{"id":47422,"date":"2020-04-17T01:48:21","date_gmt":"2020-04-17T04:48:21","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=47422"},"modified":"2020-04-17T06:00:43","modified_gmt":"2020-04-17T09:00:43","slug":"de-bem-com-a-vida-5-boas-noticias-da-ciencia-desde-o-inicio-da-pandemia-e-que-nao-tem-a-ver-com-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/04\/17\/de-bem-com-a-vida-5-boas-noticias-da-ciencia-desde-o-inicio-da-pandemia-e-que-nao-tem-a-ver-com-a-covid-19\/","title":{"rendered":"De Bem com a Vida: 5 boas not\u00edcias da ci\u00eancia desde o in\u00edcio da pandemia e que n\u00e3o t\u00eam a ver com a covid-19"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"story-body__h1\"><em><strong>5 boas not\u00edcias da ci\u00eancia desde o in\u00edcio da pandemia de coronav\u00edrus &#8211; e que n\u00e3o t\u00eam a ver com a covid-19<\/strong><\/em><\/h4>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">Com o avan\u00e7o da&nbsp;pandemia&nbsp;do novo coronav\u00edrus, o mundo est\u00e1 quase inteiramente voltado para essa trag\u00e9dia global que j\u00e1 causou, at\u00e9 esta quarta-feira (15\/04), mais de 120 mil mortes.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o significa que o planeta parou, em especial, o mundo da ci\u00eancia, que segue fazendo descobertas importantes em outras \u00e1reas.<\/p>\n<p>Reunimos a seguir cinco descobertas fascinantes, das quais voc\u00ea talvez n\u00e3o tenha ouvido falar, mas que representam avan\u00e7os importantes em diferentes campos do conhecimento cient\u00edfico desde dezembro.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/90FF\/production\/_111791173_b8263b34-668e-4440-8cf0-e871f04cd2c8.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/90FF\/production\/_111791173_b8263b34-668e-4440-8cf0-e871f04cd2c8.png?resize=696%2C675&#038;ssl=1\" alt=\"Esta \u00e9 uma das amostras usadas no experimento por cientistas de tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas\" width=\"696\" height=\"675\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Por meio de uma experimento \u00fanico, cientistas comprovaram a exist\u00eancia de part\u00edculas conhecidas como anyons. Direito de imagem MANOHAR KUMAR<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Anyons s\u00e3o um tipo de quasipart\u00edculas, que s\u00e3o part\u00edculas capazes de viajar em estado s\u00f3lido cercadas por outras part\u00edculas que se arrastam \u00e0 medida que se movem.<\/p>\n<p>No nosso &#8220;mundo comum&#8221; em 3D, explica Kumar, h\u00e1 dois tipos de part\u00edculas: f\u00e9rmions e b\u00f3sons. Mas os anyons pertencem ao mundo da f\u00edsica 2D, ou seja, seus ambientes s\u00e3o sistemas bidimensionais.<\/p>\n<p>&#8220;Existem fen\u00f4menos onde as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas literalmente fazem tudo acontecer em 2D. Os f\u00edsicos costumam dizer que uma das dimens\u00f5es congela. Assim, embora nosso espa\u00e7o di\u00e1rio seja 3D, a f\u00edsica de certos fen\u00f4menos \u00e9 realmente restrita ao universo 2D &#8220;, explica o blog cient\u00edfico Quantum Tales.<\/p>\n<p>Na Finl\u00e2ndia, a Universidade de Aalto, na qual Kumar trabalha, destacou o trabalho dos cientistas por ser &#8220;o primeiro a medir diretamente as propriedades qu\u00e2nticas de anyons, que s\u00e3o consideradas part\u00edculas ex\u00f3ticas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 549px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/165D8\/production\/_111780619_kumar.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/165D8\/production\/_111780619_kumar.png?resize=549%2C549&#038;ssl=1\" alt=\"O f\u00edsico Manohar Kumar em seu laborat\u00f3rio\" width=\"549\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">&#8216;Trabalhamos duro nos \u00faltimos anos para fazer esse experimento&#8217;, diz o f\u00edsico Manohar Kumar. Direito de imagem DAVID MELE<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Elaborados teoricamente em 1977, &#8220;os anyons foram alvos de experimentos, mas a verdadeira natureza qu\u00e2ntica dessas part\u00edculas era desconhcida at\u00e9 agora&#8221;, diz a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Gwendal F\u00e9ve, l\u00edder do grupo de pesquisadores (do Laborat\u00f3rio de F\u00edsica da Escola Normal Superior de Par\u00eds), diz que &#8220;a prova definitiva da exist\u00eancia dos anyons \u00e9 demonstrar que se comportam como algo que est\u00e1 no meio do caminho entre um f\u00e9rmion e um b\u00f3son, e \u00e9 isso que conseguimos mostrar pla primeira vez com esse experimento&#8221;.<\/p>\n<p>Os estudos sobre essas part\u00edculas s\u00e3o um avan\u00e7o importante para a f\u00edsica e para o desenvolvimento de tecnologias futuras, como a computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, que promete revolucionar computadores usando a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica para resolver problemas milh\u00f5es de vezes mais r\u00e1pido do que as m\u00e1quinas atuais.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">2. Uma vacina contra uma doen\u00e7a que mata dezenas de milhares todos os anos<\/h2>\n<p>Em 28 de fevereiro, a Universidade de Navarra, na Espanha, anunciou que um de seus pesquisadores havia desenvolvido uma vacina contra shigelose ou disenteria bacteriana, uma infec\u00e7\u00e3o que causa diarreia, dor de est\u00f4mago e febre e, nos casos mais graves, leva \u00e0 morte.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2D58\/production\/_111780611_gettyimages-870448034.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2D58\/production\/_111780611_gettyimages-870448034.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Condi\u00e7\u00f5es insalubres em um campo de refugiados de Idlib\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Em lugares onde o acesso \u00e0 \u00e1gua limpa \u00e9 limitado, a disenteria bacteriana \u00e9 um problema s\u00e9rio, especialmente para crian\u00e7as. Direito de imagem GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>De acordo com o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos (CDC, na sigla em ingl\u00eas), h\u00e1 entre 80 e 165 milh\u00f5es de casos em todo o mundo a cada ano e 600 mil \u00f3bitos.<\/p>\n<p>&#8220;Shigelose \u00e9 um problema global de sa\u00fade p\u00fablica para o qual uma vacina ainda n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel, apesar do fato de a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade considerar uma prioridade&#8221;, disse Carlos Gamazo, diretor do Departamento de Microbiologia da Universidade de Navarra.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a, transmitida principalmente pelo consumo de \u00e1gua e alimentos contaminados, afeta drasticamente as crian\u00e7as em pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>&#8220;O maior benef\u00edcio seria alcan\u00e7ado com a introdu\u00e7\u00e3o de uma vacina de baixo custo que requer apenas uma dose \u00fanica. O grupo de Yadira Pastor (cientista que liderou a investiga\u00e7\u00e3o) trabalha para obter essa vacina de administra\u00e7\u00e3o \u00fanica e &#8216;sem agulhas&#8217;, com os n\u00edveis esperados de prote\u00e7\u00e3o &#8220;, afirma Gamazo.&nbsp;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 549px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C998\/production\/_111780615_pastor.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/C998\/production\/_111780615_pastor.png?resize=549%2C549&#038;ssl=1\" alt=\"Retrato de Yadira Pastor\" width=\"549\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">A bioqu\u00edmica Yadira Pastor est\u00e1 desenvolvendo uma vacina para ajudar a combater a shigelose. Direito de imagem CORTES\u00cdA: YADIRA PASTOR<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Segundo Pastor, o projeto foi testado em camundongos &#8220;para verificar a efic\u00e1cia e a toxicidade deste produto, com resultados muito promissores&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, &#8220;diferentes vias de administra\u00e7\u00e3o foram estudadas para substituir a via parenteral (intravenal)&#8221;, explica a bioqu\u00edmica. O objetivo \u00e9 facilitar a vacina\u00e7\u00e3o em massa e reduzir o uso de res\u00edduos biol\u00f3gicos. Para isso, a pesquisadora criou g\u00e9is imunoestimulantes para administra\u00e7\u00e3o via nariz ou microadesivos, para a via intrad\u00e9rmica.<\/p>\n<p>&#8220;Ambas as vias tiveram resultados muito promissores em camundongos que, ap\u00f3s serem vacinados pelas duas vias, ficaram protegidos contra a infec\u00e7\u00e3o pela bact\u00e9ria shigella&#8221;, diz Pastor.<\/p>\n<p>Para tornar essa vacina uma realidade, ser\u00e1 preciso confirmar sua efic\u00e1cia em outros animais e s\u00f3 ent\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel partir para testes de que ela \u00e9 segura e funciona em humanos, explicou a pesquisadora.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption body-narrow-width\">\n<p><figure style=\"width: 324px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/304\/cpsprodpb\/B80F\/production\/_111791174_4af1cdc7-6fd1-47df-a65b-f36bb358cd56.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/304\/cpsprodpb\/B80F\/production\/_111791174_4af1cdc7-6fd1-47df-a65b-f36bb358cd56.png?resize=324%2C243&#038;ssl=1\" alt=\"Complexo vacinal\" width=\"324\" height=\"243\" data-highest-encountered-width=\"304\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pastor criou micro-adesivos para aplicar a vacina. Direito de imagem YADIRA PASTOR<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">3. A vida selvagem prospera na zona do acidentes nuclear de Fukushima<\/h2>\n<p>Em 11 de mar\u00e7o de 2011, um violento tsunami sacudiu a costa leste do Jap\u00e3o e causou danos \u00e0 usina nuclear de Fukushima.<\/p>\n<p>Grandes quantidades de material radioativo foram liberadas no meio ambiente e causaram o pior acidente nuclear desde o desastre de Chernobyl, em 1986. Mais de 100 mil pessoas foram evacuadas.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/808C\/production\/_111780923_redfoxfukushima_jimbeasley-1.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/808C\/production\/_111780923_redfoxfukushima_jimbeasley-1.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Raposa em Fukushima\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Uma raposa vermelha olha para uma das 106 c\u00e2meras que foram colocadas para estudar uma grande \u00e1rea. Direito de imagem CORTES\u00cdA: JAMES BEASLEY<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Em janeiro, a revista especializada Frontiers in Ecology and Environment publicou um estudo mostrando como, apesar da contamina\u00e7\u00e3o radioativa, a vida selvagem voltou a prosperar nessa \u00e1rea. Os cientistas descobriram popula\u00e7\u00f5es abundantes de animais nas \u00e1reas que foram atingidas.<\/p>\n<p>Um dos l\u00edderes da pesquisa, o bi\u00f3logo James Beasley, explica que o estudo, realizado entre 2016 e 2017, coletou, com c\u00e2meras colocadas em 106 lugares, mais de 267 mil imagens de 20 esp\u00e9cies de animais selvagens.<\/p>\n<p>Esta \u00e9, diz Beasley, &#8220;a primeira avalia\u00e7\u00e3o em larga escala das comunidades de mam\u00edferos em Fukushima&#8221; e o primeiro estudo das popula\u00e7\u00f5es de vida silvestre na \u00e1rea levando em considera\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o peculiar da baixa presen\u00e7a humana.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DF1F\/production\/_111791175_7719cf18-abd3-4d1c-8b6e-b48cbff36107.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/DF1F\/production\/_111791175_7719cf18-abd3-4d1c-8b6e-b48cbff36107.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Macacos em Fukushima\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Dois macacos em uma \u00e1rea de Fukushima que foi atingida pelo acidente nuclear e permanece desabitada. Direito de imagem JAMES BEASLEY<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Ele afirma que Chernobyl e Fukushima foram enormes trag\u00e9dias para a humanidade, que, agora, &#8216;representam importantes laborat\u00f3rios em que estudos podem ser realizados para entender os efeitos da exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica \u00e0 radia\u00e7\u00e3o em plantas e animais&#8221;.<\/p>\n<p>O especialista acredita que &#8220;o fato de a vida selvagem estar se saindo bem nos territ\u00f3rios evacuados em torno de Chernobyl e Fukushima \u00e9 um testemunho da resist\u00eancia da vida selvagem quando n\u00e3o h\u00e1 press\u00e3o humana direta, como a perda e fragmenta\u00e7\u00e3o de seu habitat&#8221;.&nbsp;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12D3F\/production\/_111791177_63ed58a5-f1a9-46ef-a560-317089331c05.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/12D3F\/production\/_111791177_63ed58a5-f1a9-46ef-a560-317089331c05.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Guaxinim japon\u00eas em Fukushima\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">A\u00e7\u00e3o humana pode ser pior do que radia\u00e7\u00e3o para a vida selvagem, diz pesquisador. Direito de imagem JAMES BEASLEY<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>E \u00e9 um sinal de que as zonas de exclus\u00e3o podem abrigar &#8220;popula\u00e7\u00f5es abundantes e autossuficientes&#8221; de v\u00e1rias esp\u00e9cies. &#8220;Mas \u00e9 importante observar que isso n\u00e3o sugere que a radia\u00e7\u00e3o seja boa para a vida selvagem, sabemos que altos n\u00edveis de exposi\u00e7\u00e3o aguda \u00e0 radia\u00e7\u00e3o podem causar danos gen\u00e9ticos&#8221;, diz o cientista.<\/p>\n<p>&#8220;Mas ela mostra que os efeitos das atividades humanas cotidianas s\u00e3o piores para muitas esp\u00e9cies da vida selvagem do que quaisquer efeitos potenciais da radia\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Beasley indica que ainda h\u00e1 muito a ser conhecido sobre o impacto dos acidentes nucleares de Chernobyl e Fukushima nos animais, incluindo por meio de an\u00e1lises individuais.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1062F\/production\/_111791176_6f377db6-9be0-45df-a4f5-8d15861fbe4c.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/1062F\/production\/_111791176_6f377db6-9be0-45df-a4f5-8d15861fbe4c.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Serau japon\u00e9s\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Este serau japon\u00eas \u00e9 uma das 20 esp\u00e9cies que Beasley e sua equipe conseguiram detectar na \u00e1rea. Direito de imagem JAMES BEASLEY<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>E ele destaca que, &#8220;embora a vida selvagem pare\u00e7a se beneficiar da cria\u00e7\u00e3o dessas novas \u00e1reas, muita gente foi afetada&#8221; pelos dois desastres.<\/p>\n<p>Apesar disso, ele se sente um pouco otimista em rela\u00e7\u00e3o a um desafio global: &#8220;Ainda h\u00e1 tempo para conservar muitos animais amea\u00e7ados e em perigo de extin\u00e7\u00e3o em todo o mundo, desde que possamos lhes proporcionar um habitat suficiente&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">4. Os segredos gen\u00e9ticos da massa cinzenta<\/h2>\n<p>Em mar\u00e7o, a Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, anunciou que &#8220;havia sido produzido o primeiro mapa gen\u00e9tico do c\u00f3rtex cerebral, no qual foram identificadas mais de 300 variantes gen\u00e9ticas que influenciam a estrutura cortical&#8221; e, em alguns casos, dist\u00farbios psiqui\u00e1tricos e neurol\u00f3gicos.&nbsp;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 549px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/101E2\/production\/_111781066_brain.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/101E2\/production\/_111781066_brain.jpg?resize=549%2C549&#038;ssl=1\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de um c\u00e9rebro\" width=\"549\" height=\"549\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mais de 360 cientistas de v\u00e1rios pa\u00edses contribu\u00edram para o estudo de &#8216;uma parte muito importante do c\u00e9rebro&#8217;. Direito de imagem GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>O c\u00f3rtex \u00e9 a camada de massa cinzenta que recobre o c\u00e9rebro; \u00e9 essencial para o pensamento, processamento de informa\u00e7\u00f5es, mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos coautores da pesquisa, Jason Stein, professor do Departamento de Gen\u00e9tica e Neuroci\u00eancia, explica que o estudo identificou como as diferen\u00e7as gen\u00e9ticas das pessoas afetam a estrutura de seus c\u00e9rebros.<\/p>\n<p>&#8220;Focamos especificamente no c\u00f3rtex, que, em compara\u00e7\u00e3o com o de outros primatas, se expande acentuadamente nos seres humanos. Acredita-se que esse prolongamento leve a um melhor desenvolvimento cognitivo e comportamento social. Portanto, \u00e9 uma parte muito importante do c\u00e9rebro&#8221;, diz Stein.<\/p>\n<p>Para analisar a estrutura do c\u00e9rebro, os pesquisadores estudaram exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica do c\u00e9rebro de 50 mil pessoas e se concentraram no tamanho e espessura da superf\u00edcie. Al\u00e9m disso, recolheram amostras de DNA dos participantes para entender suas diferen\u00e7as gen\u00e9ticas..<\/p>\n<p>&#8220;Identificamos centenas de lugares em que varia\u00e7\u00f5es do genoma t\u00eam impacto na estrutura cortical, no tamanho e na espessura do c\u00f3rtex. Curiosamente, essas diferen\u00e7as foram encontradas em locais do genoma ativos durante o desenvolvimento inicial do c\u00e9rebro, antes do nascimento, em um tipo de c\u00e9lula chamada c\u00e9lula progenitora neural&#8221;, afirma Stein.<\/p>\n<p>&#8220;Essas c\u00e9lulas produzem quase todos os neur\u00f4nios do c\u00f3rtex, mas s\u00f3 est\u00e3o presentes antes do nascimento. Isso significa que as variantes gen\u00e9ticas influenciam as c\u00e9lulas progenitoras antes do nascimento para causar altera\u00e7\u00f5es no n\u00famero de c\u00e9lulas produzidas e no tamanho do c\u00e9rebro ap\u00f3s o nascimento. Isso \u00e9 realmente interessante, porque significa que a gen\u00e9tica pode mudar nossa estrutura cerebral adulta.&#8221;<\/p>\n<p>Essas descobertas s\u00e3o importantes porque podem ser usadas em diferentes campos da neuroci\u00eancia e ajudar a determinar, por exemplo, quais variantes gen\u00e9ticas afetam a estrutura do c\u00e9rebro e a tornam mais suscet\u00edvel ao desenvolvimento de certos tipos de dist\u00farbios, como esquizofrenia, transtorno bipolar ou depress\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada gra\u00e7as ao trabalho de mais de 360 \u200b\u200bcientistas de v\u00e1rios centros em todo o mundo. Stein esclarece que n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que se busca identificar variantes gen\u00e9ticas que afetam a estrutura do c\u00e9rebro. Mas &#8220;\u00e9 a maior e mais abrangente an\u00e1lise do impacto das variantes gen\u00e9ticas na estrutura cortical produzida at\u00e9 hoje&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">5. Como o sistema nervoso detecta salmonellas e nos defende<\/h2>\n<p>Em dezembro, a Faculdade de Medicina da Universidade Harvard informou que um estudo em ratos mostrou como o sistema nervoso n\u00e3o apenas detecta salmonella, mas &#8220;defendeu ativamente o corpo&#8221; contra a amea\u00e7a.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15002\/production\/_111781068_salmonella.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15002\/production\/_111781068_salmonella.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o da salmonela\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Geralmente, a salmonela \u00e9 encontrada no intestino de animais e pessoas e \u00e9 liberada pelas fezes. Direito de imagem GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Segundo a institui\u00e7\u00e3o americana, a pesquisa, publicada na revista especializada Cell, descobriu que os nervos no intestino dos ratos percebiam a presen\u00e7a da bact\u00e9ria &#8211; a principal causa de intoxica\u00e7\u00e3o alimentar no mundo &#8211; e formavam &#8220;duas linhas de defesa&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos resultados mostram que o sistema nervoso n\u00e3o \u00e9 apenas um sistema simples de detec\u00e7\u00e3o e alerta. Descobrimos que as c\u00e9lulas nervosas no intestino v\u00e3o al\u00e9m. Elas regulam a imunidade intestinal, mant\u00eam a homeostase intestinal e fornecem prote\u00e7\u00e3o ativa contra infec\u00e7\u00f5es&#8221;, disse o l\u00edder do estudo, Isaac Chiu.<\/p>\n<p>O trabalho aponta que o intestino delgado possui neur\u00f4nios sens\u00edveis \u00e0 dor, que tamb\u00e9m est\u00e3o localizados sob c\u00e9lulas chamadas placas de Peyer. Os experimentos revelaram que esses neur\u00f4nios s\u00e3o ativados na presen\u00e7a de salmonella, que, segundo os pesquisadores, \u00e9 a causa de 25% das doen\u00e7as bacterianas diarreicas no mundo.<\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o geralmente ocorre quando voc\u00ea come comida ou \u00e1gua contaminada com a bact\u00e9ria. &#8220;Uma vez ativados, os nervos usam duas t\u00e1ticas defensivas para impedir que as bact\u00e9rias infectem o intestino e se espalhem pelo resto do corpo&#8221;, diz a universidade.<\/p>\n<p>A primeira t\u00e1tica \u00e9 regular os acessos celulares atrav\u00e9s dos quais os micro-organismos entram e saem do intestino. E a segunda \u00e9 aumentar o n\u00famero de micr\u00f3bios intestinais protetores, que fazem parte do microbioma do intestino delgado.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 ficando cada vez mais claro que o sistema nervoso interage diretamente com organismos infecciosos de diferentes maneiras para influenciar a imunidade&#8221;, disse o professor de imunologia, no artigo da Universidade Harvard.<\/p>\n<p>Segundo uma das autoras do estudo, Nicole Lai, os resultados demonstram uma comunica\u00e7\u00e3o importante entre o sistema nervoso e o sistema imunol\u00f3gico: &#8220;\u00c9 claramente uma via de m\u00e3o dupla com os dois sistemas enviando mensagens e influenciando-se mutuamente para regular as respostas de prote\u00e7\u00e3o durante a infec\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>E a raz\u00e3o \u00e9 que o intestino geralmente \u00e9 chamado de segundo c\u00e9rebro. De fato, possui mais neur\u00f4nios do que a coluna vertebral e age independentemente do sistema nervoso central.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Margarita Rodr\u00edguez da<\/span><span class=\"byline__title\"> BBC News Mundo &#8211; dispon\u00edvel na internet 17\/04\/2020<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>5 boas not\u00edcias da ci\u00eancia desde o in\u00edcio da pandemia de coronav\u00edrus &#8211; e que n\u00e3o t\u00eam a ver com a covid-19 Com o avan\u00e7o da&nbsp;pandemia&nbsp;do novo coronav\u00edrus, o mundo est\u00e1 quase inteiramente voltado para essa trag\u00e9dia global que j\u00e1 causou, at\u00e9 esta quarta-feira (15\/04), mais de 120 mil mortes. 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