{"id":48139,"date":"2020-05-11T05:00:22","date_gmt":"2020-05-11T08:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=48139"},"modified":"2020-05-11T05:54:26","modified_gmt":"2020-05-11T08:54:26","slug":"agu-atua-para-garantir-pagamento-de-r-740-mil-a-terceirizados-durante-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/05\/11\/agu-atua-para-garantir-pagamento-de-r-740-mil-a-terceirizados-durante-covid-19\/","title":{"rendered":"AGU atua para garantir pagamento de R$ 740 mil a terceirizados durante Covid-19"},"content":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 pandemia causada pela Covid-19, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) est\u00e1 atuando para assegurar na Justi\u00e7a o pagamento de R$ 740 mil em verbas trabalhistas a funcion\u00e1rios terceirizados de empresas contratadas por diversas autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais.&nbsp;<\/p>\n<p>Somente no m\u00eas de abril foram ajuizadas cinco a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas para garantir o direito dos trabalhadores diante de inadimpl\u00eancias e descumprimentos contratuais por parte das empresas. Das cinco a\u00e7\u00f5es, quatro j\u00e1 obtiveram liminares favor\u00e1veis concedidas pelo poder judici\u00e1rio trabalhista.&nbsp;<\/p>\n<p>Nessas a\u00e7\u00f5es, a Advocacia-Geral pede o bloqueio dos cr\u00e9ditos atuais e futuros das empresas e, tamb\u00e9m, que a Justi\u00e7a autorize as entidades a utilizarem os valores bloqueados para pagamento dos empregados terceirizados que lhe prestaram servi\u00e7os. A atua\u00e7\u00e3o acontece por meio da Equipe Trabalhista da Procuradoria Regional da 1\u00aa Regi\u00e3o (ER-TRAB\/PRF1) e faz parte do Programa de Atua\u00e7\u00e3o Proativa (PAP).&nbsp;<\/p>\n<p>As medidas judiciais adotadas foram necess\u00e1rias ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia de in\u00fameras falhas na execu\u00e7\u00e3o dos contratos administrativos celebrados entre a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e as empresas prestadoras de servi\u00e7os. \u201cCom essas a\u00e7\u00f5es pretendemos garantir o pagamento das verbas trabalhistas aos terceirizados, que nesses casos est\u00e3o inseridos em uma situa\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica e social, pois em sua grande maioria s\u00e3o trabalhadores com rendimentos baixos, nas \u00e1reas de limpeza, conserva\u00e7\u00e3o e vigil\u00e2ncia\u201d, ressalta o Procurador Federal e Coordenador da ER-TRAB\/PRF1, Vin\u00edcius Loureiro da Mota.&nbsp;<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas<\/strong><\/b>&nbsp;<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m t\u00eam a finalidade de evitar uma poss\u00edvel dupla condena\u00e7\u00e3o das entidades, que ocorre quando a administra\u00e7\u00e3o j\u00e1 pagou a integralidade dos valores \u00e0s empresas, mas estas n\u00e3o fizeram o repasse aos empregados terceirizados. \u201cNesse contexto a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9, na maioria das vezes, condenada subsidiariamente pelos mesmos valores e acaba tendo que pagar duas vezes os valores por meio de precat\u00f3rio ou Requisi\u00e7\u00e3o de Pequeno Valor (RPV), j\u00e1 que nesses processos as empresas e os s\u00f3cios simplesmente desaparecem\u201d, pontua o Procurador Federal Vin\u00edcius.&nbsp;<\/p>\n<p>Em recente decis\u00e3o, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a responsabilidade subsidi\u00e1ria da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica depende de demonstra\u00e7\u00e3o de que a entidade p\u00fablica tinha conhecimento do descumprimento reiterado das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas pela empresa terceirizada e, ainda assim, permaneceu inerte.&nbsp;<\/p>\n<p><b><strong style=\"font-style: inherit;\">Decis\u00f5es favor\u00e1veis<\/strong><\/b>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas cinco a\u00e7\u00f5es propostas, a ER-TRAB\/PRF1 representa o ICMBio, a Universidade Federal de Goi\u00e1s, o IBGE, o Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Sul de Minas &#8211; com liminares favor\u00e1veis j\u00e1 deferidas &#8211; e a Universidade Federal de Roraima, que ainda aguarda decis\u00e3o provis\u00f3ria da justi\u00e7a trabalhista.&nbsp;<\/p>\n<p>Nas liminares deferidas em favor das entidades p\u00fablicas, os magistrados acataram os argumentos da AGU determinaram os bloqueios imediatos dos cr\u00e9ditos informados pelas autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais em desfavor das empresas contratadas, devendo as entidades p\u00fablicas depositarem os valores em contas judiciais, resguardando os recursos para eventuais pagamentos futuros a trabalhadores terceirizados.&nbsp;<\/p>\n<p>A PRF da 1\u00aa Regi\u00e3o \u00e9 unidade da Procuradoria-Geral Federal (PGF), \u00f3rg\u00e3o da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU).<\/p>\n<p><strong>AGU 11\/05\/2020<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio \u00e0 pandemia causada pela Covid-19, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) est\u00e1 atuando para assegurar na Justi\u00e7a o pagamento de R$ 740 mil em verbas trabalhistas a funcion\u00e1rios terceirizados de empresas contratadas por diversas autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais.&nbsp; 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