{"id":51954,"date":"2020-08-28T03:28:36","date_gmt":"2020-08-28T06:28:36","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=51954"},"modified":"2020-08-27T18:35:04","modified_gmt":"2020-08-27T21:35:04","slug":"taxa-de-sindicalizacao-cai-em-2019-setor-publico-foi-mais-afetado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/08\/28\/taxa-de-sindicalizacao-cai-em-2019-setor-publico-foi-mais-afetado\/","title":{"rendered":"Taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o cai em 2019, setor p\u00fablico foi mais afetado"},"content":{"rendered":"<div class=\"page-header\">\n<h5>Os trabalhadores associados a sindicatos eram 11,2% da popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds, o equivalente a 10,6 milh\u00f5es de pessoas em 2019, registrando uma redu\u00e7\u00e3o de 951 mil em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando a taxa era de 12,5%. Mais da metade dessa queda (531 mil pessoas) ocorreu no grupamento administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais.&nbsp;<\/h5>\n<\/div>\n<div>\n<p class=\"p1\">Com esse recorde na s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012, pela primeira vez o grupo saiu da primeira posi\u00e7\u00e3o no ranking das taxas de sindicaliza\u00e7\u00e3o, ficando atr\u00e1s da agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura (18,4% contra 19,4%). A taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o dos empregados no setor p\u00fablico caiu de 25,7% em 2018 para 22,5%&nbsp;em 2019.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do suplemento Caracter\u00edsticas Adicionais do Mercado de Trabalho 2019, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua, divulgada nesta quarta-feira (26) pelo IBGE.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">Apesar da reforma trabalhista de 2017, que derrubou a obrigatoriedade de contribui\u00e7\u00e3o sindical anual, ter seu foco nos trabalhadores celetistas, os resultados mostram que a organiza\u00e7\u00e3o sindical como um todo foi afetada. \u201cAs grandes centrais sindicais congregam trabalhadores do setor p\u00fablico e privado, como professores e m\u00e9dicos, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">Num primeiro momento, as atividades com mais contratos celetistas tiveram maiores quedas em 2018, por\u00e9m a perda nos recursos e capacidade de organiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o das centrais sindicais pode, tamb\u00e9m, ter afetado o setor p\u00fablico\u201d, explica a analista do IBGE Adriana Beringuy.<\/p>\n<p class=\"p1\">A pesquisadora acrescentou que outro fator foram as aposentadorias: \u201cDiante da tramita\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia, em 2019 v\u00e1rios servidores p\u00fablicos que j\u00e1 reuniam alguns requisitos para aposentadoria adiantaram seus pedidos.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">No primeiro semestre de 2019, houve mais pedidos de aposentadoria no setor p\u00fablico do que em todo o ano de 2018. Os servidores mais antigos costumam ser associados a sindicatos, e suas aposentadorias representaram uma queda na taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">A an\u00e1lise por posi\u00e7\u00e3o na ocupa\u00e7\u00e3o corrobora esses resultados. A taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o dos empregados no setor p\u00fablico caiu de 25,7% para 22,5% de 2018 para 2019. Por outro lado, a taxa dos trabalhadores familiares auxiliares, que s\u00e3o concentrados na atividade rural, foi de 11,9% para 11,8% no per\u00edodo, o que ajuda a explicar a menor intensidade de queda na sindicaliza\u00e7\u00e3o do grupo de agropecu\u00e1ria, pesca e aquicultura (de 12,5% para 11,2%).<\/p>\n<p class=\"p1\"><b>Sindicaliza\u00e7\u00e3o nos transportes e correio \u00e9 quase a metade de 2012<\/b>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">Outra queda que chama aten\u00e7\u00e3o na s\u00e9rie \u00e9 a do grupo dos transportes, armazenagem e correio, que tinha 20,9% de sindicaliza\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica em 2012, passou por uma queda intensa de 2017 (17,5%) para 2018 (13,5%) e chegou a 11,9% em 2019.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">\u201cHouve um incremento na popula\u00e7\u00e3o ocupada desse grupo nos \u00faltimos anos, principalmente devido \u00e0 atividade de transporte terrestre de passageiros, que&nbsp;apresentou expans\u00e3o devido ao n\u00famero de motoristas de aplicativo. Essa categoria se caracteriza por trabalhadores por conta pr\u00f3pria, sem v\u00ednculo sindical. Ent\u00e3o, temos um aumento na base da popula\u00e7\u00e3o ocupada e uma redu\u00e7\u00e3o na associa\u00e7\u00e3o a sindicatos, que acarreta uma queda na taxa\u201d, avalia Adriana Beringuy.<\/p>\n<p class=\"p1\">Depois de um aumento em 2013, a sindicaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o registrou expans\u00e3o em nenhum outro ano da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2012. A queda desse contingente se acentuou a partir de 2016 e mesmo o crescimento da popula\u00e7\u00e3o ocupada a partir de 2017 n\u00e3o reverteu esse quadro.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">Entre os estados, o Piau\u00ed se manteve com a maior taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o durante toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, de 23,8% em 2012 a 23,9% em 2019.<\/p>\n<p class=\"p1\">O Tocantins tinha a menor taxa no in\u00edcio da s\u00e9rie (8,4%), mas em 2019, Alagoas ficou na \u00faltima posi\u00e7\u00e3o, com 6,1%. &nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\"><b>Pejotiza\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p class=\"p1\">Segundo a pesquisa, o&nbsp;contingente de pessoas ocupadas como empregador ou conta pr\u00f3pria em empreendimentos registrados no CNPJ atingiu o maior valor da s\u00e9rie em 2019, 29,3% ou 8,4 milh\u00f5es de pessoas. \u201cApesar do avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a 2012 e da recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a queda em 2017, esse percentual ainda \u00e9 relativamente baixo, menos de um ter\u00e7o do total desse grupo.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">O registro no CNPJ evidencia a tend\u00eancia da formaliza\u00e7\u00e3o do empreendimento. As taxas regionais mais baixas, registradas no Norte e Nordeste, refletem a alta taxa de informalidade nessas regi\u00f5es\u201d, analisa Adriana Beringuy. Segundo ela,&nbsp;\u201cseparando-se os dois grupos, observa-se a incid\u00eancia muito maior do CNPJ entre os empregadores. A popula\u00e7\u00e3o ocupada por conta pr\u00f3pria, que tem maior peso relativo nesse grupo, tem um percentual de registros muito pequeno, o que puxa a taxa para baixo\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"p1\">Foi observado o predom\u00ednio de mulheres registradas no CNPJ em ambas as categorias. Entre as empregadoras, 85,8% haviam se registrado, enquanto entre os homens essa propor\u00e7\u00e3o era de 77,9%. J\u00e1 entre as mulheres trabalhadoras por conta pr\u00f3pria, 21,8% eram registradas, enquanto entre os homens essa propor\u00e7\u00e3o era de 19,2%.<\/p>\n<p class=\"p1\">Entre os grupos de atividades, a menor cobertura de CNPJ ficou com a agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura (7,2% dos por conta pr\u00f3pria e 34,4% dos empregadores) e a maior com Com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas (28,6% e 89,7%, respectivamente). (Fonte: IBGE)<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: DIAP &#8211; dispon\u00edvel na internet 28\/08\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os trabalhadores associados a sindicatos eram 11,2% da popula\u00e7\u00e3o ocupada do pa\u00eds, o equivalente a 10,6 milh\u00f5es de pessoas em 2019, registrando uma redu\u00e7\u00e3o de 951 mil em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando a taxa era de 12,5%. 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