{"id":56571,"date":"2020-12-22T03:30:23","date_gmt":"2020-12-22T06:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=56571"},"modified":"2020-12-22T05:11:01","modified_gmt":"2020-12-22T08:11:01","slug":"ascensao-funcional-servidor-com-ensino-medio-em-cargo-de-ensino-superior-e-inconstitucional-diz-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/12\/22\/ascensao-funcional-servidor-com-ensino-medio-em-cargo-de-ensino-superior-e-inconstitucional-diz-stf\/","title":{"rendered":"Ascens\u00e3o Funcional: Servidor com ensino m\u00e9dio em cargo de ensino superior \u00e9 inconstitucional, diz STF"},"content":{"rendered":"<div id=\"audimaWidget\" class=\"checked\">\u00c9 inconstitucional o aproveitamento de servidor, aprovado em concurso p\u00fablico a exigir forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel m\u00e9dio, em cargo que pressuponha escolaridade superior.&nbsp; &nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div class=\"wysiwyg\">\n<p>Essa foi a tese aprovada por maioria pelo Plen\u00e1rio virtual do Supremo Tribunal Federal, que na sexta-feira (18\/12) encerrou o julgamento de a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade que questionou lei do estado de Roraima.<\/p>\n<p>Trata-se do artigo 35 da Lei Complementar estadual 142\/2008, com as altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela Lei Complementar estadual 175\/2011, que autorizou a ascens\u00e3o funcional, sem concurso p\u00fablico, de oficiais de Justi\u00e7a de n\u00edvel m\u00e9dio ao rec\u00e9m-criado cargo de oficial de Justi\u00e7a com exig\u00eancia de n\u00edvel superior.<\/p>\n<p>Para o Tribunal de Justi\u00e7a de Roraima, houve viola\u00e7\u00e3o ao artigo 20 da Constitui\u00e7\u00e3o, que regulamenta a exig\u00eancia de concurso p\u00fablico para a ocupa\u00e7\u00e3o de cargo ou emprego p\u00fablico.<\/p>\n<p>Segundo a Assembleia Legislativa de Roraima, por\u00e9m, n\u00e3o houve transposi\u00e7\u00e3o de cargos ou provimento derivado, uma vez que n\u00e3o foi criada nova carreira e que as fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o iguais. A fun\u00e7\u00e3o, que era de cargo cuja exig\u00eancia era de ensino m\u00e9dio, passou a ter exig\u00eancia de ensino superior. Os que entraram antes da altera\u00e7\u00e3o apenas tiveram o sal\u00e1rio equiparado.<\/p>\n<p>A tese da inconstitucionalidade surgiu no voto do relator, ministro Marco Aur\u00e9lio. Para ele, \u00e9 irrelevante se a fun\u00e7\u00e3o ou nomenclatura do cargo s\u00e3o as mesmas. Os cidad\u00e3os que prestaram nova prova para o cargo de oficial de Justi\u00e7a tiveram que apresentar comprovante de conclus\u00e3o do n\u00edvel superior. Os que j\u00e1 estavam no cargo anteriormente, n\u00e3o.<\/p>\n<p>A lei acaba por driblar a exig\u00eancia do concurso p\u00fablico e, por isso, fere a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Acompanharam esse entendimento os ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, C\u00e1rmen L\u00facia, Nunes Marques, Rosa Weber e Luiz Fux.<\/p>\n<p>\u201cO v\u00edcio constitucional a afastar a equipara\u00e7\u00e3o salarial entre os cargos n\u00e3o decorre da diferen\u00e7a de qualifica\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico, mas sim da inexist\u00eancia de aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em concurso para cargo efetivo de n\u00edvel superior\u201d, disse o ministro Alexandre de Moraes, ao acompanhar o relator.<\/p>\n<p><strong>Diverg\u00eancia<\/strong><br \/>\nAbriu diverg\u00eancia o ministro Luiz Edson Fachin, acompanhado do ministro Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lu\u00eds Roberto Barroso. Para ele, a lei estabeleceu regime de transi\u00e7\u00e3o consistente em cria\u00e7\u00e3o de carreira com requisitos de acesso mais rigorosos e na extin\u00e7\u00e3o paulatina dos cargos da antiga carreira.<\/p>\n<p>Nesse processo, determinou equival\u00eancia remunerat\u00f3ria. \u201cN\u00e3o se trata de ascens\u00e3o funcional, pois o regime criado \u00e9 provis\u00f3rio, at\u00e9 que os atuais ocupantes se desvinculem do quadro do TJ-RO\u201d, disse o ministro Fachin. &nbsp;\u201cO caso sob exame nestes autos, portanto, se insere dentre as hip\u00f3teses constitucionais de reordena\u00e7\u00e3o administrativa\u201d, concordou o ministro Dias Toffoli.<\/p>\n<p>O voto do ministro Barroso trouxe sugest\u00e3o de tese: &#8220;\u00c9 constitucional lei que equipara os vencimentos de uma carreira de servidores efetivos, colocada em quadro em extin\u00e7\u00e3o, com os de outra, criada para o exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o id\u00eantica, para a qual se estabelece requisito de escolaridade superior ao exigido para ingresso na primeira&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Danilo Vital\/CONJUR &#8211; @internet 22\/12\/2020&nbsp;<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 inconstitucional o aproveitamento de servidor, aprovado em concurso p\u00fablico a exigir forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel m\u00e9dio, em cargo que pressuponha escolaridade superior.&nbsp; &nbsp; &nbsp; Essa foi a tese aprovada por maioria pelo Plen\u00e1rio virtual do Supremo Tribunal Federal, que na sexta-feira (18\/12) encerrou o julgamento de a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade que questionou lei do estado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":42665,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-56571","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/ascens%C3%A3o.png?fit=600%2C450&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56571\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42665"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}