{"id":57597,"date":"2021-01-20T04:30:33","date_gmt":"2021-01-20T07:30:33","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=57597"},"modified":"2021-01-20T05:50:51","modified_gmt":"2021-01-20T08:50:51","slug":"stf-discutira-itens-da-reforma-trabalhista-e-acordos-coletivos-em-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/01\/20\/stf-discutira-itens-da-reforma-trabalhista-e-acordos-coletivos-em-2021\/","title":{"rendered":"STF discutir\u00e1 itens da reforma trabalhista e acordos coletivos em 2021"},"content":{"rendered":"<div class=\"m-head-single\">\n<h6 class=\"m-resume-single\">As propostas que j\u00e1 tramitam na Justi\u00e7a, segundo especialistas, abordam quest\u00f5es sindicais e temas abarcados na Reforma Trabalhista de 2017<\/h6>\n<\/div>\n<div class=\"m-wrapper\">\n<div class=\"columns is-multiline\">\n<div class=\"column is-full\">\n<article class=\"m-content\">A pandemia trouxe \u00e0 tona o debate sobre um mundo trabalhista justo e inclusivo. As demandas do teletrabalho, o combate \u00e0 informalidade, a falta de oportunidades justas para mulheres, a cria\u00e7\u00e3o de ambientes inseguros \u00e0 Covid-19 e as mudan\u00e7as nos contratos de trabalho escancaram a desigualdade social entre empregado e empregador.<\/p>\n<h5>De acordo com a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Magistrados da Justi\u00e7a do Trabalho (Anamatra), a ju\u00edza Noemia Garcia Porto, a magistratura do trabalho j\u00e1 enxergava essa realidade na pr\u00e1tica e, com o aumento de processos durante as crises econ\u00f4mica e sanit\u00e1ria, o grupo conseguiu pressionar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/stf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Supremo Tribunal Federal (STF)<\/a> a colocar na pauta de 2021 o debate sobre um mundo com trabalho justo e inclusivo.&nbsp;<\/h5>\n<p><em><strong>\u201cA expectativa da Anamatra \u00e9 pela afirma\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas como direitos sociais fundamentais, e n\u00e3o como mera variante a depender da economia\u201d, disse.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Um levantamento da It Press Comunica\u00e7\u00e3o, em parceria com advogados, elencou as principais propostas relacionadas \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho que podem entrar na agenda de vota\u00e7\u00f5es do STF no decorrer de 2021.<\/p>\n<p>S\u00e3o tr\u00eas propostas trabalhistas voltadas, principalmente, para os temas sindicais:<\/p>\n<div class=\"m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle\">\n<div id=\"div-gpt-ad-brasil-quadrado-2\" class=\"ad-quadrado\" data-google-query-id=\"COCtt_6kqO4CFcUEuQYdrpYEoQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/123935210\/brasil-quadrado-2_0__container__\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>1. Demiss\u00e3o sem motiva\u00e7\u00e3o por empregado de empresa p\u00fablica admitido por concurso p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p>O Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4245763&amp;numeroProcesso=688267&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=1022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RE n\u00ba 688.267&nbsp;<\/a>discute a possibilidade de demiss\u00e3o sem motiva\u00e7\u00e3o, de um empregado de empresa p\u00fablica ou de sociedade de economia mista admitido por concurso p\u00fablico. A vota\u00e7\u00e3o desse recurso no STF est\u00e1 prevista para o dia 28 de abril.<\/p>\n<p>O advogado trabalhista Pedro Maciel explica que o recurso extraordin\u00e1rio tem a fun\u00e7\u00e3o de proteger a Constitui\u00e7\u00e3o, e s\u00f3 \u00e9 admitido se a mat\u00e9ria nele discutida apresentar chance de viola\u00e7\u00e3o das normas previstas. \u201cO RE 688.267 traz a discuss\u00e3o em torno da previs\u00e3o de possibilidade de demiss\u00e3o desmotivada do trabalhador admitido por concurso, mas que labore de forma celetista, previsto na OJ 247 da SDI-1, e se afronta o disposto no artigo 37 da CF\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Maciel explicita que, se aprovado, o recurso possibilitaria uma flexibiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de trabalho com entes da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, permitindo que a sociedade de economia mista e as empresas p\u00fablicas possam contratar trabalhadores em regimes celetistas. \u201cCriaria uma maior instabilidade de emprego \u00e0queles trabalhadores que, por mais que tenham passado em concurso p\u00fablico, s\u00e3o contratados de forma celetista.\u201d<\/p>\n<p><strong>2. Cl\u00e1usulas de acordos coletivos podem integrar os contratos individuais de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Na Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=4599102\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ADPF n\u00ba 323<\/a>, os ministros discutir\u00e3o se as cl\u00e1usulas normativas dos acordos coletivos ou conven\u00e7\u00f5es coletivas integram os contratos individuais de trabalho ou se somente podem ser modificados ou suprimidos por meio de novo acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva. A vota\u00e7\u00e3o dessa ADPF no STF est\u00e1 prevista para o dia 17 de junho.<\/p>\n<p>O mestre em direito e advogado da Ferraz dos Passos Advocacia, Felipe Costa, explica que esse dispositivo trata especificamente da ultratividade das normas coletivas trabalhistas, que \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de uma lei depois da sua vig\u00eancia ou revoga\u00e7\u00e3o. \u201cSe o STF se manifestar contr\u00e1rio \u00e0 ultratividade, pode haver uma modifica\u00e7\u00e3o em um recurso trazido pela reforma trabalhista, que vedou a aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de normas coletivas ap\u00f3s o prazo de vig\u00eancia dos acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivas. Sendo assim, tais cl\u00e1usulas negociadas s\u00f3 seriam novamente aplicadas mediante a formaliza\u00e7\u00e3o de novo instrumento negocial coletivo\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>3. Preval\u00eancia do acordado sobre o legislado<\/strong><\/p>\n<p>O Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5415427&amp;numeroProcesso=1121633&amp;classeProcesso=ARE&amp;numeroTema=1046\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ARE n\u00ba 1121633&nbsp;<\/a>abrange a validade de norma coletiva de trabalho que limita ou restringe direito trabalhista n\u00e3o assegurado constitucionalmente, ou seja, a preval\u00eancia do acordado sobre o legislado. A vota\u00e7\u00e3o desse ARE no STF est\u00e1 prevista para o dia 17 de junho.<\/p>\n<p>O advogado Willer Tomaz considera que, se aprovado, o recurso com agravo servir\u00e1 para definir se as normas coletivas de trabalho podem prevalecer sobre a lei, regulando direitos trabalhistas n\u00e3o assegurados constitucionalmente. \u201cEm caso positivo, a decis\u00e3o do Supremo se harmonizar\u00e1 bem com a reforma trabalhista, que buscou conferir maior autonomia aos sujeitos da rela\u00e7\u00e3o de trabalho na negocia\u00e7\u00e3o de direitos e obriga\u00e7\u00f5es, algo que, ali\u00e1s, est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o, em seu artigo 7\u00ba, inciso XXVI.\u201d<\/p>\n<h5><strong>Pautas da reforma trabalhista<\/strong><\/h5>\n<p>Al\u00e9m das pautas sindicais que possivelmente tramitar\u00e3o na Suprema Corte, h\u00e1 evid\u00eancias de processos relacionados \u00e0 reforma trabalhista entrarem na agenda. Para o especialista em direito e rela\u00e7\u00f5es sociais Gustavo Sales, a aprova\u00e7\u00e3o de algumas a\u00e7\u00f5es causaria grade repercuss\u00e3o n\u00e3o positiva.<\/p>\n<p>\u201cQualquer dispositivo, mesmo que considerado assegurado por normas constitucionais, poder\u00e1 ser objeto de afronta por meio de dispositivos infraconstitucionais, o que abalaria a seguran\u00e7a jur\u00eddica, favorecendo os \u2018empregadores p\u00fablicos ou privados\u2019 trazendo preju\u00edzo \u00e0 parte fr\u00e1gil da rela\u00e7\u00e3o de trabalho, o empregado\u201d, diz.<\/p>\n<p>A ju\u00edza Noemia Garcia Porto lista os principais temas do ano:<\/p>\n<p><strong>1. Teto indenizat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p>Ajuizada pela Anamatra, a A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5335465\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ADI 5870&nbsp;<\/a>discute o princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral na hip\u00f3tese de dano, como preconizado pela Constitui\u00e7\u00e3o. A ADI 5870 foi apensada \u00e0s&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5626228\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ADI 6069<\/a>&nbsp;e<a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5640983\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&nbsp;ADI 6082<\/a>, pois ambas t\u00eam o mesmo intuito: questionar as normas introduzidas na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista que imp\u00f5em teto indenizat\u00f3rio para danos morais e extrapatrimoniais nas a\u00e7\u00f5es ajuizadas perante a Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<div>\n<div id=\"denakop-ad-3\" data-google-query-id=\"CIWu8P-kqO4CFYkFuQYdDNMNYg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650\/desktop_intext_3__container__\"><iframe loading=\"lazy\" id=\"google_ads_iframe_\/21715141650\/desktop_intext_3\" title=\"3rd party ad content\" src=\"https:\/\/0404bb9715c83d6c7098474eb8e4d632.safeframe.googlesyndication.com\/safeframe\/1-0-37\/html\/container.html\" name=\"\" width=\"1\" height=\"1\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" sandbox=\"allow-forms allow-popups allow-popups-to-escape-sandbox allow-same-origin allow-scripts allow-top-navigation-by-user-activation\" data-is-safeframe=\"true\" data-google-container-id=\"b\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">A a\u00e7\u00e3o discorda do entendimento dos artigos 223-A a 223-G da CLT, que comprometem a independ\u00eancia do magistrado, especialmente quando, nos incisos I a IV do par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 223-G, os legisladores estabelecem limites para a fixa\u00e7\u00e3o de valores da indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral decorrente da rela\u00e7\u00e3o de trabalho.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A vota\u00e7\u00e3o dessa ADI no STF est\u00e1 prevista para o dia 30 de junho de 2021.<\/p>\n<p><strong>2. ADI do Acesso \u00e0 Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A&nbsp;<a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5250582\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ADI 5766,<\/a>&nbsp;ou \u201cADI do Acesso \u00e0 Justi\u00e7a\u201d, discute o amplo acesso ao Poder Judici\u00e1rio Trabalhista, que foi abalado pela Lei n\u00ba 13.467\/2017. O principal objetivo \u00e9 requerer a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade do artigo 790-B da CLT (<i>caput&nbsp;<\/i>e par\u00e1grafo 4\u00ba), que responsabiliza a parte sucumbente (vencida) pelo pagamento de honor\u00e1rios periciais, ainda que benefici\u00e1ria da Justi\u00e7a gratuita.<\/p>\n<p>Essa ADI tramita no STF, no entanto, n\u00e3o existe previs\u00e3o de inclus\u00e3o no calend\u00e1rio de vota\u00e7\u00f5es de 2021.<\/p>\n<p><strong>3. Trabalho intermitente<\/strong><\/p>\n<div>\n<div id=\"denakop-ad-4\" data-google-query-id=\"CMTvw4ClqO4CFdIuuQYdd2IMQA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/21715141650\/desktop_intext_4__container__\">A A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade ADI <a href=\"http:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5317595\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5826<\/a>&nbsp;\u00e9 contra dispositivos que preveem o contrato de trabalho intermitente, institu\u00eddo pela chamada reforma trabalhista (Lei n\u00ba 13.467\/2017). A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pela Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Empregados em Postos de Servi\u00e7os de Combust\u00edveis e Derivados de Petr\u00f3leo (Fenepospetro).<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cEsse tipo de contrato n\u00e3o garante para os trabalhadores o respeito a direitos b\u00e1sicos, como sal\u00e1rio m\u00ednimo, controle de jornada, entre outros\u201d, explica Noemia.<\/p>\n<p>O julgamento dessa a\u00e7\u00e3o est\u00e1 suspenso desde dezembro de 2020, sem previs\u00e3o de nova data.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Mariana Costa\/ Metrop\u00f3les @internet 20\/01\/2021<\/strong><\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As propostas que j\u00e1 tramitam na Justi\u00e7a, segundo especialistas, abordam quest\u00f5es sindicais e temas abarcados na Reforma Trabalhista de 2017 A pandemia trouxe \u00e0 tona o debate sobre um mundo trabalhista justo e inclusivo. 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