{"id":56170,"date":"2020-12-14T04:22:05","date_gmt":"2020-12-14T07:22:05","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=56170"},"modified":"2020-12-14T05:38:46","modified_gmt":"2020-12-14T08:38:46","slug":"salario-baixo-e-alta-informalidade-a-cara-do-emprego-dos-jovens-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/12\/14\/salario-baixo-e-alta-informalidade-a-cara-do-emprego-dos-jovens-no-brasil\/","title":{"rendered":"Sal\u00e1rio baixo e alta informalidade: a cara do emprego dos jovens no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"clearfix\">\n<div id=\"cover\">\n<div class=\"row topo-full\">\n<section class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"box\">\n<p class=\"linha-fina\">Oito em cada dez jovens de at\u00e9 24 anos t\u00eam emprego considerado prec\u00e1rio, aposta estudo feito pela consultoria IDados<\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<section class=\"container\">\n<section class=\"materia infografico n--noticia\" data-url=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/infograficos\/economia,salario-baixo-e-alta-informalidade-a-cara-do-emprego-dos-jovens-no-brasil,1138392\" data-produto=\"Estad\u00e3o\" data-editoria=\"Economia\" data-subeditoria=\"Geral\" data-guid=\"MM_AG_PT_ASSET_1138392\" data-titulo=\"Sal\u00e1rio baixo e alta informalidade: a cara do emprego dos jovens no Brasil\" data-tags=\"Emprego; Desemprego; Sal\u00e1rio; Educa\u00e7\u00e3o; Economia; Neg\u00f3cios\" data-tipomidia=\"Not\u00edcias\" data-credito=\"Ren\u00e9e Pereira\" data-coment=\"no-comments\">\n<div id=\"pw-MM_AG_PT_ASSET_1138392\" class=\"pw-container\" data-acesso=\"0\">\n<div id=\"sw-MM_AG_PT_ASSET_1138392\" class=\"pw-container\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-center corpo-noticias\">\n<div class=\"box infografico__box\">\n<div class=\"content infografico__iframe\">\n<section class=\"arte-content\" data-arte-page=\"mx8po6y8q7k0\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Em 2017, aos 21 anos, o sul-mato-grossense Enivaldo Cabral Garcia desembarcou na&nbsp;capital paulista&nbsp;para trabalhar e bancar seus estudos. Sozinho e sem experi\u00eancia, teve de aceitar o que apareceu pela frente para conseguir entrar no&nbsp;mercado de trabalho. A esperan\u00e7a da&nbsp;carteira assinada&nbsp;deu lugar ao trabalho intermitente, sem estabilidade nem benef\u00edcios. Na \u00e9poca, o estudante de&nbsp;Direito&nbsp;arrumou alguns trabalhos em eventos, na \u00e1rea de limpeza, e ganhava por dia.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Aos poucos, ele conseguiu melhorar sua posi\u00e7\u00e3o, saindo de auxiliar para supervisor. \u201cMesmo assim, meu sal\u00e1rio era bem inferior aos dos colegas mais velhos que faziam o mesmo que eu. Mas, como precisava da renda, n\u00e3o reclamava.\u201d Tempos mais tarde, conseguiu um est\u00e1gio na&nbsp;defensoria p\u00fablica&nbsp;e, depois, um trabalho num call center. Este \u00faltimo, no entanto, foi interrompido pela pandemia. Formado em 2019, Garcia aguarda novo calend\u00e1rio para prestar o exame da&nbsp;Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), buscar uma vaga na \u00e1rea e tentar melhorar suas condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Desafios do mercado de trabalho\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y1ictySN5as?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"video\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-media arte-image-local \">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">A trajet\u00f3ria de Enivaldo resume a cara do Brasil, onde mais de dois ter\u00e7os dos jovens (77,4%) t\u00eam emprego considerado de&nbsp;baixa qualidade. Ou seja, de cada dez trabalhadores com at\u00e9 24 anos de idade, quase oito trabalham em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel, segundo levantamento da consultoria IDados. Em n\u00fameros absolutos, isso significa perto de&nbsp;7,7 milh\u00f5es de pessoas. Na faixa et\u00e1ria entre 25 e 64 anos, o porcentual \u00e9 de 39,6% e, acima de 65 anos, de 27,4%.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para considerar se um emprego \u00e9 de m\u00e1 qualidade ou n\u00e3o, foram analisados quatro aspectos do n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds: sal\u00e1rio, estabilidade, rede de prote\u00e7\u00e3o (INSS, por exemplo) e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Em todos esses pontos, o emprego dos jovens apresenta fragilidades, mas os piores s\u00e3o renda e estabilidade. Para cerca de 90%, a renda \u00e9 inferior a 6 vezes uma cesta b\u00e1sica (varia de R$ 398 a R$ 539) e 75% t\u00eam menos de 36 meses de tempo de trabalho.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">\n<figure class=\"uva-graphic\"><iframe id=\"iFrameResizer0\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/uva\/?id=y3MDV2&amp;show_title=false&amp;show_brand=false\" scrolling=\"no\" data-uva-id=\"y3MDV2\" data-gtm-yt-inspected-8104086_128=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_587=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1455=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1459=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1517=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1518=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u201cNo mundo todo, o jovem tem uma renda menor e maior dificuldade de se colocar no mercado. Mas, no Brasil, os porcentuais indicam uma qualidade do emprego pior por causa da maior rotatividade e da informalidade (no mundo, os porcentuais est\u00e3o em torno de 60%)\u201d, diz o economista Bruno Ottoni, pesquisador do IDados e respons\u00e1vel pelo trabalho, baseado nos n\u00fameros da&nbsp;Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNADC). Considerando a popula\u00e7\u00e3o total ocupada (n\u00e3o s\u00f3 os jovens), o Brasil tem n\u00edveis de qualidade do trabalho parecidos ao de pa\u00edses como Honduras (41,6%) e Nicar\u00e1gua (43,3%) e bem pior do que Costa Rica (18,8%) e Panam\u00e1 (29%).<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">De acordo com o estudo, em 2019, a qualidade do emprego do jovem atingiu o pico de 79,1% e recuou para 77,4% no segundo trimestre deste ano. Ottoni explica que a crise da covid distorce um pouco os indicadores e, por isso, eles apresentam melhora no per\u00edodo.&nbsp;<b>O desempenho ocorre porque quem perdeu o emprego foi o trabalhador de renda mais baixa ou o informal<\/b>. Os mais qualificados continuaram empregados. \u201cComo a qualidade do emprego \u00e9 calculada com base em quem est\u00e1 empregado, o indicador pode melhorar. Mas vai piorar assim que o trabalhador demitido voltar ao mercado de trabalho, provavelmente em ocupa\u00e7\u00f5es piores.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<h4><b>FALTA DE EXPERI\u00caNCIA, CONHECIMENTO E REDE DE CONTATOS<\/b><\/h4>\n<p>Uma das principais explica\u00e7\u00f5es para a baixa qualidade do trabalho dos jovens&nbsp;est\u00e1 na falta de experi\u00eancia, menor n\u00edvel de conhecimento por causa da idade e uma rede pequena de contatos. Esses fatores tamb\u00e9m s\u00e3o o motivo para o elevado n\u00edvel de desemprego dos jovens \u2013 fator amplamente analisado e documentado no Brasil. Mas os n\u00fameros do&nbsp;IDados, calculados com base na literatura internacional, revelam que o problema vai al\u00e9m da quantidade de vagas de emprego para essa faixa et\u00e1ria. O trabalho mostra em quais condi\u00e7\u00f5es o jovem entra no mercado, afirma o economista da&nbsp;Tend\u00eancias Consultoria Integrada, Thiago Xavier.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"split\" data-align=\"\">\n<div class=\"arte-split \" data-fraction=\"even\" data-blocks=\"2\">\n<div class=\"arte-split__column\">\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Esse cen\u00e1rio, avaliam especialistas, traz consequ\u00eancias para o Pa\u00eds e para toda uma gera\u00e7\u00e3o de trabalhadores. A baixa qualidade do emprego deixa o jovem mais desprotegido no caso de ser demitido ou de uma doen\u00e7a, sobretudo se &nbsp;esse trabalhador est\u00e1 na informalidade &#8211; 32,7% dos jovens n\u00e3o t\u00eam carteira assinada. Nesse caso, ele n\u00e3o ter\u00e1 direito ao&nbsp;seguro desemprego e ficar\u00e1 sem renda, diz Ottoni. Em muitos casos, isso tem reflexo direto na renda das fam\u00edlias, que contam com esses recursos no dia a dia e ter\u00e3o de refazer o or\u00e7amento diminuindo o consumo.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Para o jovem, esse emprego considerado vulner\u00e1vel poder\u00e1 representar o abandono dos estudos e uma estagna\u00e7\u00e3o do&nbsp;capital humano, que \u00e9 o conjunto de conhecimento, habilidades e atitudes que ajudam na execu\u00e7\u00e3o do trabalho. A m\u00e1 qualidade desse emprego tamb\u00e9m eleva a&nbsp;rotatividade&nbsp;do jovem no mercado. \u201cA experi\u00eancia adquirida ao longo do tempo desenvolve capitais espec\u00edficos. Sem isso, poderemos ter trabalhadores que n\u00e3o conseguiram se desenvolver de forma adequada ao longo do tempo\u201d, diz o professor do&nbsp;Insper, S\u00e9rgio Firpo.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Outro reflexo dessa vulnerabilidade do trabalho dos jovens pode respingar na produtividade da m\u00e3o de obra brasileira, que n\u00e3o tem evolu\u00eddo muito nos \u00faltimos anos. Entre 1981 e 2018, a&nbsp;produtividade do trabalho avan\u00e7ou apenas 0,4%, segundo dados do Ibre\/FGV. \u201cA rotatividade elevada, por exemplo, prejudica o ganho de produtividade. Se esse \u00edndice \u00e9 alto, a empresa n\u00e3o vai investir na capacita\u00e7\u00e3o desse trabalhador e se torna uma profecia auto realiz\u00e1vel. Uma coisa aumenta a outra.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">De acordo com o estudo do IDados, quase metade dos jovens n\u00e3o contribuem com a Previd\u00eancia. Al\u00e9m disso, muitos n\u00e3o t\u00eam benef\u00edcios como plano de sa\u00fade ou vale refei\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso de Lais Matos, de 23 anos. Ela acaba de completar um m\u00eas empregada numa rede de lojas, na \u00e1rea de recursos humanos. Entra \u00e0s 8 horas e n\u00e3o tem hor\u00e1rio para sair. S\u00f3 recebe vale transporte e n\u00e3o tem nenhum outro benef\u00edcio. \u201cE quando precisa tenho de acumular fun\u00e7\u00f5es para cobrir a falta de m\u00e3o de obra no departamento, que est\u00e1 sobrecarregado\u201d, diz a trabalhadora. Como outros milhares de jovens, ela busca adquirir experi\u00eancia na \u00e1rea para buscar melhores oportunidades no mercado.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"heading\" data-align=\"\">\n<h3 class=\"\">Jovens t\u00eam mais dificuldade para voltar ao mercado de trabalho<\/h3>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\"><span class=\"linhafina2\"><b>T<\/b><b>rabalhadores com empregos vulner\u00e1veis s\u00e3o os primeiros a serem demitidos em uma crise<\/b><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Os jovens em trabalhos vulner\u00e1veis s\u00e3o os que mais sofrem os efeitos de uma crise. Por terem menos experi\u00eancia e, muitas vezes, n\u00e3o ter&nbsp;v\u00ednculo empregat\u00edcio, s\u00e3o os primeiros a serem demitidos, diz Bruno Ottoni, da consultoria IDados. \u201cEles tamb\u00e9m s\u00e3o os que t\u00eam mais dificuldade para voltar ao mercado de trabalho.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">\u00c9 o caso de Caroline Rosa de Carvalho, de 20 anos,&nbsp;desempregada&nbsp;desde junho. Estudante de direito, ela fazia est\u00e1gio na \u00e1rea jur\u00eddica, onde recebia uma bolsa aux\u00edlio de menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo e vale transporte. \u201cA remunera\u00e7\u00e3o era baixa, mas queria adquirir experi\u00eancia\u201d, diz Caroline.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Desde que ficou sem emprego est\u00e1 buscando novas oportunidades no mercado, mas n\u00e3o tem tido sucesso. \u201cAs empresas exigem uma experi\u00eancia que ainda n\u00e3o tenho. Para mim, esse \u00e9 o maior obst\u00e1culo na volta ao mercado de trabalho, especialmente num momento t\u00e3o delicado como agora (por causa da pandemia).\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"graphic\" data-align=\"\">\n<figure class=\"uva-graphic\"><iframe id=\"iFrameResizer1\" src=\"https:\/\/arte.estadao.com.br\/uva\/?id=2loBEQ&amp;show_title=false&amp;show_brand=false\" scrolling=\"no\" data-uva-id=\"2loBEQ\" data-gtm-yt-inspected-8104086_128=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_587=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1455=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1459=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1517=\"true\" data-gtm-yt-inspected-8104086_1518=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/figure>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">O economista&nbsp;Marcelo Neri, diretor da FGV Social, diz que os jovens da faixa et\u00e1ria entre 15 e 19 anos e entre 20 e 24 anos foram os que tiveram maior queda na renda entre o primeiro e segundo trimestres deste ano. No primeiro grupo, o recuo foi de 34% e no segundo, de 26%. Com isso, a participa\u00e7\u00e3o dos jovens no mercado de trabalho recuou 20% e 11%, respectivamente, diz ele. Na m\u00e9dia de todos os trabalhadores, essa queda foi de 8,6%.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cOs jovens j\u00e1 vinham perdendo muito nos \u00faltimos anos e perdeu mais uma vez (agora na pandemia)\u201d <\/em><\/strong><strong><em>Marcelo Neri, diretor da FGV Social<\/em><\/strong><\/p>\n<h4><span style=\"color: #222222; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; font-size: 15px;\">\u201cOs jovens j\u00e1 vinham perdendo muito nos \u00faltimos anos e perderam mais uma vez (na pandemia). Al\u00e9m da renda, as horas trabalhadas ca\u00edram muito e a jornada de estudo tamb\u00e9m\u201d, diz o economista. Em alguns casos, a perda do emprego tamb\u00e9m representou o abandono dos estudos, como no caso de Pamela Lacerda Costa, de 20 anos.<\/span><\/h4>\n<\/div>\n<div id=\"\" class=\"arte-column-s\" data-contains=\"paragraph\" data-align=\"\">\n<p class=\"\">Ela est\u00e1 desempregada desde dezembro. \u201cPara estudar tenho de trabalhar\u201d, afirma ela, que tem procurado emprego como vendedora nas&nbsp;lojas do Bom Retiro&nbsp;e pela internet. Pamela diz que atualmente qualquer loja pede um ano de experi\u00eancia em carteira. \u201cAo mesmo tempo que querem gente nova tamb\u00e9m exigem experi\u00eancia.\u201d Nesse tempo desempregada, ela tem feito trabalhos espor\u00e1dicos para conseguir algum dinheiro.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Ren\u00e9e Pereira \/ O Estado de S\u00e3o Paulo- @internet 14\/12\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito em cada dez jovens de at\u00e9 24 anos t\u00eam emprego considerado prec\u00e1rio, aposta estudo feito pela consultoria IDados Em 2017, aos 21 anos, o sul-mato-grossense Enivaldo Cabral Garcia desembarcou na&nbsp;capital paulista&nbsp;para trabalhar e bancar seus estudos. Sozinho e sem experi\u00eancia, teve de aceitar o que apareceu pela frente para conseguir entrar no&nbsp;mercado de trabalho. 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