{"id":53927,"date":"2020-10-16T04:30:55","date_gmt":"2020-10-16T07:30:55","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=53927"},"modified":"2020-10-16T05:51:35","modified_gmt":"2020-10-16T08:51:35","slug":"planos-de-saude-mais-baratos-e-cartoes-de-desconto-sao-apostas-para-enfrentar-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/10\/16\/planos-de-saude-mais-baratos-e-cartoes-de-desconto-sao-apostas-para-enfrentar-a-crise\/","title":{"rendered":"Planos de sa\u00fade mais baratos e cart\u00f5es de desconto s\u00e3o apostas para enfrentar a crise"},"content":{"rendered":"<header class=\"article-header article-header--\">\n<div class=\"article-header__container\">\n<div class=\"article-header__content\">\n<div class=\"article__subtitle\">Para atrair os 180 milh\u00f5es de brasileiros ainda n\u00e3o segurados, produtos t\u00eam rede credenciada menor, mas pre\u00e7os a partir de R$ 125.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-header__meta\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"article__content-container protected-content\"><main class=\"main-content\">De olho em um mercado de mais de 180 milh\u00f5es de brasileiros que n\u00e3o t\u00eam plano de sa\u00fade, as empresas est\u00e3o lan\u00e7ando produtos mais baratos durante a pandemia.&nbsp; &nbsp;<\/main>H\u00e1 desde planos a partir de R$ 125 (mas que oferecem uma rede credenciada menor de hospitais e cl\u00ednicas) at\u00e9 outros modelos, que n\u00e3o s\u00e3o planos de sa\u00fade, como os servi\u00e7os de assinatura mensal que d\u00e3o direito a descontos de at\u00e9 80% em um n\u00famero limitado de consultas e exames.<\/p>\n<p>Oferecer produtos mais em conta \u00e9 discuss\u00e3o antiga no setor de sa\u00fade suplementar, mas se tornou uma quest\u00e3o mais premente com a pandemia. De 2014 para c\u00e1, as operadoras acumulavam perda de mais de tr\u00eas milh\u00f5es de usu\u00e1rios. De mar\u00e7o a julho, foram 327 mil pessoas que deixaram de contar com a cobertura. Em agosto, por\u00e9m, o setor ensaiou recupera\u00e7\u00e3o, com acr\u00e9scimo de 77,4 mil usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Empresas tradicionais do setor, como SulAm\u00e9rica e Qualicorp, lan\u00e7aram planos com valor menor. Eles est\u00e3o sujeitos \u00e0s mesmas regras de produtos mais caros, como a oferta de exames e tratamentos para doen\u00e7as de maior complexidade. A diferen\u00e7a \u00e9 que o usu\u00e1rio pode ter menos escolhas de hospitais, profissionais ou cl\u00ednicas. \u00c9 uma adapta\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio de recess\u00e3o com alto n\u00famero de desempregados e perspectiva de retomada lenta da economia.<\/p>\n<p>Atualmente, 80% dos benefici\u00e1rios do setor de sa\u00fade est\u00e3o em planos empresariais. Leonardo Giusti, s\u00f3cio l\u00edder do setor de Sa\u00fade da KPMG Brasil, lembra que os planos s\u00e3o hoje o segundo maior custo das empresas sobre o capital humano depois dos sal\u00e1rios. Para ele, a regulamenta\u00e7\u00e3o da telemedicina durante a pandemia foi fundamental.<\/p>\n<h2>Rede restrita<\/h2>\n<p>Leonardo Nascimento, s\u00f3cio-fundador da Urca Capital Partners, diz que as fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no setor de sa\u00fade cresceram 60% de 2018 para 2019. De um lado, operadoras compraram cl\u00ednicas, hospitais e laborat\u00f3rios. De outro,&nbsp;<em>healthtechs<\/em>&nbsp;oferecem plataformas digitais para atendimento e gest\u00e3o da sa\u00fade. Tudo para reduzir custo, explica:<\/p>\n<p>\u2014 A terceira onda \u00e9 o lan\u00e7amento de produtos mais baratos, com ganho no volume, um movimento que precisamos ver se vai ser bem-sucedido.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, a SulAm\u00e9rica lan\u00e7ou seu primeiro plano popular, o Direto, que custa cerca de 35% menos do que a mensalidade de entrada do plano coletivo tradicional da operadora. E esse valor ainda pode cair mais, diz Ricardo Soares, diretor de Precifica\u00e7\u00e3o da empresa. Os planos t\u00eam cobertura regional e rede de assist\u00eancia mais enxuta. A grande mudan\u00e7a foi na forma de pagamento dos prestadores de servi\u00e7o, diz Soares:<\/p>\n<p>\u2014 Pagamos um valor per capita pelo n\u00famero de usu\u00e1rios do plano. No in\u00edcio, havia uma preocupa\u00e7\u00e3o dos parceiros sobre como funcionaria esse compartilhamento de risco. Hoje h\u00e1 fila de prestadores interessados em parcerias. O desafio \u00e9 chegar ao interior.<\/p>\n<p>Maior administradora de benef\u00edcios do pa\u00eds, a Qualicorp tem firmado parcerias para oferecer planos de ades\u00e3o a pre\u00e7os mais em conta, com mensalidade a partir de R$ 125. Este ano, com o efeito pandemia, j\u00e1 lan\u00e7ou 18 produtos acess\u00edveis; no ano passado foram quatro.<\/p>\n<p>\u2014 S\u00e3o planos com diferentes parceiros, com redes mais restritas, cobertura regional, mas que cobrem tudo o que est\u00e1 previsto num produto tradicional\u2014 ressalta Elton Carlucci, vice-presdiente da Qualicorp.<\/p>\n<p>Vera Valente, diretora executiva da Federa\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade (FenaSa\u00fade), que re\u00fane as operadoras, insiste que s\u00e3o necess\u00e1rias mudan\u00e7as na regulamenta\u00e7\u00e3o para desenvolver o mercado de planos populares. A federa\u00e7\u00e3o defende a venda de planos s\u00f3 com consultas ou exames:<\/p>\n<p>\u2014 Planos individuais s\u00e3o um caminho para o crescimento, j\u00e1 que com a crise econ\u00f4mica muitos brasileiros est\u00e3o na informalidade. Mas com a regra atual n\u00e3o s\u00e3o vi\u00e1veis.<\/p>\n<p>J\u00e1 os servi\u00e7os de assist\u00eancia com cart\u00f5es de desconto n\u00e3o est\u00e3o submetidos \u00e0s mesmas regras dos planos de sa\u00fade fixadas pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). S\u00e3o usualmente restritos a consultas e exames, n\u00e3o oferecem atendimento de emerg\u00eancia e preveem pagamento, ainda que reduzido, a cada procedimento realizado. O risco neste caso, segundo os especialistas, \u00e9 o consumidor confundir essa esp\u00e9cie de pacote b\u00e1sico de atendimento com um plano tradicional.<\/p>\n<p>\u2014 Os cart\u00f5es de descontos s\u00e3o servi\u00e7os mais baratos que um plano, mas menos completos. Podem ser \u00fateis em situa\u00e7\u00f5es pontuais, mas para exames e procedimentos de alta complexidade, de custo alto, o consumidor tem de recorrer ao SUS ou \u00e9 obrigado a fazer desembolsos vultosos \u2014 diz Ana Carolina Navarrete, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).<\/p>\n<p>A seguradora Porto Seguro, que tem em seu portf\u00f3lio planos de sa\u00fade tradicionais, acabou de lan\u00e7ar o Porto Cuida. Trata-se de um servi\u00e7o de assinatura digital, com custo mensal de R$ 19,90, e que oferece ao titular, e at\u00e9 outras duas pessoas, quatro consultas anuais gratuitas por telemedicina, al\u00e9m de descontos de 40% a 50% em consultas e exames e de at\u00e9 70% em rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>\u2014 O p\u00fablico alvo \u00e9 quem n\u00e3o tem plano de sa\u00fade, independentemente de faixa de renda. Com a comercializa\u00e7\u00e3o limitada de planos individuais, quem perde emprego n\u00e3o tem acesso a um plano \u2014 explica Marcelo Pican\u00e7o, vice-presidente da Porto Seguro.<\/p>\n<h2>Avalia\u00e7\u00e3o do Cade<\/h2>\n<p>As operadoras de planos de sa\u00fade s\u00e3o impedidas por lei de comercializar cart\u00f5es de desconto e pr\u00e9-pagos. No caso da Porto Seguro, ela explica que o Porto Cuida n\u00e3o \u00e9 um plano e que est\u00e1 vinculado \u00e0 Porto Seguro Servi\u00e7os e Com\u00e9rcio, diferentemente de sua operadora de seguro-sa\u00fade, ligada a outra empresa do grupo e que segue a regulamenta\u00e7\u00e3o da ANS. As duas companhias atuam de forma independente.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\">\n<div class=\"block__advertising\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<p>A queda das vendas do seu seguro-viagem durante a pandemia fez a Ciclic, uma plataforma digital de venda de seguros e servi\u00e7os, pensar em novos neg\u00f3cios e lan\u00e7ar, em junho, o Sa\u00fade Protegida. Ele engloba desconto em medicamentos e teleconsultas ilimitadas, com assinatura mensal de R$ 29,90, para planos individuais e R$ 49, fam\u00edlia. Em agosto, a empresa lan\u00e7ou o Plano Plus, que oferece descontos de at\u00e9 80% em consultas e exames em 3.500 cl\u00ednicas e laborat\u00f3rios em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u2014 O produto vai evoluir, mas sem chegar a ser um plano de sa\u00fade. Uma das op\u00e7\u00f5es em estudo \u00e9 a parceria com seguradora que permita uma indeniza\u00e7\u00e3o em caso de diagn\u00f3stico de doen\u00e7a grave, como c\u00e2ncer, para custear o tratamento \u2014 antecipa Raphael Swierczynski, CEO da Ciclic.<\/p>\n<p>Questionamentos sobre a comercializa\u00e7\u00e3o de cart\u00f5es de sa\u00fade foram parar no Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade), que em junho decidiu pela legalidade da oferta desses produtos.<\/p>\n<p>Plano de sa\u00fade empresarial com coparticipa\u00e7\u00e3o cresce na pandemia<\/p>\n<p>\u2014 O \u00f3rg\u00e3o entendeu que a oferta destes cart\u00f5es vem num momento em que as pessoas perderam renda, est\u00e3o sem acesso a plano e sem cobertura de sa\u00fade. O Cade destacou, no entanto, que o consumidor deveria ser bem informado de que n\u00e3o h\u00e1 cobertura securit\u00e1ria. Ou seja, quem vende tem que tomar o cuidado de explicar ao consumidor para que ele n\u00e3o ache que vai ter as prote\u00e7\u00f5es e garantias de um plano de sa\u00fade \u2014 diz Jos\u00e9 Alexandre Sanches, s\u00f3cio de Contencioso do escrit\u00f3rio Machado Meyer Advogados.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Luciana Casemiro e Pollyana Br\u00eatas\/ O globo &#8211; dispon\u00edvel na internet 16\/10\/2020<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para atrair os 180 milh\u00f5es de brasileiros ainda n\u00e3o segurados, produtos t\u00eam rede credenciada menor, mas pre\u00e7os a partir de R$ 125. &nbsp; &nbsp; De olho em um mercado de mais de 180 milh\u00f5es de brasileiros que n\u00e3o t\u00eam plano de sa\u00fade, as empresas est\u00e3o lan\u00e7ando produtos mais baratos durante a pandemia.&nbsp; &nbsp;H\u00e1 desde planos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":48998,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-53927","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/plano-saude-scaled.jpg?fit=800%2C480&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}