{"id":52460,"date":"2020-09-09T03:55:16","date_gmt":"2020-09-09T06:55:16","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=52460"},"modified":"2020-09-09T05:19:29","modified_gmt":"2020-09-09T08:19:29","slug":"por-que-o-arroz-esta-tao-caro-saiba-os-motivos-da-alta-do-preco-da-cesta-basica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/09\/09\/por-que-o-arroz-esta-tao-caro-saiba-os-motivos-da-alta-do-preco-da-cesta-basica\/","title":{"rendered":"Por que o arroz est\u00e1 t\u00e3o caro? Saiba os motivos da alta do pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica"},"content":{"rendered":"<div class=\"share-link\">\n<p>Comprar e comer arroz se tornou uma tarefa bem cara nos \u00faltimos tempos. Bem cara mesmo. Hoje, se paga, em m\u00e9dia, R$ 25 por um pacote do gr\u00e3o de cinco quilos, sendo que em outros tempos era facilmente encontrado por R$ 15. H\u00e1 locais em que o pacote \u00e9 vendido a R$ 30. E se j\u00e1 est\u00e1 dif\u00edcil agora, pode se preparar: os pre\u00e7os devem continuar altos e at\u00e9 aumentar.<\/p>\n<p>Segundo dados da Esalq, ligada \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo, o pre\u00e7o da saca de arroz de 50 quilos teve um aumento de 116% desde o in\u00edcio do ano. No \u00faltimo m\u00eas, a alta foi de 42%. Ou seja, os produtores est\u00e3o sorrindo \u00e0 toa.&nbsp;<\/p>\n<p>Os consumidores, por sua vez, n\u00e3o est\u00e3o. Se fosse apenas o arroz, no entanto, a conta n\u00e3o ficaria t\u00e3o cara. A cesta b\u00e1sica como um todo teve alta e esse aumento de pre\u00e7os chegou a 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"html-container\">\n<div class=\"html-container__content\">\n<div id=\"CNNImage_1599612171564\">\n<div class=\"cnnImage\">\n<figure style=\"width: 760px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/mediastorage.cnnbrasil.com.br\/IMAGES\/00\/00\/01\/12457_33A6EB3D322430F7.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/mediastorage.cnnbrasil.com.br\/IMAGES\/00\/00\/01\/12457_33A6EB3D322430F7.jpg?resize=696%2C522&#038;ssl=1\" alt=\"Arroz e feij\u00e3o\" width=\"696\" height=\"522\"><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Arroz e feij\u00e3o: nos \u00faltimos doze meses, o pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica teve uma alta de 12,1% em S\u00e3o Paulo Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, em agosto, a cesta b\u00e1sica teve uma alta de 2,9%. Nos \u00faltimos doze meses, a alta foi de 12,15%. Percentualmente, no entanto, a maior alta mensal ocorreu em Vit\u00f3ria (5%) e nos \u00faltimos doze meses em Recife (21,4% de alta).<\/p>\n<p>E existem quatro grandes motivos para que essas altas tenham acontecido. O primeiro foi a mudan\u00e7a de comportamento do consumidor, que deixou de comer fora para cozinhar em casa, o que fez a demanda por produtos da cesta b\u00e1sica crescer.<\/p>\n<p>A demanda internacional por alimentos tamb\u00e9m causou alta dos pre\u00e7os. A China, principalmente, decidiu aumentar o n\u00edvel de estoque de alimentos. Isso fez com que o valor de diversos produtos aumentasse \u2013 e bastante.&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o aumento de renda do brasileiro, muito puxado pela distribui\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio emergencial, ajudou a popula\u00e7\u00e3o a ter mais acesso a alimentos \u2013 o que aumentou a procura sem, necessariamente, haver demanda suficiente para isso.&nbsp;<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, o d\u00f3lar valorizado frente ao real fez com que os produtos brasileiros ficassem mais baratos para exporta\u00e7\u00e3o. Inclusive, ajudou a abrir novos mercados para os produtores brasileiros \u2013 at\u00e9 mesmo os de arroz.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEssa mudan\u00e7a de patamar de pre\u00e7o vai se manter e mesmo assim n\u00e3o enxergo o arroz como um produto caro\u201d, diz Alexandre Velho, presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). \u201cUma fam\u00edlia de quatro pessoas gasta R$ 20 para se alimentar a semana inteira, enquanto um refrigerante custa R$ 7.\u201d<\/p>\n<p>Por causa da alta dos pre\u00e7os, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Procons pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o monitoramento das exporta\u00e7\u00f5es. E disse estar de olho para evitar que haja reajustes muito altos nesse per\u00edodo de pandemia.&nbsp;<\/p>\n<p>Por meio de uma carta, a associa\u00e7\u00e3o afirma que faz o &#8220;acompanhamento e o monitoramento dos mercados, com ado\u00e7\u00e3o de medidas adequadas que garantam a defesa do consumidor, atrav\u00e9s do reequil\u00edbrio entre as exporta\u00e7\u00f5es e abastecimento do mercado interno&#8221;.<\/p>\n<p>Produtores sorrindo&nbsp;<\/p>\n<p>Muito concentrada no Rio Grande do Sul, a produ\u00e7\u00e3o de arroz no Brasil sempre foi vista como menos competitiva \u00e0s de pa\u00edses como Uruguai, Argentina e Paraguai.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, com a alta da demanda pelo produto, os produtores at\u00e9 passaram a aumentar as \u00e1reas de plantio para o arroz, que estava perdendo espa\u00e7o para outros produtos mais rent\u00e1veis, como soja e milho. De 2015 a 2018, a redu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o para plantio do arroz foi de 9%. Para este ano, \u00e9 esperada uma expans\u00e3o de at\u00e9 5%.<\/p>\n<p>\u201cPodemos expandir para novos mercados, dependendo de como o d\u00f3lar se comportar\u201d, diz Velho, da Federarroz.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Economia, as exporta\u00e7\u00f5es de arroz sem casca, processado pela ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, subiram 58,1% este ano at\u00e9 agosto na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2019, totalizando US$ 276,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para a \u00c1frica do Sul entraram no mapa, tendo chegado a US$ 9,6 milh\u00f5es, ante nenhuma venda em igual per\u00edodo do ano passado. As vendas para os Estados Unidos tamb\u00e9m subiram 233,2%, a US$ 18 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>Os principais destinos das vendas do produto brasileiro, contudo, foram Peru (US$ 42,6 milh\u00f5es) e Venezuela (US$ 35,6 milh\u00f5es). Para o Peru, as exporta\u00e7\u00f5es subiram 28,9% e para a Venezuela, 165,5%. As importa\u00e7\u00f5es de arroz processado, por outro lado, ca\u00edram 11,4% nos oito primeiros meses do ano, a US$ 135,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para dar conta da demanda interna, o governo vai zerar a tarifa de importa\u00e7\u00e3o para 400 mil toneladas de arroz.<\/p>\n<p>\u201cCom isso, o mercado vai se equilibrar e a gente afasta o risco de um poss\u00edvel desabastecimento\u201d, disse Tereza Cristina, ministra da Agricultura, em entrevista \u00e0 CNN.<\/p>\n<p>Diante de n\u00fameros t\u00e3o positivos, os produtores de arroz est\u00e3o muito longe de reclamar dessa decis\u00e3o que beneficia os seus competidores.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Andr\u00e9 Jankavski, do CNN Brasil Business &#8211; dispon\u00edvel na internet 09\/09\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comprar e comer arroz se tornou uma tarefa bem cara nos \u00faltimos tempos. Bem cara mesmo. Hoje, se paga, em m\u00e9dia, R$ 25 por um pacote do gr\u00e3o de cinco quilos, sendo que em outros tempos era facilmente encontrado por R$ 15. H\u00e1 locais em que o pacote \u00e9 vendido a R$ 30. E se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":18424,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-52460","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/infla%C3%A7%C3%A3o.jpg?fit=400%2C286&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52460","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52460"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52460\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18424"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}