de grandes editoras, mas diz acreditar que o atual movimento criado para abrir estudos cient\u00edficos por causa da pandemia de covid-19 deve ser um divisor de \u00e1guas nessa disputa.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 extremamente custoso publicar e ler ci\u00eancia, porque h\u00e1 um mercado bilion\u00e1rio que envolve essas taxas e assinaturas. A maior preocupa\u00e7\u00e3o dessas grande editoras \u00e9 como v\u00e3o sobreviver se tudo for aberto. Essa briga come\u00e7ou h\u00e1 mais de 20 anos, mas o momento atual de divulga\u00e7\u00e3o de pesquisas sobre covid-19 deve mostrar definitivamente que precisamos compartilhar conhecimento o mais r\u00e1pido poss\u00edvel para atender \u00e0 sociedade&#8221;, diz Packer.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito:&nbsp; Deutsche Welle Brasil &#8211; disponj\u00edvel na internet 24\/03\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Busca por vacina e medicamentos contra covid-19 sacode bilion\u00e1rio mercado editorial cient\u00edfico, com plataformas liberando acesso a artigos e publicando material ainda n\u00e3o revisado para agilizar compartilhamento de dados. 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