{"id":51304,"date":"2020-08-11T01:30:40","date_gmt":"2020-08-11T04:30:40","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=51304"},"modified":"2020-08-11T04:06:53","modified_gmt":"2020-08-11T07:06:53","slug":"caca-as-bruxas-um-problema-que-persiste-no-seculo-21","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/08\/11\/caca-as-bruxas-um-problema-que-persiste-no-seculo-21\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7a \u00e0s bruxas: um problema que persiste no s\u00e9culo 21"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">A persegui\u00e7\u00e3o de mulheres acusadas de bruxaria n\u00e3o \u00e9 coisa do passado: em pa\u00edses da \u00c1frica, essa ainda \u00e9 uma triste realidade para muitas. Por isso, 10 de agosto foi declarado Dia Mundial contra a Ca\u00e7a \u00e0s Bruxas.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, Akua Denteh foi espancada at\u00e9 a morte no distrito de Gonja Oriental, em Gana, ap\u00f3s ser acusada de ser uma bruxa. O assassinato da mulher de 90 anos&nbsp;exp\u00f4s mais uma vez os preconceitos arraigados contra&nbsp;mulheres acusadas de praticar bruxaria no pa\u00eds, muitas das quais s\u00e3o idosas.<\/p>\n<p>Uma pris\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 morte foi feita no in\u00edcio de agosto, mas a quest\u00e3o continua chamando aten\u00e7\u00e3o depois de as autoridades terem sido acusadas de fazer&nbsp;corpo mole na apura\u00e7\u00e3o do caso.&nbsp;Ativistas de direitos humanos e feministas agora exigem mudan\u00e7as na cultura de Gana, onde as cren\u00e7as sobrenaturais exercem um papel importante.<\/p>\n<p>O assassinato de Akua Denteh est\u00e1 longe de ser um caso isolado no pa\u00eds africano, ou mesmo no mundo em geral. Em muitos pa\u00edses, mulheres continuam sendo acusadas de praticar bruxaria: elas s\u00e3o perseguidas e at\u00e9 mortas em ca\u00e7as \u00e0s bruxas organizadas especialmente na \u00c1frica, mas tamb\u00e9m no Sudeste Asi\u00e1tico e na Am\u00e9rica Latina.<span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div class=\"picBox full\">\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignright\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/54449660_303.jpg?ssl=1\" rel=\"nofollow\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Refugiada idosa que vive na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/54449660_303.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Refugiada idosa que vive na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo\" width=\"696\" height=\"392\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Geralmente os mais vulner\u00e1veis s\u00e3o acusados de bruxaria, como esta refugiada que vive na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. @DW<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>Essas mulheres perseguidas&nbsp;encontraram agora um aliado um tanto improv\u00e1vel em sua luta por justi\u00e7a. A sociedade mission\u00e1ria cat\u00f3lica Missio, que faz parte das Pontif\u00edcias Obras Mission\u00e1rias, sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do papa, declarou 10 de agosto como o Dia Mundial contra a Ca\u00e7a \u00e0s Bruxas, dizendo que, em pelo menos 36 na\u00e7\u00f5es ao redor do mundo,&nbsp;pessoas continuam sendo perseguidas por esse motivo.<\/p>\n<p>Embora a Igreja Cat\u00f3lica tenha incentivado a ca\u00e7a \u00e0s bruxas na Europa entre os&nbsp;s\u00e9culos 15 e 18, a institui\u00e7\u00e3o tenta agora lan\u00e7ar&nbsp;luz sobre essa pr\u00e1tica obscura. Parte disso talvez se deva a&nbsp;um senso de obriga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, mas&nbsp;a&nbsp;verdadeira for\u00e7a motriz \u00e9 o n\u00famero de v\u00edtimas que a ca\u00e7a \u00e0s bruxas faz ainda hoje, em pleno s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>O historiador Wolfgang Behringer, que trabalha como professor especializado no in\u00edcio da Era Moderna na Universidade do Sarre, na Alemanha, coloca os n\u00fameros em perspectiva: ao longo desses tr\u00eas s\u00e9culos (15 ao 18), presume-se que entre 50 mil e 60 mil pessoas&nbsp;foram mortas devido aos chamados crimes de feiti\u00e7aria \u2013 uma contagem que chega perto do dobro da popula\u00e7\u00e3o de algumas grandes cidades alem\u00e3s na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Contudo, somente&nbsp;no s\u00e9culo 20&nbsp;mais pessoas acusadas de bruxaria foram brutalmente assassinadas do que durante os tr\u00eas s\u00e9culos em que a ca\u00e7a \u00e0s bruxas era praticada na Europa, afirma Behringer \u00e0 DW. &#8220;Entre 1960 e 2000, cerca de 40 mil pessoas acusadas de pr\u00e1tica de bruxaria foram assassinadas somente na Tanz\u00e2nia. Embora n\u00e3o existam leis contra a feiti\u00e7aria na legisla\u00e7\u00e3o&nbsp;do pa\u00eds, os tribunais das vilas frequentemente decidem que certos indiv\u00edduos devem ser mortos.&#8221;<\/p>\n<p>O historiador reitera que, devido \u00e0 tomada de decis\u00e3o coletiva por tr\u00e1s desses tribunais, tais assassinatos est\u00e3o longe de ser casos arbitr\u00e1rios e isolados. &#8220;Eu conclu\u00ed, portanto, que a ca\u00e7a \u00e0s bruxas n\u00e3o \u00e9 um problema hist\u00f3rico, mas uma quest\u00e3o candente que ainda existe no presente&#8221;, diz Behringer.<\/p>\n<p><strong>Um problema africano?<\/strong><\/p>\n<p>Na Tanz\u00e2nia, as v\u00edtimas dessa ca\u00e7a \u00e0s bruxas geralmente s\u00e3o pessoas com albinismo: alguns acreditam que partes do corpo de albinos podem ser usadas para extrair po\u00e7\u00f5es contra todos os tipos de doen\u00e7as. Pr\u00e1ticas semelhantes ocorrem na Z\u00e2mbia e em outras partes do continente.<\/p>\n<p>Enquanto isso, em Gana, onde a nonagen\u00e1ria Akua Denteh foi espancada at\u00e9 a morte no m\u00eas passado, certas comunidades culpam a bruxaria pelo nascimento de crian\u00e7as com necessidades especiais.<\/p>\n<p>Na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, geralmente s\u00e3o as gera\u00e7\u00f5es mais jovens as associadas \u00e0 feiti\u00e7aria. Os chamados &#8220;filhos da feiti\u00e7aria&#8221; s\u00e3o comumente rejeitados por suas fam\u00edlias e abandonados \u00e0 pr\u00f3pria sorte. Entretanto, seus alegados crimes muitas vezes t\u00eam pouco a ver com bruxaria.<\/p>\n<p>&#8220;Soubemos de in\u00fameros casos de crian\u00e7as que sofreram estupro e n\u00e3o foram mais aceitas por suas fam\u00edlias. Ou eles nascem como filhos ileg\u00edtimos fora do casamento e s\u00e3o for\u00e7ados a viver com um pai que n\u00e3o os aceita mais&#8221;, conta Th\u00e9r\u00e8se Mema Mapenzi, que trabalha como parceira de um projeto mission\u00e1rio na cidade de Bukayu, no leste da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o de Mapenzi foi inicialmente planejada para ser um abrigo para mulheres que sofreram estupros nas m\u00e3os da mil\u00edcia no leste do pa\u00eds, onde o abuso sexual&nbsp;\u00e9 usado como arma na guerra civil que aflige a regi\u00e3o. Mas, com o passar dos anos, mais e mais crian\u00e7as passaram a procurar o aux\u00edlio do projeto ap\u00f3s&nbsp;serem rejeitadas por serem consideradas&nbsp;&#8220;crian\u00e7as de bruxaria&#8221;.<\/p>\n<p>Com a ajuda da sociedade mission\u00e1ria cat\u00f3lica&nbsp;Missio, Mapenzi agora tamb\u00e9m ajuda esses menores de idade no enfrentamento de seus muitos traumas, enquanto tentam encontrar orfanatos e escolas para eles.<\/p>\n<p>&#8220;Quando essas crian\u00e7as v\u00eam aqui, muitas vezes j\u00e1 foram espancadas, rotuladas de bruxas ou sofreram outros ferimentos. \u00c9 doloroso s\u00f3 de olhar para elas&#8221;, conta Mapenzi. &#8220;Sempre ficamos chocadas ao ver essas crian\u00e7as desprovidas de qualquer prote\u00e7\u00e3o. Como isso pode acontecer?&#8221;<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \">\n<figure style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/ca%C3%A7a-%C3%A0s-bruxas-um-problema-que-persiste-no-s%C3%A9culo-21\/a-54520254#\" rel=\"nofollow\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Th\u00e9r\u00e8se Mema Mapenzi (esq.) ajuda mulheres e meninas acusadas de serem crian\u00e7as da bruxaria\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.dw.com\/image\/54486707_401.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Th\u00e9r\u00e8se Mema Mapenzi (esq.) ajuda mulheres e meninas acusadas de serem crian\u00e7as da bruxaria\" width=\"696\" height=\"392\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Th\u00e9r\u00e8se Mema Mapenzi (esq.) ajuda mulheres e meninas acusadas de serem &#8220;crian\u00e7as da bruxaria&#8221; @DW<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Di\u00e1logo e media\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 toda uma infraestrutura social que alimenta o \u00f3dio contra esses jovens na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo: muitas igrejas carism\u00e1ticas atribuem doen\u00e7as&nbsp;como a aids&nbsp;ou a infertilidade feminina \u00e0 bruxaria, com filhos ileg\u00edtimos servindo como bodes expiat\u00f3rios para problemas que n\u00e3o podem ser facilmente resolvidos em um dos pa\u00edses mais pobres do mundo. Outros motivos citados incluem mortes s\u00fabitas,&nbsp;gan\u00e2ncia, ci\u00fames e muitos outros.<\/p>\n<p>Th\u00e9r\u00e8se Mema Mapenzi diz que tentar ajudar aqueles que sofrem por conta desse \u00f3dio \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil, especialmente na aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o legal. &#8220;Na lei congolesa, a bruxaria n\u00e3o \u00e9 reconhecida como uma viola\u00e7\u00e3o da lei, porque n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias que voc\u00ea possa produzir. Infelizmente, as pessoas desenvolveram suas pr\u00f3prias pr\u00e1ticas jur\u00eddicas para buscar vingan\u00e7a e punir aqueles que os chamam de bruxas&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ajudar aqueles que fogem da persegui\u00e7\u00e3o, Mapenzi tamb\u00e9m busca o di\u00e1logo com as comunidades a fim de mitigar o preconceito contra acusados de bruxaria e feiti\u00e7aria.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m tem como miss\u00e3o reunir fam\u00edlias que foram um dia dilaceradas e separadas pela ca\u00e7a \u00e0s bruxas. Atuando como mediadora, Mapenzi conversa&nbsp;com as pessoas e, de vez em quando, consegue promover o reencontro de familiares com mulheres e crian\u00e7as que haviam sido humilhadas e condenadas ao ostracismo. Ela diz que tais esfor\u00e7os \u2013 quando s\u00e3o bem-sucedidos \u2013 levam em m\u00e9dia de dois a tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Apesar do risco de as v\u00edtimas voltarem a ser perseguidas, Mapenzi&nbsp;diz que o esfor\u00e7o vale a pena. Para ela, o fato de o dia 10 de agosto ter sido reconhecido como o Dia Mundial contra a Ca\u00e7a \u00e0s Bruxas d\u00e1 um sinal de que seu trabalho \u00e9 importante e necess\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Ca\u00e7ar os ca\u00e7adores \u00e9 tarefa perigosa<\/strong><\/p>\n<p>A data, celebrada pela primeira vez neste ano,&nbsp;marca uma nova etapa na dif\u00edcil batalha travada por Mapenzi na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, afirma ela. J\u00f6rg Nowak, porta-voz da organiza\u00e7\u00e3o Missio, concorda e espera haver uma consci\u00eancia crescente sobre esse problema em todo o mundo.<\/p>\n<p>Como parte de seu trabalho, Nowak visitou nos \u00faltimos anos v\u00e1rios parceiros do projeto da Missio para ajudar a acabar com a ca\u00e7a \u00e0s bruxas. Mas ele n\u00e3o estava ciente da magnitude do problema at\u00e9 2017.<\/p>\n<p>O primeiro caso com o qual lidou foi o assassinato de mulheres acusadas de serem bruxas em Papua Nova Guin\u00e9, nos anos 2010 \u2013 o que&nbsp;acabou levando Nowak a publicar&nbsp;um artigo sobre a situa\u00e7\u00e3o de crise no pa\u00eds e a se tornar especialista da Missio em ca\u00e7a \u00e0s bruxas.<\/p>\n<p>Mas boa parte da extensa pesquisa de Nowak na Papua Nova Guin\u00e9 permanece, por enquanto, em segredo no pr\u00f3prio pa\u00eds: as evid\u00eancias que ele acumulou contra alguns criminosos podem arriscar a vida de parceiros da Missio que trabalham para ele.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou muito ao longo dos s\u00e9culos, al\u00e9m das localidades envolvidas, quando se trata da cren\u00e7a oculta na bruxaria, afirma Nowak, que enfatiza:&nbsp;&#8220;N\u00e3o existe tal coisa como feiti\u00e7aria. Mas existem acusa\u00e7\u00f5es e estigmatiza\u00e7\u00e3o destinadas a demonizar as pessoas e&nbsp;desacredit\u00e1-las,&nbsp;a fim de obter vantagens ego\u00edstas para terceiros.&#8221;<\/p>\n<p><em>Maxwell Suuk e Isaac Kaledzi contribu\u00edram para este artigo. &nbsp;<\/em><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 11\/08\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A persegui\u00e7\u00e3o de mulheres acusadas de bruxaria n\u00e3o \u00e9 coisa do passado: em pa\u00edses da \u00c1frica, essa ainda \u00e9 uma triste realidade para muitas. Por isso, 10 de agosto foi declarado Dia Mundial contra a Ca\u00e7a \u00e0s Bruxas. 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