{"id":5070,"date":"2016-08-27T07:41:34","date_gmt":"2016-08-27T10:41:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=5070"},"modified":"2016-08-27T07:43:48","modified_gmt":"2016-08-27T10:43:48","slug":"jovens-tambem-estao-se-arriscando-mais-em-relacoes-sexuais-sem-preservativos-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2016\/08\/27\/jovens-tambem-estao-se-arriscando-mais-em-relacoes-sexuais-sem-preservativos-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Uso de drogas aumenta entre os adolescentes no pa\u00eds. Jovens tamb\u00e9m est\u00e3o se arriscando mais em rela\u00e7\u00f5es sexuais sem preservativos, diz IBGE."},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0<\/strong>A Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE), divulgada ontem pelo IBGE, traz dados alarmantes sobre os h\u00e1bitos dos adolescentes brasileiros. O trabalho, referente ao ano de 2015, foi realizado com estudantes concluintes do 9\u00ba ano em escolas p\u00fablicas e privadas de todo o pa\u00eds, a maioria entre 13 e 15 anos. Os resultados mostram que o percentual de jovens que j\u00e1 experimentaram bebidas alco\u00f3licas subiu de 50,3%, em 2012, para 55,5% em 2015; j\u00e1 a taxa dos que usaram drogas il\u00edcitas aumentou de 7,3% para 9% no mesmo per\u00edodo. Tamb\u00e9m subiu o n\u00famero dos que relataram a pr\u00e1tica de sexo sem preservativos, de 24,7% para 33,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 \u00c9 na adolesc\u00eancia que se estabelecem h\u00e1bitos que ser\u00e3o levados pela vida adulta \u2014 disse Marco Andreazzi, gerente da pesquisa, ressaltando a import\u00e2ncia de pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as para esta faixa et\u00e1ria. \u2014 No Brasil, 72% dos \u00f3bitos s\u00e3o provocados por doen\u00e7as cr\u00f4nicas, e elas est\u00e3o diretamente relacionadas a h\u00e1bitos n\u00e3o saud\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira, a venda e o consumo de bebidas alco\u00f3licas s\u00e3o proibidos para menores de 18 anos, mas os n\u00fameros mostram que a pr\u00e1tica \u00e9 bastante difundida. O problema \u00e9 levemente mais grave entre as meninas, com 56,1% delas j\u00e1 tendo experimentado \u00e1lcool, contra 54,8% dos garotos. Em termos regionais, a quest\u00e3o \u00e9 mais preocupante no Sul, onde 65,9% dos entrevistados relatam j\u00e1 terem bebido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A forma mais comum de se conseguir bebidas s\u00e3o as festas, apontadas por 43,8% dos adolescentes que j\u00e1 consumiram \u00e1lcool, mas 17,8% deles revelaram ter conseguido bebidas com amigos; 14,4% comparam em mercado, loja ou bar; e 9,4% conseguiram a bebida com algu\u00e9m da pr\u00f3pria fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">.\u00a0Entre as drogas il\u00edcitas, 4,2% dos entrevistados revelaram ter feito uso nos 30 dias que antecederam a pesquisa \u2014 um ind\u00edcio que eles fazem uso regular das subst\u00e2ncias, num percentual maior entre os meninos (4,7%) que as garotas (3,7%). O estudo questionou o uso espec\u00edfico da maconha, e 4,1% dos estudantes revelaram terem fumado nos \u00faltimos 30 dias antes do preenchimento do question\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Temos um problema grave com a bebida alco\u00f3lica, com mais da metade da popula\u00e7\u00e3o pesquisada j\u00e1 tendo experimentado \u2014 afirmou Andreazzi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Cheila Marina de Lima, consultora t\u00e9cnica do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, uma das sa\u00eddas poderia ser a maior regulamenta\u00e7\u00e3o da propaganda de bebidas alco\u00f3licas. Pela legisla\u00e7\u00e3o atual, apenas bebidas com grau alco\u00f3lico acima de 13 graus Gay Lussac, como vodca e u\u00edsque, s\u00e3o proibidas de veicular publicidade entre 6h e 21h.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Um dos grandes desafios do pa\u00eds \u00e9 como trabalhar para regulamentar a propaganda de bebidas \u2014 disse Cheila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida. De acordo com Luciana Rodrigues Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, o efeito do \u00e1lcool e das drogas nos adolescentes \u00e9 mais danoso que nos adultos, pois o organismo deles ainda est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o. E quanto mais cedo o jovem come\u00e7a a consumir, pior ser\u00e1 o dano no futuro, com maiores riscos de desenvolvimento de doen\u00e7as hep\u00e1ticas e altera\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas, entre outros problemas graves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Eu acho que hoje existe uma permissividade maior que h\u00e1 alguns anos \u2014 avalia Luciana. \u2014 O \u00e1lcool \u00e9 uma droga considerada permitida pela sociedade, e muitas vezes os adolescentes presenciam o consumo excessivo pelos pr\u00f3prios pais dentro de casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao sexo, a taxa de jovens que j\u00e1 tiveram rela\u00e7\u00f5es sexuais caiu ligeiramente nos \u00faltimos tr\u00eas anos, de 28,7% em 2012 para 27,5% em 2015. Mas o uso da camisinha despencou quase dez pontos percentuais, de 75,3% para 66,2%, segundo a pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 O que eu ou\u00e7o muito no consult\u00f3rio \u00e9 que eles usam o preservativo na primeira vez, mas depois deixam de usar, dizem que j\u00e1 conhecem o parceiro ou parceira. E tamb\u00e9m existe o sentimento de invulnerabilidade, caracter\u00edstico dessa fase \u2014 avalia o m\u00e9dico Maur\u00edcio de Souza Lima, especialista em hebiatria (tratamento de adolescentes). \u2014 Essa gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o viu a imagem de pessoas morrendo com Aids, como o Cazuza. Eles acham que se forem contaminados, o problema \u00e9 resolvido tomando rem\u00e9dio, o que n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta terceira edi\u00e7\u00e3o da PeNSE, o IBGE apurou pela primeira vez o n\u00famero de estudantes que j\u00e1 foram for\u00e7ados a ter rela\u00e7\u00f5es sexuais, e 4% deles relataram j\u00e1 terem sido v\u00edtimas. E, desses, 31,6% indicaram o abuso por algum membro da fam\u00edlia (pai, padrasto, m\u00e3e, madrasta ou outros parentes), 26,6% o namorado (a) ou ex-namorado (a) e 21,8%, um amigo (a).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os adolescentes tamb\u00e9m est\u00e3o mais ativos: a taxa dos que praticam exerc\u00edcios regularmente aumentou de 30,1% em 2012 para 34,4% no ano passado. O gerente da pesquisa, Marco Andreazzi, ressalta que a alta pode ter sido afetada por uma altera\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica entre os dois estudos, mas um outro indicador, o de n\u00famero de aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, tamb\u00e9m apresentou melhoras. Em 2012, apenas 27,3% dos estudantes relataram ter duas ou mais aulas semanais por semana, percentual que subiu para 48,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 O indicador \u00e9 composto por uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es coletadas dos estudantes, que nos permitem estimar se eles realizam mais de 300 minutos de atividades f\u00edsicas por semana \u2014 explicou Andreazzi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que chama aten\u00e7\u00e3o neste indicador \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, munic\u00edpio nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es do ranking nacional, apesar de a cidade ter sediado a Olimp\u00edada este ano \u2014 o estado s\u00f3 est\u00e1 \u00e0 frente de Par\u00e1, Acre e Cear\u00e1. E apenas 19,2% dos estudantes fluminenses disseram ter aulas de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica por dois ou mais dias por semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro dado de destaque foi a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica no percentual de adolescentes que relatou assistir a duas ou mais horas de televis\u00e3o por dia. Em 2012, 78% dos pesquisados disseram ter esse h\u00e1bito, mas no ano passado a taxa caiu para 59,1%. Uma das poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para o fen\u00f4meno foi a substitui\u00e7\u00e3o da TV por outros dispositivos. \u201cEstudos mostram que o tempo gasto com a televis\u00e3o diminuiu na \u00faltima d\u00e9cada, mas a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 compensada pelo tempo gasto com outros dispositivos de tela, como smartphones, tablets, PCs e computadores\u201d, aponta a pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como resultado da baixa atividade f\u00edsica, conjugada com maus h\u00e1bitos alimentares, 23,7% dos adolescentes est\u00e3o com sobrepeso, sendo 7,8% obesos. O \u00edndice \u00e9 bem menor do que a m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o adulta do pa\u00eds, que tem taxa de 52,5% das pessoas acima do peso ideal. Mas ainda assim preocupa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 O problema da obesidade infantil e na adolesc\u00eancia \u00e9 muito s\u00e9rio. Estamos vendo nos consult\u00f3rios pessoas muito jovens desenvolvendo doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes e press\u00e3o alta \u2014 diz Celise Meneses, do Comit\u00ea de Adolesc\u00eancia da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cr\u00e9dito: S\u00e9rgio Matsuura \/ O Globo \u2013 dispon\u00edvel na web 27\/08\/2016<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0A Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE), divulgada ontem pelo IBGE, traz dados alarmantes sobre os h\u00e1bitos dos adolescentes brasileiros. O trabalho, referente ao ano de 2015, foi realizado com estudantes concluintes do 9\u00ba ano em escolas p\u00fablicas e privadas de todo o pa\u00eds, a maioria entre 13 e 15 anos. 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