{"id":47167,"date":"2020-04-09T04:45:05","date_gmt":"2020-04-09T07:45:05","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=47167"},"modified":"2020-04-08T21:54:23","modified_gmt":"2020-04-09T00:54:23","slug":"novas-aliquotas-previdenciarias-ja-reduzem-salario-de-servidor-entidades-rebatem-fala-de-guedes-sobre-congelamento-de-salarios-dos-servidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/04\/09\/novas-aliquotas-previdenciarias-ja-reduzem-salario-de-servidor-entidades-rebatem-fala-de-guedes-sobre-congelamento-de-salarios-dos-servidores\/","title":{"rendered":"Novas al\u00edquotas previdenci\u00e1rias j\u00e1 reduzem sal\u00e1rio de servidor. Entidades rebatem fala de Guedes sobre congelamento de sal\u00e1rios dos servidores"},"content":{"rendered":"<p>Ministro Paulo Guedes tem defendido congelamento salarial para funcionalismo. Essenciais no enfrentamento da Covid-19, com sal\u00e1rios congelados j\u00e1 h\u00e1 mais de tr\u00eas anos e com remunera\u00e7\u00e3o reduzida desde mar\u00e7o, servidores cobram outras sa\u00eddas<\/p>\n<p>Essenciais para o enfrentamento da crise provocada pelo novo coronav\u00edrus (Covid-19), servidores p\u00fablicos seguem na mira do governo Bolsonaro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar, em live com empres\u00e1rios e investidores, da inten\u00e7\u00e3o de manter sal\u00e1rios dos servidores congelados pelos pr\u00f3ximos anos. Para a Condsef\/Fenadsef, a pandemia n\u00e3o pode ser usada pelo governo para seguir retirando direitos e amea\u00e7ando a classe trabalhadora, seja do setor p\u00fablico ou privado. Cortes e congelamento de sal\u00e1rios n\u00e3o v\u00e3o garantir a supera\u00e7\u00e3o desse momento dif\u00edcil. A Confedera\u00e7\u00e3o lembra que antes da Covid-19 ser um desafio, as pol\u00edticas de austeridade e ultra neoliberais adotadas pelo governo j\u00e1 haviam se mostrado ineficazes para alavancar a economia brasileira.<\/p>\n<p>Antes da pandemia, os indicativos econ\u00f4micos no Brasil n\u00e3o estavam nada favor\u00e1veis. O PIB apresentou resultado p\u00edfio (1,1%), o d\u00f3lar j\u00e1 havia superado os R$5 e a fuga de investimentos tinha sido a maior da hist\u00f3ria. Tudo isso num cen\u00e1rio onde trabalhadores nos \u00faltimos anos perderam direitos importantes com a flexibiliza\u00e7\u00e3o das leis trabalhistas. Nada disso foi capaz de gerar empregos e sanar a crise dos milh\u00f5es de desalentados, desempregados e na informalidade, hoje o segmento mais afetado e vulner\u00e1vel na crise provocada pela pandemia.<\/p>\n<p>Apesar de Guedes se mostrar contr\u00e1rio ao corte no sal\u00e1rio de servidores nesse momento, essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o que deve continuar. No Executivo Federal, a maioria est\u00e1 com sal\u00e1rios congelados h\u00e1 mais de tr\u00eas anos e desde mar\u00e7o a aplica\u00e7\u00e3o de novas al\u00edquotas previdenci\u00e1rias promoveu a redu\u00e7\u00e3o salarial da categoria. Os descontos para a maioria s\u00e3o de 14,5%, pondendo chegar a 22%.<\/p>\n<p>Na semana passada, o partido Novo apresentou emenda \u00e0 PEC 10\/20, do &#8220;or\u00e7amento de guerra&#8221;, que propunha redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% nos sal\u00e1rios de servidores p\u00fablicos. A emenda foi rejeitada, mas est\u00e1 no Congresso Nacional a PEC 186\/19, do chamado plano &#8220;Mais Brasil&#8221; que prev\u00ea uma s\u00e9rie de ataques ao funcionalismo, incluindo a redu\u00e7\u00e3o de jornada de trabalho com redu\u00e7\u00e3o salarial para servidores. Analistas e parlamentares alertam que essas amea\u00e7as devem voltar com intensidade depois da pandemia.<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Arrocho gera mais arrocho<\/strong><\/b><\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o e a unidade dos servidores em torno desses temas ser\u00e3o essenciais. Se por um lado o debate sobre Estado m\u00ednimo perde for\u00e7a nesse momento de grave crise e mostra aos brasileiros que a presen\u00e7a do Estado \u00e9 fundamental na vida de todos, por outro, os ultra neoliberais v\u00e3o seguir defendendo a narrativa de que \u00e9 preciso enxugar o que for poss\u00edvel, ao contr\u00e1rio de investir. Enquanto sugam investimentos do setor p\u00fablico, nutrem investidores que seguem com lucros assegurados pelo pagamento de juros da d\u00edvida p\u00fablica. O socorro trilion\u00e1rio aos bancos j\u00e1 est\u00e1 garantido. A PEC 10\/20 permite ainda que o Banco Central compre ativos de risco do mercado financeiro, o que representa um preju\u00edzo incalcul\u00e1vel para a popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Diante de uma crise da economia real, essa que afeta diretamente a renda do trabalhador e consequentemente toda a cadeia produtiva, servidores cobram outras sa\u00eddas por parte do governo. &#8220;N\u00e3o se resolve uma crise dessa magnitude com arrocho salarial e mais desemprego. Esse caminho fatal nos far\u00e1 amargar um per\u00edodo ainda mais dif\u00edcil do que o que j\u00e1 estamos enfrentando com essa pandemia que afenta o mundo inteiro&#8221;, ponderou S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, secret\u00e1rio-geral da Condsef\/Fenadsef.<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Revogar a EC 95 e investir no setor p\u00fablico<\/strong><\/b><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucos os especialistas que apontam sa\u00eddas alternativas para essa crise. Para a Confedera\u00e7\u00e3o, a medida mais urgente deve ser a revoga\u00e7\u00e3o imediata da Emenda Constitucional (EC) 95\/16, que congela investimentos p\u00fablicos por 20 anos. H\u00e1 entre os economistas um consenso de que o momento requer abandonar pol\u00edticas conservadores de austeridade e priorizar investimentos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>&#8220;Economistas conservadores hist\u00f3ricos e defensores do Estado m\u00ednimo est\u00e3o revendo suas abordagens nesse momento. O governo precisa ouvir essas vozes, como deve ouvir os especialistas em sa\u00fade que recomendam o isolamento social nesse momento&#8221;, destaca S\u00e9rgio. Para o secret\u00e1rio-geral, as solu\u00e7\u00f5es para essa crise precisam levar em conta sa\u00fade e economia. &#8220;\u00c9 um equ\u00edvoco aqueles que querem separar esse debate. A economia n\u00e3o existe sem que se garanta vida e dignidade a toda popula\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Condsef\/Fenadsef<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h4><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Entidades rebatem fala de Guedes sobre congelamento de sal\u00e1rios dos servidores<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Entidades que representam os servidores federais criticaram a fala do ministro da Economia Paulo Guedes, que defendeu, no \u00faltimo domingo (dia 5) o congelamento dos sal\u00e1rios dos servidores p\u00fablicos por dois anos por causa da crise do coronav\u00edrus, Covid-19. A declara\u00e7\u00e3o de Guedes foi feita em uma reuni\u00e3o por videoconfer\u00eancia com deputados do DEM, conforme mostrou O GLOBO.<\/p>\n<p>As representa\u00e7\u00f5es defendem como uma das solu\u00e7\u00f5es para enfrentar a crise financeira a revoga\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional 95, que que congelou os gastos da Uni\u00e3o com despesas prim\u00e1rias por 20 anos.<\/p>\n<p>D\u00e9cio Bruno Lopes, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip) lembrou que a maior parte dos servidores federais j\u00e1 est\u00e3o com os sal\u00e1rios congelados h\u00e1 mais de tr\u00eas anos, e, ap\u00f3s a reforma da Previd\u00eancia, a al\u00edquota previd\u00eanci\u00e1ria subiu para diversas categorias e mais os descontos legais, como do Imposto de Renda, que pode chegar a 27% do vencimento bruto.<\/p>\n<p>&#8211; Desde o governo passado, come\u00e7ou a acontecer uma ca\u00e7a aos servidores como se o funcionalismo fosse o culpado da crise econ\u00f4mica do Brasil, quando na verdade o servidor cumpre a lei, principalmente aquele que fiscaliza. Se reduzir o sal\u00e1rio, reduz ainda mais o poder de compra do servidor, que paga suas contas e contribui para a economia como qualquer outro trabalhador.<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Judici\u00e1rio Federal e Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o (<strong>Fenajufe<\/strong>) manifestou rep\u00fadio \u00e0 fala de Guedes.<\/p>\n<p>&#8211; Nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 de rep\u00fadio a essa fala porque a categoria j\u00e1 vem sofrendo h\u00e1 anos com essa quest\u00e3o e porque tenta se colocar o pensamento, de uma forma em geral, de que os servidores s\u00e3o maraj\u00e1s, quando a gente sabe que a m\u00e9dia salarial \u00e9 baixa &#8211; comentou Isaac Lima, um dos coordenadores da Fenajufe.<\/p>\n<p>Em nota, a Confedera\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores no Servi\u00e7o P\u00fablico Federal (<strong>Condsef<\/strong>) ratificou a an\u00e1lise de que a medida pode piorar o cen\u00e1rio econ\u00f4mico &#8220;uma vez que retirar poder de compra das pessoas num momento extremamente recessivo e pode promover uma retra\u00e7\u00e3o ainda maior na economia real, aquela onde circula o dinheiro do pa\u00eds.&#8221;<\/p>\n<p>A entidade tamb\u00e9m sugere ao governo federal a suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica. &#8220;Mais de 40% do or\u00e7amento da Uni\u00e3o s\u00e3o destinados ao pagamento desses juros&#8221;, afirmou a nota.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Camila Pontes\/Jornal Extra &#8211; dispon\u00edvel na internet<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ministro Paulo Guedes tem defendido congelamento salarial para funcionalismo. 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