{"id":51807,"date":"2020-08-25T03:05:55","date_gmt":"2020-08-25T06:05:55","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=51807"},"modified":"2020-08-25T05:09:08","modified_gmt":"2020-08-25T08:09:08","slug":"argenchina-por-que-a-china-desbancou-brasil-como-maior-parceiro-comercial-da-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/08\/25\/argenchina-por-que-a-china-desbancou-brasil-como-maior-parceiro-comercial-da-argentina\/","title":{"rendered":"&#8216;ArgenChina&#8217;: por que a China desbancou Brasil como maior parceiro comercial da Argentina"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">Pela primeira vez na hist\u00f3ria, a China desbancou o Brasil como o maior parceiro comercial da Argentina.<\/p>\n<p>O fato in\u00e9dito ocorreu, quase desapercebido, em setembro e outubro de 2019, quando o pa\u00eds vizinho exportou US$ 74 milh\u00f5es a mais para o pa\u00eds asi\u00e1tico do que para o mercado brasileiro. Em outubro, a diferen\u00e7a a favor da China foi menor, US$ 37 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, pelo quase empate, os n\u00fameros n\u00e3o chamaram aten\u00e7\u00e3o. Fato que ocorre agora, depois de os chineses terem ultrapassado os brasileiros tr\u00eas meses seguidos, abril, maio e junho, e por um volume maior. Em abril, a Argentina exportou US$ 509 milh\u00f5es para a China, principalmente em soja e carne bovina, um aumento de 50,6% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019.<\/p>\n<p>J\u00e1 para o Brasil, as vendas totalizaram US$ 393 milh\u00f5es, enquanto no mesmo m\u00eas de 2019 tinham totalizado US$ 907 milh\u00f5es, queda de um ter\u00e7o, segundo dados do Instituto Nacional de Estat\u00edstica da Argentina (Indec).<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, a Argentina importou mais do Brasil do que da China, mas os chineses encerraram o m\u00eas com saldo positivo de US$ 98 milh\u00f5es no com\u00e9rcio bilateral, enquanto que o Brasil teve d\u00e9ficit de US$ 132 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas como a China conseguiu desbancar o Brasil como maior parceiro comercial da Argentina?<\/p>\n<p>A pandemia do coronav\u00edrus, que desacelerou e at\u00e9 mesmo paralisou a ind\u00fastria, \u00e9 um dos principais motivos que explicam essa mudan\u00e7a, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.<\/p>\n<p>O setor industrial, especialmente o segmento automotivo, representa pelo menos 40% do interc\u00e2mbio comercial entre Brasil e Argentina.<\/p>\n<p>Por outro lado, a produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os n\u00e3o sofreu o mesmo impacto e continua sendo o pilar das exporta\u00e7\u00f5es da Argentina e de outros pa\u00edses da regi\u00e3o para a China.<\/p>\n<p>Ainda assim, apesar das circunst\u00e2ncias atuais, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Argentina e China v\u00eam consolidando seus la\u00e7os, ao passo que as rela\u00e7\u00f5es do pa\u00eds vizinho com o Brasil vivem um esfriamento, acrescentam os especialistas.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;ArgenChina&#8217;<\/h2>\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o da Argentina com a China vai al\u00e9m do com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Exemplos disso s\u00e3o um observat\u00f3rio espacial chin\u00eas para miss\u00f5es \u00e0 Lua, instalado na prov\u00edncia argentina de Neuqu\u00e9n, na Patag\u00f4nia, no sul do pa\u00eds, e a produ\u00e7\u00e3o chinesa de porcos em grande escala na Argentina, para consumo na China.<\/p>\n<p>Tamanha a import\u00e2ncia da China para a Argentina que a revista&nbsp;<i>Not\u00edcias<\/i>, de Buenos Aires, ilustrou em sua capa uma reportagem com o t\u00edtulo &#8220;ArgenChina (unindo os nomes dos dois pa\u00edses), as novas rela\u00e7\u00f5es carnais&#8221; (a express\u00e3o antes era usada para definir a aproxima\u00e7\u00e3o da Argentina com os Estados Unidos). Nela, o presidente Alberto Fern\u00e1ndez aparece, numa fotomontagem, usando um chap\u00e9u chin\u00eas.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a rela\u00e7\u00e3o comercial entre Argentina e Brasil vem minguando. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, nunca falou com o presidente argentino, Alberto Fern\u00e1ndez, desde sua posse, h\u00e1 oito meses \u2014 um fato in\u00e9dito na rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses em 35 anos.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio entre os l\u00edderes gerou especula\u00e7\u00f5es sobre at\u00e9 que ponto esse distanciamento pol\u00edtico, somado \u00e0 nova onda de queixas contra barreiras comercias argentinas aos produtos brasileiros, podem estar prejudicando as rela\u00e7\u00f5es entre os dois vizinhos.<\/p>\n<p>&#8220;A rela\u00e7\u00e3o com a China tem que ser vista sob v\u00e1rios \u00e2ngulos. Econ\u00f4mico, pol\u00edtico, estrat\u00e9gico. Fica a impress\u00e3o que diante das caracter\u00edsticas de Bolsonaro, a China poderia estar buscando um segundo ator na regi\u00e3o&#8221;, diz o professor de rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas internacionais Ra\u00fal Ochoa, da Universidade Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), de Buenos Aires, \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Segundo ele, o Brasil poderia ter sido o territ\u00f3rio natural, por suas dimens\u00f5es, para a produ\u00e7\u00e3o de porcos que a China hoje planeja desenvolver na Argentina.<\/p>\n<p>&#8220;Claramente, a China n\u00e3o quer ficar centralizada num s\u00f3 pa\u00eds&#8221;, diz Ochoa.<\/p>\n<p>Marcelo Elizondo, da consultoria DNI, vai al\u00e9m, e diz que a China n\u00e3o est\u00e1 de olho apenas na Argentina como alternativa ao Brasil &#8220;porque precisa de todos, desde os min\u00e9rios do Peru aos peixes do Chile, por exemplo&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\">\n<p><figure style=\"width: 976px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/B027\/production\/_114059054_gettyimages-1222751969-2.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/B027\/production\/_114059054_gettyimages-1222751969-2.jpg?resize=696%2C392&#038;ssl=1\" alt=\"Bandeiras da China e da Argentina\" width=\"696\" height=\"392\" data-highest-encountered-width=\"624\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Aproxima\u00e7\u00e3o da Argentina com a China vai al\u00e9m do com\u00e9rcio. Direito de imagem GETTY IMAGES<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Sem dilema<\/h2>\n<p>A China \u00e9 o principal parceiro comercial do Brasil. Na pandemia, autoridades do Brasil fizeram cr\u00edticas aos chineses, levando opositores do governo a criticarem a postura de &#8220;alinhamento&#8221; ao discurso do presidente Donald Trump, como afirmou um ex-ministro brasileiro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, que falou sob condi\u00e7\u00e3o do anonimato.<\/p>\n<p>Em um encontro recente, promovido pela organiza\u00e7\u00e3o empresarial americana Council of Americas, S\u00e9rgio Amaral, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, disse que, por suas dimens\u00f5es e interesses pr\u00f3prios, o Brasil &#8220;n\u00e3o pode cair no dilema de ter que escolher entre a China e os Estados Unidos e deve se relacionar com os dois&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo dados e previs\u00f5es da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e Caribe (Cepal), divulgados no in\u00edcio de agosto, as exporta\u00e7\u00f5es regionais para a China devem ter uma queda, neste ano, muito menor do que a para os Estados Unidos e dentro da pr\u00f3pria regi\u00e3o. Enquanto para os EUA, a retra\u00e7\u00e3o prevista \u00e9 de 32% e para a regi\u00e3o, de 28%, para a China, o \u00edndice seria de &#8220;apenas 4%&#8221;, destacou a Cepal.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">&#8216;Tempor\u00e1ria&#8217;<\/h2>\n<p>&#8220;O que est\u00e1 acontecendo \u00e9 conjuntural. Grande parte do com\u00e9rcio entre o Brasil e a Argentina \u00e9 baseado em autom\u00f3veis. Este setor, que representa cerca de 40% da balan\u00e7a comercial entre os dois pa\u00edses, esteve praticamente parado, aqui na Argentina, como medida de preven\u00e7\u00e3o (nas f\u00e1bricas) contra o coronav\u00edrus. \u00c0 medida que as atividades sejam retomadas, a participa\u00e7\u00e3o do Brasil como parceiro comercial vai se recuperar&#8221;, diz Eva Bamio, da consultoria econ\u00f4mica Abeceb.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Elizondo, apesar da pandemia, as exporta\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias (n\u00e3o industriais) est\u00e3o aumentando de maneira geral e t\u00eam como principal destino a \u00c1sia.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas continuam comprando alimentos, mas deixaram de comprar autom\u00f3veis, por exemplo. Outro motivo \u00e9 que a recupera\u00e7\u00e3o das economias asi\u00e1ticas foi mais r\u00e1pida. E o mesmo n\u00e3o ocorre com o Brasil e tamb\u00e9m com a Argentina. Mas acho que a China passar o Brasil \u00e9 algo tempor\u00e1rio&#8221;, diz Elizondo.<\/p>\n<p>Bamio observou ainda que os insumos m\u00e9dicos enviados pela China \u00e0 Argentina (al\u00e9m de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina) tamb\u00e9m pesaram nos resultados da balan\u00e7a comercial.<\/p>\n<p>&#8220;A China foi o primeiro pa\u00eds a ter o coronav\u00edrus e a fechar seu com\u00e9rcio no in\u00edcio do ano, mas, a partir da sua reabertura, esse quadro mudou, ela voltou a receber importa\u00e7\u00f5es e o fato refletiu tamb\u00e9m nas exporta\u00e7\u00f5es da Argentina&#8221;, diz Bamio.<\/p>\n<p>O gigante asi\u00e1tico passou a ganhar destaque na pauta de exporta\u00e7\u00f5es da Argentina \u2014 e outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina \u2014 com o ciclo das commodities, como observa o economista Santiago Taboada, da consultoria OJF&amp;Associados.<\/p>\n<p>&#8220;Em termos anuais, o Brasil continua sendo o principal parceiro comercial da Argentina, mas essa posi\u00e7\u00e3o depender\u00e1 do que acontecer\u00e1 com as duas economias neste ano&#8221;, ressalva Taboada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da ind\u00fastria automotiva, que n\u00e3o produziu um \u00fanico autom\u00f3vel em abril \u2014 na primeira etapa da quarentena nacional \u2014, a Argentina fabrica insumos ligados a este e outros setores que tamb\u00e9m estiveram paralisados, como o de pl\u00e1sticos.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Desvaloriza\u00e7\u00e3o do real<\/h2>\n<p>Outro fator apontado para a perda de espa\u00e7o do Brasil para a China no com\u00e9rcio argentino foi a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, assinala o economista Mat\u00edas Rajnerman, da consultoria Ecolatina, fundada pelo ex-ministro da Economia do pa\u00eds, Roberto Lavagna.<\/p>\n<p>&#8220;O impacto da covid-19 na atividade do gigante da Am\u00e9rica do Sul e a desvaloriza\u00e7\u00e3o de sua moeda, que passou de cerca de R$ 4 (em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar), no fim de 2019, para R$ 5,6 atualmente (+30%), contrastaram com a recupera\u00e7\u00e3o, mesmo que fraca, do pa\u00eds mais populoso do mundo (a China)&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses costuma ser pontuada ainda pelas cr\u00edticas, do lado brasileiro, principalmente, contra as medidas que dificultam a fluidez dos desembarques de produtos brasileiros na Argentina. Na semana passada, entretanto, ap\u00f3s se reunir com o presidente Bolsonaro, em Bras\u00edlia, o novo embaixador da Argentina no pa\u00eds, Daniel Scioli, disse, em entrevista ao jornal La Naci\u00f3n, de Buenos Aires, que &#8220;esse assunto j\u00e1 foi resolvido&#8221;.<\/p>\n<p>Quando questionado sobre a queda no com\u00e9rcio bilateral em cerca de 30%, Scioli disse que vai trabalhar para que &#8220;o incremento do com\u00e9rcio seja de forma sustent\u00e1vel em quantidade e em qualidade&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Explora\u00e7\u00e3o aeroespacial<\/h2>\n<p>H\u00e1 poucos dias, a Argentina ratificou um acordo assinado em 2014, durante o governo da ex-presidente Cristina Kirchner, para a instala\u00e7\u00e3o de uma &#8220;esta\u00e7\u00e3o terrestre de seguimento, comando e aquisi\u00e7\u00e3o de dados&#8221;, na prov\u00edncia de Neuqu\u00e9n, &#8220;para as miss\u00f5es chinesas de explora\u00e7\u00e3o interplanet\u00e1ria no marco do Programa Chin\u00eas de Explora\u00e7\u00e3o da Lua&#8221;.<\/p>\n<p>Os dois pa\u00edses dizem querer trabalhar juntos para o desenvolvimento de tecnologia espacial, com fins pac\u00edficos e benef\u00edcios m\u00fatuos.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a Conae informou que participa da miss\u00e3o chinesa que lan\u00e7ou uma sonda a Marte em julho, da base de Hainan, no sul do pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Central nuclear<\/h2>\n<p>Em entrevista \u00e0 BBC News Brasil, o ex-embaixador da Argentina na China, Diego Guelar, contou que a Argentina e a China fizeram um acordo para a constru\u00e7\u00e3o de uma central nuclear na prov\u00edncia de Buenos Aires que envolver\u00e1 cerca de US$ 8 bilh\u00f5es de investimentos chineses.<\/p>\n<p>Com essa base nuclear, os dois pa\u00edses pretendem gerar energia para a Argentina e vender produtos ligados ao setor para a Am\u00e9rica Latina. Procurado, o Minist\u00e9rio da Produ\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel pelo setor, n\u00e3o respondeu \u00e0s perguntas da BBC News Brasil at\u00e9 o fechamento dessa reportagem.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Marcia Carmo d<\/span><span class=\"byline__title\">e Buenos Aires para a BBC News Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 25\/08\/2020<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez na hist\u00f3ria, a China desbancou o Brasil como o maior parceiro comercial da Argentina. O fato in\u00e9dito ocorreu, quase desapercebido, em setembro e outubro de 2019, quando o pa\u00eds vizinho exportou US$ 74 milh\u00f5es a mais para o pa\u00eds asi\u00e1tico do que para o mercado brasileiro. 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