{"id":57241,"date":"2021-01-09T03:16:05","date_gmt":"2021-01-09T06:16:05","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=57241"},"modified":"2021-01-09T07:51:33","modified_gmt":"2021-01-09T10:51:33","slug":"butantan-e-fiocruz-pedem-registro-emergencial-de-vacinas-contra-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/01\/09\/butantan-e-fiocruz-pedem-registro-emergencial-de-vacinas-contra-covid-19\/","title":{"rendered":"Butantan e Fiocruz pedem registro emergencial de vacinas contra covid-19"},"content":{"rendered":"<p class=\"intro\">Anvisa tem dez dias para responder aos pedidos. Governo federal j\u00e1 fechou a compra de 312 milh\u00f5es de doses dos imunizantes, mas ainda n\u00e3o tem data para in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) recebeu nesta sexta-feira (08\/01) os dois primeiros pedidos de registro emergencial no pa\u00eds de vacinas contra a covid-19. A autoriza\u00e7\u00e3o foi solicitada para a vacina Coronavac, desenvolvida pelo laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo paulista, e para o imunizante criado pela farmac\u00eautica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, que no Brasil s\u00e3o parceiros da Fiocruz (Funda\u00e7\u00e3o Osvaldo Cruz), uma entidade do governo federal.<\/p>\n<p>A Anvisa far\u00e1 em 24 horas uma triagem inicial dos documentos para avaliar se&nbsp;\u00e9 necess\u00e1rio pedir informa\u00e7\u00f5es adicionais, e tem at\u00e9 dez dias para fazer a an\u00e1lise dos dados e responder se autoriza o uso das vacinas.<\/p>\n<p>Ambos os imunizantes requerem duas doses para atingir sua efic\u00e1cia m\u00e1xima de prote\u00e7\u00e3o contra a covid-19 e podem ser armazenados em temperatura de geladeira, o que facilita a log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O governo&nbsp;j\u00e1 fechou a compra&nbsp;de 212 milh\u00f5es de doses da vacina de Oxford\/AstraZeneca e de&nbsp;100 milh\u00f5es de doses da Coronavac, para serem entregues ao longo do ano. Somados os dois contratos, as doses s\u00e3o suficientes para vacinar 156 milh\u00f5es de pessoas, ou 73% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ainda n\u00e3o informou a data em que pretende iniciar a imuniza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Na quinta-feira (07\/01), o ministro da Sa\u00fade, Eduardo Pazuello, disse que, &#8220;no melhor cen\u00e1rio&#8221;, a vacina\u00e7\u00e3o pelo Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o come\u00e7a em 20 de janeiro. O governo de S\u00e3o Paulo j\u00e1 tem um calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o confirmado com o uso da Coronavac, que dever\u00e1 come\u00e7ar a ser aplicada em 25 de janeiro no estado.<\/p>\n<h2>Efic\u00e1cias<\/h2>\n<p>O primeiro pedido apresentado \u00e0 Anvisa foi o da Coronavac e se refere ao uso de 6 milh\u00f5es de doses que j\u00e1 foram importadas prontas da China.<\/p>\n<p>Os resultados finais dos ensaios cl\u00ednicos no Brasil&nbsp;haviam sido divulgados pelo governo de S\u00e3o Paulo na quinta-feira. O imunizante teve&nbsp;efic\u00e1cia de 78% para evitar casos leves&nbsp;da covid-19&nbsp;e evitou em 100% a ocorr\u00eancia de casos moderados e graves. A taxa de efic\u00e1cia geral da Coronavac, que considera todas as pessoas que pegaram covid-19, independente da gravidade da doen\u00e7a, n\u00e3o foi divulgada.<\/p>\n<p>Depois, foi a vez de a Fiocruz protocolar o pedido de uso emergencial de 2 milh\u00f5es de doses da vacina de Oxford\/AstraZeneca que ser\u00e3o importadas prontas da \u00cdndia.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia m\u00e9dia desse imunizante em ensaios cl\u00ednicos realizados com volunt\u00e1rios no Reino Unido e no Brasil foi de 70%. Entre os que haviam recebido duas doses completas, a efic\u00e1cia foi de 62%. Em um grupo menor, que inicialmente recebeu meia dose e depois uma dose inteira, a efic\u00e1cia foi de 90%. Nos dois&nbsp;grupos, o imunizante&nbsp;evitou a forma grave&nbsp;da doen\u00e7a em 100% dos casos.<\/p>\n<p>Apesar de essas taxas de efic\u00e1cia serem menores que a de vacinas concorrentes, como a da Pfizer\/Biontech e a da Moderna, que apresentaram efic\u00e1cia em torno de 95%, o resultado apresentado pelos imunizantes da Sinovac e de AstraZeneca\/Oxford est\u00e1 acima do m\u00ednimo estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), de 50%, e tem&nbsp;capacidade de controlar a pandemia se as vacinas&nbsp;forem aplicadas em campanhas extensas e capilarizadas pelo pa\u00eds.<\/p>\n<h2>Ritmo de entrega<\/h2>\n<p>Dois milh\u00f5es de doses da vacina de Oxford\/AstraZeneca devem ser importadas prontas da \u00cdndia ainda em janeiro, em data n\u00e3o especificada pelo governo. A Fiocruz, que no primeiro semestre produzir\u00e1 esse imunizante em territ\u00f3rio nacional a partir do princ\u00edpio ativo importado da China, planeja entregar ao governo federal seu primeiro lote, de 1 milh\u00e3o de doses, na semana de 8 a 12 de fevereiro.&nbsp;A partir do final de fevereiro, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 entregar 3,5 milh\u00f5es de doses por semana.<\/p>\n<p>Durante o segundo semestre de 2021, a Fiocruz ter\u00e1 o controle total da tecnologia e passar\u00e1 a produzir tamb\u00e9m o princ\u00edpio ativo. A meta \u00e9 entregar 210 milh\u00f5es de doses no total neste ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 o governo paulista tem um estoque de 10,8 milh\u00f5es de doses da Coronavac, que foram importadas prontas da China, e deve receber mais 35 milh\u00f5es de doses at\u00e9 a primeira quinzena de fevereiro. O Instituto Butantan tamb\u00e9m se prepara para poder fabricar a vacina no Brasil no futuro.<\/p>\n<p>Pazuello afirmou que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ainda negocia a aquisi\u00e7\u00e3o de vacinas de outros fabricantes. O governo tamb\u00e9m espera obter mais 42,5 milh\u00f5es de doses por meio do cons\u00f3rcio Covax Facilty, liderado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Nesta sexta-feira, o laborat\u00f3rio Pfizer afirmou ter oferecido ao governo brasileiro a entrega de 70 milh\u00f5es de doses da sua vacina, desenvolvida com a empresa alem\u00e3 Biontech, a partir de dezembro de 2020, contrariando afirma\u00e7\u00e3o feita no dia anterior por Pazuello, de que a empresa teria oferecido apenas 9 milh\u00f5es de doses ao pa\u00eds. Essa vacina&nbsp;foi a primeira a ter a aprova\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia e dos Estados Unidos e por enquanto&nbsp;est\u00e1 fora das aquisi\u00e7\u00f5es feitas pelo governo federal.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle &#8211; @internet 09\/01\/2021<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anvisa tem dez dias para responder aos pedidos. 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