{"id":50800,"date":"2020-07-29T03:00:00","date_gmt":"2020-07-29T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=50800"},"modified":"2020-07-29T05:02:41","modified_gmt":"2020-07-29T08:02:41","slug":"segunda-onda-de-covid-19-pode-estar-proxima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/07\/29\/segunda-onda-de-covid-19-pode-estar-proxima\/","title":{"rendered":"Segunda onda de covid-19 pode estar pr\u00f3xima"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">A pandemia pegou a maioria dos pa\u00edses despreparados. Mas, desde o in\u00edcio, especialistas alertam que uma segunda rodada de contamina\u00e7\u00f5es pode ser tanto ou mais perigosa. Foi assim com a gripe espanhola.&nbsp; <span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>H\u00e1 meses virologistas j\u00e1 previam uma&nbsp;segunda onda&nbsp;de infec\u00e7\u00f5es por coronav\u00edrus. Eles afirmavam que, quanto mais liberais fossem as medidas de restri\u00e7\u00e3o, maior seria o risco de essa nova onda acontecer. Agora, parece que ela est\u00e1 chegando.<\/p>\n<p>Em muitos pa\u00edses, como Espanha, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a&nbsp;e&nbsp;Reino Unido, restri\u00e7\u00f5es de movimenta\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo novamente reimpostas, de modo a evitar que uma&nbsp;segunda onda de infec\u00e7\u00f5es&nbsp;chegue com for\u00e7a. A primeira pegou a maioria desprevenida.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) diz que o coronav\u00edrus talvez nunca mais desapare\u00e7a. E adverte sobre as poss\u00edveis consequ\u00eancias de n\u00e3o se levar a s\u00e9rio as medidas de distanciamento e de se voltar aos padr\u00f5es de comportamento de antes da pandemia.<\/p>\n<p>Em muitos pa\u00edses, lojas e restaurantes foram reabertos. Na Austr\u00e1lia, o governo voltou a endurecer as restri\u00e7\u00f5es de movimenta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s v\u00e1rios casos de infec\u00e7\u00e3o entre os frequentadores de bares.<\/p>\n<p>O desejo de viajar tamb\u00e9m est\u00e1 em alta novamente no Hemisf\u00e9rio Norte, onde agora \u00e9 ver\u00e3o e, em muitas partes, \u00e9poca de f\u00e9rias \u2013 outro motivo para o aumento das taxas de infec\u00e7\u00e3o. Muitas pessoas est\u00e3o se movendo em uma pequena \u00e1rea, festas est\u00e3o ocorrendo novamente, o risco de infec\u00e7\u00e3o est\u00e1 aumentando. Na Alemanha, houve um forte aumento do n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es no final de julho. O chamado&nbsp;n\u00famero de reprodu\u00e7\u00e3o &#8220;R&#8221;&nbsp; tamb\u00e9m subiu novamente.<\/p>\n<p><strong>A taxa de reprodu\u00e7\u00e3o &#8220;R\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero&nbsp;de reprodu\u00e7\u00e3o &#8220;R&#8221; indica quantas outras pessoas um infectado em m\u00e9dia contamina. Este n\u00famero ajuda a prever melhor as novas infec\u00e7\u00f5es. Por exemplo, se R for 3, significa que um infectado passar\u00e1 o v\u00edrus para outras tr\u00eas pessoas. Se a cifra de reprodu\u00e7\u00e3o for 1, a taxa de infec\u00e7\u00e3o permanece praticamente a mesma.<\/p>\n<div class=\"picBox medium\n\"><\/p>\n<figure style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption alignright\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/54048408_404.jpg?ssl=1\" rel=\"nofollow\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Frequentadores celebram reabertura de pub em Londres\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/54048408_404.jpg?resize=340%2C191&#038;ssl=1\" alt=\"Frequentadores celebram reabertura de pub em Londres\" width=\"340\" height=\"191\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Frequentadores celebram reabertura de pub em Londres<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Na Alemanha, este n\u00famero de reprodu\u00e7\u00e3o subiu para mais de 1 no final de julho. Isso poderia ser devido, entre outras coisas, aos turistas que mais uma vez se aglomeram sem se preocupar, ainda que a pandemia esteja longe de ter terminado.<\/p>\n<p>Quando os n\u00fameros de infec\u00e7\u00e3o caem, \u00e9 o primeiro \u00eaxito contra o v\u00edrus. Mas se tudo se transformar no oposto, e a taxa de reprodu\u00e7\u00e3o aumentar, pode-se estar diante de uma segunda onda de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>EUA e Brasil experimentaram recentemente os aumentos mais dram\u00e1ticos nas taxas de infec\u00e7\u00e3o, seguidos por \u00cdndia e \u00c1frica do Sul. Somente no Brasil, mais de 2,4&nbsp;milh\u00f5es de pessoas j\u00e1 foram infectadas pelo v\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>Gripe espanhola<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um padr\u00e3o internacional uniforme para a defini\u00e7\u00e3o do que seria uma segunda onda. Mesmo a OMS n\u00e3o tem diretrizes claras. O porta-voz da organiza\u00e7\u00e3o, Christian Lindmeier, escreveu em um e-mail para a DW: &#8220;O termo refere-se [apenas] a novos surtos que ocorreram ap\u00f3s um decl\u00ednio inicial. O mesmo se aplica a uma &#8216;terceira&#8217; onda.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio da pandemia, os virologistas alertavam para uma nova onda de infec\u00e7\u00f5es e apelavam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o para n\u00e3o ver a queda do n\u00famero de infectados como uma licen\u00e7a para agir sem preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os cientistas comparam o coronav\u00edrus com a gripe espanhola, que circulou no mundo inteiro de 1918 a 1920. De acordo com a OMS, a gripe de um s\u00e9culo atr\u00e1s matou entre 20 milh\u00f5es e 50 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo.<\/p>\n<p>A pandemia de ent\u00e3o progrediu em tr\u00eas ondas. A segunda onda foi muito pior do que a primeira e causou muito mais mortes. Entre as fases, o v\u00edrus sofreu uma muta\u00e7\u00e3o. E isso tamb\u00e9m pode acontecer com o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>Muta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Todo v\u00edrus pode sofrer muta\u00e7\u00f5es. Na melhor das hip\u00f3teses, um v\u00edrus torna-se mais fraco \u2013 ou seja, fica menos perigoso e mata menos. Para que isso aconte\u00e7a, entretanto, muitas pessoas j\u00e1 teriam que ter desenvolvido uma imunidade ao coronav\u00edrus. Se este \u00e9 o caso da covid-19, os pesquisadores ainda n\u00e3o sabem.<\/p>\n<p>As pessoas desenvolvem imunidade contra a maioria dos v\u00edrus. Uma vez infectado, o corpo produz ant\u00edgenos, e o infectado se torna imune. O v\u00edrus ent\u00e3o deixar de ser perigoso para essa pessoa. Se isso tamb\u00e9m \u00e9 verdade para o coronav\u00edrus, n\u00e3o est\u00e1 claro.<\/p>\n<p>Um teste sorol\u00f3gico permite aos especialistas determinar se algu\u00e9m desenvolveu anticorpos para o v\u00edrus. Esse teste n\u00e3o fornece, por\u00e9m, nenhuma informa\u00e7\u00e3o sobre se a pessoa \u00e9 ent\u00e3o tamb\u00e9m imune ao v\u00edrus e, em caso afirmativo, por quanto tempo. Os cientistas est\u00e3o agora tentando responder a esta pergunta.<\/p>\n<p>No auge da crise do coronav\u00edrus, se ouvia com frequ\u00eancia que somente a chamada imunidade de rebanho poderia conter a pandemia. A imunidade de rebanho ocorre quando uma alta porcentagem da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 imune.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o pat\u00f3geno n\u00e3o pode mais se espalhar t\u00e3o rapidamente \u2013 mas estima-se que entre 70% e 90% da popula\u00e7\u00e3o teriam que estar imune a um v\u00edrus para det\u00ea-lo dessa forma.<\/p>\n<p>A revista&nbsp;<em>The Lancet<\/em>&nbsp;publicou recentemente um estudo que diz que a imunidade de rebanho n\u00e3o poderia ser alcan\u00e7ada contra o coronav\u00edrus. Os cientistas do madrilenho Instituto de Sa\u00fade Carlos 3\u00ba, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade espanhol e da Universidade de Harvard colaboraram com o estudo. \u00c9 o maior estudo europeu de anticorpos at\u00e9 o momento, envolvendo 60 mil pessoas.<\/p>\n<p>As pesquisas mostraram que apenas cerca de 5% de todos os espanh\u00f3is haviam formado anticorpos contra o coronav\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>O v\u00edrus gosta do frio<\/strong><\/p>\n<p>Os v\u00edrus se sentem confort\u00e1veis em ambientes frios. Isso \u00e9 demonstrado por v\u00e1rios exemplos, como o caso dos surtos de coronav\u00edrus em&nbsp;abatedouros de animais na Alemanha, onde as temperaturas s\u00e3o geralmente bastante baixas. Em contraste, eles n\u00e3o se espalham t\u00e3o rapidamente no tempo quente como no frio.<\/p>\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o quente, portanto, deve haver naturalmente menos infec\u00e7\u00f5es com v\u00edrus. Se estiver frio l\u00e1 fora, as pessoas passam mais tempo dentro de casa. Entretanto, a troca de ar dentro de casa n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o boa e intensa quanto fora. Isso significa que as part\u00edculas de aeross\u00f3is podem se espalhar mais facilmente pelo ar.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da pandemia, os especialistas acreditavam que o coronav\u00edrus se espalharia por got\u00edculas ou pela superf\u00edcie infectada por elas. Mas hoje sabe-se que o v\u00edrus tamb\u00e9m se espalha pelo ar.<\/p>\n<p>Se estiver seco e frio l\u00e1 fora, o v\u00edrus tem as condi\u00e7\u00f5es ideais para se propagar. Os aeross\u00f3is permanecem no ar por muito mais tempo do que em dias quentes. O inverno ainda n\u00e3o come\u00e7ou no Hemisf\u00e9rio Norte.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 29\/07\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia pegou a maioria dos pa\u00edses despreparados. 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