{"id":50658,"date":"2020-07-24T01:36:08","date_gmt":"2020-07-24T04:36:08","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=50658"},"modified":"2020-07-24T05:39:54","modified_gmt":"2020-07-24T08:39:54","slug":"maiores-bancos-privados-do-brasil-se-unem-em-defesa-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/07\/24\/maiores-bancos-privados-do-brasil-se-unem-em-defesa-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Maiores bancos privados do Brasil se unem em defesa da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Presidentes de Ita\u00fa, Bradesco e Santander se re\u00fanem com Mour\u00e3o para lan\u00e7ar iniciativa de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Plano \u00e9 divulgado em meio \u00e0 crescente press\u00e3o internacional pelo fim do desmatamento.<\/p>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>Em meio a press\u00e3o internacional contra o desmatamento da Amaz\u00f4nia e da deteriora\u00e7\u00e3o da imagem do Brasil no exterior, os tr\u00eas maiores bancos privados que atuam no pa\u00eds &#8211; Bradesco, Ita\u00fa e Santander \u2013 se uniram e divulgaram nesta quarta-feira (22\/07) um plano integrado para contribuir com a conserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento sustent\u00e1vel da floresta.<\/p>\n<p>Representantes das tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es se reuniram com o vice-presidente da Rep\u00fablica, Hamilton Mour\u00e3o, para detalhar as medidas. Mour\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m presidente do Conselho Nacional da Amaz\u00f4nia Legal, recriado no come\u00e7o deste ano pelo presidente Jair&nbsp;Bolsonaro&nbsp;na tentativa de diminuir cr\u00edticas de entidades ambientalistas e de governos internacionais descontentes com as&nbsp;controversas pol\u00edticas ambientais de sua gest\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Os bancos estabelecer\u00e3o, agora, um conselho de especialistas de diferentes \u00e1reas para auxiliar nos desdobramentos do plano. As a\u00e7\u00f5es devem come\u00e7ar ainda este ano em tr\u00eas frentes identificadas como priorit\u00e1rias: conserva\u00e7\u00e3o ambiental, investimento em&nbsp;infraestruturas&nbsp;sustent\u00e1veis e garantia dos direitos b\u00e1sicos da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.&nbsp;Entre as medidas, est\u00e3oatuar visando o desmatamento zero no setor de carnes e&nbsp;estimular monoculturas sustent\u00e1veis por meio de linhas de financiamento diferenciadas.<\/p>\n<p>Trata-se de mais uma a\u00e7\u00e3o que visa amenizar a deteriora\u00e7\u00e3o da imagem do Brasil no exterior. Na semana passada,&nbsp;um grupo de 17 ex-ministros&nbsp;da Fazenda e do Banco Central do Brasil apresentou uma carta pressionando&nbsp;pelo desmatamento zero.&nbsp;Os recordes sucessivos no desmatamento da Amaz\u00f4nia e o descaso com os povos ind\u00edgenas e com o meio ambiente fazem com que cada vez mais empresas internacionais exijam que medidas sejam tomadas. Na Europa, grupos pedem san\u00e7\u00f5es ao Brasil e o fim&nbsp;da importa\u00e7\u00f5es&nbsp;de produtos, caso medidas n\u00e3o sejam tomadas. Nesta&nbsp;passada, repercutiu na m\u00eddia alem\u00e3 um estudo publicado na revista cient\u00edfica&nbsp;<em>Science&nbsp;<\/em>que liga&nbsp;20% das exporta\u00e7\u00f5es de soja e carne para a Uni\u00e3o Europeia a \u00e1reas de&nbsp;desmatamento. Al\u00e9m disso, Mour\u00e3o tamb\u00e9m&nbsp;vem sendo&nbsp;pressionado por&nbsp;investidores estrangeiros, que esperam resultados da pol\u00edtica ambiental brasileira antes de retomar os investimentos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o encontro, Mour\u00e3o disse que provocou os bancos a oferecerem linhas especiais de financiamento para projetos de economia sustent\u00e1vel na Amaz\u00f4nia. Em comunicado, as tr\u00eas entidades frisaram que, para que as a\u00e7\u00f5es sejam efetivas, &#8220;\u00e9 fundamental que ocorra uma intensifica\u00e7\u00e3o das medidas de prote\u00e7\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica\u201d. Por isso, as entidades precisam trabalhar em conjunto com o governo. &#8220;Acreditamos que os tr\u00eas bancos t\u00eam for\u00e7as complementares e, atuando de forma integrada, vemos grande potencial de gera\u00e7\u00e3o de impacto positivo na regi\u00e3o&#8221;, defendeu&nbsp;Candido&nbsp;Bracher, presidente do Ita\u00fa, maior banco privado do Brasil.<\/p>\n<p>O presidente do Bradesco, segundo maior banco privado do pa\u00eds,&nbsp;Octavio&nbsp;de&nbsp;Lazari&nbsp;J\u00fanior, salientou que o projeto tem o prop\u00f3sito de contribuir para um mundo melhor. &#8220;A&nbsp;ideia&nbsp;\u00e9 que todos precisam de assumir a sua parcela de compromisso com as futuras gera\u00e7\u00f5es. Por isso, lan\u00e7amos uma agenda objetiva que pretende defender e valorizar a Amaz\u00f4nia, as suas riquezas naturais, florestas, rios e cultura diversificada. Queremos dar passos concretos para tornar discurso em realidade. A Amaz\u00f4nia n\u00e3o \u00e9 um problema&#8221;, afirmou&nbsp;Lazari&nbsp;J\u00fanior.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente do banco espanhol Santander no Brasil, S\u00e9rgio Rial, considerou que &#8220;a dimens\u00e3o do desafio imp\u00f5e uma atua\u00e7\u00e3o firme e veloz a todos os atores que puderem participar da constru\u00e7\u00e3o de um modelo de desenvolvimento sustent\u00e1vel para a Amaz\u00f4nia.&#8221;<\/p>\n<p>Na quinta-feira passada, o governo federal&nbsp;proibiu por 120 dias as queimadas&nbsp;para fins agr\u00edcolas em todo o pa\u00eds, em especial na Amaz\u00f4nia Legal e no Pantanal, em mais uma tentativa de conter os impactos negativos \u00e0 imagem do Brasil no exterior. No dia anterior, Mour\u00e3o havia afirmado que, se necess\u00e1rio, o governo pode&nbsp;manter as For\u00e7as Armadas em opera\u00e7\u00e3o&nbsp;contra o desmatamento e as queimadas na Amaz\u00f4nia at\u00e9 o fim de 2022, quando termina o atual mandato presidencial.<\/p>\n<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira aumentou pelo 14\u00ba m\u00eas consecutivo em junho e foi o maior registrado para o m\u00eas nos \u00faltimos cinco anos, segundo dados do sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados na \u00faltima sexta-feira.<\/p>\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o da floresta aumentou 10,6% em rela\u00e7\u00e3o a junho de 2019, atingindo 1.034&nbsp;km\u00b2. Em rela\u00e7\u00e3o a junho de 2018, a alta foi de 112%, e a junho de 2017, de 70%. Quando considerados os seis primeiros meses de 2020, o desmatamento aumentou 25% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, para 3.069&nbsp;km\u00b2.&nbsp;Poucos dias ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o dos dados alarmantes&nbsp;referentes a junho, o governo demitiu&nbsp;Lubia&nbsp;Vinhas, coordenadora-geral de Observa\u00e7\u00e3o da Terra do&nbsp;Inpe. O departamento \u00e9 respons\u00e1vel pelos sistemas Deter e&nbsp;Prodes, que monitoram o avan\u00e7o do desmatamento da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 24\/07\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidentes de Ita\u00fa, Bradesco e Santander se re\u00fanem com Mour\u00e3o para lan\u00e7ar iniciativa de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Plano \u00e9 divulgado em meio \u00e0 crescente press\u00e3o internacional pelo fim do desmatamento. 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