{"id":57615,"date":"2021-01-20T05:30:38","date_gmt":"2021-01-20T08:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=57615"},"modified":"2021-01-20T05:45:08","modified_gmt":"2021-01-20T08:45:08","slug":"burocracia-e-forte-demanda-seguram-exportacao-chinesa-de-insumos-para-vacinas-e-podem-atrasar-cronograma-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/01\/20\/burocracia-e-forte-demanda-seguram-exportacao-chinesa-de-insumos-para-vacinas-e-podem-atrasar-cronograma-no-brasil\/","title":{"rendered":"Burocracia e forte demanda seguram exporta\u00e7\u00e3o chinesa de insumos para vacinas e podem atrasar cronograma no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Uma soma de quest\u00f5es burocr\u00e1ticas e necessidade de suprir seu pr\u00f3prio mercado com vacinas estaria segurando a libera\u00e7\u00e3o pela China dos insumos para a fabrica\u00e7\u00e3o das vacinas AstraZeneca e CoronaVac, o que pode levar a um atraso no cronograma de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o no Brasil, disseram fontes ouvidas pela Reuters.<\/p>\n<p>O governo brasileiro trabalha nos bastidores para tentar liberar o material, mas at\u00e9 agora n\u00e3o conseguiu uma previs\u00e3o de libera\u00e7\u00e3o. Parte dos insumos, para a produ\u00e7\u00e3o da vacina da AstraZeneca, deveria ter chegado ao Brasil no in\u00edcio de janeiro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o nova, tem um problema burocr\u00e1tico. Eles (chineses) ainda est\u00e3o definindo os procedimentos, isso demora\u201d, disse \u00e0 Reuters uma fonte brasileira a par das negocia\u00e7\u00f5es. \u201cTamb\u00e9m h\u00e1 uma escassez relativa de insumos.\u201d<\/p>\n<p>Do lado chin\u00eas, uma fonte familiar com as decis\u00f5es governamentais confirmou que os carregamentos est\u00e3o provavelmente sendo retidas \u00e0 espera das permiss\u00f5es necess\u00e1rias para exporta\u00e7\u00e3o de produtos biom\u00e9dicos, e n\u00e3o est\u00e1 claro quanto tempo deve levar ainda a libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO lado chin\u00eas est\u00e1 fazendo seu dever de casa, mas a burocracia tem muita for\u00e7a. \u00c9 um problema extremamente importante, um problema pr\u00e1tico. Materiais de sa\u00fade exigem autoriza\u00e7\u00f5es, cada lado tem uma lista de exig\u00eancias, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido\u201d, disse essa fonte.<\/p>\n<p>Uma das maiores produtoras de insumos do mundo, junto com a \u00cdndia, a China \u00e9 respons\u00e1vel por 35% do material usado no Brasil para vacinas, de acordo com dados da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p>No entanto, no caso da CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac, e da vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford, todo o material vem do pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que produz o material para boa parte do mundo, a China precisa vacinar sua pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, apenas cerca de 10 milh\u00f5es de pessoas de um total de 1,4 bilh\u00e3o de habitantes foram imunizadas. Apesar de perder apenas para os Estados Unidos no n\u00famero de vacinas aplicadas, o n\u00famero representa apenas 0,7% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora tenha controlado a epidemia que come\u00e7ou no pa\u00eds, a China tem visto surgir surtos espor\u00e1dicos nas \u00faltimas semanas. A China registrou mais de 100 novos casos de Covid-19 pelo s\u00e9timo dia na ter\u00e7a-feira e dezenas de milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o em lockdown para tentar conter um novo espalhamento do v\u00edrus.<\/p>\n<p>A dificuldade de libera\u00e7\u00e3o dos insumos da CoronaVac e da AstraZeneca n\u00e3o \u00e9 direcionada apenas ao Brasil, disse a fonte brasileira ouvida pela Reuters, apesar das dificuldades de relacionamento entre Brasil e China, aumentadas recentemente pela inten\u00e7\u00e3o inicial do presidente Jair Bolsonaro de bloquear a chinesa Huawei de participar no fornecimento de equipamentos 5G no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 direcionado a n\u00f3s\u201d, garantiu.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses, como o Reino Unido, tamb\u00e9m registraram dificuldades de ter um fluxo constante no recebimento de doses. L\u00e1, a AstraZeneca planejava entregar ao governo 2 milh\u00f5es de doses por semana a partir do final deste m\u00eas, mas o cronograma foi atrasado e agora a previs\u00e3o \u00e9 meados de fevereiro.<\/p>\n<p>O contrato da Sinovac com o Butantan prev\u00ea a entrega de insumos para produ\u00e7\u00e3o de 46 milh\u00f5es de doses da vacina at\u00e9 abril. Parte dessa produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi feita, mas para o total ser atingido \u00e9 preciso que mais insumos cheguem da China. Esse material, no entanto, ainda est\u00e1 naquele pa\u00eds e a autoriza\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o saiu.<\/p>\n<p>Na segunda-feira, o presidente do Butantan, Dimas Covas, admitiu que o atraso preocupa e pode atrasar o cronograma de entregas para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>J\u00e1 o contrato com a Fiocruz prev\u00ea a aquisi\u00e7\u00e3o de insumos para a produ\u00e7\u00e3o de 100,4 milh\u00f5es de doses at\u00e9 o meio do ano, antes de a funda\u00e7\u00e3o come\u00e7ar a produzir os insumos por conta pr\u00f3pria. O primeiro lote para envase deveria ter chegado no in\u00edcio de janeiro, mas atrasou e a previs\u00e3o \u00e9 para o final deste m\u00eas.<\/p>\n<p>Diante do atraso, o governo negocia a importa\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es doses prontas da vacina da AstraZeneca produzidas na \u00cdndia, que at\u00e9 a segunda-feira n\u00e3o tinha uma data definida para libera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma segunda fonte do lado brasileiro ouvida pela Reuters afirmou que as negocia\u00e7\u00f5es est\u00e3o avan\u00e7adas e o material vindo da China deve ser liberado \u201cem breve\u201d. N\u00e3o h\u00e1, no entanto, uma previs\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 com a \u00cdndia, o governo brasileiro tenta acelerar o prazo de entrega.<\/p>\n<p>No momento, o Brasil tem os 6 milh\u00f5es de doses da CoronaVac que come\u00e7aram a ser distribu\u00eddas na segunda-feira e outros 4,8 milh\u00f5es envasadas pelo Butantan. Sem a chegada de novos insumos ou doses prontas, o governo ter\u00e1 dificuldades de manter o cronograma de vacina\u00e7\u00e3o previsto inicialmente.<\/p>\n<p>Os contratos, tanto com o Instituto Butantan quanto com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, preveem desde o in\u00edcio a entrega do insumo farmac\u00eautico ativo (IFA), o princ\u00edpio ativo das vacinas, para ser dilu\u00eddo e envasado no Brasil. Isso at\u00e9 que a transfer\u00eancia de tecnologia esteja completa e as institui\u00e7\u00f5es possam produzir toda a vacina no pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"Attribution_container\">\n<div class=\"Attribution_attribution\">\n<p class=\"Attribution_content\"><strong>Cr\u00e9dito: Lisandra Paraguassu com reportagem adicional de Jake Spring\/ Reuters Brasil &#8211; @internet 20\/01\/2021<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma soma de quest\u00f5es burocr\u00e1ticas e necessidade de suprir seu pr\u00f3prio mercado com vacinas estaria segurando a libera\u00e7\u00e3o pela China dos insumos para a fabrica\u00e7\u00e3o das vacinas AstraZeneca e CoronaVac, o que pode levar a um atraso no cronograma de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o no Brasil, disseram fontes ouvidas pela Reuters. 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