{"id":49281,"date":"2020-06-16T03:00:53","date_gmt":"2020-06-16T06:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=49281"},"modified":"2020-06-16T05:43:11","modified_gmt":"2020-06-16T08:43:11","slug":"bndes-vai-intensificar-parcerias-para-projetos-de-infraestrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/06\/16\/bndes-vai-intensificar-parcerias-para-projetos-de-infraestrutura\/","title":{"rendered":"BNDES vai intensificar parcerias para projetos de infraestrutura"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-lg-12 mb-3\">\n<div class=\"row\">\n<h5 class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-750 display-6 display-md-4 display-lg-5 font-weight-bold alt-font text-center my-1\">O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse ontem (15), durante semin\u00e1rio <em>online&nbsp;<\/em>sobre a retomada do crescimento por meio de investimentos em infraestrutura, que as medidas de prote\u00e7\u00e3o social s\u00e3o necess\u00e1rias, mas \u00e9 importante alavancar recursos que possam por em andamento os projetos de infraestrutura. O cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico com juros mais baixos torna o Brasil mais barato para atrair investidores.<\/h5>\n<p>\u201cO momento \u00e9 apropriado para investir no Brasil\u201d, disse Montezano referindo-se \u00e0 fragilidade da infraestrutura nacional e indicou que isso tem que mudar. \u201cA gente tem que lutar para mudar isso o mais r\u00e1pido poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>Segundo Montezano, a pandemia do novo coronav\u00edrus exp\u00f4s a necessidade de realiza\u00e7\u00e3o das reformas das \u00e1reas de saneamento e do setor el\u00e9trico como um todo. \u201cO ambiente \u00e9 favor\u00e1vel para as reformas macroecon\u00f4micas e tamb\u00e9m setoriais\u201d. Defendeu&nbsp; que \u00e9 preciso firmar parcerias e trabalhar em escala com outros bancos brasileiros e estrangeiros que atuam no pa\u00eds para que os projetos de infraestrutura sigam em frente.<\/p>\n<p>\u201cO nosso sucesso depende do sucesso de voc\u00eas no Brasil. A gente tem que atuar como facilitador dos bancos multilaterais no Brasil\u201d.&nbsp;Na \u00f3tica da leitura de risco, ele acredita que isso vai ajudar no resultado dos projetos. A meta do banco n\u00e3o \u00e9 competir, mas colaborar com os demais bancos multilaterais, assegurou.<\/p>\n<h2>Garantias e fian\u00e7as<\/h2>\n<p>Gustavo Montezano pretende que o BNDES atue, ainda este ano, como garantidor, como seguro de cr\u00e9dito, em opera\u00e7\u00f5es do mercado de capitais e em sindicaliza\u00e7\u00e3o com outros bancos. Disse que o BNDES, para realizar sua miss\u00e3o de promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel do Brasil, tem atuado historicamente pelo canal do cr\u00e9dito, como financiador principal do cr\u00e9dito direto e indireto. Nos \u00faltimos 12 meses, deu uma escala sustent\u00e1vel ao canal de servi\u00e7os e, agora, pretende entrar no terceiro pilar, que \u00e9 o seguro de garantias e fian\u00e7as, que complementa os dois primeiros canais, quando o banco toma risco direto ou indireto do projeto, mas sem colocar o caixa propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Um marco disso ocorrer\u00e1 no pr\u00f3ximo m\u00eas&nbsp;de julho, com o lan\u00e7amento do programa emergencial de acesso ao cr\u00e9dito, onde o banco vai atuar em escala nunca vista em seguro de cr\u00e9dito, mencionou Montezano. O pr\u00f3ximo passo \u00e9 o banco operar, em seus neg\u00f3cios de infraestrutura, com seguros e fian\u00e7as para projetos. \u201cIsso \u00e9 importante porque voc\u00ea come\u00e7a a quebrar a sua matriz de risco em v\u00e1rios \u00edtens de risco e em vez de atuar como um financiador principal no projeto, ele pode pegar uma matriz de risco, de uma parte temporal do projeto, de uma reserva de liquidez, e prover uma fian\u00e7a para aquela parte do projeto\u201d. O BNDES est\u00e1 trabalhando na forma mais adequada de lan\u00e7ar essa nova modalidade no mercado, mas Montenazo afirmou que isso vai prover garantia de capitais para outros investidores que, porventura, n\u00e3o tenham o mesmo apetite do banco para outros vetores da matriz de risco. A ideia \u00e9 fazer isso ainda este ano.<\/p>\n<h2>Prioridades<\/h2>\n<p>Presente ao semin\u00e1rio, o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Economia, Marcelo Guaranys, destacou que para a efetiva\u00e7\u00e3o dos projetos de infraestrutura, que considera essenciais para a retomada econ\u00f4mica p\u00f3s-pandemia, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia a aprova\u00e7\u00e3o pelo Legislativo dos marcos regulat\u00f3rios. \u201cO mais importante para o governo \u00e9 a quest\u00e3o do saneamento. Essa \u00e9 a prioridade para trazer capital privado para esse setor t\u00e3o importante para a sa\u00fade p\u00fablica p\u00f3s-crise\u201d, assegurou Guaranys. Elencou ainda como prioridades a \u00e1rea de energia e o novo mercado de g\u00e1s e de petr\u00f3leo. O secret\u00e1rio salientou tamb\u00e9m a import\u00e2ncia das parcerias p\u00fablico privadas (PPPs), para poder deslanchar v\u00e1rios projetos.<\/p>\n<p>O diretor de Infraestrutura, Concess\u00f5es e PPPs do BNDES, F\u00e1bio Abrah\u00e3o, informou que um dos focos do banco \u00e9 gerar impacto social e preparar o Brasil para receber investimentos. Reconheceu, por outro lado, que o pa\u00eds tem uma \u201cerraticidade de qualidade\u201d nos projetos de infraestrutura. E justamente devido \u00e0 falta de estrutura\u00e7\u00e3o dos projetos e do processo de origina\u00e7\u00e3o, onde considera que existe o maior&nbsp;<em>gap<\/em>&nbsp;(lacuna), o Brasil tem pouca atra\u00e7\u00e3o de investidores qualificados.<\/p>\n<p>\u201cA gente encara a origina\u00e7\u00e3o como elemento cr\u00edtico\u201d. Outra parte problem\u00e1tica, manifestou, \u00e9 na fase p\u00f3s-leil\u00e3o e cr\u00e9dito, onde a estrutura de garantias para empr\u00e9stimos ganha destaque e merece aten\u00e7\u00e3o redobrada do banco. Segundo revelou Abrah\u00e3o, o BNDES tem atualmente 73 projetos em estrutura\u00e7\u00e3o, nos \u00e2mbitos federal, estadual e municipal, com capacidade de R$ 188 bilh\u00f5es em investimentos, a maior parte nos pr\u00f3ximos dois anos e meio. Muitos desses projetos s\u00e3o de infraestrutura econ\u00f4mica, como rodovias, portos, mobilidade urbana, e social (saneamento, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, meio ambiente, entre outras \u00e1reas).<\/p>\n<h2>BID<\/h2>\n<p>O representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Morgan Doyle, ressaltou que \u00e9 preciso adotar mais inova\u00e7\u00e3o para que os projetos de infraestrutura no pa\u00eds deem um salto de qualidade e efici\u00eancia. Para Doyle, \u00e9 necess\u00e1rio aproveitar a crise da covid-19 para criar uma capacidade mais forte para desenvolver projetos de infraestrutura no Brasil que tragam inova\u00e7\u00e3o, transpar\u00eancia, digitaliza\u00e7\u00e3o e que alavanquem de forma eficiente os recursos p\u00fablicos, atraindo tamb\u00e9m capital privado.<\/p>\n<p>Deixou claro que a infraestrutura tem um impacto potencial na cria\u00e7\u00e3o de empregos. Por isso, reafirmou que os projetos t\u00eam que&nbsp;ter&nbsp;um&nbsp;<em>pipeline<\/em>&nbsp;(segmenta\u00e7\u00e3o) e uma organiza\u00e7\u00e3o de projetos que sejam robustos e apresentem a modelagem apropriada para atrair investidores internacionais de destaque em todo o mundo e em moeda local.<\/p>\n<p>Para o diretor regional de Infraestrutura do Banco Mundial (Bird) para Am\u00e9rica Latina e Caribe, Franz Drees-Gross, o atual momento \u00e9 muito prop\u00edcio para que os pa\u00edses procedam \u00e0 transfer\u00eancia para um apoio financeiro mais verde e sustent\u00e1vel, com impacto positivo para o meio ambiente, como muitas na\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o fazendo. Energia limpa e transporte p\u00fablico urbano que favore\u00e7am \u00e1reas mais pobres e contribuam para o meio ambiente podem oferecer condi\u00e7\u00f5es de atrair investimentos mais verdes, sugeriu. Drees-Gross acredita que todas as institui\u00e7\u00f5es t\u00eam que trabalhar para estruturar novos investimentos que reduzam riscos no momento atual. Completou que, em alguns casos, ser\u00e1 necess\u00e1rio complementar investimentos privados com recursos p\u00fablicos.<\/p>\n<h2>CAF<\/h2>\n<p>Jaime Holgu\u00edn, representante no Brasil da Corpora\u00e7\u00e3o Andina de Fomento (CAF), defendeu tamb\u00e9m a a\u00e7\u00e3o conjunta entre os bancos multilaterais e de desenvolvimento para a viabiliza\u00e7\u00e3o de projetos de infraestrutura n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas em toda a regi\u00e3o latino-americana. Holgu\u00edn revelou que uma estrat\u00e9gia que est\u00e1 em desenvolvimento na CAF \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um novo fundo para infraestrutura que permita financiar projetos de integra\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea, na Am\u00e9rica Latina. A ideia do fundo \u00e9 levantar apoio de pa\u00edses desenvolvidos para&nbsp;permitir garantias em&nbsp;emiss\u00e3o de deb\u00eantures (t\u00edtulos de d\u00edvida lan\u00e7ados por empresas) de longo prazo. \u201cEsse esfor\u00e7o est\u00e1 em processo de consolida\u00e7\u00e3o\u201d, anunciou.<\/p>\n<p>Holgu\u00edn afirmou que o compromisso da CAF \u00e9 levar o desenvolvimento, em parceria com outros bancos locais e internacionais, de modo a contribuir para que o Brasil possa continuar seu processo de retomada da economia. Observou, entretanto, que para isso \u00e9 importante que hajam estudos de qualidade que ofere\u00e7am solu\u00e7\u00f5es de longo prazo. Um dos focos da CAF no Brasil, por meio de conversas com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e com o Minist\u00e9rio de Infraestrutura, \u00e9 o aproveitamento da malha ferrovi\u00e1ria brasileira que, segundo Holgu\u00edn, vem sendo mal explorada ou n\u00e3o utilizada. Disse que o baixo conhecimento da malha atual reduz o interesse de potenciais investidores. Segundo ele, esse \u00e9 um exemplo para ser trabalhado em parcerias no pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Fonplata<\/h2>\n<p>A gerente geral para projetos na Am\u00e9rica Latina do Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), Luciana Botafogo, disse que o banco vem crescendo nos \u00faltimos cinco anos no \u00e2mbito dos pa\u00edses do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) al\u00e9m da&nbsp;Bol\u00edvia, e j\u00e1 apresenta capital dispon\u00edvel de US$ 3 bilh\u00f5es, com espa\u00e7o para crescer. Na carteira do Fonplata, 82% \u00e9&nbsp;formado&nbsp;por projetos de infraestrutura mais dura, como rodovias, portos e saneamento.<\/p>\n<p>No Brasil, o banco trabalha mais fortemente com munic\u00edpios necessitados. Ela afirmou que passada a demanda emergencial provocada pela crise do novo coronav\u00edrus, t\u00eam entrado no banco projetos de infraestrutura que dependem de m\u00e3o de obra intensiva, como pavimenta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, por exemplo. Avaliou que o investimento privado, que j\u00e1 era dif\u00edcil antes da pandemia, se torna agora mais complicado, o que exigir\u00e1 que o recurso p\u00fablico entre mais fortemente nos projetos. Para que o capital privado seja atra\u00eddo, destacou a necessidade de realiza\u00e7\u00e3o da reforma fiscal no Brasil que d\u00ea seguran\u00e7a aos investimentos.<\/p>\n<p>A representante no Brasil do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Claudia Prattes, salientou que o foco da institui\u00e7\u00e3o s\u00e3o infraestrutura e sustentabilidade ambiental e que o NBD poder\u00e1 participar da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Brasil focada em infraestrutura. O Brasil aparece com a menor participa\u00e7\u00e3o nos empr\u00e9stimos do NBD, estruturado a partir da coopera\u00e7\u00e3o do grupo de pa\u00edses BRICs (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul), com 8% do total, contra 32% da \u00cdndia.<\/p>\n<p>O NBD tem em opera\u00e7\u00f5es no Brasil US$ 1,5 bilh\u00e3o e dez opera\u00e7\u00f5es em an\u00e1lise no momento para financiamento. Disse que operar no Brasil em moeda local \u00e9 um desafio, se for atrativo para os investidores interessados. Claudia Prattes afian\u00e7ou que a \u201catua\u00e7\u00e3o conjunta (com outros bancos) vai ser um legado da crise\u201d. Como o NBD tem avers\u00e3o ao risco, apontou a import\u00e2ncia que as reformas econ\u00f4micas tenham continuidade no Brasil para que o pa\u00eds possa voltar a atrair novos investidores, \u201cporque a competi\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses vai ser maior p\u00f3s-pandemia\u201d.<\/p>\n<p>Disse, ainda, que a infraestrutura urbana \u00e9 importante na quest\u00e3o da sustentabilidade e destacou que a quest\u00e3o fitossanit\u00e1ria \u00e9 de extrema import\u00e2ncia no momento e tem que estar na base dos pa\u00edses, para evitar a propaga\u00e7\u00e3o de novos v\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 16\/06\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse ontem (15), durante semin\u00e1rio online&nbsp;sobre a retomada do crescimento por meio de investimentos em infraestrutura, que as medidas de prote\u00e7\u00e3o social s\u00e3o necess\u00e1rias, mas \u00e9 importante alavancar recursos que possam por em andamento os projetos de infraestrutura. 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