{"id":52471,"date":"2020-09-10T04:15:32","date_gmt":"2020-09-10T07:15:32","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=52471"},"modified":"2020-09-10T05:46:52","modified_gmt":"2020-09-10T08:46:52","slug":"estao-fazendo-com-que-o-servidor-publico-tenha-vergonha-de-ser-servidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/09\/10\/estao-fazendo-com-que-o-servidor-publico-tenha-vergonha-de-ser-servidor\/","title":{"rendered":"\u201cEst\u00e3o fazendo com que o servidor p\u00fablico tenha vergonha de ser servidor\u201d"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">\n<div class=\"meta-post\"><em><strong>O secret\u00e1rio-geral da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores no Servi\u00e7o P\u00fablico Federal (Condsef), S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, entidade que representa 80% do funcionalismo, destaca que sempre que se fala em reforma administrativa, os mais prejudicados \u00e9 \u201co andar de baixo\u201d<\/strong><\/em><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content mgt-xlarge\">\n<p>S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, durante o debate&nbsp;Correio Talks Reforma Administrativa&nbsp;(<strong>assista ao debate abaixo<\/strong>), nesta quarta-feira (9\/9), destacou que todas as reformas (trabalhista, da Previd\u00eancia ou at\u00e9 mesmo as regras sobre terceiriza\u00e7\u00e3o) tinham o objetivo de alavancar emprego, incentivar a atividade econ\u00f4mica e o desenvolvimento. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, nenhuma delas teve o resultado pretendido. Da mesma forma, ele n\u00e3o cr\u00ea que&nbsp;a economia anunciada esta manh\u00e3 pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de R$ 300 milh\u00f5es, em 10 anos, seja efetiva.&nbsp;Mesma opini\u00e3o expressa pelo economista Raul Velloso, outro debatedor do webinar.<\/p>\n<p>O texto enviado pelo Executivo, segundo ele, vai na contram\u00e3o do que o servi\u00e7o p\u00fablico necessita. \u201cSe aprovada essa reforma, e vamos fazer de tudo para que n\u00e3o seja, significa transferir servidores a uma situa\u00e7\u00e3o \u2018para chamar de seu\u2019, como quiseram fazer com a Pol\u00edcia Federal, ou como \u2018os guardi\u00f5es do Crivella\u2019. E isso n\u00e3o vamos admitir. Querem voltar \u00e0 mamata do passado. N\u00f3s resistiremos. Queremos a moderniza\u00e7\u00e3o do Estado, mas n\u00e3o essa reforma\u201d, destacou.<\/p>\n<p>\u201cMuitos dos nossos pares s\u00e3o adjetivados como os barnab\u00e9s do servi\u00e7o p\u00fablico. Esse adjetivo nos incomoda bastante. Mas isso quer dizer que somos exclu\u00eddos. H\u00e1 de se perguntar por que sempre que se fala em reforma, os atingidos s\u00e3o sempre ao do andar de baixo, do segundo ao trig\u00e9simo andar\u201d, questionou o dirigente. \u201cEst\u00e3o fazendo com que o servidor concursado tenha vergonha de ser servidor e de estudar para passar no concurso\u201d, refor\u00e7ou. Essa pr\u00e1tica, disse, vem nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, desde o governo de Fernando Collor, que prometeu \u201cca\u00e7ar os maraj\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3os foram extintos \u00e0 \u00e9poca e servidores demitidos ou colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, mas de acordo com S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, os privil\u00e9gios continuaram. \u201cTrinta anos depois, Collor pediu desculpas pelo estrago que fez\u201d, assinalou. \u201cVamos aos fatos, falaram que se realizassem reforma trabalhista, a economia iria bombar e o emprego bater de vento em popa para os mais de 30 milh\u00f5es que est\u00e3o na informalidade e para os que perderam emprego. A terceiriza\u00e7\u00e3o idem, e n\u00e3o funcionou tamb\u00e9m. Fal\u00e1cias. O teto dos gastos que congela investimentos por 20 anos n\u00e3o est\u00e1 funcionando. Est\u00e3o discutindo at\u00e9 quebrar o teto\u201d, destacou.<\/p>\n<h3>Militares<\/h3>\n<p>Para Silva, os R$ 100 bilh\u00f5es com o teto dos gastos, nos pr\u00f3ximos 10 anos, privilegiou os de cima. Os militares, lembra, foram brindados com reformas de reestrutura\u00e7\u00e3o. \u201cEsse R$ 100 bilh\u00f5es foram repassados para a reestrtura\u00e7\u00e3o dos militares, que agora conseguiram mais uma benesse, mais 73% de benef\u00edcios\u201d. Ele ainda lembrou a Lei Complementar n\u00ba 173, que criou o aux\u00edlio emergencial. \u201cGuedes e Bolsonaro consideram o servidor como inimigo. Com a LC 173, com o congelamento dos sal\u00e1rios, seriam economiados R$ 130 bilh\u00f5es. Significa quem est\u00e1 bancando o aux\u00edlio s\u00e3o os servidores estaduais, municipais e federais\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m considerou o momento inoportuno para discutir a reforma administrativa, uma ez que, devido \u00e0 pandemia e ao isolamento social, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conversar \u201ct\u00eate-\u00e0-t\u00eate com a sociedade e com os parlamentares. \u201cRodrigo Maia (presidente da C\u00e2mara) descende de chileno e Paulo Guedes quer o Brasil no chile da d\u00e9cada de 1980\u201d, ironizou Silva. \u201cMaia disse que quer di\u00e1logo. Conosco, nunca foi feito. Temos proposta, mas infelizmente a resposta tem sido o sil\u00eancio\u201d, destacou.<\/p>\n<p>O dirigente, por fim, afirmou que a proposta (PEC 32\/2020) \u00e9 t\u00e3o tr\u00e1gica quanto \u201caquela reuni\u00e3o ministerial do dia 22 de abril\u201d. Foi encaminhada por por press\u00e3o do mercado e de Rodrigo Maia. \u201cAssisti seu discurso e ele disse que produtividade n\u00e3o \u00e9 palavra que existe no servi\u00e7o p\u00fablico. Vou convid\u00e1-lo a visitar a Ebserh, um hospital p\u00fablico ou uma entidade da \u00e1rea da ci\u00eancia. Ele vai mudar a vis\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade do servi\u00e7o p\u00fablico\u201d, ironizou.<\/p>\n<header class=\"entry-header\">\n<h3 class=\"title-post\"><strong>\u201cMaior cascata que j\u00e1 vi\u201d, diz Raul Velloso sobre reforma administrativa<\/strong><\/h3>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content mgt-xlarge\">\n<p>Velloso, que participou do debate&nbsp;Correio Talks Reforma Administrativa&nbsp;(<strong>assista ao debate abaixo<\/strong>), referia-se \u00e0&nbsp;economia de R$ 300 bilh\u00f5es em 10 anos, anunciada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante a manh\u00e3. \u201c\u00c9 a maior cascata que j\u00e1 vi. Isso \u00e9 muito estranho. Qual \u00e9 o c\u00e1lculo para os novos? Na minha modesta opini\u00e3o, o que est\u00e1 faltando na reforma \u00e9 um diagn\u00f3stico que a fundamente. O assunto \u00e9 s\u00e9rio e n\u00e3o h\u00e1 dados sobre onde est\u00e3o os problemas\u201d, afirmou. \u201cN\u00e3o sei se estarei vivo para ver os efeitos\u201d, completou, com ironia.<\/p>\n<p>O debatedor apresentou seus c\u00e1lculos e demonstrou os motivos de o rombo no Regime Pr\u00f3prio de Previd\u00eancia dos Servidores (RPPS) ter dado um salto de 2011 a 2019. Para Velloso, conhecer o comportamento do d\u00e9ficit ao longo do tempo \u00e9 fundamental. Era da ordem de R$ 23 bilh\u00f5es em 2011 e passou a R$ 111 bilh\u00f5es, no ano passado. \u201cUm pulo absurdo. E se somarmos os servidores da Uni\u00e3o e os demais, o n\u00famero sobe para quase R$ 240 bilh\u00f5es. Isso \u00e9 fundamental e uma pe\u00e7a importante sobre a quest\u00e3o do funcionalismo\u201d, disse Velloso. \u201cMas n\u00e3o foi considerado quando se criou o regime com estabilidade para o servi\u00e7o p\u00fablico, na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Demorou para explodir, mas n\u00e3o pode continuar assim\u201d, afirmou.<\/p>\n<h3>Solu\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complexa<\/h3>\n<p>Ele pegou o exemplo do estado de S\u00e3o Paulo, onde o rombo \u00e9 mais comportado no pa\u00eds, mas logo ter\u00e1 problemas para ampliar seus investimentos. \u201cAinda assim, est\u00e1 \u00e0 beira do caos. Precisa de uma solu\u00e7\u00e3o muito mais complexa que aporte de recursos nos fundos de pens\u00e3o. Quanto tempo se mant\u00e9m o regime de investimentos de S\u00e3o Paulo sem zerar? S\u00e3o cinco anos. Em s\u00edntese. Os or\u00e7amentos p\u00fablicos (federal, estadual e municipal) v\u00e3o ter o fen\u00f4meno da zeragem do investimento em muito pouco tempo. Aqui est\u00e1 o diagn\u00f3stico. Solu\u00e7\u00e3o de como equacionar. \u00c9 isso que o Minist\u00e9rio da Economia tinha que fazer com o pessoal da ativa e trazer solu\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Velloso<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Vera Batista\/Correio Braziliense &#8211; dispon\u00edvel na internet 10\/09\/2020<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Come\u00e7a aos 24:25<\/strong><\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Correio Talks: Reforma Administrativa\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vHK1Funm3Vg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O secret\u00e1rio-geral da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores no Servi\u00e7o P\u00fablico Federal (Condsef), S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, entidade que representa 80% do funcionalismo, destaca que sempre que se fala em reforma administrativa, os mais prejudicados \u00e9 \u201co andar de baixo\u201d &nbsp; S\u00e9rgio Ronaldo da Silva, durante o debate&nbsp;Correio Talks Reforma Administrativa&nbsp;(assista ao debate abaixo), nesta quarta-feira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":52472,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-52471","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/sergio-550x366-1.jpg?fit=550%2C366&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52471"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52471\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}