{"id":56125,"date":"2020-12-14T03:00:00","date_gmt":"2020-12-14T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=56125"},"modified":"2020-12-13T11:45:47","modified_gmt":"2020-12-13T14:45:47","slug":"rezo-para-que-minhas-previsoes-sobre-a-pandemia-sejam-erroneas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/12\/14\/rezo-para-que-minhas-previsoes-sobre-a-pandemia-sejam-erroneas\/","title":{"rendered":"\u201cRezo para que minhas previs\u00f5es sobre a pandemia sejam err\u00f4neas\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Nenhum&nbsp;historiador&nbsp;militar&nbsp;do mundo tem tanto prest\u00edgio e leitores como&nbsp;Antony Beevor&nbsp;(Londres, 73 anos). Com mais de oito milh\u00f5es de livros vendidos em 33 idiomas,&nbsp;Beevor&nbsp;transmite em cada p\u00e1gina o terror e a viol\u00eancia das grandes batalhas do s\u00e9culo XX, entrela\u00e7ando diversos depoimentos que reuniu em arquivos com frequ\u00eancia vedados aos pesquisadores. Por isso, ningu\u00e9m melhor que o historiador brit\u00e2nico para analisar a peleja entre o&nbsp;coronav\u00edrus&nbsp;e a humanidade.<\/p>\n<p>A entrevista \u00e9 de&nbsp;Carlos Manuel S\u00e1nchez, publicada por&nbsp;XL Semanal, 09-12-2020. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 do&nbsp;Cepat.<\/p>\n<p>Nesta entrevista,&nbsp;Beevor&nbsp;descreve os poss\u00edveis cen\u00e1rios de&nbsp;futuro, sendo fiel ao seu estilo: com rigor e sem contempla\u00e7\u00f5es. Entre suas obras imprescind\u00edveis, est\u00e3o Stalingrado&nbsp;e&nbsp;Dia D: a batalha pela Normandia.&nbsp;Pasado &amp; Presente&nbsp;[editora espanhola] acaba de publicar&nbsp;A Segunda Guerra Mundial, uma adapta\u00e7\u00e3o ilustrada de seu monumental ensaio sobre o conflito.<\/p>\n<h3>Eis a entrevista.<\/h3>\n<p><strong>Algum dia, voc\u00ea escrever\u00e1 a hist\u00f3ria da pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. Por duas raz\u00f5es. Uma \u00e9 que para mim \u00e9 muito dif\u00edcil \u2018disparar\u2019 em pe\u00e7as que n\u00e3o est\u00e3o paradas. E a&nbsp;pandemia&nbsp;\u00e9 ainda um alvo em movimento. E a segunda \u00e9 que os&nbsp;historiadores&nbsp;ter\u00e3o muitas dificuldades, para n\u00e3o dizer imposs\u00edvel, de documentar o presente porque, com os arquivos eletr\u00f4nicos, os governos poder\u00e3o manter informa\u00e7\u00e3o relevante oculta ou a modificar conforme a sua conveni\u00eancia. Ser\u00e1 muito dif\u00edcil ter acesso a ela.<\/p>\n<p><strong>Mas n\u00e3o \u00e9 tentador desvendar o que pode ser o ponto de inflex\u00e3o deste s\u00e9culo?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o acredito que a&nbsp;pandemia&nbsp;marque um ponto de inflex\u00e3o porque isso implicaria uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o. A&nbsp;globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica&nbsp;n\u00e3o est\u00e1 chegando a seu fim. Acredito que veremos as&nbsp;consequ\u00eancias da&nbsp;Covid&nbsp;como um terr\u00edvel acelerador da l\u00f3gica determinista para a qual a sociedade e a tecnologia j\u00e1 estavam se encaminhando.<\/p>\n<p><strong>A pandemia \u00e9 comparada com a Segunda Guerra Mundial.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um erro. Os l\u00edderes pol\u00edticos e os meios de comunica\u00e7\u00e3o tra\u00e7am paralelismos hist\u00f3ricos em&nbsp;tempos de crise&nbsp;para explicar, simplificar ou dramatizar uma situa\u00e7\u00e3o complexa, mas \u00e9 algo perigosamente enganoso.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 nenhum per\u00edodo que nos sirva de refer\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>A&nbsp;Guerra Fria, quando toda a&nbsp;humanidade&nbsp;estava em perigo pela amea\u00e7a de&nbsp;guerra nuclear. Desde ent\u00e3o, fomos nos tornando, cada vez mais, uma sociedade da sa\u00fade e da seguran\u00e7a, que evita obsessivamente o risco. Mas agora temos que olhar para a morte novamente como uma loteria imprevis\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Aprendemos alguma li\u00e7\u00e3o de todo este sofrimento?<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, o&nbsp;efeito da pandemia&nbsp;foi provocar mais divis\u00e3o entre os pa\u00edses e mais competi\u00e7\u00e3o. Vimos como a busca de uma&nbsp;vacina, em alguns casos, se tornou simplesmente uma corrida para a maior gl\u00f3ria do prest\u00edgio nacional.<\/p>\n<p><strong>Chegou a hora de repensar as institui\u00e7\u00f5es internacionais ou estamos diante do fim do multilateralismo?<\/strong><\/p>\n<p>Antes do surto,&nbsp;Trump,&nbsp;Putin&nbsp;e outrosl\u00edderes autorit\u00e1rios&nbsp;j\u00e1 faziam tudo o que era poss\u00edvel para minar as institui\u00e7\u00f5es internacionais, como a&nbsp;OTAN, a&nbsp;Uni\u00e3o Europeia, a&nbsp;ONU&nbsp;e a&nbsp;Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. Sendo assim, o mundo est\u00e1 em um lugar mais perigoso, em especial com uma&nbsp;China&nbsp;emergente, decidida a reverter as humilha\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XIX infligidas pelas pot\u00eancias ocidentais.<\/p>\n<p>A&nbsp;China, furiosa com os lembretes de sua responsabilidade na&nbsp;propaga\u00e7\u00e3o da&nbsp;Covid-19, exerce sua influ\u00eancia mundial atrav\u00e9s da diplomacia \u2018da armadilha da d\u00edvida\u2019 (o pa\u00eds credor utiliza a d\u00edvida que outros pa\u00edses t\u00eam com ele para conseguir seus objetivos estrat\u00e9gicos) e aumentando seu poder militar para obter um controle total sobre o mar da&nbsp;China Meridional&nbsp;e&nbsp;Oriental, bem como em outros lugares.<\/p>\n<p><strong>Surgir\u00e1 uma nova ordem mundial desta pandemia?<\/strong><\/p>\n<p>O que estamos vendo pode ser que fa\u00e7a parte da s\u00edndrome do poder emergente e o poder minguante. Ou pode ser que n\u00e3o. Mas os l\u00edderes militares estadunidenses, no privado, est\u00e3o esperando uma&nbsp;guerra com a China&nbsp;nos pr\u00f3ximos cinco anos. Isto \u00e9 aterrorizador. \u00c9 f\u00e1cil come\u00e7ar uma guerra, mas como diabos termina uma&nbsp;guerra com a&nbsp;China, que tem uma atitude totalmente diferente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s baixas humanas do que um governo ocidental? A&nbsp;China&nbsp;tamb\u00e9m n\u00e3o tem escr\u00fapulos morais sobre o uso de armas completamente aut\u00f4nomas que v\u00e3o muito al\u00e9m dos drones assassinos operados a dist\u00e2ncia pelos&nbsp;Estados Unidos&nbsp;e outros pa\u00edses. Isto daria \u00e0&nbsp;China&nbsp;uma imensa vantagem.<\/p>\n<p><strong>Os economistas est\u00e3o em acordo sobre como sairemos da crise&#8230; Descrevem cen\u00e1rios em \u201cL\u201d (estagna\u00e7\u00e3o), em \u2018V\u201d (queda e recupera\u00e7\u00e3o) e agora em \u201cK\u201d (alguns se recuperar\u00e3o e outros cair\u00e3o). Como voc\u00ea enxerga?<\/strong><\/p>\n<p>A&nbsp;depress\u00e3o econ\u00f4mica&nbsp;ter\u00e1 efeitos profundos. A&nbsp;escassez de emprego para os jovens&nbsp;aumentar\u00e1 as migra\u00e7\u00f5es tanto para&nbsp;Europa&nbsp;como dentro da&nbsp;Europa. E isto, \u00e9 claro, se somar\u00e1 \u00e0s migra\u00e7\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o aumentando pela&nbsp;mudan\u00e7a clim\u00e1tica&nbsp;e os&nbsp;conflitos na \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>Como afetar\u00e1 os jovens?<\/strong><\/p>\n<p>Dever\u00edamos considerar como a demografia contribui para os conflitos. Isto foi um fator ignorado nas origens da&nbsp;Guerra Civil espanhola. O&nbsp;<em>baby boom<\/em>&nbsp;em algumas regi\u00f5es da&nbsp;Espanha, devido ao repentino aumento dos lucros durante a&nbsp;Primeira Guerra Mundial, significou que para muitos jovens, 18 anos mais tarde, fosse muito dif\u00edcil encontrar emprego durante a&nbsp;crise econ\u00f4mica mundial. Hoje, o problema dos jovens irados e frustrados \u00e9 particularmente agudo ao longo da costa do&nbsp;norte da \u00c1frica&nbsp;e da&nbsp;\u00c1frica Subsaariana, onde n\u00e3o podem se permitir formar o seu pr\u00f3prio lar e, portanto, fica dif\u00edcil se casar e ter sua pr\u00f3pria identidade. Isto tamb\u00e9m, em grande medida, valer\u00e1 para a&nbsp;Europa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_56126\" aria-describedby=\"caption-attachment-56126\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-56126 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Antony-Beevor.jpg?resize=150%2C150\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Antony-Beevor.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Antony-Beevor.jpg?w=224&amp;ssl=1 224w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-56126\" class=\"wp-caption-text\">Antony James Beevor \u00e9 um escritor e historiador brit\u00e2nico, educado na renomada Real Academia Militar de Sandhurst<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A Europa reagiu com aux\u00edlios massivos para que a paralisa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica n\u00e3o deixe sequelas irrevers\u00edveis. Ser\u00e1 o suficiente?<\/strong><\/p>\n<p>No interior de quase todos os pa\u00edses economicamente avan\u00e7ados, vemos uma ampla gama de problemas, sobretudo para os jovens, que j\u00e1 est\u00e3o cansados das&nbsp;limita\u00e7\u00f5es impostas <strong>\u00e0 sua vida social<\/strong>. Ignorar\u00e3o a autoridade ou se rebelar\u00e3o contra ela. Haver\u00e1 tamb\u00e9m uma lacuna crescente entre os poucos, comparativamente, que conseguir\u00e3o os trabalhos que querem, e os desempregados ou aqueles obrigados a aceitar as penosas condi\u00e7\u00f5es da crescente&nbsp;gig economy<em>&nbsp;<\/em>(trabalhos espor\u00e1dicos de curta dura\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><strong>Aproximam-se revoltas?<\/strong><\/p>\n<p>Para aqueles que pediram empr\u00e9stimos para pagar seus estudos universit\u00e1rios e que n\u00e3o conseguiram encontrar nada que coincida com a sua qualifica\u00e7\u00e3o, o gosto ser\u00e1 amargo. A ira os levar\u00e1, em muitos casos, a um maior ativismo pol\u00edtico ou at\u00e9 mesmo a uma a\u00e7\u00e3o&nbsp;direta mais extrema.<\/p>\n<p><strong>A r\u00e1pida ado\u00e7\u00e3o do teletrabalho salvou muitas empresas&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Mas o decl\u00ednio do espa\u00e7o tradicional de escrit\u00f3rio e a vida de escrit\u00f3rio est\u00e1 tendo um efeito devastador nas lojas e bares do centro das cidades, ao mesmo tempo em que produz um aumento dos vendedores online, que, por sua vez, aumenta a&nbsp;precariedade. Nos&nbsp;Estados&nbsp;Unidos, as corpora\u00e7\u00f5es est\u00e3o acelerando a&nbsp;robotiza\u00e7\u00e3o&nbsp;de suas f\u00e1bricas para que possam continuar produzindo no futuro, durante os&nbsp;surtos de Covid&nbsp;ou de&nbsp;outras pandemias.<\/p>\n<p><strong>A pandemia acelerar\u00e1 a automa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 descabido prognosticar um futuro desumanizado que seja invulner\u00e1vel a qualquer&nbsp;v\u00edrus, exceto aos eletr\u00f4nicos: f\u00e1bricas sem trabalhadores, transporte sem motoristas, armaz\u00e9ns sem oper\u00e1rios e a distribui\u00e7\u00e3o de produtos com drones. \u00c9 o grande&nbsp;sonho capitalista.<\/p>\n<p><strong>Como sobrevive uma sociedade com menos trabalho para repartir?<\/strong><\/p>\n<p>Aldous Huxley&nbsp;publicou, em 1931,&nbsp;Admir\u00e1vel mundo novo, um&nbsp;romance&nbsp;dist\u00f3pico&nbsp;que tem grandes possibilidades de estar muito perto da verdade, com grandes massas de popula\u00e7\u00e3o adormecida com drogas e entretida com filmes.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 margem para reagir?<\/strong><\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo igualmente alarmante. A&nbsp;Covid&nbsp;acelerou espetacularmente a&nbsp;propaga\u00e7\u00e3o de teorias conspirat\u00f3rias e not\u00edcias falsas. V\u00eddeos online da pregadora su\u00ed\u00e7a&nbsp;Christina von Dreien&nbsp;s\u00e3o vistos por centenas de milh\u00f5es de pessoas. Ela, assim como outros propagandistas antigovernamentais, explora a desconfian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e afirma que a&nbsp;Covid&nbsp;\u00e9 um engano com o prop\u00f3sito de fazer com que uma elite de \u2018governantes secretos\u2019 aumente o seu controle. Insinua que as duas guerras mundiais foram produto de um compl\u00f4 internacional contra a&nbsp;Alemanha, o que contribui para o ressurgimento dos pontos de vista&nbsp;neonazistas.<\/p>\n<p>Na&nbsp;Gr\u00e3-Bretanha, tivemos sabotagens contra as torres de telefonia como resultado das afirma\u00e7\u00f5es do te\u00f3rico da conspira\u00e7\u00e3o&nbsp;David Icke&nbsp;e outros que afirmam que a&nbsp;tecnologia 5G&nbsp;transmite o&nbsp;coronav\u00edrus&nbsp;por meio das ondas de r\u00e1dio.<\/p>\n<p><strong>Como explica que teorias t\u00e3o incoerentes recebam tanta acolhida?<\/strong><\/p>\n<p>Este assalto deliberado \u00e0 verdade cient\u00edfica funciona bem em um mundo de pol\u00edticas identit\u00e1rias. Nunca se deve esquecer que foram os seguidores da&nbsp;Igreja da cientologia&nbsp;que cunharam o slogan: \u201cSe voc\u00ea acredita que \u00e9 verdade, \u00e9 verdade\u201d. E funciona ainda melhor como est\u00edmulo \u00e0 raiva moral daqueles que consideram a si mesmos \u2018os oprimidos\u2019. O Estado \u00e9 visto como opressor, junto com qualquer \u2018governante secreto\u2019, como os meios de comunica\u00e7\u00e3o ou os banqueiros judeus.<\/p>\n<p><strong>A democracia est\u00e1 em perigo?<\/strong><\/p>\n<p>Talvez a consequ\u00eancia mais daninha da&nbsp;Covid, a longo prazo, seja a fragmenta\u00e7\u00e3o causada pelas suspeitas infundadas e os ressentimentos, e que pode minar ainda mais a aceita\u00e7\u00e3o do governo democr\u00e1tico. Ocorrer\u00e3o&nbsp;outras pandemias, caso os humanos continuem&nbsp;explorando o mundo animal e desencadeando infec\u00e7\u00f5es entre as esp\u00e9cies.&nbsp;Os resultados podem ser inclusive mais devastadores para o meio ambiente e para a&nbsp;sa\u00fade <strong>global<\/strong>, mas as consequ\u00eancias mais perigosas ser\u00e3o as pol\u00edticas, as nacionais e as sociais.<\/p>\n<p><strong>Tomara que n\u00e3o acerte nenhuma&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Eu rezo para que estas previs\u00f5es resultem exageradas ou err\u00f4neas, mas temo que n\u00e3o s\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Carlos Manuel S\u00e1nchez\/Instituto Humanista Unisinos &#8211; @internet 14\/12\/2020<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhum&nbsp;historiador&nbsp;militar&nbsp;do mundo tem tanto prest\u00edgio e leitores como&nbsp;Antony Beevor&nbsp;(Londres, 73 anos). 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