{"id":51301,"date":"2020-08-11T02:00:56","date_gmt":"2020-08-11T05:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=51301"},"modified":"2020-08-11T04:00:23","modified_gmt":"2020-08-11T07:00:23","slug":"grande-ameaca-a-saude-publica-cientistas-descobrem-mutacao-resistente-a-remedio-contra-a-malaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/08\/11\/grande-ameaca-a-saude-publica-cientistas-descobrem-mutacao-resistente-a-remedio-contra-a-malaria\/","title":{"rendered":"\u2018Grande amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica\u2019: cientistas descobrem muta\u00e7\u00e3o resistente a rem\u00e9dio contra a mal\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"with-extracted-share-icons\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share\">\n<div class=\"story-body__mini-info-list-and-share-row\">\n<div class=\"mini-info-list-wrap\">\n<p>Pesquisadores em Ruanda identificaram uma cepa do parasita causador da mal\u00e1ria que \u00e9 resistente a medicamentos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"story-body__inner\">\n<p>O estudo, publicado na revista Nature, revelou que os parasitas eram capazes de resistir ao tratamento com a artemisinina, um rem\u00e9dio de linha de frente na luta contra a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez que cientistas observam resist\u00eancia ao medicamento artemisinina na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Os pesquisadores alertam que isso &#8220;representaria uma grande amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica&#8221; no continente.<\/p>\n<p>Cientistas do Instituto Pasteur, em colabora\u00e7\u00e3o com o Programa Nacional de Controle da Mal\u00e1ria em Ruanda (Rwanda Biomedical Center), a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o Cochin Hospital e a Columbia University (em Nova York, nos EUA) analisaram amostras de sangue de pacientes em Ruanda.<\/p>\n<div id=\"comp-pattern-library\" class=\"distinct-component-group container-parrot wsoj-component\" data-variation=\"default-0\">\n<aside class=\"parrot\" role=\"region\" aria-label=\"Talvez tamb\u00e9m te interesse\">Eles encontraram uma muta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do parasita, resistente \u00e0 artemisinina, em 19 de 257 (ou 7,4%) dos pacientes em um dos centros de sa\u00fade que eles monitoraram.<\/aside>\n<\/div>\n<p>Segundo a OMS, a mal\u00e1ria causou a morte de 405 mil pessoas em todo o mundo, em 2018.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Evolu\u00e7\u00e3o de parasitas<\/h2>\n<p>No artigo, os cientistas alertaram que os parasitas da mal\u00e1ria que desenvolveram resist\u00eancia a medicamentos anteriores s\u00e3o &#8220;suspeitos de terem contribu\u00eddo para milh\u00f5es de mortes adicionais por mal\u00e1ria em crian\u00e7as africanas na d\u00e9cada de 1980&#8221;.<\/p>\n<p>Quando o primeiro medicamento contra a mal\u00e1ria, a cloroquina, foi desenvolvido, os pesquisadores pensaram que a doen\u00e7a seria erradicada em poucos anos.<\/p>\n<p>No entanto, desde 1950 os parasitas evolu\u00edram para desenvolver resist\u00eancia a sucessivas drogas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Retrocesso<\/h2>\n<p>O rep\u00f3rter de sa\u00fade e ci\u00eancia da BBC, James Gallagher, avalia que &#8220;este \u00e9 um momento profundamente preocupante e altamente significativo&#8221;, e que marca um retrocesso no combate \u00e0 mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ele aponta que a resist\u00eancia \u00e0 artemisinina n\u00e3o \u00e9 nova, pois tem sido vista em partes do Sudeste Asi\u00e1tico por mais de uma d\u00e9cada. Em algumas regi\u00f5es, 80% dos pacientes est\u00e3o infectados com parasitas da mal\u00e1ria que resistem ao tratamento.<\/p>\n<p>&#8220;Mas a \u00c1frica sempre foi a maior preocupa\u00e7\u00e3o. \u00c9 onde ocorrem mais de nove em cada dez casos da doen\u00e7a&#8221;, ele diz.<\/p>\n<p>Segundo ele, parece que o que houve foi que a resist\u00eancia evoluiu em parasitas da mal\u00e1ria na \u00c1frica, e n\u00e3o que tenha se espalhado do Sudeste Asi\u00e1tico para o continente africano.<\/p>\n<p>&#8220;O resultado, por\u00e9m, \u00e9 o mesmo: a mal\u00e1ria est\u00e1 ficando mais dif\u00edcil de tratar.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15CF8\/production\/_101163398_gettyimages-914145490.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/15CF8\/production\/_101163398_gettyimages-914145490.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o mostra hem\u00e1ceas infectadas por parasita da mal\u00e1ria\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o mostra hem\u00e1ceas infectadas por parasita da mal\u00e1ria. Direito de imagem GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o por mal\u00e1ria \u00e9 agora comumente tratada com uma combina\u00e7\u00e3o de dois medicamentos: artemisinina e piperaquina.<\/p>\n<p>Mas, os parasitas da mal\u00e1ria come\u00e7aram a desenvolver resist\u00eancia \u00e0 artemisinina, o que foi registrado pela primeira vez em 2008 no sudeste da \u00c1sia.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, os cientistas temiam que a resist\u00eancia \u00e0 artemisinina tamb\u00e9m pudesse ocorrer na \u00c1frica e ter consequ\u00eancias devastadoras. Agora, a pesquisa indica que esses temores podem ter se concretizado.<\/p>\n<p>Em 2018, os pa\u00edses africanos responderam \u200b\u200bpor mais de 90% das mais de 400 mil mortes por mal\u00e1ria registradas, sendo as crian\u00e7as o contingente mais afetado<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: BBC Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 11\/08\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores em Ruanda identificaram uma cepa do parasita causador da mal\u00e1ria que \u00e9 resistente a medicamentos. O estudo, publicado na revista Nature, revelou que os parasitas eram capazes de resistir ao tratamento com a artemisinina, um rem\u00e9dio de linha de frente na luta contra a doen\u00e7a. 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