{"id":55830,"date":"2020-12-05T02:22:54","date_gmt":"2020-12-05T05:22:54","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=55830"},"modified":"2020-12-05T05:34:52","modified_gmt":"2020-12-05T08:34:52","slug":"o-novo-mapa-do-poder-municipal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/12\/05\/o-novo-mapa-do-poder-municipal\/","title":{"rendered":"O novo mapa do poder municipal"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-header post-tp-1-header\">\n<div class=\"post-meta-wrap clearfix\">\n<div class=\"post-share single-post-share top-share clearfix style-9\">\n<div class=\"share-handler-wrap bs-pretty-tabs-initialized\"><em>Transportamos para c\u00e1 a 51\u00aa edi\u00e7\u00e3o do <\/em><em>Farol Pol\u00edtico<\/em><em>, um dos produtos da nossa&nbsp;<\/em><em>unidade de intelig\u00eancia<\/em><em>. Trata-se de uma an\u00e1lise semanal de cen\u00e1rios, destinada a assinantes, que usa as ferramentas do jornalismo e da ci\u00eancia para oferecer uma leitura pr\u00f3pria dos acontecimentos relacionados com o Congresso e a pol\u00edtica. Pelo car\u00e1ter documental e hist\u00f3rico, decidimos dar acesso p\u00fablico integral \u00e0 edi\u00e7\u00e3o desta semana. Bom proveito!&nbsp;&nbsp;<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"entry-content clearfix single-post-content on\">\n<div class=\"row vc_row wpb_row vc_row-fluid\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper\">\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element  bs-vc-block\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div>Elei\u00e7\u00f5es municipais s\u00e3o como um caleidosc\u00f3pio. As m\u00faltiplas arenas de batalha, o grande n\u00famero de partidos e de candidatos e as complexas conex\u00f5es entre temas locais \u2013 em princ\u00edpio, os mais determinantes para os resultados eleitorais \u2013 e nacionais possibilitam vis\u00f5es muito diversas, de tonalidades bastante diferentes. An\u00e1lises apressadas, em geral, est\u00e3o condenadas ao daltonismo.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div>Para reduzir tal risco, consolidamos nesta edi\u00e7\u00e3o especial os principais resultados, facilitando a compreens\u00e3o do que as urnas falaram em novembro, e acrescentando sempre que poss\u00edvel observa\u00e7\u00f5es que tentam ir al\u00e9m do \u00f3bvio.<\/div>\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element  bs-vc-block\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<figure id=\"attachment_471007\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<p><figure id=\"attachment_471007\" aria-describedby=\"caption-attachment-471007\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-471007 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/WhatsApp-Image-2020-12-04-at-15.26.06-1024x613.jpeg?resize=696%2C417&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"417\"><figcaption id=\"caption-attachment-471007\" class=\"wp-caption-text\">Mais de 535 mil candidatos disputaram os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador nas elei\u00e7\u00f5es de 2020 Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p>Deve-se ressaltar que ainda n\u00e3o foram divulgados oficialmente os resultados finais e completos das elei\u00e7\u00f5es (sem falar que Macap\u00e1 escolher\u00e1 o prefeito apenas neste domingo, dia 6). Por isso, alguns dos gr\u00e1ficos usados a seguir apresentam totaliza\u00e7\u00f5es que ficam por vezes abaixo do n\u00famero total de munic\u00edpios brasileiros (5.570).<\/p>\n<h1><strong>1. Partidos por quantidade de prefeituras<\/strong><\/h1>\n<h5><strong>Evolu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de prefeituras por partido (2016\/2020)<\/strong><\/h5>\n<figure id=\"attachment_470910\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><figure id=\"attachment_470910\" aria-describedby=\"caption-attachment-470910\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-470910 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/Infogra%CC%81ficos-partidos-v2-1024x788.png?resize=696%2C536&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"536\"><figcaption id=\"caption-attachment-470910\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: TSE\/G1<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row vc_row wpb_row vc_row-fluid\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper\">\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element  bs-vc-block\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Vencedores que perderam<\/strong><\/p>\n<p>O MDB \u00e9 o partido com a maior quantidade de prefeitos eleitos, 784. Mas perdeu 260 prefeituras em rela\u00e7\u00e3o a quatro anos atr\u00e1s. Pela primeira vez desde 1988, controlar\u00e1 menos de mil munic\u00edpios. O PSDB foi quem se saiu melhor nas maiores cidades, mas perdeu ainda mais: ter\u00e1 sob o seu controle 279 munic\u00edpios a menos. Esse decl\u00ednio em capilaridade poder\u00e1 afetar as bancadas de deputados federais de ambos os partidos, que j\u00e1 ca\u00edram bastante nas&nbsp;\u00faltimas elei\u00e7\u00f5es para o Congresso.<\/p>\n<p>O MDB tem um problema adicional. N\u00e3o conseguiu projetar nenhuma lideran\u00e7a de express\u00e3o nacional. Bons nomes numa campanha presidencial, por exemplo, podem puxar candidatos a cargos legislativos, inclusive \u00e0 C\u00e2mara (algo decisivo, j\u00e1 que o tamanho da bancada de deputados eleita define a por\u00e7\u00e3o do fundo partid\u00e1rio apropriada por cada legenda).<\/p>\n<p><strong>Quem mais cresceu<\/strong><\/p>\n<p>Como salta \u00e0 vista desde a divulga\u00e7\u00e3o dos&nbsp;resultados do primeiro turno, os partidos que apresentaram maior crescimento em n\u00famero de prefeituras pertencem ao&nbsp;Centr\u00e3o, coaliz\u00e3o de corte conservador que se caracteriza menos pelo perfil ideol\u00f3gico do que pelo apego a nomea\u00e7\u00f5es e recursos federais, valiosos instrumentos para conquistar e preservar o poder local.&nbsp;DEM, com 196 munic\u00edpios a mais, PP (190), PSD (116) e Republicanos (106) foram os maiores vitoriosos.<\/p>\n<p>Percentualmente, as agremia\u00e7\u00f5es que mais cresceram foram Avante, Patriota, Podemos e PSL, mas todas conquistaram n\u00fameros modestos de prefeituras: quem mais ganhou foi o Podemos, 102. O risco de embarcar no ilusionismo aqui \u00e9 grande, como mostra o caso do&nbsp;<a href=\"https:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/eleicoes\/bivar-psl-eleicoes-2020\/\"><strong>PSL<\/strong><\/a>. De fato, ele triplicou o total de prefeitos, mas isso significou passar de 30 a 90, resultado fraco se lembrarmos que se trata do partido com a segunda maior bancada na C\u00e2mara (atr\u00e1s apenas do PT) e que mais recebeu dinheiro para a campanha eleitoral \u2013 quase R$ 200 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia importa<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">Pode demorar, mas pensamento e posicionamento estrat\u00e9gico d\u00e3o resultados. Os expressivos avan\u00e7os do PP e do PSD devem ser creditados em parte ao apurado senso t\u00e1tico dos seus presidentes, Ciro Nogueira e Gilberto Kassab, que souberam fazer alian\u00e7as que deram certo. Mas o maior destaque foi o DEM. Ao alterar o nome em 2007, o partido iniciou um movimento de renova\u00e7\u00e3o interna que projetou uma nova gera\u00e7\u00e3o de l\u00edderes (com destaque para Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, ACM Neto e Eduardo Paes) e criou as condi\u00e7\u00f5es para vencer em quatro capitais de grande peso pol\u00edtico: Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba e Florian\u00f3polis.<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>O esvaziamento dos polos<\/p>\n<p>Se o PSL foi mal, melhor n\u00e3o pode ser dito sobre o&nbsp;PT. Havia uma expectativa de que o partido de&nbsp;Lula&nbsp;se recuperaria do baque sofrido em 2016, ano do impeachment de&nbsp;Dilma Rousseff. Isso n\u00e3o ocorreu. O partido n\u00e3o apenas perdeu ainda mais prefeituras (71 a menos) como, pela primeira vez desde 1986, n\u00e3o ter\u00e1 nenhum prefeito de capital. Para piorar, ao levar&nbsp;Guilherme Boulos&nbsp;\u00e0 segunda rodada de vota\u00e7\u00e3o na maior metr\u00f3pole do pa\u00eds, o Psol ocupou com brilho um espa\u00e7o tradicionalmente petista. Portanto, os partidos que se confrontaram no segundo turno das \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es presidenciais ficaram na periferia do poder municipal, o que antecipa n\u00edtidos problemas para alcan\u00e7ar um bom desempenho nas elei\u00e7\u00f5es gerais de 2022, quando ser\u00e3o eleitos presidente da Rep\u00fablica, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.<\/p>\n<p><strong>A disputa na esquerda<\/strong><\/p>\n<p>A dobradinha PDT e PSB rendeu quatro capitais, todas no Nordeste \u2013 Recife, Fortaleza, Macei\u00f3 e Aracaju. As duas siglas saem das elei\u00e7\u00f5es como as agremia\u00e7\u00f5es de esquerda\/centro-esquerda mais enraizadas nos munic\u00edpios. Mas ambas perderam prefeituras. O PDT elegeu 20 a menos. O PSB, 155, tornando-se assim o terceiro partido com mais perdas (atr\u00e1s apenas de PSDB e MDB). De qualquer forma, a parceria mandou um sinal claro: \u00e9 poss\u00edvel uma frente de esquerda que passe ao largo do PT. Embora n\u00e3o sejam excepcionais, os resultados s\u00e3o suficientes para sustentar o sonho de uma quarta candidatura do pedetista&nbsp;Ciro Gomes&nbsp;ao Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n<p>J\u00e1 o governador maranhense&nbsp;Fl\u00e1vio Dino&nbsp;sai do pleito menor do que entrou. Errou ao deixar que tr\u00eas candidatos aliados se digladiassem no primeiro turno, na esperan\u00e7a de que o apoio ao mais votado no segundo turno liquidaria a fatura, e perdeu a Prefeitura de S\u00e3o Lu\u00eds. No conjunto do pa\u00eds, o seu partido \u2013 o PCdoB \u2013 contabiliza 35 munic\u00edpios a menos. Com exce\u00e7\u00e3o do Psol, todos os partidos de esquerda e centro-esquerda amargaram preju\u00edzos.<\/p>\n<p><strong>O desafio da cl\u00e1usula de barreira<\/strong><\/p>\n<p>Para a maioria das 29 legendas que elegeram prefeitos (outras cinco n\u00e3o elegeram ningu\u00e9m), 2022 trar\u00e1 um desafio de bom tamanho \u2013 obter 2% dos votos v\u00e1lidos nacionalmente para a C\u00e2mara dos Deputados, com pelo menos 1% dos votos em no m\u00ednimo nove estados. Quem n\u00e3o atingir essa vota\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 fora da reparti\u00e7\u00e3o dos recursos do fundo partid\u00e1rio e do tempo de propaganda na TV. Na pr\u00e1tica, significar\u00e1 se inviabilizar como partido. Espera-se que essas e outras regras restritivas, como a proibi\u00e7\u00e3o de coliga\u00e7\u00f5es para elei\u00e7\u00f5es legislativas, levem a um processo de fus\u00f5es e incorpora\u00e7\u00f5es que tende a tornar o sistema partid\u00e1rio menos fragmentado. A elevada fragmenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das marcas mais peculiares, e mais disfuncionais, do sistema pol\u00edtico brasileiro.<\/p>\n<h1><strong>2. Partidos por popula\u00e7\u00e3o e PIB<\/strong><\/h1>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>PSDB mant\u00e9m for\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Embora tenha perdido capilaridade, o&nbsp;PSDB&nbsp;venceu em cidades importantes, com destaque para S\u00e3o Paulo; ter\u00e1 sob sua gest\u00e3o mais de 34 milh\u00f5es de habitantes; e estar\u00e1 \u00e0 frente de munic\u00edpios que respondem por R$ 1,4 trilh\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB), isto \u00e9, perto de um quarto da soma das riquezas produzidas pelo pa\u00eds. Nesse aspecto, saiu-se melhor do que qualquer outra agremia\u00e7\u00e3o. Os resultados foram especialmente vistosos nos estados de S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul, onde o partido \u00e9 liderado por&nbsp;Jo\u00e3o Doria&nbsp;e&nbsp;Eduardo Leite, este recentemente apontado no&nbsp;Painel do Poder&nbsp;pelos l\u00edderes do Congresso como o melhor governador do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O prefeito reeleito de S\u00e3o Paulo,&nbsp;Bruno Covas, \u00e9 outra lideran\u00e7a emergente do PSDB. Sua vit\u00f3ria n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a Doria, que \u00e9 forte no interior do estado, mas enfrenta grande rejei\u00e7\u00e3o na capital. O seu nome foi cuidadosamente omitido da campanha de Bruno Covas. O prefeito paulistano e o governador ga\u00facho, cujo estilo amig\u00e1vel contrasta bastante com a agressividade de Doria e da ala bolsonarista do partido, recuperam para o PSDB a imagem do partido aberto ao di\u00e1logo e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de alian\u00e7as amplas.<br \/>\nDito isso, vale lembrar que a popula\u00e7\u00e3o governada pelo PSDB nos \u00faltimos quatro anos era ainda maior. Os munic\u00edpios conquistados pelos tucanos em 2016 abrangiam no total 48,4 milh\u00f5es de habitantes \u2013 14,4 milh\u00f5es a mais que o alcan\u00e7ado agora. O que refor\u00e7a o diagn\u00f3stico anterior. Sim, o partido amargou preju\u00edzos, mas mant\u00e9m estrutura partid\u00e1ria, visibilidade e recursos. N\u00e3o pode ser desprezado nos cen\u00e1rios para 2022.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row vc_row wpb_row vc_row-fluid\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper\">\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-6\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element  bs-vc-block\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<h5><strong>Quem \u201cgovernar\u00e1\u201d mais habitantes<\/strong><\/h5>\n<figure id=\"attachment_470995\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-470995 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/Infogra%CC%81ficos-Farol-Populac%CC%A7a%CC%83o-V4-706x1024.png?resize=696%2C1009&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"1009\">Fontes: IBGE e TSE. Elabora\u00e7\u00e3o: Congresso em Foco<\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-6\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element  bs-vc-block\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<h5><strong>Quem administrar\u00e1 a maior por\u00e7\u00e3o do PIB<\/strong><\/h5>\n<figure id=\"attachment_470997\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-470997 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/Infogra%CC%81ficos-Farol-PIB-V4-870x1024.png?resize=696%2C819&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"819\">Fontes: IBGE e TSE. Elabora\u00e7\u00e3o: Congresso em Foco<\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row vc_row wpb_row vc_row-fluid\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper\">\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element  bs-vc-block\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p><strong>Atores relevantes do centro para a direita<\/strong><\/p>\n<p>Mapear PIB e popula\u00e7\u00e3o facilita a identifica\u00e7\u00e3o de outros atores estrat\u00e9gicos. MDB, DEM, PSD e PP formam o quarteto que administrar\u00e1 os maiores contingentes populacionais e os maiores nacos do PIB brasileiro. Isso mostra como o centro e a centro-direita se posicionaram bem para a batalha eleitoral de 2022.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas \u00faltimos partidos, de novo, cresceram de modo mais expressivo em rela\u00e7\u00e3o a 2016. Obtiveram um ganho em popula\u00e7\u00e3o de 7 milh\u00f5es para o PP, 9,5 milh\u00f5es para o PSD e 13,6 milh\u00f5es para o DEM.<\/p>\n<p>O DEM ficou ainda com o segundo maior naco do PIB nacional. No campo do centro e da direita, tamb\u00e9m merecem destaque Podemos, PL e Republicanos. Consolidam-se como partidos m\u00e9dios, com baixo risco de terem problemas com a cl\u00e1usula de barreira.<\/p>\n<p>Nesse campo pol\u00edtico-ideol\u00f3gico, os partidos que mais perderam em popula\u00e7\u00e3o foram PTB (menos 3 milh\u00f5es de habitantes) e MDB (menos 2,6 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_471033\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<p><figure id=\"attachment_471033\" aria-describedby=\"caption-attachment-471033\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-471033 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/WhatsApp-Image-2020-12-04-at-15.40.17-1024x682.jpeg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><figcaption id=\"caption-attachment-471033\" class=\"wp-caption-text\">A vit\u00f3ria de Bruno Covas fez do PSDB o partido que mais &#8220;governar\u00e1&#8221; brasileiros a partir de 2021 &#8211; Gilberto Marques<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<p><strong>Atores relevantes do centro para a esquerda&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/strong><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<p>\u00c0 esquerda, quem mais saiu perdendo foi o PSB (7,4 milh\u00f5es de brasileiros a menos). Mas \u00e9 o agrupamento que saiu como segunda maior for\u00e7a nesse campo pol\u00edtico-ideol\u00f3gico, atr\u00e1s somente do PDT. As duas agremia\u00e7\u00f5es, aliadas no Congresso e nas elei\u00e7\u00f5es municipais deste ano, governar\u00e3o mais de 20 milh\u00f5es de pessoas e um PIB municipal de nada desprez\u00edveis R$ 466 bilh\u00f5es. Os dois n\u00fameros s\u00e3o tr\u00eas vezes maiores que os amealhados pelo PT. A rigor, temos aqui um fato de excepcional significado: o PT perdeu a hegemonia na esquerda, posi\u00e7\u00e3o conquistada desde que venceu a batalha contra o PDT de Leonel Brizola na elei\u00e7\u00e3o presidencial de 1989.<\/p>\n<p>O PT ficou fora do&nbsp;<em>\u201ctop ten\u201d&nbsp;<\/em>tanto em popula\u00e7\u00e3o quanto em PIB. No primeiro caso, permaneceu do mesmo tamanho: ganhou pouco mais de 11 mil habitantes em compara\u00e7\u00e3o com 2016. Mas \u00e9 outra legenda que n\u00e3o deve ser desdenhada. Nem que seja pelo fato de possuir os dois nomes de esquerda que melhor aparecem nas pesquisas eleitorais para presidente mais recentes: Lula (que ser\u00e1 provavelmente ineleg\u00edvel) e Fernando Haddad (o melhor nome que o PT tem a oferecer no momento).<\/p>\n<p>Somente o Psol ampliou a \u00e1rea de influ\u00eancia. Ter\u00e1 sob sua gest\u00e3o 1,5 milh\u00e3o a mais de brasileiros. Do centro para a esquerda todas as demais for\u00e7as sa\u00edram perdendo em total de habitantes: PV, com 2,3 milh\u00f5es a menos; Cidadania, PCdoB e PDT, empatados em 1,7 milh\u00e3o; e Rede, com menos 1,2 milh\u00e3o.<\/p>\n<h1><strong>3. Vereadores por partido<\/strong><\/h1>\n<p>Um olhar para a quantidade de vereadores eleitos, tendo em mente a varia\u00e7\u00e3o entre 2016 e 2020, confirma mais uma vez o avan\u00e7o de PP, DEM e PSD. Juntos agregaram 4.083 novas cadeiras e contabilizar\u00e3o 16.381 vereadores.&nbsp; A se pensar que cada vereador \u00e9 um agente pol\u00edtico trabalhando em tempo integral para o partido, essa \u00e9 uma dimens\u00e3o interessante de capilaridade partid\u00e1ria. O \u00fanico partido de esquerda a aumentar a quantidade de vereadores foi, uma vez mais, o Psol.<\/p>\n<h5><strong>Quem mais ganhou vereadores (2016\/2020)<\/strong><\/h5>\n<figure id=\"attachment_471056\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-471056 size-publisher-lg\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/Infogra%CC%81ficos-Farol-mais-vereadores-750x430.png?resize=696%2C399&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"399\">Fonte: TSE. Elabora\u00e7\u00e3o: Congresso em Foco<\/figure>\n<p><strong>Desalentados e desesperados<\/strong><\/p>\n<p>Entre os partidos que perderam vereadores, h\u00e1 os que permanecem com um n\u00famero expressivo de vagas nas c\u00e2maras municipais, apesar dos reveses. S\u00e3o o que podemos chamar de desalentados: PSC, SD, Cidadania, Podemos, PT, MDB, PDT, PTB, PSB e PSDB.<\/p>\n<p>E h\u00e1 os que amargam uma perda de vereadores superior \u00e0 quantidade de eleitos. S\u00e3o o que podemos chamar de desesperados: PCB, PMB, DC, PMN, PTC. A menos que se fundam com outras organiza\u00e7\u00f5es, s\u00e3o legendas condenadas a n\u00e3o passarem pelo teste decisivo da cl\u00e1usula de barreira.<\/p>\n<p>Com um resultado um pouco melhor, mas bastante preocupante, aparecem PRTB (o partido de&nbsp;Levy Fidelix&nbsp;e do vice&nbsp;Hamilton Mour\u00e3o), Patriota, PCdoB, PV.<\/p>\n<h5><strong>Quem mais perdeu vereadores (2016\/2020)<\/strong><\/h5>\n<figure id=\"attachment_471071\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-471071 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/Infogra%CC%81ficos-partidos-perdeu-v2.png?resize=696%2C752&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"752\">Fonte: TSE. Elabora\u00e7\u00e3o: Congresso em Foco<\/figure>\n<p>O gr\u00e1fico abaixo mostra o quinh\u00e3o de cada partido na distribui\u00e7\u00e3o das vagas nas c\u00e2maras municipais.<\/p>\n<div class=\"flourish-embed flourish-chart\" data-src=\"visualisation\/4564900\"><iframe title=\"Interactive or visual content\" src=\"https:\/\/flo.uri.sh\/visualisation\/4564900\/embed?auto=1\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"flourish-credit\"><a href=\"https:\/\/public.flourish.studio\/visualisation\/4564900\/?utm_source=showcase&amp;utm_campaign=visualisation\/4564900\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/public.flourish.studio\/resources\/bosh.svg\" alt=\"Flourish logo\">A Flourish chart<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row vc_row wpb_row vc_row-fluid\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper\">\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-12\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element  bs-vc-block\">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<h1><strong>4. Prefeituras e diversidade<\/strong><\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_470901\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-470901\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/Infogra%CC%81ficos-Farol-GENERO-V3-1024x825.png?resize=696%2C561&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"561\">Fonte: TSE<\/figure>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>O verdadeiro gigante adormecido<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil ter\u00e1 651 prefeitas, 12% do total, e 9.196 vereadoras (16%). Como s\u00e3o quase 52% da popula\u00e7\u00e3o, as mulheres seguem&nbsp;<em>adormecidas<\/em>, como um gigante que n\u00e3o traduz sua for\u00e7a quantitativa em poder pol\u00edtico. Apesar disso, houve crescimento em rela\u00e7\u00e3o a quatro anos atr\u00e1s. Os percentuais anteriores foram 11,6% e 12%, respectivamente. Ou seja, aumentou em quatro pontos percentuais a representa\u00e7\u00e3o de mulheres nas c\u00e2maras. A conclus\u00e3o \u00e9 que a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica feminina avan\u00e7a, mas lentamente.<\/p>\n<p><strong>A identidade acordou<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros absolutos n\u00e3o traduzem o efeito simb\u00f3lico. Pelo menos 25 membros da comunidade LGBTQI+ se elegeram para c\u00e2maras municipais, inclusive em grandes capitais como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A vereadora mais votada do Brasil \u00e9 trans e negra:&nbsp;Erika Hilton, eleita pelo Psol em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_471020\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-471020 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.congressoemfoco.uol.com.br\/2020\/12\/Infogra%CC%81ficos-Farol-cor-e-raca-V4-1024x919.png?resize=696%2C625&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"625\">Fonte: TSE<\/figure>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00f5es e ra\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Pretos e pardos ser\u00e3o 44,7% dos vereadores e 32,1% dos prefeitos no Brasil, segundo o TSE. Um pequeno avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a 2016, quando foram 42% e 29,5%. Ainda assim os negros continuar\u00e3o sub-representados, a considerar que s\u00e3o 56% da popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>Os resultados, apesar disso, foram comemorados pelo movimento negro, seja pelo ganho num\u00e9rico, seja pelo ganho pol\u00edtico. A principal novidade \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o para que recursos dos partidos sejam distribu\u00eddos meio a meio entre brancos e as demais ra\u00e7as. Isso estimulou partidos de todas as vertentes ideol\u00f3gicas a buscarem diversidade racial em suas chapas de candidatos. Alguns nomes j\u00e1 sa\u00edram das urnas como boas promessas pol\u00edticas. Entre eles, o da prefeita eleita de Bauru,&nbsp;Su\u00e9llen Rosim&nbsp;(Patriota) e&nbsp;Tain\u00e1 de Paula&nbsp;(PT), vereadora eleita no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o ainda 172&nbsp; vereadores &nbsp;e oito prefeitos ind\u00edgenas, conforme o Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o TSE, elegeram-se ainda 229 vereadores e 21 prefeitos que se declararam amarelos (isto \u00e9, de origem, asi\u00e1tica).<\/p>\n<h1><strong>5. Reelei\u00e7\u00e3o, Bolsonaro e pandemia<\/strong><\/h1>\n<p>Como&nbsp;revelou o Congresso em Foco, \u00e9 n\u00edtida a rela\u00e7\u00e3o entre os resultados eleitorais e a pandemia. Prefeitos que se mostraram gestores razo\u00e1veis da profunda crise sanit\u00e1ria que&nbsp;j\u00e1 matou mais de 175 mil brasileiros&nbsp;se reelegeram com facilidade ou na maioria das vezes conseguiram fazer o sucessor.<\/p>\n<p>Esse foi o sinal mais preocupante que as elei\u00e7\u00f5es trouxeram para o presidente&nbsp;<strong>J<\/strong>air Bolsonaro, que sempre minimizou os riscos representados pela&nbsp;covid-19&nbsp;e desdenhou os ensinamentos da experi\u00eancia internacional e da ci\u00eancia. O seu negacionismo, assim como dos seus adeptos e dos gestores que o reproduziram em escala estadual ou municipal, foi claramente derrotado nas urnas, embora esse aspecto tenha sido at\u00e9 aqui bem menos ressaltado que a&nbsp;perda de popularidade do filho Carlos&nbsp;ou a derrota da esmagadora maioria dos candidatos apoiados pelo presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>De fato, \u00e9 impressionante que o chefe do governo central tenha conseguido eleger apenas 16 dentre os 63 candidatos que apoiou explicitamente por meio de&nbsp;<em>lives&nbsp;<\/em>e outras manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. E que apenas uma dessas vit\u00f3rias tenha ocorrido em uma capital (Rio Branco). Algum recado certamente houve, mas \u00e9 preciso levar em conta que o voto municipal quase sempre \u00e9 decidido em raz\u00e3o de fatores locais e \u00e9 prematuro tirar conclus\u00f5es sobre os seus efeitos na corridade presidencial de 2020.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que Bolsonaro volta a enfrentar forte crescimento da rejei\u00e7\u00e3o, sobretudo nas maiores cidades, e que superestimou a sua capacidade de transferir votos. Mas ele permanece neste momento como o jogador mais bem posicionado para a sucess\u00e3o presidencial e sua eventual reelei\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 dependendo, sobretudo, dele mesmo. O desempenho da economia, a gest\u00e3o da pandemia e sua capacidade para manter e ampliar alian\u00e7as ser\u00e3o as principais vari\u00e1veis a observar nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Fundamental \u00e9 que, num ambiente pand\u00eamico, os eleitores preferiram n\u00e3o correr riscos. Isso fica muito evidente na elevada taxa de reelei\u00e7\u00e3o. Com base nos dados do TSE, o jornal&nbsp;<em>Folha de S.Paulo&nbsp;<\/em>apurou que 62,9% dos prefeitos que disputaram um segundo mandato sa\u00edram vitoriosos. Em 2016, esse \u00edndice havia ficado em 46,4%.<\/p>\n<h1><strong>Term\u00f4metro<\/strong><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row vc_row wpb_row vc_row-fluid\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper\">\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-6 vc_col-lg-6 vc_col-xs-12\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"vc_message_box vc_message_box-solid-icon vc_message_box-rounded vc_color-info\">\n<h4><strong>Na geladeira<\/strong><\/h4>\n<h6>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/tag\/polarizacao\/\"><strong>polariza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>, que marcou a pol\u00edtica brasileira nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, foi trancada no arm\u00e1rio pelos eleitores. O dualismo PT x algu\u00e9m (sucessivamente, Collor, PSDB e Bolsonaro) desapareceu. Comprovam isso os resultados p\u00edfios atingidos por petistas e bolsonaristas e o aumento da import\u00e2ncia de partidos de centro e de direita. Isso deixa mais aberto o jogo presidencial de 2020, que a esta altura \u00e9 jogado em quatro campos:&nbsp;<strong>a)<\/strong>&nbsp;o bolsonarismo (apoiado por PP, PTB, Republicanos, PSC e parte do PSL e de outras legendas);&nbsp;<strong>b)<\/strong>&nbsp;o campo do PT e do Psol (de onde despontam como potenciais presidenci\u00e1veis Fernando Haddad, Jaques Wagner e Guilherme Boulos);&nbsp;<strong>c)<\/strong>&nbsp;o campo da centro-esquerda mais PCdoB (onde pontificam Ciro Gomes, Fl\u00e1vio Dino e o sonho ainda cultivado pelo PSB de uma candidatura de Joaquim Barbosa); e&nbsp;<strong>d)<\/strong>&nbsp;o agrupamento mais fortalecido pelos resultados eleitorais, o centro e a direita n\u00e3o bolsonarista, \u00e1rea em que sobram candidatos com algum potencial eleitoral (Luciano Huck, Sergio Moro, Eduardo Leite, Doria, Mandetta).&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<strong>&nbsp;<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"wpb_column bs-vc-column vc_column_container vc_col-sm-6 vc_col-lg-6 vc_col-xs-12\">\n<div class=\"bs-vc-wrapper wpb_wrapper\">\n<div class=\"vc_message_box vc_message_box-solid-icon vc_message_box-rounded vc_color-danger\">\n<h4><strong>Chapa quente<\/strong><\/h4>\n<h6>As&nbsp;<a href=\"https:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/eleicoes\/2-turno-recorde-de-abstencao\/\"><strong>absten\u00e7\u00f5es<\/strong><\/a>&nbsp;alcan\u00e7aram n\u00edveis recordes nas elei\u00e7\u00f5es deste ano. No segundo turno, ficaram na m\u00e9dia em 29,5%, chegando em algumas cidades \u2013 como Rio de Janeiro \u2013 a passar de 35%. Segundo o TSE, em 483 cidades a soma de absten\u00e7\u00f5es e votos nulos e em branco superou a vota\u00e7\u00e3o do candidato mais votado. O fen\u00f4meno era em parte esperado por causa da tend\u00eancia de parte do eleitorado a n\u00e3o votar durante a pandemia. Mas n\u00e3o \u00e9 de hoje que o Brasil, um pa\u00eds onde o voto \u00e9 obrigat\u00f3rio, ostenta taxas muito elevadas de n\u00e3o voto, o que indica o desinteresse de muitas pessoas pelo processo eleitoral ou mesmo o desejo de protestar contra um sistema pol\u00edtico em que elas n\u00e3o se sentem representadas. Embora seja recomend\u00e1vel analisar os n\u00fameros com prud\u00eancia, eles merecem aten\u00e7\u00e3o, sobretudo da parte dos partidos e lideran\u00e7as que sa\u00edram derrotados das urnas de novembro. Ou esses l\u00edderes e organiza\u00e7\u00f5es repensam suas rela\u00e7\u00f5es com a sociedade que se prop\u00f5em a representar ou dificilmente ter\u00e3o grande futuro nos pr\u00f3ximos embates eleitorais.<\/h6>\n<p><span class=\"post-author-name\"><strong>Cr\u00e9dito:<\/strong> <b>Sylvio Costa<\/b><\/span>&nbsp;<span class=\"post-author-name\"><span class=\"author-separator\">,<\/span>&nbsp;<b>Andr\u00e9 Sathler<\/b><\/span>&nbsp;<span class=\"post-author-name\"><span class=\"author-separator\">&nbsp;e<\/span>&nbsp;<b>Ricardo De Jo\u00e3o Braga\/ Congresso em Foco @internet 05\/12\/2020<\/b><\/span>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transportamos para c\u00e1 a 51\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Farol Pol\u00edtico, um dos produtos da nossa&nbsp;unidade de intelig\u00eancia. Trata-se de uma an\u00e1lise semanal de cen\u00e1rios, destinada a assinantes, que usa as ferramentas do jornalismo e da ci\u00eancia para oferecer uma leitura pr\u00f3pria dos acontecimentos relacionados com o Congresso e a pol\u00edtica. 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