{"id":56801,"date":"2020-12-28T04:00:11","date_gmt":"2020-12-28T07:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=56801"},"modified":"2020-12-28T04:33:04","modified_gmt":"2020-12-28T07:33:04","slug":"mundo-sera-menos-globalizado-desafio-do-crescimento-aumenta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2020\/12\/28\/mundo-sera-menos-globalizado-desafio-do-crescimento-aumenta\/","title":{"rendered":"Mundo ser\u00e1 menos globalizado, desafio do crescimento aumenta."},"content":{"rendered":"<div class=\"row infinite\">\n<section class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row blogs\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<article class=\"n--noticia__header\">\n<h4 class=\"n--noticia__title\"><em><strong>Para especialistas, d\u00e9cada de 2020 trar\u00e1 mundo menos globalizado00<\/strong><\/em><\/h4>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 main-news\">\n<div id=\"pw-wpn_431_23258\" class=\"pw-container\" data-acesso=\"0\">\n<div id=\"sw-wpn_431_23258\" class=\"pw-container\">\n<div class=\"row n--noticia__body\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-content col-center \">\n<div class=\"box area-select\">\n<div class=\"n--noticia__content content\">\n<p>Ap\u00f3s quase 40 anos de aproxima\u00e7\u00e3o comercial e financeira entre os pa\u00edses, a d\u00e9cada de 2020 deve trazer um mundo menos&nbsp;globalizado. Economistas e analistas t\u00eam visto diferentes sinais nesse sentido, que v\u00e3o dos EUA evitando assumir a lideran\u00e7a na busca por um mundo com menos fronteiras e barreiras \u00e0 tentativa de garantir maior soberania de cada na\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s a pandemia do&nbsp;coronav\u00edrus. Mas h\u00e1&nbsp;muito mais no card\u00e1pio&nbsp;a refor\u00e7ar o p\u00eandulo rumo a um mundo mais fechado.<\/p>\n<p>\u201cUm dos principais movimentos que indicam a menor globaliza\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 o fato de os norte-americanos estarem menos interessados em serem os arquitetos multilaterais para o livre com\u00e9rcio\u201d, diz Ian Bremmer, presidente e fundador do Grupo Eurasia, uma das maiores consultorias globais de pol\u00edtica e economia. \u201c\u00c9 uma posi\u00e7\u00e3o que ocuparam historicamente e cuja sa\u00edda deixar\u00e1 grandes reflexos na economia global.\u201d<\/p>\n<h3>Elei\u00e7\u00e3o apertada de Biden foi recado das urnas<\/h3>\n<p>A tend\u00eancia j\u00e1 havia ficado clara na elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump, levado \u00e0 presid\u00eancia dos EUA gra\u00e7as ao discurso voltado ao americano de classe baixa, pouco qualificado, que perdeu emprego e renda durante d\u00e9cadas de crescimento do pa\u00eds com acordos comerciais diversos. Com a vit\u00f3ria apertada de Joe Biden, a mensagem das urnas foi refor\u00e7ada \u2013 e deve haver a busca por uma&nbsp;<span data-link=\"00001\">alternativa que atenda a esse eleitor<\/span>, segundo o&nbsp;<em>Wall Street Journal<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cMuitos americanos olham o livre com\u00e9rcio e pensam: \u2018talvez o pa\u00eds tenha ficado mais rico, talvez as pessoas mais ricas tenham ficado mais ricas, mas n\u00f3s n\u00e3o estamos ficando mais ricos. N\u00e3o vamos apoiar o livre com\u00e9rcio&#8217;\u201d, diz Bremmer. O coronav\u00edrus, que aumentou a desigualdade social, expondo mais os trabalhadores incapazes de desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es remotamente, s\u00f3 agravou essa tend\u00eancia.<\/p>\n<h3>Democratas tendem a buscar nova via de globaliza\u00e7\u00e3o, com treinamento maior dos trabalhadores<\/h3>\n<p>\u201cO sentimento anti-establishment nos EUA, tanto de esquerda quanto de direita, est\u00e1 crescendo. Foi dessa maneira que tivemos Trump e&nbsp;<em>(o candidato \u00e0 presid\u00eancia)<\/em>&nbsp;Bernie Sanders\u201d, diz ele. \u201cOs EUA s\u00e3o hoje o pa\u00eds mais desigual e mais politicamente dividido entre todas as economias industriais e \u00e9 parte da raz\u00e3o pela qual n\u00e3o querem mais liderar o mundo do jeito que fizeram.\u201d<\/p>\n<p>Entre as alternativas buscadas pelos norte-americanos, h\u00e1 na agenda democrata o treinamento massivo dos trabalhadores, para que enfrentem em condi\u00e7\u00e3o de igualdade a disputa pelas melhores vagas. \u201cOs norte-americanos est\u00e3o assustados como o gap entre seus trabalhadores e os de outros pa\u00edses diminuiu e a alternativa agora \u00e9 investir na qualifica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Rodrigo Zeidan, professor de finan\u00e7as e economia da NYU em Xangai.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil, mesmo para os EUA. Passa pela necessidade de maior or\u00e7amento \u2013 em um Senado que pode ser majoritariamente Republicano e impedir o plano do presidente eleito. Tamb\u00e9m h\u00e1 a dificuldade de a m\u00e3o de obra sem treinamento ser gigantesca. \u201cA \u00faltima vez que isso ocorreu foi durante a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial no Reino Unido e duas gera\u00e7\u00f5es inteiras foram perdidas, at\u00e9 que as pessoas fossem habilitadas a fazerem novos trabalhos\u201d, diz Bremmer.<\/p>\n<h3>Briga em torno do 5G e trabalho mais caro na China impulsionam mundo menos aberto<\/h3>\n<p>Outro movimento que tamb\u00e9m indica a tend\u00eancia \u00e0 menor globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a guerra fria tecnol\u00f3gica entre EUA e China, por conta do 5G. Na \u00e1rea que responder\u00e1 pela pr\u00f3xima revolu\u00e7\u00e3o industrial, na qual a internet de alt\u00edssima velocidade dar\u00e1 a base para o salto de produ\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia das m\u00e1quinas, os norte-americanos n\u00e3o querem compartilhar dados sens\u00edveis de seu governo e empresas com seu maior concorrente comercial. \u201c\u00c9 um pa\u00eds comunista e totalit\u00e1rio e os EUA n\u00e3o querem que o governo chin\u00eas tenha acesso a dados que envolvam seguran\u00e7a nacional\u201d, diz Bremmer.<\/p>\n<p>Um terceiro ponto no sentido de um menor interc\u00e2mbio na pr\u00f3xima d\u00e9cada diz respeito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da vantagem de se produzir na China e \u00e0 maior automa\u00e7\u00e3o. \u201cOs trabalhadores chineses est\u00e3o se tornando mais caros do que costumavam ser\u201d, afirma ele. \u201cTamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 preciso mais tantos trabalhadores quanto antigamente, o que vai levar \u00e0 menor globaliza\u00e7\u00e3o na cadeia de suprimento em f\u00e1bricas e servi\u00e7os.\u201d<\/p>\n<h3>Globaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai acabar<\/h3>\n<p>A mudan\u00e7a de trajet\u00f3ria, por\u00e9m, n\u00e3o significa que a globaliza\u00e7\u00e3o v\u00e1 acabar. \u201cO movimento do fluxo financeiro ir\u00e1 continuar\u201d, afirma Zeidan. \u201cN\u00e3o h\u00e1 qualquer movimento no sentido de control\u00e1-lo.\u201d Para ele, as principais mudan\u00e7as acontecer\u00e3o com pessoas e empresas \u2013 que perceberam ser desnecess\u00e1rias muitas viagens e deslocamentos feitos at\u00e9 pouco antes da pandemia e descobriram a efetividade do trabalho remoto.<\/p>\n<p>Os especialistas tamb\u00e9m n\u00e3o veem a China ocupando o lugar dos EUA nessa lideran\u00e7a pela globaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO projeto chin\u00eas \u00e9 nacional e todo seu poderio \u00e9 voltado ao consumo interno\u201d, diz Zeidan. Al\u00e9m disso, ele afirma que os Estados Unidos continuar\u00e3o sendo o centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, atraindo os principais c\u00e9rebros, onde est\u00e1 a verdadeira cria\u00e7\u00e3o de riqueza \u2013 ao contr\u00e1rio da China.<\/p>\n<p>Para Bremmer, como a economia chinesa ainda \u00e9 muito interligada \u00e0 norte-americana, no momento em que os EUA se voltarem mais para seu mercado interno, o pa\u00eds asi\u00e1tico ser\u00e1 bastante afetado. Todas as outras economias que negociam com a China, por sua vez, tamb\u00e9m sofrer\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Cristiane Barbieri\/ O Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; @internet 28\/12\/2020<\/strong><\/p>\n<hr>\n<div class=\"row infinite\">\n<section class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row blogs\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<article class=\"n--noticia__header\">\n<h4 class=\"n--noticia__title\"><em><strong>Com menor globaliza\u00e7\u00e3o, desafio do crescimento aumenta<\/strong><\/em><\/h4>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 main-news\">\n<div id=\"pw-wpn_431_23261\" class=\"pw-container\" data-acesso=\"0\">\n<div id=\"sw-wpn_431_23261\" class=\"pw-container\">\n<div class=\"row n--noticia__body\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-content col-center \">\n<div class=\"box area-select\">\n<div class=\"n--noticia__content content\">\n<p>Um mundo menos globalizado significa menos gera\u00e7\u00e3o de riqueza e, consequentemente, um mundo mais pobre. \u201cA globaliza\u00e7\u00e3o traz um grande vento para o crescimento global\u201d, diz Ian Bremmer, s\u00f3cio e fundador da Eurasia Group. \u201cPode n\u00e3o ser bem distribu\u00eddo, mas \u00e9 o melhor jeito de alcan\u00e7\u00e1-lo, bem como a melhoria da expectativa de vida, da educa\u00e7\u00e3o, das mulheres na for\u00e7a de trabalho\u2026 Reduzida a globaliza\u00e7\u00e3o, o crescimento ser\u00e1 mais desafiador.\u201d<\/p>\n<p>Para pa\u00edses perif\u00e9ricos como o Brasil, o impacto ser\u00e1 significativo, j\u00e1 que, com a maior economia do mundo menos interessada em globaliza\u00e7\u00e3o, tudo ficar\u00e1 mais caro, segundo Bremmer.<\/p>\n<h3>Todas as na\u00e7\u00f5es tendem a buscar garantias de seguran\u00e7a de medicamentos e alimentar<\/h3>\n<p>Para Rodrigo Zeidan, professor de finan\u00e7as e economia da NYU em Xangai, fora poucas \u00e1reas, como commodities, o Pa\u00eds tende a sofrer menos. \u201cO Brasil continua fora do jogo porque ainda \u00e9 um dos pa\u00edses mais fechados do mundo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Mesmo assim, todas as na\u00e7\u00f5es tendem a recrudescer o fechamento de fronteiras, em fun\u00e7\u00e3o da pandemia de coronav\u00edrus. \u201cTodos os pa\u00edses come\u00e7ar\u00e3o a priorizar suas cadeias de suprimentos e a seguran\u00e7a alimentar\u201d, diz Zeidan.<\/p>\n<p>A Alemanha, por exemplo, tinha bilh\u00f5es de m\u00e1scaras em sua reserva de sa\u00fade e resolveu tirar essa despesa de seu or\u00e7amento anos atr\u00e1s, diz Zeidan. Fez uma parceria com uma empresa chinesa, que as forneceria em caso de emerg\u00eancia. S\u00f3 n\u00e3o contava com o fato de que a China poderia n\u00e3o ter capacidade de distribui\u00e7\u00e3o dessas m\u00e1scaras, como aconteceu durante a pandemia.<\/p>\n<h3>Associa\u00e7\u00e3o de fabricantes de medicamentos quer criar polo de insumos na Am\u00e9rica Latina<\/h3>\n<p>Assim, movimentos de seguran\u00e7a em v\u00e1rias cadeias produtivas come\u00e7am a ser vistas em todo o mundo, inclusive no Brasil. A Associa\u00e7\u00e3o dos Laborat\u00f3rios Farmac\u00eauticos Nacionais (Alanac), por exemplo, tem conversado com o governo para a cria\u00e7\u00e3o de um polo regional de produ\u00e7\u00e3o de insumos para o setor, na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Com mais de 90% da mat\u00e9ria-prima da ind\u00fastria vinda de China, \u00cdndia e outros pa\u00edses, o setor se viu em grande dificuldade de conseguir insumos durante a pandemia. Com os portos funcionando precariamente e o d\u00f3lar nas alturas, houve dificuldade de fabrica\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios. \u201c\u00c9 quest\u00e3o de soberania produzir medicamentos e insumos\u201d, diz Henrique Tada, presidente-executivo da Alanac.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Cristiane Barbieri\/ O Estado de S\u00e3o Paulo &#8211; @internet 28\/12\/2020<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para especialistas, d\u00e9cada de 2020 trar\u00e1 mundo menos globalizado00 Ap\u00f3s quase 40 anos de aproxima\u00e7\u00e3o comercial e financeira entre os pa\u00edses, a d\u00e9cada de 2020 deve trazer um mundo menos&nbsp;globalizado. 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