{"id":51342,"date":"2020-08-12T03:15:20","date_gmt":"2020-08-12T06:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=51342"},"modified":"2020-08-11T18:20:39","modified_gmt":"2020-08-11T21:20:39","slug":"como-o-brasil-se-prepara-para-garantir-a-vacina-de-covid-19-a-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/08\/12\/como-o-brasil-se-prepara-para-garantir-a-vacina-de-covid-19-a-populacao\/","title":{"rendered":"Como o Brasil se prepara para garantir a vacina de covid-19 \u00e0 popula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">H\u00e1 no mundo seis vacinas contra a covid-19 na fase 3 de ensaios cl\u00ednicos; duas receberam apoio direto do Brasil<\/p>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>O Brasil teve uma rea\u00e7\u00e3o lenta e descoordenada para frear a dissemina\u00e7\u00e3o da covid-19, com o presidente Jair Bolsonaro e parte dos governadores questionando recomenda\u00e7\u00f5es da comunidade cient\u00edfica sobre o tema. Como resultado, o pa\u00eds atingiu no \u00faltimo s\u00e1bado (08\/08) 100 mil mortos pela doen\u00e7a e divide com Estados Unidos e \u00cdndia a lideran\u00e7a no n\u00famero de novos casos di\u00e1rios. Os preparativos para a testagem, produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de uma vacina eficaz, por\u00e9m, colocam hoje o Brasil em uma situa\u00e7\u00e3o relativamente segura na corrida para imunizar sua popula\u00e7\u00e3o, segundo especialistas consultados pela DW Brasil.<\/p>\n<p>H\u00e1 no mundo seis vacinas contra a covid-19 na fase 3 de ensaios cl\u00ednicos, a \u00faltima etapa antes da aprova\u00e7\u00e3o, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).&nbsp;Dessas, duas receberam apoio direto de autoridades brasileiras e j\u00e1 contam com acordos que envolvem a compra e produ\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio nacional: a desenvolvida pela universidade brit\u00e2nica de Oxford em parceria com o laborat\u00f3rio AstraZeneca, escolhida pelo governo federal, e a criada pela chinesa Sinovac, que tem o governo de S\u00e3o Paulo como parceiro.<\/p>\n<p>As duas adotam tecnologias distintas, com vantagens e desvantagens. A aposta do presidente Jair Bolsonaro foi a de Oxford, por meio de uma parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica sediada no Rio de Janeiro. Na quinta-feira passada, o presidente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/brasil-libera-r-19-bilh%C3%A3o-para-produ%C3%A7%C3%A3o-de-vacina\/a-54473849\">assinou uma medida provis\u00f3ria<\/a>&nbsp;abrindo cr\u00e9dito de R$ 1,9 bilh\u00e3o para adquirir a tecnologia e oferecer 100 milh\u00f5es de doses para brasileiros at\u00e9 meados de 2021, sendo 30 milh\u00f5es ainda neste ano se a vacina se mostrar eficaz, distribu\u00eddas pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>Paralelamente, o governador de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria, aplica recursos paulistas em uma parceria entre o Instituto Butantan, \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico de pesquisas biol\u00f3gicas, e a empresa chinesa Sinovac. Se apresentar bons resultados, poderiam ser produzidas no pa\u00eds 30 milh\u00f5es de doses dessa vacina at\u00e9 janeiro de 2021.<\/p>\n<p><strong>A escolha do governo federal<\/strong><\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade pela vacina da Oxford\/AstraZeneca come\u00e7ou a ser costurada no final de junho, quando a Fiocruz assinou um acordo pr\u00e9vio de coopera\u00e7\u00e3o para transfer\u00eancia de tecnologia e recebimento de insumos. A parceria foi confirmada em 31 de julho e viabilizada financeiramente pela medida provis\u00f3ria da semana passada.<\/p>\n<p>Marco Krieger, vice-presidente de Produ\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade da Fiocruz, afirma \u00e0 DW Brasil que o pa\u00eds fez um contrato de encomenda tecnol\u00f3gica, que permite a aquisi\u00e7\u00e3o de uma tecnologia que ainda n\u00e3o est\u00e1 pronta, e inclui todos os passos para a sua nacionaliza\u00e7\u00e3o completa, que poderia ser alcan\u00e7ada no meio do ano que vem.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, a Fiocruz ainda dependeria da importa\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio ativo da vacina, cuja compra tamb\u00e9m foi assegurada pela medida provis\u00f3ria e seria produzido pela AstraZeneca. Caberia \u00e0 funda\u00e7\u00e3o brasileira ent\u00e3o realizar os outros passos da produ\u00e7\u00e3o, como formula\u00e7\u00e3o, envase, rotulagem e controle de qualidade.<\/p>\n<p>Nessa transi\u00e7\u00e3o, a Fiocruz poderia entregar 30 milh\u00f5es de doses ainda neste ano e 70 milh\u00f5es no primeiro semestre de 2021. &#8220;De forma paralela, estaremos fazendo a transfer\u00eancia total da tecnologia&#8221;, com capacidade para realizar todos os passos da produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds no segundo semestre, diz Krieger.<\/p>\n<p>Ele estima que at\u00e9 outubro haver\u00e1 dados preliminares sobre a fase 3 do ensaio cl\u00ednico, que se forem positivos permitiriam a obten\u00e7\u00e3o de um registro emergencial da vacina junto \u00e0 Anvisa. Segundo ele, n\u00e3o haver\u00e1 pagamento de royalties nem \u00e0 Universidade de Oxford nem ao laborat\u00f3rio AstraZeneca, mas apenas a cobertura dos custos de produ\u00e7\u00e3o adicionados a uma taxa de no m\u00e1ximo 20% para cobrir gastos com pessoal e manuten\u00e7\u00e3o de estrutura.<\/p>\n<p>A Fiocruz teria capacidade para fabricar 40 milh\u00f5es de doses por m\u00eas. Para ampliar suas instala\u00e7\u00f5es, a medida provis\u00f3ria destina parte das verbas para reformar uma f\u00e1brica da funda\u00e7\u00e3o e comprar equipamentos necess\u00e1rios para produzir o princ\u00edpio ativo da vacina no pa\u00eds. Na semana passada, a Fiocruz tamb\u00e9m recebeu uma doa\u00e7\u00e3o de R$ 100 milh\u00f5es de empresas e funda\u00e7\u00f5es com o mesmo objetivo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser apoiada por iniciativas internacionais para a imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mundial contra a covid-19, como a GAVI Alliance, a vacina de Oxford chamou a aten\u00e7\u00e3o da Fiocruz por utilizar uma tecnologia que tem sinergia com um dos atuais focos da funda\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de biof\u00e1rmacos \u2013 uma nova gera\u00e7\u00e3o de medicamentos produzidos a partir da bioss\u00edntese em organismos vivos.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos medicamentos sint\u00e9ticos, que s\u00e3o mol\u00e9culas pequenas produzidas quimicamente, os biof\u00e1rmacos s\u00e3o prote\u00ednas \u00fateis para tratar e curar doen\u00e7as. Essas prote\u00ednas s\u00e3o produzidas por c\u00e9lulas vivas hospedeiras, em equipamentos conhecidos como biorreatores. Esse processo \u00e9 realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiol\u00f3gicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz.<\/p>\n<p>A vacina de Oxford funciona dessa forma. Ap\u00f3s obter o c\u00f3digo gen\u00e9tico da prote\u00edna spike presente no coronav\u00edrus, usada para penetrar nas c\u00e9lulas humanas, os cientistas modificaram um outro v\u00edrus, que causa infec\u00e7\u00f5es em chimpanz\u00e9s mas n\u00e3o em humanos, para que ele produza essa prote\u00edna e provoque uma rea\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica da pessoa que recebeu a vacina, tornando-a protegida caso venha a ter contato com o coronav\u00edrus. Trata-se de uma tecnologia nova e promissora, mas que ainda n\u00e3o se mostrou efetiva em nenhuma vacina aplicada em humanos.<\/p>\n<p>&#8220;Levamos em considera\u00e7\u00e3o a tecnologia que poderia ser mais rapidamente interiorizada na Fiocruz. \u00c9 algo que a gente j\u00e1 usa em outros produtos&#8221;, diz Krieger. Ele afirma que, se a vacina de Oxford n\u00e3o mostrar bons resultados, ou ap\u00f3s a popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 ter sido imunizada, a estrutura adquirida pela funda\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser usada para produzir outros medicamentos e vacinas com a mesma tecnologia.<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 otimista em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s chances de sucesso da vacina em teste no Brasil. &#8220;Com apenas uma dose ela j\u00e1 mostrou alto n\u00edvel de volunt\u00e1rios que produziram anticorpos, mais de 91%, e quem tomou duas doses, 100%. H\u00e1 chance gigantesca que essa vacina possa ser utilizada&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>A aposta paulista<\/strong><\/p>\n<p>Em 11 de junho, duas semanas antes do acordo inicial firmado entre a Fiocruz e Oxford\/AstraZeneca, o Instituto Butantan e a Sinovac assinavam um termo para testar a vacina chinesa em 9 mil brasileiros, em um processo bancado por R$ 85 milh\u00f5es do governo paulista.<\/p>\n<p>O Butantan e a empresa chinesa j\u00e1 estavam em contato h\u00e1 algum tempo. Em agosto de 2019, uma miss\u00e3o composta por Doria e dirigentes de \u00f3rg\u00e3os do governo paulista foram \u00e0 China para inaugurar um escrit\u00f3rio comercial de S\u00e3o Paulo em Xangai, e aproveitaram para visitar alguns produtores de vacina, incluindo a Sinovac. Ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia, houve nova aproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A Sinovac, entre nossos parceiros, j\u00e1 tinha vacina em condi\u00e7\u00f5es de ir para o estudo cl\u00ednico e fizemos a associa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um acordo de interesse m\u00fatuo. A Sinovac precisando fazer seu estudo cl\u00ednico, e o Butantan precisando ter uma vacina em condi\u00e7\u00f5es de avan\u00e7ar rapidamente&#8221;, afirma \u00e0 DW Brasil Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan.<\/p>\n<p>Ele estima que, at\u00e9 o final de setembro, todos os volunt\u00e1rios j\u00e1 ter\u00e3o recebido a vacina, e que a avalia\u00e7\u00e3o de sua efic\u00e1cia ocorra at\u00e9 o final do ano. Segundo Covas, o acordo com a Sinovac permite que o Butantan comece a envasar a vacina em outubro, com capacidade de entregar 30 milh\u00f5es de doses em janeiro de 2021. O princ\u00edpio ativo viria da China, e caberia ao Butantan completar a f\u00f3rmula, distribu\u00ed-la em frascos, fazer a rotulagem e o controle de qualidade.<\/p>\n<p>Paralelamente, o Butantan j\u00e1 est\u00e1 adaptando uma de suas f\u00e1bricas, em S\u00e3o Paulo, cuja reforma deve terminar em maio de 2021, para produzir a vacina integralmente em territ\u00f3rio nacional. &#8220;A partir da\u00ed, poder\u00edamos ter todo o processo aqui, desde o cultivo [do v\u00edrus]&#8221;, diz Covas. Ainda n\u00e3o h\u00e1 acordo sobre a transfer\u00eancia de tecnologia, mas ele afirma que o Butantan se tornou &#8220;s\u00f3cio dessa vacina&#8221; ao investir recursos pr\u00f3prios na fase 3 de ensaio cl\u00ednico.<\/p>\n<p>A tecnologia usada pela Sinovac \u00e9 tradicional na \u00e1rea. Trata-se do pr\u00f3prio v\u00edrus que causa a covid-19, mas inativado. Ele \u00e9 incapaz de provocar uma infec\u00e7\u00e3o, mas provoca na pessoa inoculada uma rea\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica que a protege caso venha a ter contato com o coronav\u00edrus vivo.<\/p>\n<p>Covas afirma que ainda n\u00e3o h\u00e1 estimativa de custos para produzir a vacina no Brasil, mas que dever\u00e1 ser baixo comparado \u00e0s outras vacinas em teste. Assim como Krieger, da Fiocruz, ele&nbsp;se mostra otimista. &#8220;Pode n\u00e3o ter o n\u00edvel de efic\u00e1cia desejado, pode ter 90%, 95%, mas em uma pandemia, dependendo do n\u00edvel, essa vacina s\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 utilizada se n\u00e3o tiver nenhum efeito. Mas n\u00e3o acredito nisso.&#8221;<\/p>\n<p>Para o diretor do Butantan, a vacina da Sinovac &#8220;\u00e9 a mais pr\u00f3xima de chegar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o no Brasil&#8221;, por usar uma tecnologia tradicional, j\u00e1 dominada pelo Butantan. &#8220;As outras vacinas s\u00e3o absolutamente novas, ainda n\u00e3o comprovadas do ponto de vista da tradi\u00e7\u00e3o e da produtividade&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Covas afirma que o instituto n\u00e3o foi procurado em nenhum momento pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade antes da decis\u00e3o do governo federal de apostar na vacina da Oxford\/AstraZeneca.<\/p>\n<p>&#8220;Preliminarmente, n\u00e3o houve nenhuma conversa, nenhuma interroga\u00e7\u00e3o, nenhuma pergunta. Ontem [quinta-feira, 06\/08], o secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia e Sa\u00fade [do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade] disse que o minist\u00e9rio adquirir\u00e1 a vacina que ficar pronta em primeiro lugar, e est\u00e1 disposto a vir aqui conhecer a vacina no Butantan, e marcou data&#8221;, conta, ressalvando que acharia &#8220;\u00f3timo&#8221; se tanto a vacina de Oxford\/AstraZeneca quanto \u00e0 da Sinovac dessem bons resultados.<\/p>\n<p><strong>A posi\u00e7\u00e3o do Brasil na fila<\/strong><\/p>\n<p>O fato de o Brasil ter potenciais vacinas sendo testadas em sua popula\u00e7\u00e3o, com acordos encaminhados que permitiriam a aquisi\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o interna, \u00e9 considerado positivo, segundo o virologista Fl\u00e1vio Fonseca, pesquisador do Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<p>&#8220;Estava muito preocupado com a posi\u00e7\u00e3o que o Brasil ficaria na fila que ir\u00e1 se formar quando as primeiras vacinas derem certo. N\u00e3o havia nenhum movimento do governo federal para colocar o pa\u00eds numa posi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel. Mas houve esse movimento tardio do governo, que achei v\u00e1lido e adequado&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ele diz que a vacina de Oxford\/AstraZeneca, por usar uma tecnologia nova, tem um maior grau de incerteza. Mas, caso mostre bons resultados, dever\u00e1 alcan\u00e7ar uma efic\u00e1cia maior com apenas uma dose por pessoa e tem um processo de fabrica\u00e7\u00e3o que exige requisitos de seguran\u00e7a mais baixos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a tecnologia da Sinovac, diz, \u00e9 &#8220;cl\u00e1ssica&#8221;, usada por exemplo na vacina para a gripe distribu\u00edda no Brasil. Em contrapartida, por envolver a manipula\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio v\u00edrus, sua fabrica\u00e7\u00e3o demanda um maior n\u00edvel de biosseguran\u00e7a. Al\u00e9m disso, caso funcione, deve exigir a aplica\u00e7\u00e3o de duas ou tr\u00eas doses.<\/p>\n<p>&#8220;Toda vacina que inclui um v\u00edrus vivo, como \u00e9 a da AstraZeneca, estimula mais o sistema imune da pessoa vacinada. J\u00e1 as com o v\u00edrus morto [como a da Sinovac] estimulam menos, e necessariamente ser\u00e1 usada mais de uma dose&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Fonseca alerta que ainda n\u00e3o \u00e9 certo que uma das duas vacinas apresentar\u00e1 bons resultados e que os brasileiros n\u00e3o devem criar &#8220;uma expectativa ou euforia falsa&#8221;. Mas que pelo menos duas das vacinas sendo hoje testadas no mundo devem apresentar boa efic\u00e1cia.<\/p>\n<p>Uma vez desenvolvida a vacina e superada a fase de produ\u00e7\u00e3o, ele cr\u00ea que o pa\u00eds estar\u00e1 bem posicionado para a sua distribui\u00e7\u00e3o. &#8220;O Brasil tem um dos melhores programas de vacina\u00e7\u00e3o p\u00fablica do mundo e a&nbsp;<em>expertise&nbsp;<\/em>para entregar a vacina para o pa\u00eds inteiro. Claro que isso ser\u00e1 levado a um limite n\u00e3o testado&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Ele prev\u00ea que, inicialmente, ser\u00e3o vacinadas as pessoas na linha de frente do sistema de sa\u00fade, como m\u00e9dicos e enfermeiros, profissionais de categorias que n\u00e3o podem parar, como motoristas de \u00f4nibus e policiais, e pacientes mais suscet\u00edveis ao agravamento da covid-19, como idosos e portadores de comorbidades.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 12\/08\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 no mundo seis vacinas contra a covid-19 na fase 3 de ensaios cl\u00ednicos; duas receberam apoio direto do Brasil O Brasil teve uma rea\u00e7\u00e3o lenta e descoordenada para frear a dissemina\u00e7\u00e3o da covid-19, com o presidente Jair Bolsonaro e parte dos governadores questionando recomenda\u00e7\u00f5es da comunidade cient\u00edfica sobre o tema. 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