{"id":48954,"date":"2020-06-05T03:30:17","date_gmt":"2020-06-05T06:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=48954"},"modified":"2020-06-05T05:38:07","modified_gmt":"2020-06-05T08:38:07","slug":"com-envelhecimento-cresce-numero-de-familiares-que-cuidam-de-idosos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/06\/05\/com-envelhecimento-cresce-numero-de-familiares-que-cuidam-de-idosos-no-pais\/","title":{"rendered":"Com envelhecimento, cresce n\u00famero de familiares que cuidam de idosos no pa\u00eds."},"content":{"rendered":"<div class=\"texto--single \">\n<ul class=\"resumo-noticia\">\n<li>N\u00famero de familiares que se dedicavam a cuidados de indiv\u00edduos de 60 anos ou mais saltou de 3,7 milh\u00f5es em 2016 para 5,1 milh\u00f5es em 2019.<\/li>\n<li>Percentual de pessoas que cuidavam de idosos \u00e9 maior em estados do Nordeste, como o Rio Grande do Norte (15,2%).<\/li>\n<li>Monitorar ou fazer companhia dentro do domic\u00edlio (83,4%) foi a principal atividade requerida pelos idosos.<\/li>\n<li>Pesquisa tamb\u00e9m revela que brasileiros v\u00eam se empenhando mais nos afazeres dom\u00e9sticos, passando de uma taxa de realiza\u00e7\u00e3o de 81,3% em 2016 para 85,7% em 2019, quando totalizou 146,7 milh\u00f5es de pessoas.<\/li>\n<li>A diferen\u00e7a de horas dedicadas a cuidados de pessoas e afazeres dom\u00e9sticos entre homens e mulheres aumentou, passando de 9,9 horas a mais para elas em 2016 para 10,4 horas em 2019.<\/li>\n<li>Em rela\u00e7\u00e3o aos crit\u00e9rios de cor ou ra\u00e7a, a mulher preta (94,1%) \u00e9 a que mais realizou afazeres dom\u00e9sticos.<\/li>\n<li>Cerca de 12,8 milh\u00f5es de pessoas se dedicaram \u00e0 produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo, cujas atividades v\u00eam diminuindo desde 2016 em todas as regi\u00f5es.<\/li>\n<li>A taxa de realiza\u00e7\u00e3o de trabalho volunt\u00e1rio vem caindo em quase todas as regi\u00f5es, com redu\u00e7\u00e3o de 281 mil pessoas entre 2018 e 2019. Por\u00e9m, aumentou a m\u00e9dia de horas dedicadas ao voluntariado, passando de 6,5h para 6,6h.<\/li>\n<li>Dados s\u00e3o do suplemento Outras Formas de Trabalho, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua 2019, que levantou informa\u00e7\u00f5es sobre cuidados de pessoas, afazeres dom\u00e9sticos, produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo e trabalho volunt\u00e1rio.<\/li>\n<\/ul>\n<figure>\n<p><figure style=\"width: 669px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2020_06\/PNAD_OutrasFormas_HOME_HelenaPontes.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2020_06\/PNAD_OutrasFormas_HOME_HelenaPontes.jpg?resize=669%2C371&#038;ssl=1\" alt=\"#PraCegoVer A foto mostra uma m\u00e3o de uma pessoa adulta entrela\u00e7ada na m\u00e3o de uma pessoa idosa, apoiadas no colo da pessoa idosa\" width=\"669\" height=\"371\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Mais de 5 milh\u00f5es de pessoas se dedicaram a cuidados de parentes idosos no ano passado &#8211; Foto: Helena Pontes\/Ag\u00eancia IBGE Not\u00edcias<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Mais brasileiros tiveram que cuidar de seus parentes idosos, em 2019, grupo considerado atualmente o mais vulner\u00e1vel \u00e0 Covid-19. O n\u00famero de familiares que se dedicavam a cuidados de indiv\u00edduos de 60 anos ou mais saltou de 3,7 milh\u00f5es em 2016 para 5,1 milh\u00f5es em 2019, contingente que representa 10,5%(1,5 ponto percentual a mais que 2016) dos 49,1 milh\u00f5es de pessoas que realizavam cuidados de moradores no ano passado.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, diminuiu a quantidade de pessoas cuidando de crian\u00e7as at\u00e9 5 anos. Entre 2018 e 2019, o percentual de pessoas que cuidam de crian\u00e7as teve queda de 1,5 p.p. na faixa de 0 a 5 anos.<\/p>\n<p>\u201cEsses dados podem significar que menos pessoas est\u00e3o tendo filhos, est\u00e3o tendo filhos mais tarde ou t\u00eam maior acesso a creches. Tamb\u00e9m pode sinalizar o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o\u201d, explica Alessandra Scalioni Brito, analista do IBGE.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do suplemento Outras Formas de Trabalho, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (PNAD-C 2019), que levantou dados sobre cuidados de pessoas (crian\u00e7as, idosos, enfermos ou pessoas com necessidades especiais), afazeres dom\u00e9sticos, produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo e trabalho volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Maiores propor\u00e7\u00f5es de familiares que cuidam de idosos est\u00e3o no Nordeste e Norte<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa aponta que o percentual de pessoas que cuidam de idosos no total de pessoas que exercem cuidados \u00e9 maior em estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte (15,2%), primeiro no ranking nacional, Maranh\u00e3o (12,3%), Cear\u00e1 (11,9), Para\u00edba (11,7%), Piau\u00ed (11,3%), Bahia (11,3%) e da regi\u00e3o Norte, como Tocantins (11,5%) e Amazonas (11,4%). Outros destaques no Sudeste e Sul s\u00e3o o Rio de Janeiro (12,3%) e o Rio Grande do Sul (10,7%), que concentram as maiores propor\u00e7\u00f5es de idosos na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2020_06\/grafico1_idosos-OK.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\"><\/p>\n<p>Monitorar ou fazer companhia dentro do domic\u00edlio (83,4%), auxiliar nos cuidados pessoais (74,1%) e transportar ou acompanhar para escola, m\u00e9dico, exames, parque, pra\u00e7a, atividades sociais, culturais, esportivas ou religiosas (61,1%), s\u00e3o as principais atividades requeridas pelos idosos.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_sociais\/2020_06\/grafico2_cuidados-03-03.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong>Mais pessoas se dedicam aos afazes dom\u00e9sticos<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m revela que os brasileiros v\u00eam se empenhando mais nos afazeres dom\u00e9sticos, passando de uma taxa de realiza\u00e7\u00e3o de 81,3% em 2016 para 85,7% em 2019, quando totalizou 146,7 milh\u00f5es de pessoas. Entre 2018 e 2019, um contingente adicional de 1,6 milh\u00e3o de pessoas passou a realizar afazeres dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>\u201cA maior taxa de realiza\u00e7\u00e3o de afazeres dom\u00e9sticos tamb\u00e9m pode ser efeito da crise do mercado de trabalho e da queda de renda das fam\u00edlias, reduzindo as possibilidades de contratar empregada dom\u00e9stica\u201d, analisa Alessandra Scalioni Brito.<\/p>\n<p><strong>Mulheres dedicam quase o dobro de horas nos afazeres e cuidados de pessoas<\/strong><\/p>\n<p>Embora a participa\u00e7\u00e3o dos homens nos afazeres dom\u00e9sticos seja crescente \u2013 a taxa de realiza\u00e7\u00e3o subiu 6,7 p.p. entre 2016 (71,9%,) e 2019 (78,6%) -, as mulheres n\u00e3o s\u00f3 continuam sendo as que mais realizam esses trabalhos, como t\u00eam tido participa\u00e7\u00e3o crescente, passando de uma taxa de 89,9% em 2016 para 92,1% em 2019.<\/p>\n<p>A maior diferen\u00e7a de taxa de realiza\u00e7\u00e3o entre homens e mulheres \u00e9 na regi\u00e3o Nordeste, de 21 p.p. As atividades com as maiores discrep\u00e2ncias entre mulheres e homens s\u00e3o cozinhar (33,5 p.p) e lavar roupas e cal\u00e7ados (36,6 p.p.). A \u00fanica atividade realizada mais por homens (58,1%) que mulheres (30,6%) \u00e9 fazer pequenos reparos ou manuten\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio, do autom\u00f3vel, de eletrodom\u00e9sticos, uma diferen\u00e7a de 27,5 p.p.<\/p>\n<p>Alessandra destaca que a despropor\u00e7\u00e3o entre mulheres e homens fica mais evidente quando se considera o n\u00famero de horas dedicadas aos afazeres dom\u00e9sticos e\/ou aos cuidados com pessoas, em que as mulheres trabalham quase o dobro que os homens por semana &#8211; 18,5h contra 10,4h entre mulheres e homens ocupados no mercado de trabalho; e 24h contra 12,1h entres os n\u00e3o ocupados.<\/p>\n<p>\u201cNo geral, sem discriminar ocupados e n\u00e3o ocupados, a quantidade de horas trabalhadas a mais por mulheres \u00e9 crescente ao longo dos anos, passando de 9,9 horas a mais em 2016 para 10,4 horas a mais em 2019. Os homens s\u00f3 se equiparam a mulher quando moram sozinhos. E mesmo quando ocupadas no mercado de trabalho, as mulheres fazem mais afazeres e cuidados\u201d, ressalta Alessandra.<\/p>\n<p><strong>Mulheres pretas s\u00e3o as que mais realizam afazeres dom\u00e9sticos<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos crit\u00e9rios de cor ou ra\u00e7a, a mulher preta (94,1%) \u00e9 a que mais realiza afazeres dom\u00e9sticos e o homem pardo o que realiza menos (76,5%). Al\u00e9m disso, quanto maior o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, maior a taxa de realiza\u00e7\u00e3o de afazes dom\u00e9sticos,especialmente entre os homens. Nas mulheres, a taxa entre as que t\u00eam o ensino m\u00e9dio completo \u00e9 de 93,9% e nas com ensino superior completo \u00e9 de 93,4%. Entre os homens, as taxas de realiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o de 81,7% e 85,7%, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo cai<\/strong><\/p>\n<p>Cerca de 12,8 milh\u00f5es de pessoas se dedicam \u00e0 produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo, cujas atividades v\u00eam caindo desde 2016 em todas as regi\u00f5es, totalizando menos 254 mil pessoas. A taxa de realiza\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo \u00e9 maior entre homens; tamb\u00e9m cresce com a idade, mas decresce com o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As mulheres produzem mais que os homens em fabrica\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados, roupas, m\u00f3veis, cer\u00e2micas, alimentos ou outros produtos.<\/p>\n<p>A maior diferen\u00e7a na m\u00e9dia de horas entre homens e mulheres ocorre nas atividades de cultivo. Mas um dado curioso \u00e9 que na constru\u00e7\u00e3o, a diferen\u00e7a entre homens (14,4 h) e mulheres \u00e9 pequena (13,6 h).<\/p>\n<p><strong>Quase 7 milh\u00f5es de pessoas dedicam 6,6 h por semana ao trabalho volunt\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa mostra tamb\u00e9m que o trabalho volunt\u00e1rio \u00e9 exercido por cerca de 6,9 milh\u00f5es de pessoas. Ap\u00f3s um pico em 2017 (\u00e0 exce\u00e7\u00e3o do Sudeste, que cresceu em 2018), a taxa de realiza\u00e7\u00e3o vem caindo em quase todas as regi\u00f5es, com redu\u00e7\u00e3o de 281 mil pessoas entre 2018 e 2019.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, aumentou a m\u00e9dia de horas dedicadas ao trabalho volunt\u00e1rio no pa\u00eds, passando de 6,5h para 6,6h.<br \/>\nA taxa de realiza\u00e7\u00e3o de trabalho volunt\u00e1rio \u00e9 maior entre as mulheres e aumenta com a idade e a escolaridade. A taxa tamb\u00e9m \u00e9 maior entre as pessoas pretas e entre os ocupados.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Ag\u00eancia IBGE editoria:&nbsp;Estat\u00edsticas Sociais&nbsp;<b>| Carmen Nery<\/b><b> | Arte: Helga Szpiz &#8211; dispon\u00edvel na internet 05\/06\/2020<\/b><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero de familiares que se dedicavam a cuidados de indiv\u00edduos de 60 anos ou mais saltou de 3,7 milh\u00f5es em 2016 para 5,1 milh\u00f5es em 2019. Percentual de pessoas que cuidavam de idosos \u00e9 maior em estados do Nordeste, como o Rio Grande do Norte (15,2%). 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