{"id":51389,"date":"2020-08-13T02:00:23","date_gmt":"2020-08-13T05:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=51389"},"modified":"2020-08-12T17:56:50","modified_gmt":"2020-08-12T20:56:50","slug":"plano-para-prevenir-novas-pandemias-custaria-2-dos-gastos-globais-com-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/08\/13\/plano-para-prevenir-novas-pandemias-custaria-2-dos-gastos-globais-com-a-covid-19\/","title":{"rendered":"Plano para prevenir novas pandemias custaria 2% dos gastos globais com a covid-19"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">A cada ano do \u00faltimo s\u00e9culo, ao menos dois v\u00edrus foram transmitidos de animais que eram seus hospedeiros originais para popula\u00e7\u00f5es humanas. Entre eles est\u00e3o o HIV, o H1N1, o ebola e, \u00e9 claro, o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>E com 2% do dinheiro que o mundo est\u00e1 gastando com a pandemia de covid-19, seria poss\u00edvel criar um programa de preven\u00e7\u00e3o, ao longo de dez anos, para que outros v\u00edrus de perigo semelhante ao Sars-CoV-2 n\u00e3o tenham a chance de passar de seus hospedeiros originais para humanos.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o dois argumentos centrais de um&nbsp;artigo&nbsp;cient\u00edfico publicado recentemente na revista Science e assinado por integrantes de diversos centros acad\u00eamicos e de pesquisa, entre eles as universidades americanas Harvard e Duke e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p>Citando evid\u00eancias de que o desmatamento e o contato cada vez mais pr\u00f3ximo entre humanos e animais silvestres (seja pelo tr\u00e1fico, ca\u00e7a ou por necessidade alimentar) \u00e9 o que causa o &#8220;salto&#8221; do v\u00edrus de seu hospedeiro para humanos, os autores dizem que medidas para diminuir essa proximidade s\u00e3o cruciais &#8211; e relativamente baratas &#8211; para evitar pandemias futuras.<\/p>\n<p>&#8220;Os riscos (de infec\u00e7\u00f5es) s\u00e3o maiores do que nunca, \u00e0 medida que associa\u00e7\u00f5es cada vez mais \u00edntimas entre humanos e reservat\u00f3rios de doen\u00e7as na vida selvagem aceleram o potencial de v\u00edrus se espalharem globalmente&#8221;, diz o artigo.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Propostas<\/h2>\n<p>Os cientistas delinearam uma s\u00e9rie de estrat\u00e9gias para limitar essas cadeias de transmiss\u00e3o, com investimentos de US$ 22 bilh\u00f5es a US$ 31 bilh\u00f5es por ano por uma d\u00e9cada, &#8220;para monitorar e policiar o com\u00e9rcio de animais selvagens e impedir o desmatamento tropical&#8221; e assim &#8220;ajudar a prevenir futuras pandemias&#8221;, segundo a Universidade de Harvard.<\/p>\n<p>O custo seria uma fra\u00e7\u00e3o dos gastos trilion\u00e1rios em perdas de vida e econ\u00f4micas da atual pandemia &#8211; que podem chegar a US$ 20 trilh\u00f5es, segundo algumas estimativas. \u00c9 tamb\u00e9m um valor insignificante para as na\u00e7\u00f5es mais ricas do mundo, argumenta \u00e0 BBC News Brasil Mariana Vale, professora-adjunta no Departamento de Ecologia da UFRJ e coautora do estudo publicado na Science.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/ED9C\/production\/_113882806_morcego.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/ED9C\/production\/_113882806_morcego.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Pesquisadores coletam amostra de sangue de morcego na Tail\u00e2ndia\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores coletam amostra de sangue de morcego na Tail\u00e2ndia; animal, muito presente na Amaz\u00f4nia, \u00e9 um dos principais transmissores de v\u00edrus a humanos &#8211; e suspeito de nos passar o Sars-CoV-2. Direito de imagem REUTERS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>&#8220;Nossa proposta, que n\u00e3o est\u00e1 dita explicitamente no artigo (da Science) mas \u00e9 consenso entre os autores \u2014 e estamos produzindo um estudo mais detalhado a respeito \u2014, \u00e9 de que quem tem que pagar a maior parte dessa conta s\u00e3o os pa\u00edses desenvolvidos, que t\u00eam muito a perder&#8221;, diz a brasileira.<\/p>\n<p>&#8220;As perdas dos EUA e da Europa s\u00e3o enormes, e o custo dessa preven\u00e7\u00e3o \u00e9 muito pequeno, at\u00e9 US$ 30 bilh\u00f5es. S\u00f3 em 2019, os EUA gastaram cerca de US$ 700 bilh\u00f5es no setor militar.&#8221;<\/p>\n<p>O dinheiro alimentaria um fundo internacional de financiamento de a\u00e7\u00f5es de controle de desmatamento, tr\u00e1fico de animais, biosseguran\u00e7a e vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O grande por\u00e9m \u00e9 a vontade pol\u00edtica de acessar esse dinheiro, aponta Vale, lembrando que o atual governo brasileiro abdicou dos recursos internacionais do Fundo Amaz\u00f4nia &#8211; um dinheiro vindo de pa\u00edses ricos e cujo desenho inspirou a estrat\u00e9gia dos cientistas agora \u2014 porque n\u00e3o quis se ater \u00e0s metas de preserva\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Bordas de floresta<\/h2>\n<p>Na pr\u00e1tica, desmatamento, tr\u00e1fico de animais e at\u00e9 mesmo guerras criam o ambiente prop\u00edcio a pandemias porque todas essas a\u00e7\u00f5es aumentam o contato dos humanos com animais silvestres, os quais podem hospedar v\u00edrus com potencial pand\u00eamico, diz Mariana Vale.<\/p>\n<p>&#8220;Geralmente o desmatamento ocorre em fases, come\u00e7ando pelo corte da madeira e pela ca\u00e7a, que j\u00e1 aumentam o contato (das pessoas que entram na floresta) com animais&#8221;, explica a cientista.<\/p>\n<p>Quanto mais \u00e1reas desmatadas, maiores ser\u00e3o as chamadas bordas da floresta: \u00e1reas em que comunidades de pessoas passam a viver e a se alimentar perto de animais silvestres, que podem transmitir v\u00edrus diretamente para humanos ou para animais de cria\u00e7\u00e3o desses humanos, como porcos e aves.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13BBC\/production\/_113882808_desmatamento.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/13BBC\/production\/_113882808_desmatamento.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Desmatamento da Amaz\u00f4nia\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Desmatamento da Amaz\u00f4nia (acima, em foto de julho da ONG WWF) \u00e9 um dos mais temidos gatilhos para novas pandemias no futuro. Direito de imagem PA MEDIA<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Essa din\u00e2mica \u00e9 especialmente forte em florestas tropicais, pela quantidade de animais selvagens que elas abrigam, explica Vale.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 batata: voc\u00ea tem desmatamento, tem epidemia (nas popula\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas) logo depois. H\u00e1 centenas de artigos cient\u00edficos mostrando isso&#8221;, diz ela. &#8220;A mal\u00e1ria de fronteira, por exemplo, \u00e9 caracter\u00edstica de \u00e1reas de fronteira agr\u00edcola quando ocorrem desmatamentos. (A doen\u00e7a) vem do contato com a floresta.&#8221;<\/p>\n<p>Outro grande risco pand\u00eamico vem do tr\u00e1fico de animais silvestres e selvagens, porque toda a sua cadeia \u2014 desde a coleta, o transporte, o com\u00e9rcio e o uso desses animais, para consumo ou para estima\u00e7\u00e3o \u2014 cria poss\u00edveis momentos de cont\u00e1gio.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o, hoje, o maior destino de animais silvestres traficados no mundo, principalmente para o mercado de &#8220;pets ex\u00f3ticos&#8221;, diz a pesquisadora. &#8220;Uma quantidade gigantesca de animais chega por essa via (ao pa\u00eds), e tem potencial de cont\u00e1gio. Ent\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o desse com\u00e9rcio \u00e9 muito importante.&#8221;<\/p>\n<p>Guerras e migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada tamb\u00e9m podem criar momentos de cont\u00e1gio, ao for\u00e7arem que pessoas fujam para florestas para se proteger e precisem recorrer a animais silvestres para se alimentar, acrescenta Vale.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Morcegos transmissores de v\u00edrus &#8211; e o papel do Brasil<\/h2>\n<p>Um dos&nbsp;artigos&nbsp;acad\u00eamicos citados pelo estudo da Science foi feito em mar\u00e7o deste ano e aponta o potencial dos morcegos em causar pandemias.<\/p>\n<p>Seu poss\u00edvel papel em ter sido o hospedeiro original do v\u00edrus da Sars-CoV-2 ainda \u00e9 investigado pela ci\u00eancia, mas n\u00e3o para por a\u00ed. O v\u00edrus do ebola e da S\u00edndrome Respirat\u00f3ria do Oriente M\u00e9dio (Mers) provavelmente tamb\u00e9m chegaram a humanos por interm\u00e9dio de morcegos.<\/p>\n<p>&#8220;Os morcegos s\u00e3o tidos como uma reserva natural para esses v\u00edrus, especialmente coronav\u00edrus, que constituem cerca de 31% de seu viroma (v\u00edrus presentes em seus corpos)&#8221;, diz o artigo, feito por pesquisadores de universidades chinesas.<\/p>\n<p>E morcegos t\u00eam maior probabilidade de se alimentar em regi\u00f5es onde vivem humanos quando seus habitats naturais forem destru\u00eddos ou degradados, o que nos leva a um perigo que ronda a Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>&#8220;A Amaz\u00f4nia tem um n\u00famero enorme de reservat\u00f3rios (de v\u00edrus), por ter uma enorme diversidade: \u00e9, por exemplo, a floresta com a maior diversidade de morcegos de todo o mundo&#8221;, explica Mariana Vale. &#8220;E as \u00e1reas de contato com humanos t\u00eam aumentado enormemente com o avan\u00e7o do desmatamento.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/64E4\/production\/_113882852_patas.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/64E4\/production\/_113882852_patas.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Patas de elefante e outros itens de ca\u00e7a ilegal de animais silvestres nos EUA\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Patas de elefante e outros itens de ca\u00e7a ilegal de animais silvestres nos EUA; tr\u00e1fico animal \u00e9 fonte preocupante de transmiss\u00e3o de v\u00edrus a humanos @BBC<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Florestas tropicais s\u00e3o um foco de cont\u00e1gio justamente porque t\u00eam a maior biodiversidade, ou seja, t\u00eam muitos mam\u00edferos que podem abrigar v\u00edrus perigosos.<\/p>\n<p>&#8220;Mas n\u00e3o tem problema se a floresta tiver em bom estado, porque da\u00ed a taxa de contato (com humanos) \u00e9 muito baixa e a possibilidade de transmiss\u00e3o se torna muito pequena&#8221;, diz Vale.<\/p>\n<p>Justamente por abrigar a maior floresta tropical do mundo, o Brasil &#8220;tem um papel muito importante na preven\u00e7\u00e3o de novas pandemias&#8221;, prossegue a pesquisadora.<\/p>\n<p>&#8220;A Amaz\u00f4nia \u00e9 um local de alto risco \u2014 talvez n\u00e3o alt\u00edssimo, pelo fato de a popula\u00e7\u00e3o humana ser relativamente pequena ali. Mas, ao mesmo tempo em que o Brasil tem essa responsabilidade, tem tamb\u00e9m a capacidade de fazer um programa exemplar de preven\u00e7\u00e3o de pandemia a partir da a\u00e7\u00e3o ambiental. A gente sabe fazer e tem a capacidade institucional para isso, desde sat\u00e9lites para fiscaliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 capacidade de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n<p>O artigo coassinado por Vale lembra que o Brasil promoveu &#8220;o maior exemplo de redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, entre 2005 e 2012, (quando) o desmatamento da Amaz\u00f4nia caiu 70%, ao mesmo tempo em que a produ\u00e7\u00e3o da soja, dominante ali, aumentou.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16C4\/production\/_113882850_virus.png?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16C4\/production\/_113882850_virus.png?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Amostra de sangue de morcego sendo analisada na Tail\u00e2ndia\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Amostra de sangue de morcego sendo analisada na Tail\u00e2ndia; em todos os anos do \u00faltimo s\u00e9culo, ao menos dois v\u00edrus passaram de animais para humanos no mundo. Direito de imagem REUTERS<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Al\u00e9m disso, essa din\u00e2mica de transmiss\u00e3o favorecida pelo desmatamento se aplica tamb\u00e9m aos arbov\u00edrus, cujo hospedeiro \u00e9 o mosquito, e que s\u00e3o t\u00e3o comuns no Brasil \u2014 da febre amarela ao zika.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Medidas de conten\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>No artigo da Science, os pesquisadores defendem a remo\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios que favore\u00e7am o desmatamento e mais apoio aos direitos ind\u00edgenas, para conter o desmatamento.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m a proibi\u00e7\u00e3o internacional do com\u00e9rcio de esp\u00e9cies de alto risco de transmiss\u00e3o de v\u00edrus, como primatas, morcegos e roedores. Nesse aspecto, o artigo defende que se invistam US$ 19 bilh\u00f5es por ano em programas para erradicar o consumo de carne silvestre na China.<\/p>\n<p>Outros quase US$ 300 milh\u00f5es seriam aplicados na cria\u00e7\u00e3o de uma biblioteca da gen\u00e9tica de v\u00edrus, que ajude no mapeamento de locais de onde possam surgir novos pat\u00f3genos de alto risco.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia prev\u00ea tamb\u00e9m investimentos em vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria e bioseguran\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o de animais de consumo, que s\u00e3o potenciais intermedi\u00e1rios de v\u00edrus que atingem humanos, principalmente em \u00e1reas pr\u00f3ximas a florestas.<\/p>\n<p>&#8220;Se tem algo positivo que possa sair desta cat\u00e1strofe que tem sido a pandemia, espero que seja o entendimento de que a sa\u00fade do ser humano depende da sa\u00fade do planeta&#8221;, conclui Mariana Vale. &#8220;S\u00e3o camadas e camadas de evid\u00eancia disso. E mesmo assim a gente n\u00e3o consegue resolver esse problema. A perda de biodiversidade tem consequ\u00eancias enormes.&#8221;<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito:Paula Adamo Idoeta<\/span><span class=\"byline__title\">Da BBC News Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 13\/08\/2020<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada ano do \u00faltimo s\u00e9culo, ao menos dois v\u00edrus foram transmitidos de animais que eram seus hospedeiros originais para popula\u00e7\u00f5es humanas. Entre eles est\u00e3o o HIV, o H1N1, o ebola e, \u00e9 claro, o novo coronav\u00edrus. 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