{"id":52498,"date":"2020-09-10T06:12:09","date_gmt":"2020-09-10T09:12:09","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=52498"},"modified":"2020-09-10T06:12:44","modified_gmt":"2020-09-10T09:12:44","slug":"nao-e-so-o-arroz-os-precos-de-alimentos-vao-continuar-subindo-nos-proximos-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/09\/10\/nao-e-so-o-arroz-os-precos-de-alimentos-vao-continuar-subindo-nos-proximos-meses\/","title":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o arroz: os pre\u00e7os de alimentos v\u00e3o continuar subindo nos pr\u00f3ximos meses?"},"content":{"rendered":"<div class=\"story-body__inner\">\n<p class=\"story-body__introduction\">As estat\u00edsticas de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam feito muito sentido para o brasileiro que vai ao supermercado. Os \u00edndices de pre\u00e7os v\u00eam se mantendo em patamares historicamente baixos desde 2017, mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a gente deixa cada vez mais no caixa quando faz compras.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 impress\u00e3o: enquanto o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, avan\u00e7ou 2,44% nos acumulado em 12 meses at\u00e9 agosto, a alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio, subitem que comp\u00f5e o grupo alimentos e bebidas, subiu 11,4%:<\/p>\n<div class=\"idt2\">\n<div data-idt-uuid=\"baf4c963-99a8-4249-837f-7d55bc63a042\">\n<div class=\"VegaGraphic__GraphicContainer-hdlj7c-0 hTNBbR renderReady\" dir=\"ltr\" data-graphicuuid=\"baf4c963-99a8-4249-837f-7d55bc63a042\">\n<h2 class=\"components__EditorialTitle-s4q8aoa-4 bCwWpe\">Trajet\u00f3ria da infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<div>\n<figure id=\"attachment_52499\" aria-describedby=\"caption-attachment-52499\" style=\"width: 592px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/download-19.png\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-52499 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/download-19.png?resize=592%2C408\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/download-19.png?w=592&amp;ssl=1 592w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/download-19.png?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/download-19.png?resize=218%2C150&amp;ssl=1 218w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/download-19.png?resize=436%2C300&amp;ssl=1 436w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/download-19.png?resize=100%2C70&amp;ssl=1 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-52499\" class=\"wp-caption-text\">fonte IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os dados divulgados na quarta (09\/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), mostraram que o arroz ficou quase 20% mais caro desde o in\u00edcio do ano, que o pre\u00e7o do feij\u00e3o mulatinho subiu 32,6%, da abobrinha, 46,8%, e da cebola, 50,4%.<\/p>\n<p>As raz\u00f5es para esse comportamento est\u00e3o ligadas, de forma direta e indireta, \u00e0 pandemia \u2014 o que significa que o impacto pode se estender pelos pr\u00f3ximos meses, mas n\u00e3o sinaliza um aumento persistente dos pre\u00e7os.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Aumento da demanda interna<\/h2>\n<p>Dois fatores aumentaram a demanda por alimentos no mercado dom\u00e9stico e pressionaram os pre\u00e7os para cima.<\/p>\n<p>De um lado, as quarentenas e o isolamento social deixaram os brasileiros mais tempo em casa. Muita gente passou a fazer home office e a cozinhar em casa ou deixou de ir a restaurantes com a fam\u00edlia no fim de semana.<\/p>\n<p>De outro, o aux\u00edlio emergencial de R$ 600 fornecido pelo governo permitiu que as pessoas continuassem consumindo apesar da crise \u2014 algumas at\u00e9 com um patamar de renda superior \u00e0quele que tinham antes da pandemia.<\/p>\n<p>Entre abril e agosto, o governo injetou cerca de R$ 173 bilh\u00f5es na economia atrav\u00e9s do aux\u00edlio.<\/p>\n<p>&#8220;Boa parte desses recursos foi usado para pagar contas e comprar mantimentos&#8221;, destaca o professor da Fipecafi George Sales.<\/p>\n<p>Assim, ressalta a economista do Ita\u00fa Julia Passabom, \u00e9 poss\u00edvel ver nos \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o um grupo positivamente afetado pela pandemia, como alimentos, itens de higiene pessoal e produtos para a casa, que t\u00eam experimentado aumento de pre\u00e7os, e outro negativamente afetado, como alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio, vestu\u00e1rio e turismo, que tiveram a demanda reprimida pelas medidas de isolamento social e pelo aumento do desemprego.<\/p>\n<p>E isso n\u00e3o apenas no Brasil. O mesmo fen\u00f4meno se repete nas estat\u00edsticas dos Estados Unidos e da Zona do Euro.<\/p>\n<p>O aumento do poder de compra proporcionado ao consumidor pelo grupo negativamente afetado, onde os pre\u00e7os subiram menos ou at\u00e9 ca\u00edram, \u00e9 menos percept\u00edvel para a maioria justamente porque a pandemia mudou a cesta de consumo do brasileiro.<\/p>\n<p>O grupo de vestu\u00e1rio, por exemplo, entrou no quarto m\u00eas consecutivo de defla\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o poucos os que est\u00e3o indo ao shopping para renovar o guarda-roupa. Como estamos, de maneira geral, frequentando mais o supermercado, fica a sensa\u00e7\u00e3o de que tudo est\u00e1 mais caro.<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem um comportamento super at\u00edpico da infla\u00e7\u00e3o brasileira (pressionada para baixo por causa do efeito da recess\u00e3o e da recupera\u00e7\u00e3o lenta da economia), mas infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o sai do notici\u00e1rio. Est\u00e1 batendo em alimentos, e todo mundo vai ao mercado, fica escandalizado com os pre\u00e7os&#8221;, comenta a economista do Ita\u00fa.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Exporta\u00e7\u00f5es mais lucrativas<\/h2>\n<p>Outra raz\u00e3o para o aumento dos pre\u00e7os vem do c\u00e2mbio. O d\u00f3lar mais caro estimula as exporta\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que os produtores conseguem rentabilidade maior no mercado externo.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a demanda est\u00e1 aquecida em pa\u00edses que viram parte da cadeia de alimentos ser afetada pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas ou pela pr\u00f3pria pandemia, empurrando as cota\u00e7\u00f5es de commodities para cima.<\/p>\n<p>A China, por exemplo, vem recompondo seus estoques \u2014 e pressionando os pre\u00e7os de commodities como a soja. As exporta\u00e7\u00f5es do gr\u00e3o cresceram em volume quase 25% em agosto, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019, conforme os dados da balan\u00e7a comercial divulgados pelo Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p>&#8220;O gr\u00e3o mais caro vira ra\u00e7\u00e3o mais cara, que vira carne mais cara. Tudo vai na mesma dire\u00e7\u00e3o e sinaliza mais infla\u00e7\u00e3o \u00e0 frente&#8221;, pondera Passabom.<\/p>\n<p>No caso do arroz, o pre\u00e7o da saca de 50 kg deu um salto no m\u00eas, passando de R$ 73 no dia 11 a R$ 94 no fim de agosto, de acordo com o boletim mais recente do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea). As exporta\u00e7\u00f5es somaram 212 mil toneladas, 98% mais do que em agosto de 2019.<\/p>\n<p>Com o produto mais competitivo l\u00e1 fora, o pa\u00eds est\u00e1 entrando inclusive em novos mercados. Desde maio, passou a exportar arroz tamb\u00e9m para o M\u00e9xico, ap\u00f3s um acordo que retirou barreiras sanit\u00e1rias que h\u00e1 anos dificultavam as vendas.<\/p>\n<p>Isso aconteceu depois que os Estados Unidos, principal fornecedor do gr\u00e3o para o pa\u00eds, elevaram os pre\u00e7os do produto diante da entressafra e da redu\u00e7\u00e3o dos estoques.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m vendeu mais a\u00e7\u00facar por conta da seca na Tail\u00e2ndia, o segundo maior exportador do mundo, que passa por um per\u00edodo de seca. Como resultado, os embarques da commodity cresceram 118% em volume em agosto, quando se compara com igual per\u00edodo de 2019.<\/p>\n<p>O d\u00f3lar apreciado tem impacto ainda sobre os pre\u00e7os de combust\u00edveis, que seguem as cota\u00e7\u00f5es internacionais, diz Sales, da Fipecafi.<\/p>\n<p>Reajustes na gasolina e no diesel acabam tendo impacto indireto em diversos setores, entre eles o agroneg\u00f3cio, j\u00e1 que encarece o custo de frete.<\/p>\n<p>Nos dados de agosto divulgados pelo IBGE, o grupo transporte teve a maior alta entre os 9 grupos acompanhados pelo instituto, de 0,82%.<\/p>\n<div class=\"idt2\">\n<div data-idt-uuid=\"6885a087-24af-4b9d-8aa5-6ea8aa00ed50\">\n<div class=\"TableGraphic__TableGraphicContainer-s1dx3n27-0 GNtwg renderReady\" dir=\"ltr\" data-graphicuuid=\"6885a087-24af-4b9d-8aa5-6ea8aa00ed50\">\n<h2 class=\"components__EditorialTitle-s4q8aoa-4 bCwWpe\">IPCA<\/h2>\n<p class=\"components__EditorialSubtitle-s4q8aoa-5 YjuiG\">Varia\u00e7\u00e3o em agosto<\/p>\n<div class=\"TableGraphic__TableHorizontalScrollWrapper-s1dx3n27-1 cFxBNd\">\n<table class=\"TableGraphic__Table-s1dx3n27-2 kcLzbd\">\n<thead>\n<tr>\n<th class=\"left-align TableGraphic__TH-s1dx3n27-3 jcVCQh\" scope=\"col\">Grupos<\/th>\n<th class=\"right-align TableGraphic__TH-s1dx3n27-3 jcVCQh\" scope=\"col\">Em %<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">\u00cdndice Geral<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">0,24<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fLHIGc\">Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fLHIGc\">0,78<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">Habita\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">0,36<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">Artigos de resid\u00eancia<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">0,56<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">Vestu\u00e1rio<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">-0,78<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fLHIGc\">Transportes<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fLHIGc\">0,82<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">Sa\u00fade e cuidados pessoais<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">0,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">Despesas pessoais<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">-0,01<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">Educa\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">-3,47<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"left-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">Comunica\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td class=\"right-align TableGraphic__TD-s1dx3n27-4 fuFPxs\">0,67<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p><span class=\"components__EditorialFooterDiv-s4q8aoa-0 kKlRIM\">*Alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio \u00e9 um item do grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas<\/span><\/p>\n<div>Fonte: IBGE<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Ap\u00f3s as recentes redu\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o nas refinarias anunciadas pela Petrobras, contudo, a expectativa \u00e9 que os combust\u00edveis deem al\u00edvio \u00e0 infla\u00e7\u00e3o em setembro, conforme an\u00e1lise do economista Fabio Rom\u00e3o, da LCA Consultores.<\/p>\n<p>Julia Passabom, do Ita\u00fa, espera defla\u00e7\u00e3o nos planos de sa\u00fade no m\u00eas, ap\u00f3s a suspens\u00e3o anunciada pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade (ANS) nos reajustes por 120 dias.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os de alimentos, entretanto, devem se manter pressionados nos pr\u00f3ximos meses, diz ela, levando o subitem alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio ao pico de 14% no acumulado em 12 meses em outubro, para fechar o ano em algo entre 9% e 10%.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o da LCA tamb\u00e9m \u00e9 de acelera\u00e7\u00e3o no grupo alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio, de 1,15% registrado em agosto para 1,65% em setembro, puxado principalmente por alta nos pre\u00e7os do arroz, da batata inglesa, do tomate, de leites e derivados e de carne.<\/p>\n<p>A expectativa de aumento nos pre\u00e7os do grupo alimenta\u00e7\u00e3o levou a consultoria a revisar para cima a estimativa do IPCA para o ano, de 1,6% para 1,7%.<\/p>\n<p>A XP Investimentos tamb\u00e9m calculou a proje\u00e7\u00e3o, de 1,4% para 1,7% no fim de 2020.<\/p>\n<p>Em relat\u00f3rio, a equipe da corretora destacou entre as raz\u00f5es &#8220;as diversas fontes de est\u00edmulos atualmente vigentes na economia&#8221;, referindo-se ao cen\u00e1rio de juros baixos, disponibilidade de cr\u00e9dito e os programas de transfer\u00eancia de renda para amortecer o impacto da pandemia.<\/p>\n<p>Ainda assim, segue o texto, o cen\u00e1rio para a infla\u00e7\u00e3o, de maneira geral, segue benigno, e parte da alta de alimentos observada neste ano deve ser &#8220;devolvida&#8221; em 2021, o que motivou uma redu\u00e7\u00e3o da proje\u00e7\u00e3o para o IPCA do pr\u00f3ximo ano, de 2,7% para 2,6%.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do Ita\u00fa para o IPCA de 2021 \u00e9 de 2,8%, acima dos 2% esperados para este ano, mas abaixo da meta estipulada pelo Banco Central, de 3,25% (e ainda distante dos 10,3% registrados em fevereiro de 2016, a \u00faltima vez em que a infla\u00e7\u00e3o passou de dois d\u00edgitos no pa\u00eds).<\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es para a manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os mais comportados \u00e9 a pr\u00f3pria recess\u00e3o e o desemprego, que dificultam a recupera\u00e7\u00e3o da demanda interna e uma retomada mais r\u00e1pida da economia: muitos donos de neg\u00f3cios preferem reduzir sua margem de lucro antes de aumentar os pre\u00e7os e correr o risco de perder vendas.<\/p>\n<p>O c\u00e2mbio tamb\u00e9m deve ajudar: conforme as proje\u00e7\u00f5es do Ita\u00fa, o d\u00f3lar sai do patamar de R$ 5,25 esperado para o fim deste ano para R$ 4,5 no fim de 2021.<\/p>\n<p><strong><span class=\"byline__name\">Cr\u00e9dito: Camilla Veras Mota da<\/span><span class=\"byline__title\"> BBC News Brasil &#8211; dispon\u00edvel na internet 10\/09\/2020<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estat\u00edsticas de infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam feito muito sentido para o brasileiro que vai ao supermercado. 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