{"id":49313,"date":"2020-06-17T03:30:13","date_gmt":"2020-06-17T06:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=49313"},"modified":"2020-06-16T21:23:27","modified_gmt":"2020-06-17T00:23:27","slug":"stf-1a-turma-reafirma-impossibilidade-de-servidor-receber-proventos-e-remuneracao-pelo-mesmo-cargo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/06\/17\/stf-1a-turma-reafirma-impossibilidade-de-servidor-receber-proventos-e-remuneracao-pelo-mesmo-cargo\/","title":{"rendered":"STF: 1\u00aa Turma reafirma impossibilidade de servidor receber proventos e remunera\u00e7\u00e3o pelo mesmo cargo"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>Por maioria dos votos, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que servidor p\u00fablico municipal aposentado pelo Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) n\u00e3o pode ser reintegrado ao cargo em que se aposentou a fim de acumular proventos de aposentadoria e remunera\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o foi tomada na tarde desta ter\u00e7a-feira (16) na an\u00e1lise dos Recursos Extraordin\u00e1rios com Agravos (AREs) 1234192 e 1250903.<\/p>\n<p><b>Os casos<\/b><\/p>\n<p>Um servente e um operador de m\u00e1quinas do Munic\u00edpio de Bituruna (PR) pediram a reintegra\u00e7\u00e3o no cargo efetivo, com o fundamento de que sua exonera\u00e7\u00e3o, decorrente de aposentadoria pelo RGPS, foi ilegal. Eles argumentavam que, como n\u00e3o havia regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia, as despesas da inatividade n\u00e3o seriam suportadas pelo munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1 (TJ-PR) considerou nulas as exonera\u00e7\u00f5es, por entender que o recebimento simult\u00e2neo de proventos de aposentadoria e vencimentos \u00e9 vedado apenas para servidores vinculados ao regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia. Nos recursos extraordin\u00e1rios, o munic\u00edpio sustentava desrespeito ao princ\u00edpio da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e apontava viola\u00e7\u00e3o \u00e0 regra constitucional (artigo 37, caput e par\u00e1grafo 10) que veda a acumula\u00e7\u00e3o em determinados casos.<\/p>\n<p>O relator, ministro Marco Aur\u00e9lio, havia rejeitado os dois recursos, motivando a interposi\u00e7\u00e3o de agravos regimentais pelo munic\u00edpio.<\/p>\n<p><b>Impossibilidade de acumula\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>Prevaleceu, no julgamento, o voto do ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 problema no fato de o servidor aposentado ter acesso a outro cargo p\u00fablico, seja em comiss\u00e3o ou por meio da realiza\u00e7\u00e3o de outro concurso, mas n\u00e3o pode haver o acumulo de duas remunera\u00e7\u00f5es que derivam do mesmo cargo (proventos de aposentadoria e a pr\u00f3pria remunera\u00e7\u00e3o). \u201cUma vez que pediu a aposentadoria e se aposentou no cargo p\u00fablico efetivo espec\u00edfico, ele passou a ganhar aposentadoria e n\u00e3o pode retornar ao mesmo cargo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para o ministro, o servidor n\u00e3o pode recolher pelo INSS e, completado o tempo de servi\u00e7o, continuar normalmente no cargo, agregando uma aposentadoria. Ao citar o entendimento da Turma nos REs 1238957 e 1235897, ele votou pelo provimento dos agravos regimentais a fim de julgar improcedentes os pedidos feitos pelos servidores. Seu voto foi acompanhado pelos ministros Lu\u00eds Roberto Barroso e Luiz Fux.<\/p>\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio votou pelo desprovimento dos agravos, com o entendimento de que o RE n\u00e3o \u00e9 meio pr\u00f3prio para nova an\u00e1lise de provas nem serve \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de normas. A ministra Rosa Weber seguiu o voto do relator.<\/p>\n<p><b>Processo id\u00eantico<\/b><\/p>\n<p>Ao analisar mat\u00e9ria id\u00eantica em outro processo, a Turma aplicou o mesmo entendimento no julgamento do agravo regimental no RE 1221999, de relatoria do ministro Luiz Fux.<\/p>\n<p><strong>Processos relacionados&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><a class=\"noticia\" href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=1243192&amp;classe=ARE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ARE 1243192&nbsp;&nbsp;<\/a><br \/>\n<a class=\"noticia\" href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/processo\/verProcessoAndamento.asp?numero=1250903&amp;classe=ARE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ARE 1250903<\/a><\/p>\n<p><strong>STF 17\/06\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por maioria dos votos, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que servidor p\u00fablico municipal aposentado pelo Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) n\u00e3o pode ser reintegrado ao cargo em que se aposentou a fim de acumular proventos de aposentadoria e remunera\u00e7\u00e3o. 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