{"id":51166,"date":"2020-08-07T04:40:12","date_gmt":"2020-08-07T07:40:12","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=51166"},"modified":"2020-08-07T05:54:27","modified_gmt":"2020-08-07T08:54:27","slug":"brasil-perde-r-2914-bilhoes-para-o-mercado-ilegal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/08\/07\/brasil-perde-r-2914-bilhoes-para-o-mercado-ilegal\/","title":{"rendered":"Brasil perde R$ 291,4 bilh\u00f5es para o mercado ilegal"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil perdeu R$ 291,4 bilh\u00f5es de reais para o mercado ilegal em 2019, segundo levantamento que \u00e9 feito, desde 2014, pelo F\u00f3rum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). O valor \u00e9 a soma das perdas registradas por 15 setores industriais e a estimativa dos impostos que deixaram de ser arrecadados em fun\u00e7\u00e3o dessa ilegalidade.<\/p>\n<p>O montante aumenta muito mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Enquanto em 2019 o PIB do Brasil teve o avan\u00e7o de 1,1%, o mercado da ilegalidade se avoluma. A perda dos setores foi de R$ 199,6 bilh\u00f5es, que somados a uma m\u00e9dia do imposto sonegado (R$ 91,8 bilh\u00f5es) chegamos a R$ 291,4 bilh\u00f5es. Essa m\u00e9dia foi feita com o porcentual de 46%, mas h\u00e1 produtos, como o cigarro, em que o imposto pode chegar a 90%.<\/p>\n<p>Uma estimativa da Alian\u00e7a Latino Americana de Contrabando (ALAC) tamb\u00e9m aponta que, em m\u00e9dia, o mercado ilegal corresponda a 2% do PIB dos pa\u00edses latino-americanos. No Brasil esse porcentual est\u00e1, no m\u00ednimo, em 7.85%. \u201cO PIB n\u00e3o cresce em volume expressivo, est\u00e1 estabilizado, mas a ilegalidade est\u00e1 aumentando cada vez mais\u201d, afirma Edson Vismona, presidente do FNCP.<\/p>\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a style=\"text-align: center;\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.etco.org.br\/wp-content\/uploads\/shutterstock_1627501606_resolu%C3%A7%C3%A3o-mais-baixa.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-large wp-post-image\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.etco.org.br\/wp-content\/uploads\/shutterstock_1627501606_resolu%C3%A7%C3%A3o-mais-baixa.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">@ FNCP &#8211; F\u00f3rum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para a entidade, esse levantamento anual \u00e9 muito importante para os setores produtivos, que assim demonstram as perdas bilion\u00e1rias para o mercado ilegal. \u201cEssa a\u00e7\u00e3o atesta que a economia ilegal est\u00e1 crescendo, o preju\u00edzo s\u00f3 aumenta e \u00e9 importante alertar a sociedade e o poder p\u00fablico sobre a dimens\u00e3o desse rombo, enfatizando a necessidade das a\u00e7\u00f5es coordenadas e permanentes de combate \u00e0 ilegalidade, seja no mercado f\u00edsico como digital, que corr\u00f3i o nosso desenvolvimento e dificulta a atra\u00e7\u00e3o de investimentos e a gera\u00e7\u00e3o de empregos\u201d, diz Vismona.<\/p>\n<div class=\"boxconteudo\">\n<p><strong>57% dos cigarros no Brasil s\u00e3o ilegais<\/strong><\/p>\n<p>O cigarro, setor mais afetado pelo contrabando, por exemplo, perdeu R$ 15,9 bilh\u00f5es no ano passado. Em 2018 foram R$ 14,4 bilh\u00f5es. Segundo dados do Ibope, 57% dos cigarros comercializados no Pa\u00eds s\u00e3o ilegais. A \u00faltima pesquisa realizada pelo instituto apontou crescimento no mercado ilegal de tabaco pelo sexto ano consecutivo: dos 57% ilegais, 49% foram contrabandeados (principalmente do Paraguai). Com isso, 63,4 bilh\u00f5es de cigarros do crime inundaram as cidades brasileiras \u2013 sabe-se que esse produto serve para financiar as mil\u00edcias e o tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>Um estudo da Oxford Economics tamb\u00e9m apontou que as opera\u00e7\u00f5es dos fabricantes leg\u00edtimos de cigarros sustentam 25,9 mil empregos no Brasil. O mercado ilegal de cigarros fez com que a ind\u00fastria de tabaco deixasse de gerar 27 mil empregos.<\/p>\n<p>Outro exemplo da express\u00e3o da ilegalidade \u00e9 visto no setor de combust\u00edveis, que atingiu o montante de R$ 23 bilh\u00f5es. Segundo Vismona, esse valor significativo se deu porque o segmento aprimorou os dados. \u201cEles agregaram, al\u00e9m de perdas com fraudes, tamb\u00e9m roubos e desvio de combust\u00edvel nos dutos\u201d, diz o presidente do FNCP.<\/p>\n<p>O levantamento do FNCP \u00e9 feito desde 2014 e tem como base os dados apontados pelos pr\u00f3prios setores produtivos, que t\u00eam m\u00e9tricas pr\u00f3prias (pesquisas, avalia\u00e7\u00e3o de mercado). Os 15 segmentos contemplados pelo estudo do FNCP s\u00e3o vestu\u00e1rio; \u00f3culos; cigarro; TV por assinatura; higiene pessoal, perfumaria e cosm\u00e9ticos; bebidas alco\u00f3licas; combust\u00edveis; audiovisual; defensivos agr\u00edcolas; celulares; perfumes importados; material esportivo; brinquedos; software; e eletroeletr\u00f4nicos (PCs, Servidores, Networking, Impressoras\/Toners\/Cartuchos de Tinta e Equipamentos de Seguran\u00e7a).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-51167 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=576%2C1024\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=696%2C1237&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=1068%2C1899&amp;ssl=1 1068w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=236%2C420&amp;ssl=1 236w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?resize=473%2C840&amp;ssl=1 473w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/INFOGRAFICO-1.png?w=338&amp;ssl=1 338w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: FNCP &#8211; F\u00f3rum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade -Instituto Brasileiro de \u00c9tica Concorrencial (ETCO) &#8211; dispon\u00edvel na internet 07\/08\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil perdeu R$ 291,4 bilh\u00f5es de reais para o mercado ilegal em 2019, segundo levantamento que \u00e9 feito, desde 2014, pelo F\u00f3rum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). 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