{"id":50504,"date":"2020-07-20T03:30:09","date_gmt":"2020-07-20T06:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=50504"},"modified":"2020-07-20T05:17:24","modified_gmt":"2020-07-20T08:17:24","slug":"quais-sao-as-consequencias-de-mentir-no-curriculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/07\/20\/quais-sao-as-consequencias-de-mentir-no-curriculo\/","title":{"rendered":"&#8220;Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias de mentir no curr\u00edculo?&#8221;"},"content":{"rendered":"<section class=\"bg-theme-2 border-theme-1\">\n<div class=\"container container-full-width pt-20\">\n<div class=\"ads hidden-print ads__with-bg\">\n<div id=\"cb-publicidade-rasgado-1\" class=\"margin-top-20 margin-bottom-20 clearfix publicidade\" data-google-query-id=\"CLbzhI-s2-oCFYsIuQYd5vkPow\"><em style=\"color: #111111; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 17px;\"><strong>Para concorrer a uma vaga, muitos candidatos optam por &#8220;maquiar&#8221; o documento com mentiras, que v\u00e3o desde a profici\u00eancia em uma l\u00edngua estrangeira at\u00e9 um t\u00edtulo de p\u00f3s-doutorado. Engana\u00e7\u00e3o \u00e9 prejudicial e f\u00e1cil de descobrir<\/strong><\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section class=\"news-container border-theme-2\">\n<div class=\"container container-full-width pt-20 mb-20\">\n<div class=\"row divider-wrapper\">\n<div id=\"esquerda_8_12_1\" class=\"col-sm-10 col-sm-offset-1 col-md-6 mb-35 js-tools-fixed-parent\">\n<article>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div class=\"txt-serif js-article-box article-box article-box-capitalize mt-15\">\n<div>Uma s\u00e9rie de fraudes envolvendo o curr\u00edculo levou Carlos Decotelli a deixar o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o antes mesmo da cerim\u00f4nia de posse como ministro, no fim do m\u00eas passado. O caso gerou grande repercuss\u00e3o, mas a pr\u00e1tica de mentir no hist\u00f3rico acad\u00eamico ou profissional \u00e9 mais comum do que se imagina. De acordo com pesquisa da consultoria DNA Outplacement, 75% dos brasileiros escrevem informa\u00e7\u00f5es falsas ou distorcidas no CV.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Na esfera p\u00fablica, as fraudes tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o raras: personalidades pol\u00edticas como a ex-presidente Dilma Rousseff, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, tiveram informa\u00e7\u00f5es desmentidas. De acordo com Lucas Oggiam, diretor da Page Personnel, empresa global de recrutamento, a maioria das pessoas que mentem no curr\u00edculo fantasia atributos porque acredita que a pr\u00e1tica n\u00e3o afetar\u00e1 ningu\u00e9m.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No entanto, ele explica que o pre\u00e7o da desonestidade pode ser alto, pois deixa uma mancha permanente na imagem. \u201cSitua\u00e7\u00f5es como a do ex-ministro (da Educa\u00e7\u00e3o) nos mostram como nossa vida profissional e as informa\u00e7\u00f5es que a gente passa para outras pessoas precisam ser levadas a s\u00e9rio, porque \u00e9 nossa reputa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na reta\u201d, afirma o consultor, graduado em neg\u00f3cios internacionais pela Liberty University, na Virg\u00ednia (EUA).<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cA mentira pode at\u00e9 supostamente beneficiar em curto prazo, mas a m\u00e9dio e longo prazos, ela costuma ser muito danosa para a carreira\u201d, acrescenta. Segundo Lucas Oggiam, \u201cmentir no curr\u00edculo \u00e9 a pior escolha que um profissional pode fazer em sua carreira\u201d. Jefferson Kiyohara, professor de \u00e9tica e compliance da FIA Business School, explica que, muitas vezes, o profissional inventa habilidades para assumir determinada vaga e acaba sendo eliminado justamente pela postura anti\u00e9tica de mentir no curr\u00edculo.<\/div>\n<h3>Chance desperdi\u00e7ada<\/h3>\n<div>Kiyohara recorda-se de um processo seletivo que a ICTS Protiviti, empresa da qual \u00e9 diretor, apoiou. \u201cA vaga n\u00e3o exigia conhecimentos avan\u00e7ados ou flu\u00eancia em ingl\u00eas, mas o candidato colocou isso no curr\u00edculo. Por outro lado, a honestidade era muito importante, porque a oportunidade seria para trabalhar no programa de \u00e9tica da companhia\u201d, relata.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;\u201cNa entrevista, deixei bem claro que n\u00e3o era necess\u00e1rio ter flu\u00eancia em ingl\u00eas e perguntei se esse era realmente o n\u00edvel de profici\u00eancia do candidato, o qual disse que sim. Avisei, ent\u00e3o, que iria test\u00e1-lo, e ele n\u00e3o demonstrou nem conhecimento b\u00e1sico no idioma\u201d, relembra. Kiyohara conta que levou a situa\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa contratante e a companhia recusou o profissional por causa do ocorrido. \u201cFoi uma pessoa que perdeu a oportunidade de estar empregada porque mentiu no curr\u00edculo.\u201d<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>75%<\/strong><\/div>\n<div>\u00cdndice de brasileiros que mentem no curr\u00edculo<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Fonte:&nbsp;<\/strong>DNA Outplacement<\/div>\n<h3>A pol\u00eamica de Decotelli<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>No caso de Carlos Decotelli, que nem chegou a tomar posse como ministro da Educa\u00e7\u00e3o, a primeira mentira veio \u00e0 tona nas redes sociais. Ao anunciar o novo dirigente do MEC, em publica\u00e7\u00e3o no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ele era doutor pela Universidade de Ros\u00e1rio. O reitor da institui\u00e7\u00e3o argentina, Franco Bartolacci, respondeu: \u201cPrecisamos esclarecer que Carlos Alberto Decotelli da Silva n\u00e3o obteve na @unroficial o doutorado mencionado nesta comunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Dias depois, a Universidade de Wuppertal, na Alemanha, afirmou em nota que, diferentemente do que constava no curr\u00edculo lattes, Decotelli n\u00e3o tinha conclu\u00eddo o programa de p\u00f3s-doutorado pela institui\u00e7\u00e3o. Por fim, a Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) negou que Decotelli tenha sido professor efetivo da institui\u00e7\u00e3o. \u201cProfessor Decotelli atuou apenas nos cursos de educa\u00e7\u00e3o continuada, nos programas de forma\u00e7\u00e3o de executivos e n\u00e3o como professor de qualquer das escolas da Funda\u00e7\u00e3o\u201d, informou a FGV.<\/div>\n<h3>H\u00e1 n\u00edveis diferentes de gravidade?<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/8nX9Mu4oZXJnYcUSgLyhRHu3FEY=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152512631777e.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/T_LJHOdjDoHSqaCenJvjUjPEE0k=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152512631777e.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/JhfIBaBi7MlHcvlKnYl6BbfQPpU=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152512631777e.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/N_rjtzHAgOfO3vZt19bsQuY4COk=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152512631777e.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/x4oIbixjk-0f3Ol_lwr7m3YGM6U%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152512631777e.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><span class=\"h6 mt-0 d-block txt-no-serif txt-gray-base\">&#8220;N\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre n\u00edveis de mentira, mas \u00e9 at\u00e9 compreens\u00edvel quando a pessoa tenta subir um pouco a r\u00e9gua, tipo: estudou sete anos de ingl\u00eas, tem conhecimento avan\u00e7ado e diz que \u00e9 fluente&#8221; Jefferson Kiyohara, professor de \u00e9tica e compliance<\/span><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Felipe Nascimento Queiroz\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>Ser\u00e1 que todas as mentiras no curr\u00edculo s\u00e3o vistas da mesma forma pelos recrutadores? De acordo com Lucas Oggiam, diretor da Page Personnel, a resposta \u00e9 n\u00e3o. \u201cMentiras sobre os lugares por onde voc\u00ea passou, posi\u00e7\u00f5es e certificados que obteve s\u00e3o encaradas de forma muito mais grave pelo recrutador do que mentiras que s\u00e3o potencialmente um engano de percep\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Ele explica que, em se tratando de habilidades que dependem de autoavalia\u00e7\u00e3o, o candidato pode se confundir. \u201cQuando uma pessoa coloca no curr\u00edculo que tem ingl\u00eas avan\u00e7ado, voc\u00ea vai testar e ela diz que est\u00e1 meio enferrujada, voc\u00ea entende que ela pode ter se enganado em vez de mentido. Ok, faz parte da vida. A gente aceita isso\u201d, exemplifica.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cAgora, no caso de uma quest\u00e3o mais t\u00e9cnica, um certificado, um diploma ou algo do tipo, n\u00e3o tem como voc\u00ea se enganar. Essa parte n\u00e3o \u00e9 question\u00e1vel. Essas mentiras, sem d\u00favida, pesam mais sobre o candidato\u201d, elucida. Na avalia\u00e7\u00e3o de Jefferson Kiyohara, graduado em administra\u00e7\u00e3o de empresas pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), eticamente, n\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre n\u00edveis de mentira.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No entanto, ele admite que, embora continue sendo anti\u00e9tico, \u201c\u00e9 at\u00e9 compreens\u00edvel (para o recrutador) quando a pessoa tenta subir um pouco a r\u00e9gua, do tipo: estudou sete anos de ingl\u00eas, tem um conhecimento avan\u00e7ado e diz que \u00e9 fluente ou, ent\u00e3o, algu\u00e9m que tem conhecimento intermedi\u00e1rio de Excel e coloca no curr\u00edculo que tem plenos conhecimentos\u201d. De acordo com o diretor da ICTS Protiviti, geralmente, as pessoas \u201cmaquiam\u201d o curr\u00edculo n\u00e3o por engano, mas para buscar um status que elas n\u00e3o t\u00eam.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cMuitas vezes, o candidato quer compensar algo que entende ser uma injusti\u00e7a. Ele pensa: \u2018Puxa, eu sou a pessoa perfeita para essa vaga, mas n\u00e3o atendo a determinado requisito\u2019. Por isso, a pessoa n\u00e3o hesita em fazer esse tipo de ajuste.\u201d O professor de \u00e9tica e compliance da FIA Business School alerta que os processos seletivos precisam ser transparentes em ambos os lados. \u201cA gente sabe, tamb\u00e9m, que muitas empresas colocam requisitos que n\u00e3o fazem o menor sentido para aquela posi\u00e7\u00e3o. Isso, tamb\u00e9m, acaba induzindo algumas pessoas a buscar uma valoriza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo.\u201d<\/div>\n<h3>As lorotas mais comuns<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/hUS4UcJ42oTRxE0YRH4kXDomKMk=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152519923812i.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/rKIdJL6uht3ulc4zIgC9i1xsOQM=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152519923812i.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/647IzXn5RfwkKwqkv5tLobCIKnQ=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152519923812i.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/jirlgh9AOsCx4s6LouUA_m404EY=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152519923812i.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/0LgLT8oQXdfOBL_AVvEjIfml5Vc%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152519923812i.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>As mentiras no documento profissional v\u00e3o desde colocar n\u00edvel mais avan\u00e7ado em alguma habilidade ou idioma at\u00e9 ao caso de inventar um diploma. \u201cAlgumas (mentiras) s\u00e3o comuns; outras, n\u00e3o. Mentir a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o t\u00edpico\u201d, afirma o diretor da Page Personnel, Lucas Oggiam. \u201cNormalmente, isso ocorre quando a pessoa come\u00e7ou determinado curso, mas n\u00e3o terminou por algum motivo e o coloca no curr\u00edculo mesmo assim\u201d, diz.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cH\u00e1, tamb\u00e9m, casos de pessoas que colocam uma gradua\u00e7\u00e3o no documento sem ter apresentado o TCC (trabalho de conclus\u00e3o de curso)\u201d, completa. Esse tipo de atitude assemelha-se a uma das distor\u00e7\u00f5es do curr\u00edculo de Carlos Decotelli, que afirmou ter doutorado por uma universidade argentina. Apesar de ter cursado as disciplinas, ele n\u00e3o defendeu a tese, portanto, n\u00e3o tinha o t\u00edtulo de doutor.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>De acordo com Lucas Oggiam, as inconsist\u00eancias mais comuns encontradas nos CVs de candidatos dizem respeito ao tempo que o profissional passou em determinada empresa e, principalmente, ao n\u00edvel de um segundo ou terceiro idioma. Segundo Ta\u00eds Rocha, psic\u00f3loga e diretora de opera\u00e7\u00f5es do Grupo Soulan, consultoria em recursos humanos, mentir sobre o n\u00edvel de profici\u00eancia em um idioma chega a ser \u201cquase normal\u201d, apesar de ser claramente errado.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cTanto que as avalia\u00e7\u00f5es de l\u00edngua estrangeira nos processos seletivos s\u00e3o igualmente normais. Sempre que um idioma \u00e9 exigido, testamos os candidatos em todos os n\u00edveis: gram\u00e1tica, oral e escuta (listening)\u201d, afirma. \u201cCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum, mas, sim, acontece\u201d, aponta. \u201cJ\u00e1 tivemos o caso de uma falsa psic\u00f3loga que atuou por anos na \u00e1rea. Foi um choque quando recebemos a not\u00edcia de que ela n\u00e3o era formada. \u00c9 claro que essa situa\u00e7\u00e3o foi tratada na esfera jur\u00eddica\u201d, relata.<\/div>\n<h3>Falsidades facilmente detect\u00e1veis<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/7jtxGt6eDbB4lgCR9l95fZ8jjTk=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152531725275e.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/6V10rTp0UNj2LylgU7xDo4Uvuso=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152531725275e.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/7IasxroFFnCFSNdX3NSasAsiG6g=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152531725275e.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/q574FabrYFCOkRFbd3yr6qiOjmU=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152531725275e.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/sRbsSlbimeOz34sGiIrpAJYgxps%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152531725275e.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><span class=\"h6 mt-0 d-block txt-no-serif txt-gray-base\">&#8220;\u00c9 ing\u00eanuo mentir sobre a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Um simples telefonema para a referida universidade e sabemos se aquele t\u00edtulo foi conferido \u00e0quela pessoa ou n\u00e3o&#8221; Ta\u00eds Rocha, psic\u00f3loga<\/span><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Grupo Soulan\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div>Recrutadores experientes dizem que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil descobrir se uma pessoa mentiu no documento profissional. Geralmente, os avaliadores conseguem verificar incoer\u00eancias no curr\u00edculo ao fazer um levantamento sobre o hist\u00f3rico do candidato ou, ent\u00e3o, na hora da entrevista, como explica o consultor em Recursos Humanos Lucas Oggiam.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cEventualmente, voc\u00ea come\u00e7a a identificar trejeitos que a pessoa apresenta quando est\u00e1 contando algo que \u00e9 uma inverdade ou algo de que ela n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o segura\u201d, explica. \u201cAo analisar o contexto geral do curr\u00edculo, o recrutador tamb\u00e9m consegue analisar algumas inconsist\u00eancias que acendem far\u00f3is amarelos\u201d, complementa.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Segundo Ta\u00eds Rocha, psic\u00f3loga formada pelo Centro Universit\u00e1rio das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), \u00e9 \u201cing\u00eanuo\u201d algu\u00e9m mentir sobre a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, por exemplo. \u201cUm simples telefonema para a referida universidade e sabemos se aquele t\u00edtulo foi conferido \u00e0quela pessoa ou n\u00e3o\u201d, justifica.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Diretor da ICTS Protiviti, Jefferson&nbsp; Kiyohara concorda. \u201cO candidato que mente esquece que \u00e9 algo muito facilmente detectado, seja durante as entrevistas, seja quando a gente faz algum tipo de levantamento, como um background check (verifica\u00e7\u00e3o de antecedentes).\u201d<\/div>\n<h3>Preze sempre pela sinceridade<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/TiKEgSMzqVZ09b6pKYL0wZLu0I8=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152539548351o.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/rR21u_fEXZgZnSTU-7TyMMXVspc=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152539548351o.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/4J541zRlbP4VnZ1HsjRCtXVsruQ=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152539548351o.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/YYhtqOEFOYPHsZLsY9DhtC9sEhA=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152539548351o.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/2RbWcO6QUZ0EFuIfbIsdLWFELWM%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152539548351o.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><span class=\"h6 mt-0 d-block txt-no-serif txt-gray-base\">&#8220;Muitas vezes, uma pessoa fica dois ou tr\u00eas meses em determinado lugar e acaba omitindo essa informa\u00e7\u00e3o no curr\u00edculo porque ela acredita que vai `manchar\u00b4o hist\u00f3rico. No entanto, eu considero pior quando voc\u00ea descobre durante a entrevista que a pessoa tem algo no hist\u00f3rico profissional que ela n\u00e3o descreveu&#8221; Lucas Oggiam, consultor de RH<\/span><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Gabriela Gon\u00e7alves\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>Enquanto algumas pessoas inventam diplomas e ocupa\u00e7\u00f5es no curr\u00edculo, outras preferem omitir empregos passados. Isso porque, quando a passagem por determinada empresa \u00e9 curta, o candidato acredita que ser\u00e1 malvisto pelo recrutador. \u201cMuitas vezes, uma pessoa fica dois ou tr\u00eas meses em determinado lugar e acaba omitindo essa informa\u00e7\u00e3o no curr\u00edculo porque acredita que vai \u2018manchar\u2019 o hist\u00f3rico\u201d, pontua Lucas Oggiam.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cNo entanto, considero pior quando voc\u00ea descobre durante a entrevista que a pessoa tem algo no hist\u00f3rico profissional que ela n\u00e3o descreveu\u201d, opina. De acordo com o diretor da Page Personnel, quando um avaliador se depara com uma passagem curta no curr\u00edculo, ele sempre tenta entender por que o candidato n\u00e3o se deu bem na empresa. \u201cO avaliador vai dizer: \u2018Olha, voc\u00ea ficou aqui tr\u00eas ou quatro meses, um pouco menos do que ficava nos outros empregos.&nbsp; O que aconteceu? Foi um caso at\u00edpico?\u2019 Ele nunca vai deixar de perguntar e tentar entender\u201d, afirma.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Por isso, o conselho dele \u00e9 ser o mais sincero poss\u00edvel com o recrutador ou o futuro empregador, sem omitir ou maquiar informa\u00e7\u00f5es. \u201cO curr\u00edculo tem que estar bonito e vistoso para a profiss\u00e3o que voc\u00ea quer? Sim. Mas, ao mesmo tempo, ele precisa ser verdadeiro, porque, se uma empresa vai entrevistar um candidato e metade do que estava no documento n\u00e3o \u00e9 verdade ou, se ele n\u00e3o consegue bancar aquilo em uma entrevista, fica muito pior.\u201d<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O professor Jefferson Kiyohara concorda que os candidatos n\u00e3o devem omitir esse tipo de informa\u00e7\u00e3o. \u201cA pessoa n\u00e3o coloca determinada passagem no curr\u00edculo, por\u00e9m, mais para frente, ela vai ter de apresentar a carteira de trabalho. Como vai ter um registro de dois meses de algo que ela n\u00e3o citou na entrevista nem no curr\u00edculo? Essa pessoa vai entrar na empresa passando qual mensagem?\u201d, questiona.<\/div>\n<h3>Sintomas inexistentes<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/83O719sJ5AFjOfTJMLyTo3jQCkk=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152548329134u.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/vmg8HIybBZBkJMOi_Qg3IoSfY5Y=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152548329134u.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/Y_WErjLGj1ftKWQgPpdDB4qstsU=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152548329134u.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/MKNA6xltjYsF-1LUlNjjCHPktUE=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152548329134u.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Diana Raeder\/Esp.CB\/D.A Press)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/iaRW3k0aimfFQtoGk-IcVx1ZnLs%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152548329134u.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Diana Raeder\/Esp.CB\/D.A Press)\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Diana Raeder\/Esp.CB\/D.A Press)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>Pesquisa da Heach Recursos Humanos identificou que 47% das empresas participantes j\u00e1 enfrentam a situa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios alegarem sintomas da covid-19 para serem afastados e ficarem sem trabalhar durante algumas semanas.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Quando o funcion\u00e1rio informa que est\u00e1 se sentindo mal e pode estar apresentando sintomas parecidos com uma gripe ou at\u00e9 de coronav\u00edrus, normalmente \u00e9 orientado a procurar um m\u00e9dico e, provavelmente, deve ser informado sobre fazer o isolamento e o repouso. Com isso, a consultoria identificou que h\u00e1 pessoas tirando proveito da situa\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Esse tipo de desonestidade, al\u00e9m de prejudicar a empresa, coloca o pr\u00f3prio emprego em risco e a reputa\u00e7\u00e3o do profissional. Se a mentira for descoberta, a chance de demiss\u00e3o \u00e9 alta e, se houver comprova\u00e7\u00e3o, at\u00e9 por justa causa. Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos, avalia que a pandemia \u00e9 um divisor de \u00e1guas na sele\u00e7\u00e3o de candidatos e na avalia\u00e7\u00e3o sobre manter ou n\u00e3o um empregado na firma.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O perfil comportamental desejado mudou, e as companhias buscam pessoas com foco em solu\u00e7\u00e3o de problemas, n\u00edvel de engajamento alto, flexibilidade cognitiva e sentimento de dono.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>47%<\/strong><\/div>\n<div>Total de empresas que identificaram empregados mentindo sobre sintomas de covid-19 para n\u00e3o trabalhar<\/div>\n<h3>&#8220;Meus colegas sempre mentiam no curr\u00edculo&#8221;<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/kdsElLiWYZrS_qE265i7f0d2SkU=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152559322567i.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/ZeSJVB3sOlELF27VUo0MpCbD2_4=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152559322567i.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/YwP40DO5hj76buLAx1NY98_Kl8A=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152559322567i.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/EETjqRDbHPkn87w78bO0OLxcZnk=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152559322567i.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/NetWiUtDqa3SIJK3CIqE3q9TyVc%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152559322567i.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><span class=\"h6 mt-0 d-block txt-no-serif txt-gray-base\">&#8220;Colocava \u00b4avan\u00e7ado\u00b4 por medo de, se um dia eu fosse entrevistado em ingl\u00eas, o recrutador falasse que, por causa do meu sotaque, eu n\u00e3o era fluente. S\u00f3 que eu comecei a ver colegas de turma escrevendo que eram fluentes no curr\u00edculo sendo que n\u00e3o tinham nem o n\u00edvel intermedi\u00e1rio&#8221; Eric Azevedo, banc\u00e1rio<\/span><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Arquivo Pessoal)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>Na \u00e9poca em que o banc\u00e1rio Eric Azevedo, 31 anos, estudava economia na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e participava de processos seletivos para concorrer a uma vaga de est\u00e1gio, o n\u00edvel de profici\u00eancia em ingl\u00eas era sempre um dilema na hora de montar o curr\u00edculo. Apesar de ter estudado a l\u00edngua estrangeira durante seis anos e ter dado aulas de ingl\u00eas antes de ingressar na faculdade, Eric n\u00e3o colocava que era fluente.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cEra mais por uma quest\u00e3o de cautela, porque n\u00e3o tinha certificado de profici\u00eancia. Colocava \u2018avan\u00e7ado\u2019 por medo de, se um dia eu fosse entrevistado em ingl\u00eas, o recrutador falasse que, por causa do meu sotaque, eu n\u00e3o era fluente\u201d, relembra. \u201cS\u00f3 que eu comecei a ver colegas de turma escrevendo que eram fluentes no curr\u00edculo sendo que n\u00e3o tinham nem o n\u00edvel intermedi\u00e1rio\u201d, acrescenta.<\/div>\n<div class=\"col-xs-12 ads ads__with-bg hidden-print p-0 mt-25 mb-25\">&nbsp;<\/div>\n<div>Ele decidiu, ent\u00e3o, modificar o CV. \u201cDepois que eu fiz isso, (a l\u00edngua estrangeira) passou a n\u00e3o ser um fator de sele\u00e7\u00e3o nas vagas que eu almejava. Muitas vezes, eu provava que sabia o idioma depois de entrar na empresa. As pessoas viam que eu sabia falar (ingl\u00eas) e estava tudo certo\u201d, relata. \u201cAgora, tenho certifica\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, fica mais f\u00e1cil provar.\u201d<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O morador de Ribeir\u00e3o Preto lembra que, al\u00e9m de mentirem sobre o n\u00edvel de profici\u00eancia em ingl\u00eas, muitos colegas costumavam \u201cinflar\u201d o n\u00edvel de conhecimento do pacote Office. \u201cEu via que tamb\u00e9m era algo pass\u00edvel de maquiagem. No meu caso, colocava \u2018avan\u00e7ado\u2019, porque acreditava que era meu n\u00edvel mesmo\u201d, conta.<\/div>\n<h3>&#8220;Precisei omitir o mestrado para trabalhar&#8221;<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/fj63sS8oqbBemod45lfzY8PwjZk=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152609598707e.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/aP9AgHZf-F3eT6Vua0ljVnumiHw=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152609598707e.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/H039b2uJkm0Rllt_3EQ-NEtbZlU=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152609598707e.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/Ztt1aYnwiG2hJjLO_5bz6H_CMQo=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152609598707e.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/j2l9FkPUTRW8ktc3d9PRLl9pmyQ%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152609598707e.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-was-processed=\"true\" data-wp-editing=\"1\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><span class=\"h6 mt-0 d-block txt-no-serif txt-gray-base\">&#8220;As contas vinham e eu n\u00e3o tinha o que fazer. Os bicos n\u00e3o estavam dando conta de pagar as despesas. Ent\u00e3o, comecei a distribuir meu curr\u00edculo para tudo quanto foi lugar. S\u00f3 que, quando tinha retorno, a resposta era esta: estamos procurando uma pessoa que est\u00e1 come\u00e7ando agora e que n\u00e3o vai abandonar o cargo assim que conseguir outro&#8221; Muhammad Puncha, professor de educa\u00e7\u00e3o infantil<\/span><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: A-Arnoldi\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>O paulista Muhammad Puncha, 36 anos, usou um recurso um tanto quanto inusitado para conseguir emprego \u2014 ele omitiu, no curr\u00edculo, o mestrado em educa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a experi\u00eancia como gestor em uma empresa. Isso porque os recrutadores sempre falavam que ele era \u201cmuito qualificado\u201d para as vagas*.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cEu terminei meu mestrado em 2011 e, em 2013, aceitei a proposta de assumir um cargo de gest\u00e3o em uma empresa de software, em S\u00e3o Bernardo dos Campos. S\u00f3 que, cerca de um ano depois, o trabalho n\u00e3o estava indo bem. Eu n\u00e3o estava feliz e decidi pedir demiss\u00e3o\u201d, relembra o pedagogo.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Muhammad retornou para a cidade natal, Araraquara, onde come\u00e7ou a procurar emprego, mas teve muita dificuldade. \u201cAs contas vinham e eu n\u00e3o tinha o que fazer. Os bicos n\u00e3o estavam dando conta de pagar as despesas. Ent\u00e3o, comecei a distribuir meu curr\u00edculo para tudo quanto foi lugar\u201d, relata. \u201cS\u00f3 que, quando tinha retorno, a resposta era esta: estamos procurando uma pessoa que est\u00e1 come\u00e7ando agora e que n\u00e3o vai abandonar o cargo assim que conseguir outro\u201d, acrescenta.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;\u201cFoi quando eu percebi que eu precisava mudar o CV porque, se eu colocasse toda minha experi\u00eancia, eu nunca seria chamado.\u201d Foi assim que Muhammad conseguiu emprego como caixa de um supermercado, onde ficou por alguns meses, at\u00e9 passar em um concurso p\u00fablico para ser professor da educa\u00e7\u00e3o infantil da rede municipal de Araraquara. Atualmente, ele tamb\u00e9m faz mestrado em ci\u00eancias sociais na Universidade Estadual Paulista (Unesp).<\/div>\n<h3>An\u00e1lise de um recrutador<\/h3>\n<div>Lucas Oggiam, diretor da Page Personnel, empresa global de recrutamento, avalia o porqu\u00ea de, muitas vezes, profissionais qualificados demais para a vaga n\u00e3o serem chamados.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cHistoricamente, a pessoa que aceita uma posi\u00e7\u00e3o mais baixa do que ela tinha antes, no momento em que receber uma proposta similar \u00e0 anterior, vai aceitar. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 porque os recrutadores n\u00e3o acreditam no interesse da pessoa naquela posi\u00e7\u00e3o. \u00c9 porque ele sabe que o risco de perder uma pessoa no per\u00edodo de seis a 12 meses \u00e9 alto. E o desafio do recrutamento n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fazer com que o candidato entre na empresa, mas que ele se mantenha.\u201d<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>&#8220;As contas vinham e eu n\u00e3o tinha o que fazer. Os bicos n\u00e3o estavam dando conta de pagar as despesas. Ent\u00e3o, comecei a distribuir meu curr\u00edculo para tudo quanto foi lugar. S\u00f3 que, quando tinha retorno, a resposta era esta: estamos procurando uma pessoa que est\u00e1 come\u00e7ando agora e que n\u00e3o vai abandonar o cargo assim que conseguir outro\u201d<\/div>\n<div>Muhammad Puncha, professor de educa\u00e7\u00e3o infantil<\/div>\n<h3>Palavra de especialista<\/h3>\n<h3>O que diz a legisla\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n<div>\u201cInicialmente, as mentiras no curr\u00edculo parecem inofensivas, mas elas podem acarretar, sim, problemas ao longo do tempo, como demiss\u00e3o por justa causa e at\u00e9 mesmo problemas que envolvem a Justi\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 uma lei espec\u00edfica para casos de falsifica\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo, por isso, n\u00e3o existe penaliza\u00e7\u00e3o direta para esse ato.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No entanto, n\u00f3s temos situa\u00e7\u00f5es em que o C\u00f3digo Penal Brasileiro pode trazer algumas previs\u00f5es no caso de falsifica\u00e7\u00e3o de documentos, que prev\u00ea reclus\u00e3o de um a cinco anos (art. 298). Essa pr\u00e1tica tamb\u00e9m pode gerar demiss\u00e3o por justa causa, fazendo com que a pessoa perca os benef\u00edcios trabalhistas, como aviso pr\u00e9vio, f\u00e9rias proporcionais, d\u00e9cimo terceiro e Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), conforme o art. 482 da CLT.\u201d<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Vanessa Santos Diniz, graduada em direito pelo Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (UniCeub), especialista em direito civil e das sucess\u00f5es, advogada atuante na \u00e1rea administrativa distrital no escrit\u00f3rio Riedel, Resende e Advogados Associados<\/div>\n<h3>Credibilidade por terra<\/h3>\n<div><strong>Relembre casos famosos de pessoas que \u201cmaquiaram\u201d o curr\u00edculo<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/ulThvFma1nBtkxt4NMUfjD9Mt6Y=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152621712459o.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/7sa_VPnjcXVydfRMP_esz1bZJr8=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152621712459o.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/4BMSp-mfYey-NcKZ4ROl6COsmMo=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152621712459o.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/xq2ciig0DFfROiq-qOHB5Hv6h1I=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152621712459o.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Sergio Lima\/AFP)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/2PnEcXSzbuk59ex9UMdEcsL35qE%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152621712459o.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Sergio Lima\/AFP)\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Sergio Lima\/AFP)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>No come\u00e7o do ano passado, o site The Intercept Brasil revelou que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, n\u00e3o obteve t\u00edtulo de mestre em direito p\u00fablico pela Universidade Yale, nos Estados Unidos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O hist\u00f3rico de Salles havia sido veiculado em um programa da TV Cultura. A produ\u00e7\u00e3o afirmou que tirou as informa\u00e7\u00f5es de um perfil do ministro no site Nexo. O Nexo, por sua vez, disse que usou um artigo publicado por Salles na Folha de S. Paulo em 2012, que trazia sua biografia. Por fim, o ministrou culpou a assessoria de imprensa dele pelo equ\u00edvoco.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/1MW6ZDoNPwivbZJp1mVMa94NDCM=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152629870070i.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/pJxDPGnf1lg6JuFS2olQFFmoTyY=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152629870070i.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/7X3BU00yGb4Ldr2DAWTzjyiAVsg=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152629870070i.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/lHS0z66l2-oMnVDeyO4KrZRfx10=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152629870070i.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/1gv4yBlwAR1dYQX_FB6c5u5ywOk%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152629870070i.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press)\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Marcelo Ferreira\/CB\/D.A Press)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>Antes de ser nomeada para o Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, Damares Alves se apresentava em discursos e palestras como advogada, mestre em educa\u00e7\u00e3o, em direito constitucional e em direito da fam\u00edlia. Ela admitiu, no entanto, que nunca obteve os t\u00edtulos acad\u00eamicos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Em entrevista \u00e0 Folha de S. Paulo, em janeiro de 2019, afirmou que os t\u00edtulos teriam rela\u00e7\u00e3o com o ensino b\u00edblico. \u201cDiferentemente do mestre secular, que precisa ir a uma universidade para fazer mestrado, nas igrejas crist\u00e3s \u00e9 chamado mestre todo aquele que \u00e9 dedicado ao ensino b\u00edblico.\u201d<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/xv6NzsQVJ9_jo1GonG_ve61JFco=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152639531561o.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/c0QfG_kBkj_XdoxS4_lFQvGT_M4=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152639531561o.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/RsIs789gpckRpo7Oqlricu_1GyI=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152639531561o.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/xM9xx_ievNKdyBglH7r-tPTvJKg=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152639531561o.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Mauro Pimentel\/AFP)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/WWTtsGzpyNbNXrZJjuepCJl9sCs%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152639531561o.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Mauro Pimentel\/AFP)\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Mauro Pimentel\/AFP)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, informou no curr\u00edculo Lattes que parte do curso de doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF) teria sido feito na universidade americana de Harvard.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No entanto, em maio do ano passado, o jornal O Globo desmentiu a informa\u00e7\u00e3o. A assessoria do governador corrigiu a informa\u00e7\u00e3o e informou que o registro na plataforma dizia respeito \u00e0 inten\u00e7\u00e3o de Witzel no momento em que come\u00e7ou o doutorado, em 2015, quando ainda era juiz federal.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/gx_wC8xnTwNKqwaClAPo91LH-uY=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152649748095a.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/wDu2tXNkOTSrugHvOuAi7QKezgs=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152649748095a.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/z7Gwt6lAXn_2xI3orYXaPqK47Uo=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152649748095a.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/NgIoRgT7kUOMteoQGQD3x8Kg14o=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152649748095a.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Evaristo Sa\/AFP)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/6A4NZXyvJzge0LDuwikm5s-kYiE%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152649748095a.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Evaristo Sa\/AFP)\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Evaristo Sa\/AFP)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>Em 2009, quando era ministra da Casa Civil, a ex-presidente Dilma Rousseff teve mestrado e doutorado em ci\u00eancias econ\u00f4micas pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desmentidos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Uma reportagem da revista Piau\u00ed apontou os erros no curr\u00edculo Lattes da ex-chefe do Executivo. Apesar de ter estudado na institui\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o bacharelado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Dilma Rousseff n\u00e3o chegou a concluir os cursos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/8vee62xqMxEot3gEZlAo7GUCeXM=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152659866627o.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/KvGRDSH2PuourcogwZr__fFFraA=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152659866627o.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/OjdDBDT_h8jraR5KQ_DspEqFt3w=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152659866627o.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/VcdAGqLG2zpu6V2DStVQu5U5zuM=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152659866627o.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Senai\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/zmR03XgheUndvBmG1BTZK4sMtQE%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152659866627o.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Senai\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Senai\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>Em 2019, a professora de ensino t\u00e9cnico Joana D&#8217;Arc F\u00e9lix de Sousa, que ficou conhecida pela hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o que viraria filme, teve o p\u00f3s-doutorado em Harvard desmentido pelo jornal O Estado de S. Paulo. A reportagem pediu documentos que demonstrassem o trabalho que ela havia feito nos Estados Unidos. Joana enviou um diploma com a data de 1999, o bras\u00e3o de Harvard, o nome dela e a titula\u00e7\u00e3o \u201cPostdoctoral in Organic Chemistry\u201d.<\/div>\n<div>O jornal mandou o documento para ser confirmado por Harvard, e a institui\u00e7\u00e3o informou que n\u00e3o emite diploma para p\u00f3s-doutorado. Tamb\u00e9m alertou sobre um erro de grafia (estava escrito \u201coof\u201d, em vez de \u201cof\u201d em uma parte do texto). Cinco anos antes, ela havia sido condenada pela Justi\u00e7a a devolver R$ 369,2 mil para a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) por uma pesquisa que ela n\u00e3o comprovou ter feito.<\/div>\n<h3>Ajuda para pegar na mentira<\/h3>\n<div class=\"img-mobile-full mb-20\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/k5dihYkMp4kBTAoZ-tOjKHBSdPY=\/360x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152708556665u.jpg 360w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/1_3JnLs3i2PLkoPbuhiMOFjoCTo=\/675x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152708556665u.jpg 675w\" media=\"(max-width: 1365px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/kb0diufZSTgNw5neBorA1GEUTJM=\/820x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152708556665u.jpg 820w\" media=\"(min-width: 1366px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/euH2ltFfDCi5FyorUs0pZHS-hGg=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152708556665u.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Charles Guedes\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/7Yp2prZujTMHRnGu3MOa27NTXUg%3D\/675x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719152708556665u.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Charles Guedes\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" data-was-processed=\"true\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Charles Guedes\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>Georg Frey, pesquisador especializado em psicologia da mentira, observa que, durante a pandemia, o uso constante de m\u00e1scaras poderia facilitar inverdades, uma vez que o equipamento de prote\u00e7\u00e3o esconde algumas express\u00f5es faciais. Movimentos de boca e seus variados significados podem ser disfar\u00e7ados.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Fica mais dif\u00edcil, mesmo assim, Georg Frey defende que \u00e9 poss\u00edvel, sim, perceber ind\u00edcios de meias verdades ou mentiras completas em muitos gestos e sinais. O p\u00f3s-graduado em criminologia e psicologia criminal e fundador da U.A.C.H (Unidade de An\u00e1lise do Comportamento Humano) explica que isso \u00e9 identific\u00e1vel at\u00e9 mesmo em atividades a dist\u00e2ncia, enquanto as pessoas est\u00e3o em home office.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Crimin\u00f3logo, comiss\u00e1rio especial da Pol\u00edcia e gestor em seguran\u00e7a p\u00fablica, ele alerta que mentir independe de n\u00edvel social, econ\u00f4mico, identidade sexual, idade, geografia ou religi\u00e3o. O especialista lembra que as pessoas mentem pelos mais variados motivos, na maior parte das vezes esperando ter algum tipo de vantagem, seja financeira, profissional, social, seja sexual.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Quem mente sabe dos riscos que corre, mas sempre acha que, de alguma forma, pode valer a pena. Autor do livro Eu sei que voc\u00ea mente! \u2014 aprenda a detectar mentiras (2019), Georg Frey destaca comportamentos para ficar atento a fim de identificar mentiras durante um processo seletivo ou outra ocasi\u00e3o:<\/div>\n<h3>Pessoalmente ou em v\u00eddeo chamadas<\/h3>\n<div><strong>Olhos<\/strong><\/div>\n<div>Observe se a pessoa est\u00e1 piscando muito. Piscar rapidamente e com frequ\u00eancia maior do que o normal \u00e9 forte ind\u00edcio de que a fisiologia dessa pessoa est\u00e1 alterada. Piscamos mais quando mentimos porque n\u00e3o conseguimos controlar o nosso sistema nervoso aut\u00f4nomo (SNA). Quando nos sentimos em perigo, com risco de sermos pegos e sofrermos algum tipo de puni\u00e7\u00e3o ou vergonha, nossa adrenalina dispara, aumentando a frequ\u00eancia card\u00edaca, dilatando as pupilas. O piscar mais faz parte desse conjunto de rea\u00e7\u00f5es, inclusive como tentativa natural do corpo em manter os olhos abertos por mais tempo, caso uma fuga imediata seja necess\u00e1ria.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>M\u00e3os<\/strong><\/div>\n<div>Perceba os gestos feitos com as m\u00e3os. Como o corpo fala o tempo todo, os movimentos das m\u00e3os podem revelar esfor\u00e7os adicionais para que uma afirma\u00e7\u00e3o seja aceita. Um indicativo de esfor\u00e7o extra para que acreditem em nossas mentiras s\u00e3o o esfregar de m\u00e3os, o estalar e\/ou apertar de dedos, um reflexo de uma for\u00e7a a mais que se faz para conter a ansiedade causada pelo ato de mentir.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Voz<\/strong><\/div>\n<div>Perceba se a pessoa gagueja em algum momento. Trope\u00e7ar em alguma s\u00edlaba ou ter dificuldade na pron\u00fancia cont\u00ednua e natural de uma palavra ou frase frequentemente pode ser associado a um comportamento ansioso. Ansiedade que pode ser resultado de um c\u00e9rebro que est\u00e1 trabalhando, freneticamente, na elabora\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias que conven\u00e7am e garantam algum reconhecimento, privil\u00e9gio, impunidade ou qualquer outro tipo de vantagem.<\/div>\n<div><strong>&nbsp;<\/strong><\/div>\n<div><strong>P\u00e9s<\/strong><\/div>\n<div>Note a posi\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s, se eles apontam, mesmo que involuntariamente, para um desejo ou inten\u00e7\u00e3o de fuga. De forma absolutamente natural, o corpo programa posturas de fuga, como que para escapar de uma situa\u00e7\u00e3o inconveniente por causa de uma mentira descoberta.<picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><\/picture><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<h3>Tiro no p\u00e9<\/h3>\n<div>\n<div class=\"img-align-side pull-left pull-xs-none img-mobile-full mr-20 mb-20 col-sm-push-negative-1 col-md-push-negative-2\">\n<figure><picture class=\"img-wrapper-img-responsive img-wrapper-center-block\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/lWo4wCk3Sk7-BNGz3P1J2XzZRn8=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719171546265116u.jpg 332w\" media=\"(max-width: 767px)\"><source srcset=\"https:\/\/i.correiobraziliense.com.br\/lWo4wCk3Sk7-BNGz3P1J2XzZRn8=\/332x0\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719171546265116u.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"loading\" title=\"(foto: Caio Gomez\/CB\/D.A Press)\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/i.correiobraziliense.com.br\/05Fz0buHo3jtwu6QPIKppPwjrZc%3D\/332x\/smart\/imgsapp2.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia_127983242361\/2020\/07\/19\/873485\/20200719171546265116u.jpg?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"(foto: Caio Gomez\/CB\/D.A Press)\" data-was-processed=\"true\" data-wp-editing=\"1\"><\/picture><figcaption class=\"mt-25 pl-40 lenged-with-icon photo\"><small class=\"d-block txt-no-serif txt-gray-base\">(foto: Caio Gomez\/CB\/D.A Press)<\/small><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Renata Motone, especialista em Recursos Humanos da Luandre, consultoria com 50 anos de atua\u00e7\u00e3o no mercado, percebe que \u00e9 comum candidatos mentirem no curr\u00edculo e at\u00e9 na entrevista. Ela observa, por\u00e9m, que um profissional com experi\u00eancia em RH dificilmente n\u00e3o percebe as falsidades. Mesmo se o candidato passar com a falsifica\u00e7\u00e3o, ao assumir o cargo, a incongru\u00eancia transparece se pr\u00e9-requisitos n\u00e3o estiverem sendo preenchidos de verdade. A falta de \u00e9tica \u00e9 outro problema. Confira mentiras usuais no CV ou na entrevista:<\/p>\n<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Valor salarial<\/strong><\/div>\n<div>H\u00e1 quem minta sobre o sal\u00e1rio anterior como forma de se valorizar e tentar uma negocia\u00e7\u00e3o por um valor maior no pr\u00f3ximo emprego. Renata aconselha a n\u00e3o fazer isso porque h\u00e1 uma m\u00e9dia salarial para cada cargo e quem seleciona sabe disso.<\/div>\n<div><strong>&nbsp;<\/strong><\/div>\n<div><strong>Idiomas<\/strong><\/div>\n<div>Flu\u00eancia em l\u00edngua \u00e9 outra mentira frequente. A quest\u00e3o \u00e9 que na primeira prova escrita ou entrevista oral j\u00e1 se nota a diferen\u00e7a entre o real e o que se conta no curr\u00edculo. Ela aconselha a ser claro quanto \u00e0s habilidades lingu\u00edsticas, afinal, h\u00e1 vagas em que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio o ingl\u00eas.<\/div>\n<div><strong>&nbsp;<\/strong><\/div>\n<div><strong>Voluntariado<\/strong><\/div>\n<div>Muitos querem impressionar e acreditam que adicionar experi\u00eancia como volunt\u00e1rio em causas sociais vai facilitar a contrata\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o passam autenticidade na entrevista. A estrat\u00e9gia em vez de contar pontos, joga contra. Al\u00e9m disso, este n\u00e3o \u00e9 um fator decisivo na maior parte dos casos, portanto, s\u00f3 deve constar no curr\u00edculo se, de fato, o candidato puder contribuir para a empresa com sua real viv\u00eancia como volunt\u00e1rio.<\/div>\n<div><strong>&nbsp;<\/strong><\/div>\n<div><strong>Universidade<\/strong><\/div>\n<div>Como forma de status, candidatos mentem sobre a universidade em que se graduaram ou falam sobre MBAs, doutorados e outros t\u00edtulos que n\u00e3o t\u00eam efetivamente. H\u00e1 cargos que exigem forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, mas o importante \u00e9 poder comprovar o conhecimento. Onde o candidato cursou a faculdade n\u00e3o \u00e9 um ponto decis\u00f3rio, experi\u00eancia e conhecimento contam mais.<\/div>\n<div><strong>&nbsp;<\/strong><\/div>\n<div><strong>Demiss\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div>N\u00e3o existe problema em dizer que foi demitido. \u00c9 algo at\u00e9 considerado normal e pode acontecer por uma s\u00e9rie de raz\u00f5es. O que se deve evitar \u00e9 falar mal da empresa anterior, mesmo que a demiss\u00e3o n\u00e3o tenha sido amig\u00e1vel. Tentar atacar o antigo empregador s\u00f3 gera d\u00favidas ao selecionador sobre o car\u00e1ter do candidato. O melhor \u00e9 ser direto e sutil sobre o motivo da demiss\u00e3o.<\/div>\n<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Cr\u00e9dito: Isadora Martins &#8211; estagi\u00e1ria sob a supervis\u00e3o da subeditora Ana Paula Lisboa\/Correio Braziliense &#8211; dispon\u00edvel na internet 21\/07\/2020<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para concorrer a uma vaga, muitos candidatos optam por &#8220;maquiar&#8221; o documento com mentiras, que v\u00e3o desde a profici\u00eancia em uma l\u00edngua estrangeira at\u00e9 um t\u00edtulo de p\u00f3s-doutorado. Engana\u00e7\u00e3o \u00e9 prejudicial e f\u00e1cil de descobrir &nbsp; Uma s\u00e9rie de fraudes envolvendo o curr\u00edculo levou Carlos Decotelli a deixar o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o antes mesmo da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":50505,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-50504","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/20200719152448122863u.jpg?fit=750%2C500&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50504\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50505"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}