{"id":56585,"date":"2020-12-22T05:00:52","date_gmt":"2020-12-22T08:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=56585"},"modified":"2020-12-23T06:30:31","modified_gmt":"2020-12-23T09:30:31","slug":"ipea-projeta-43-de-queda-do-pib-e-44-de-inflacao-em-2020-processo-de-retomada-sera-desigual-e-dependera-da-vacinacao-e-do-fiscal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/12\/22\/ipea-projeta-43-de-queda-do-pib-e-44-de-inflacao-em-2020-processo-de-retomada-sera-desigual-e-dependera-da-vacinacao-e-do-fiscal\/","title":{"rendered":"Ipea projeta 4,3% de queda do PIB e 4,4% de infla\u00e7\u00e3o em 2020. Processo de retomada ser\u00e1 desigual e depender\u00e1 da vacina\u00e7\u00e3o e do fiscal"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header\">O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou nesta segunda-feira (21) a an\u00e1lise consolidada trimestral da conjuntura econ\u00f4mica brasileira. Os pesquisadores revisaram a previs\u00e3o de queda do produto interno bruto (PIB) de 5%, feita em setembro, para 4,3% em 2020, gra\u00e7as principalmente \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, cujos n\u00edveis m\u00e9dios de atividade j\u00e1 se encontram acima do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Para 2021, a previs\u00e3o de crescimento foi revisada de 3,6% para 4%. Mas o aumento no n\u00famero de casos de Covid-19 no pa\u00eds \u00e9 um fator de risco para a continuidade do processo de retomada da atividade econ\u00f4mica.Na avalia\u00e7\u00e3o por componente, o PIB agropecu\u00e1rio teve crescimento projetado em 2,3% para 2020 e em 1,5% para 2021. O PIB da ind\u00fastria deve apresentar queda de 3,5% no ano que se encerra e alta de 5% em 2021. H\u00e1 estimativa de queda de 4,7% para o PIB dos servi\u00e7os neste ano e expans\u00e3o de 3,8% no ano que vem \u2013 impulsionado pela expectativa de imuniza\u00e7\u00e3o em massa da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Grupo de Conjuntura do Ipea revisou a taxa de infla\u00e7\u00e3o de 3,5% para 4,4% em 2020. A expectativa \u00e9 de que os pre\u00e7os dos servi\u00e7os encerrem este ano com uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 2,0%. J\u00e1 os pre\u00e7os monitorados devem apresentar alta de 2,5%, e os bens livres (exceto alimentos) de 2,6%. Em rela\u00e7\u00e3o a 2021, a proje\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o passou de 3,3% para 3,4%.<\/p>\n<p>As estimativas para a atividade da economia em novembro indicam crescimento da produ\u00e7\u00e3o industrial de 1,8% na s\u00e9rie sem efeitos sazonais, enquanto as vendas no com\u00e9rcio e o volume de servi\u00e7os teriam registrado altas de 1,7% e 2,5%, respectivamente.<\/p>\n<p>O desequil\u00edbrio fiscal continua sendo um grande desafio para a economia brasileira. O aumento de gastos para reduzir os efeitos da pandemia de Covid-19 deve produzir um d\u00e9ficit prim\u00e1rio da ordem de 12% do PIB em 2020, levando a d\u00edvida p\u00fablica para mais de 90% do PIB. Os gastos autorizados pela Uni\u00e3o no enfrentamento \u00e0 pandemia foram de R$ 508,38 bilh\u00f5es no acumulado de mar\u00e7o a dezembro \u2013 sendo R$ 328,70 bilh\u00f5es de investimentos em assist\u00eancia social. O cumprimento do teto de gastos em 2021 exigir\u00e1 um grande esfor\u00e7o de articula\u00e7\u00e3o para viabilizar as pol\u00edticas p\u00fablicas num contexto de forte compress\u00e3o das despesas discricion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Nessa edi\u00e7\u00e3o, a an\u00e1lise da conjuntura incluiu indicadores relacionados \u00e0 din\u00e2mica epidemiol\u00f3gica da Covid-19 no Brasil. A partir de novembro, a pandemia entrou em uma nova fase de aumento dos n\u00fameros de casos confirmados e de \u00f3bitos por Covid-19 no pa\u00eds. O aumento recente dos casos e \u00f3bitos ocorreu na maior parte das regi\u00f5es, mas afetou de forma particularmente relevante as regi\u00f5es Sul e Sudeste. No caso da regi\u00e3o Sul, os n\u00fameros de casos novos e de \u00f3bitos por 100 mil habitantes atingiram em dezembro seus maiores valores desde o in\u00edcio da pandemia. No Sudeste, a taxa de novos casos por 100 mil habitantes vem crescendo e atingiu 17,4 no per\u00edodo de sete dias encerrado em 17 de dezembro, j\u00e1 pr\u00f3xima do pico anterior observado em agosto (19,6).<\/p>\n<p>O texto menciona que \u00e9 poss\u00edvel que a evolu\u00e7\u00e3o da crise sanit\u00e1ria leve alguns estados ou munic\u00edpios a retomarem medidas de restri\u00e7\u00e3o a certas atividades econ\u00f4micas e sociais, o que poderia desacelerar a retomada em alguns segmentos, notadamente no setor de servi\u00e7os. \u201cA dificuldade de se prever a evolu\u00e7\u00e3o da pandemia e os desafios do processo de consolida\u00e7\u00e3o fiscal s\u00e3o as principais fontes de incertezas para as proje\u00e7\u00f5es de crescimento da economia brasileira em 2021\u201d, sinalizou o diretor de Estudos e Pol\u00edticas Macroecon\u00f4micas do Ipea, Jos\u00e9 Ronaldo Souza J\u00fanior.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00cdntegra da Vis\u00e3o Geral da Carta de Conjuntura <a href=\"http:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/201221_cc_49_nota_33_visao_geral.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">201221_cc_49_nota_33_visao_geral<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>ASCOM IPEA 22\/12\/2020<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Ipea: processo de retomada ser\u00e1 desigual e depender\u00e1 da vacina\u00e7\u00e3o e do fiscal<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content mgt-xlarge\">\n<p>A economia brasileira mostra recupera\u00e7\u00e3o da recess\u00e3o provocada pela pandemia de covid-19 irregular desde setembro, com produ\u00e7\u00e3o industrial e varejo com rea\u00e7\u00e3o mais forte. Contudo, o setor de servi\u00e7os, que \u00e9 o que mais emprega e tem maior peso na composi\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB), e o mercado de trabalho ainda indicam que haver\u00e1 um lento e gradual processo de recupera\u00e7\u00e3o, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). O \u00f3rg\u00e3o aponta dois fatores pelo caminho para que o crescimento daqui para frente seja mais robusto e de forma mais sustent\u00e1vel: a vacina\u00e7\u00e3o em massa e o reequil\u00edbrio fiscal.<\/p>\n<p>\u201cA gente est\u00e1 projetando uma retomada da atividade, mas os maiores riscos s\u00e3o dois: a pr\u00f3pria din\u00e2mica da epidemia, como essa nova dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e dos programas de vacina\u00e7\u00e3o, e o risco econ\u00f4mico interno que \u00e9 a quest\u00e3o fiscal, que \u00e9 bastante preocupante\u201d, alertou&nbsp;o diretor de Estudos e Pol\u00edticas Macroecon\u00f4micas do Ipea, Jos\u00e9 Ronaldo Souza J\u00fanior. Ele refor\u00e7ou que uma vacina\u00e7\u00e3o em massa ser\u00e1 fundamental para eliminar os riscos da pandemia. Para ele, o problema fiscal \u00e9 estrutural e um dos principais fatores para o baixo crescimento da economia e, por conta disso, n\u00e3o pode ser ignorado, porque ser\u00e1 necess\u00e1rio controlar o aumento do endividamento p\u00fablico, que est\u00e1 muito acima da m\u00e9dia dos pa\u00edses emergentes.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAchar que apenas aumentar os gastos para ajudar no processo de retomada da atividade \u00e9 um engano, porque o endividamento est\u00e1 muito elevado e o pa\u00eds poder\u00e1 ter problemas para recuperar os investimentos, pois empresas privadas n\u00e3o conseguem cr\u00e9dito quando o governo, que \u00e9 o maior devedor, tem dificuldades para reduzir a d\u00edvida p\u00fablica\u201d, pontuou. Ele lembrou que a vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 instant\u00e2nea e haver\u00e1 um delay para o impacto dela na economia, sem contar que ser\u00e1 um grande desafio vacinar mais da metade da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, que tem uma log\u00edstica desafiadora. \u201c\u00c9 uma dificuldade natural, diferente da Inglaterra e da Alemanha, que s\u00e3o pa\u00edses pequenos e n\u00e3o possuem \u00e1reas isoladas\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Conforme dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), a d\u00edvida p\u00fablica bruta do Brasil deve ultrapassar 100% do PIB neste ano, enquanto a m\u00e9dia de pa\u00edses emergentes dever\u00e1 subir 52,1% para 61,4% entre 2019 e 2020.<\/p>\n<p><strong>Novas proje\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o diretor do Ipea, o instituto atualizou as proje\u00e7\u00f5es de setembro e passou a prever queda de 4,3% do PIB deste ano, em vez de 5% Para 2021, as previs\u00f5es tamb\u00e9m foram revisadas, inclusive, devido \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o dos dados do PIB deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).&nbsp;<\/p>\n<p>Com isso, o \u00f3rg\u00e3o passou a prever crescimento de 4% em 2021, sendo que o carrego estat\u00edstico da atividade de 2020 para o ano que vem dever\u00e1 ser 2,7% em termos de crescimento. Antes, a proje\u00e7\u00e3o era de alta de 3,6% \u201cAs revis\u00f5es da s\u00e9rie do IBGE mudaram o padr\u00e3o de crescimento da economia\u201d, explicou Souza Jr..<\/p>\n<p>\u201cNo mercado de trabalho, os efeitos da recupera\u00e7\u00e3o, apesar de vis\u00edveis, ainda s\u00e3o modestos, e a perspectiva \u00e9 que a taxa de desemprego ainda aumente antes de come\u00e7ar a cair \u2013 devido ao prov\u00e1vel aumento da procura por trabalho em 2021\u201d, destacou o&nbsp;estudo do Ipea&nbsp;divulgado nesta segunda-feira (21\/12), prevendo infla\u00e7\u00e3o de 4,4% para este ano, acima do centro da meta determinada pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), de 4% ao ano.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico do Ipea lembrou que a estimativa para o PIB do quarto trimestre \u00e9 de avan\u00e7o de 2,1% no PIB, em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre, mas de queda de 2,1%&nbsp; na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo intervalo de 2019.&nbsp;<\/p>\n<p>Pelas proje\u00e7\u00f5es do Ipea, o PIB vai encerrar 2021 sem recuperar totalmente do patamar pr\u00e9-crise, ou seja, de 2019, com o PIB agropecu\u00e1rio crescendo 3,8%, menos do que o PIB no ano que vem. Ele n\u00e3o descarta uma queda do PIB logo no primeiro trimestre, dependendo do sucesso da vacina\u00e7\u00e3o em massa e da intensidade dessa segunda onda de cont\u00e1gio que est\u00e1 provocando lockdowns na Europa.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil prever um crescimento robusto na economia sem a vacina\u00e7\u00e3o em massa. Medidas de isolamento poder\u00e3o acontecer de novo, como ocorre na Europa, e at\u00e9 mesmo a confian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ficar prejudicada para um retorno da atividade mais forte, principalmente, do setor de servi\u00e7os\u201d, afirmou o diretor do Ipea.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Rosana Hessel\/ Blog do Vicente &#8211; @internet 22\/11\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) divulgou nesta segunda-feira (21) a an\u00e1lise consolidada trimestral da conjuntura econ\u00f4mica brasileira. 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