{"id":58159,"date":"2021-02-06T03:30:54","date_gmt":"2021-02-06T06:30:54","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=58159"},"modified":"2021-02-06T07:11:12","modified_gmt":"2021-02-06T10:11:12","slug":"a-terceirizacao-na-administracao-publica-depois-das-decisoes-do-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/02\/06\/a-terceirizacao-na-administracao-publica-depois-das-decisoes-do-stf\/","title":{"rendered":"A terceiriza\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica depois das decis\u00f5es do STF"},"content":{"rendered":"<p>A reforma trabalhista implementada pelo governo federal abarcou, basicamente, duas leis ordin\u00e1rias. A Lei 13.429\/17, que alterou a Lei 6.019\/74, tratando da amplia\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses de terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra;&nbsp;e a Lei 13.467\/17, que alterou diversas disposi\u00e7\u00f5es da CLT, tornando mais flex\u00edvel a reg\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es de trabalho no setor empresarial.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m trouxe um impacto expressivo para a \u00e1rea trabalhista o recente julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da ADPF 324 (relator ministro&nbsp;Roberto Barroso) e do Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;958.252, com repercuss\u00e3o geral reconhecida (relator ministro&nbsp;Luiz Fux), ambos compreendendo como constitucional a terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades-fim nas empresas em geral, revisitando a posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria firmada pela Justi\u00e7a do Trabalho (S\u00famula 331\/TST).<\/p>\n<p>Como resultado desse julgamento, o Tema 725 da repercuss\u00e3o geral do STF, cujo teor \u00e9 o seguinte: &#8220;\u00c9 l\u00edcita a terceiriza\u00e7\u00e3o ou qualquer outra forma de divis\u00e3o do trabalho entre pessoas jur\u00eddicas distintas, independentemente do objeto social das empresas envolvidas, mantida a responsabilidade subsidi\u00e1ria da empresa contratante&#8221;.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o desse novo panorama legislativo e jurisprudencial ao setor p\u00fablico exige acomoda\u00e7\u00f5es e ajustes. \u00c9 que, embora a terceiriza\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica seja uma realidade em qualquer s\u00edtio, \u00e9 essencial distinguir sua aplicabilidade para administra\u00e7\u00e3o direta, autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas \u2014 e para as empresas p\u00fablicas, sociedades de economia mista e suas subsidi\u00e1rias (parciais ou integrais).<\/p>\n<p>\u00c9 mais do que natural que \u00e0s empresas estatais e subsidi\u00e1rias se reconhe\u00e7a maior liberdade para uso da terceiriza\u00e7\u00e3o, como se infere do verbete do Tema 725 do STF, que literalmente alude \u00e0s \u201cempresas\u201d, direcionando-se, pois, a uma t\u00e9cnica de gest\u00e3o descentralizada \u2014 \u201cterceiriza\u00e7\u00e3o empresarial\u201d.<\/p>\n<p>O artigo&nbsp;10, par\u00e1grafo 7\u00ba do Decreto-lei 200\/67, aplic\u00e1vel a ambos os casos (\u00f3rg\u00e3os, autarquias, funda\u00e7\u00f5es e empresas estatais), disp\u00f5e que, \u201cpara melhor desincumbir-se das tarefas de planejamento, coordena\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o e controle e com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da m\u00e1quina administrativa, a Administra\u00e7\u00e3o procurar\u00e1 desobrigar-se da&nbsp;<u>realiza\u00e7\u00e3o material de tarefas executivas<\/u>, recorrendo, sempre que poss\u00edvel, \u00e0&nbsp;<u>execu\u00e7\u00e3o indireta<\/u>, mediante contrato, desde que exista, na \u00e1rea, iniciativa privada suficientemente desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos da execu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Uma leitura mais detida do dispositivo revela que a autoriza\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 pertinente \u00e0 \u201cterceiriza\u00e7\u00e3o de atividade\u201d, e n\u00e3o \u00e0 \u201cterceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra\u201d. \u00c9 dizer que existem determinadas atividades, as quais, sobre n\u00e3o serem consideradas como t\u00edpicas do \u00f3rg\u00e3o ou da entidade administrativa, podem ser contratadas com terceiros (terceirizadas). Dessa forma, distinguindo os dois tipos de terceiriza\u00e7\u00e3o, garante-se que n\u00e3o haja uma superposi\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es entre os terceirizados e os servidores ou empregados de carreira, afastando-se cogita\u00e7\u00f5es de infring\u00eancia \u00e0 regra do concurso p\u00fablico (artigo&nbsp;37, II da Constitui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Bem de ver que as idiossincrasias da pr\u00e1tica administrativa brasileira revelaram o uso indevido das terceiriza\u00e7\u00f5es. \u201cO grande problema surgido em torno da terceiriza\u00e7\u00e3o, principalmente a partir da vig\u00eancia da atual Constitui\u00e7\u00e3o, foi a sua utiliza\u00e7\u00e3o como v\u00e1lvula de escape \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de concursos p\u00fablicos, com vistas a contornar a regra do art. 37, II da Constitui\u00e7\u00e3o. Antes o problema exsurgia com menos intensidade, posto que o art. 97, \u00a7 1\u00ba da Carta revogada, permitia a contrata\u00e7\u00e3o de empregados p\u00fablicos, regidos pela CLT, sem a realiza\u00e7\u00e3o de concurso\u201d<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p>Diante disso, a Uni\u00e3o, provocada pelo TCU<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;\u2014 e ciente da constru\u00e7\u00e3o jurisprudencial trabalhista<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;\u2014 editou o Decreto 2.271\/97 (que regulamentou o artigo&nbsp;10, par\u00e1grafo 7\u00ba do DL 200\/67), para dizer que as&nbsp;<em>atividades<\/em>&nbsp;de conserva\u00e7\u00e3o, limpeza, seguran\u00e7a, vigil\u00e2ncia, transportes, inform\u00e1tica, copeiragem, recep\u00e7\u00e3o, reprografia, telecomunica\u00e7\u00f5es e manuten\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios, equipamentos e instala\u00e7\u00f5es deveriam ser, de prefer\u00eancia, objeto de execu\u00e7\u00e3o indireta (artigo&nbsp;1\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m disse que n\u00e3o poderiam ser objeto de execu\u00e7\u00e3o indireta (terceiriza\u00e7\u00e3o) as atividades inerentes \u00e0s categorias funcionais abrangidas pelo plano de cargos do \u00f3rg\u00e3o ou entidade, salvo expressa disposi\u00e7\u00e3o legal em contr\u00e1rio ou quando se tratar de cargo extinto, total ou parcialmente, no \u00e2mbito do quadro geral de pessoal (artigo&nbsp;1\u00ba, par\u00e1grafo 2\u00ba).<\/p>\n<p>Em outras palavras, a regulamenta\u00e7\u00e3o federal direcionou a terceiriza\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica para o conceito, haurido da jurisprud\u00eancia trabalhista, de \u201catividade-meio\u201d \u2014 se e na medida em que previu sortes de atividades materiais pass\u00edveis de execu\u00e7\u00e3o indireta (limpeza, conserva\u00e7\u00e3o, transporte etc.). Previu, ainda, que, para que tais atividades fossem \u201cterceiriz\u00e1veis\u201d, seria fundamental a verifica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>correspond\u00eancia ou n\u00e3o com o plano de cargos e sal\u00e1rios do \u00f3rg\u00e3o ou entidade<\/em>. Almejou-se assim evitar que a terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades autorizada pela lei (Decreto-lei 200\/67) se transformasse em terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>A despeito dos enfrentamentos existentes na Justi\u00e7a do Trabalho, que relutou em admitir as possibilidades de terceiriza\u00e7\u00e3o previstas no decreto federal, ao quadro perdurou intacto at\u00e9 a reviravolta jurisprudencial derivada das j\u00e1 citadas decis\u00f5es do STF (ADPF 324 e RE 958.252).<\/p>\n<p>Ao depois disso, a Uni\u00e3o editou o Decreto Federal 9.507\/18, revogando o Decreto 2.271\/97, estabelecendo, primeira vez, a distin\u00e7\u00e3o entre o cabimento da terceiriza\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o direta, autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e nas empresas estatais e subsidi\u00e1rias.<\/p>\n<p>Com efeito, de acordo com o artigo&nbsp;3\u00ba do Decreto 9.507\/2018, n\u00e3o ser\u00e3o objeto de execu\u00e7\u00e3o indireta (terceiriza\u00e7\u00e3o) na&nbsp;<em>administra\u00e7\u00e3o direta, aut\u00e1rquica e fundacional,<\/em>&nbsp;os servi\u00e7os:<\/p>\n<ul>\n<li>que envolvam a tomada de decis\u00e3o ou posicionamento institucional nas \u00e1reas de planejamento, coordena\u00e7\u00e3o, supervis\u00e3o e controle (atividades-fim);<\/li>\n<li>que sejam considerados estrat\u00e9gicos para o \u00f3rg\u00e3o ou a entidade, cuja terceiriza\u00e7\u00e3o possa colocar em risco o controle de processos e de conhecimentos e tecnologias (atividades estrat\u00e9gicas);<\/li>\n<li>que estejam relacionados ao poder de pol\u00edcia, de regula\u00e7\u00e3o, de outorga de servi\u00e7os p\u00fablicos e de aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o (atividade-fim);<\/li>\n<li>que sejam inerentes \u00e0s categorias funcionais abrangidas pelo plano de cargos do \u00f3rg\u00e3o ou da entidade, exceto disposi\u00e7\u00e3o legal em contr\u00e1rio ou quando se tratar de cargo extinto, total ou parcialmente, no \u00e2mbito do quadro geral de pessoal (atividades meio, por\u00e9m com superposi\u00e7\u00e3o do plano de cargos e sal\u00e1rios, configurando \u201cterceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ademais, os&nbsp;<em>servi\u00e7os auxiliares, instrumentais ou acess\u00f3rios<\/em>&nbsp;das mencionadas atividades (atividades-meio) poder\u00e3o ser executados de forma indireta, vedada a transfer\u00eancia de responsabilidade para a realiza\u00e7\u00e3o de atos administrativos ou a tomada de decis\u00e3o para o contratado, assim como&nbsp;<em>n\u00e3o<\/em>&nbsp;poder\u00e3o ser terceirizados os mesmos servi\u00e7os quando relativos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o e relacionados ao exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia (artigo&nbsp;3\u00ba, par\u00e1grafos&nbsp;1\u00ba e 2\u00ba do Decreto 9.507\/18)<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s&nbsp;<em>empresas estatais e subsidi\u00e1rias<\/em>, a seu turno, disp\u00f5e o artigo 4\u00ba do Decreto 9.507\/2018 que&nbsp;<em>n\u00e3o<\/em>&nbsp;ser\u00e3o objeto de execu\u00e7\u00e3o indireta os servi\u00e7os que demandem a utiliza\u00e7\u00e3o, pela contratada, de&nbsp;<em>profissionais com atribui\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0s dos cargos integrantes de seus planos de cargos e sal\u00e1rio<\/em><u>,<\/u>&nbsp;salvo se o emprego estiver extinto ou em processo de extin\u00e7\u00e3o, ou se contrariar os princ\u00edpios administrativos da efici\u00eancia, da economicidade e da razoabilidade, tais como na ocorr\u00eancia de, ao menos, uma das seguintes hip\u00f3teses:<\/p>\n<ul>\n<li>car\u00e1ter tempor\u00e1rio do servi\u00e7o (Lei 6.019\/74)<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>;<\/li>\n<li>incremento tempor\u00e1rio do volume de servi\u00e7os (Lei 6.019\/74);<\/li>\n<li>atualiza\u00e7\u00e3o de tecnologia ou especializa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, quando for mais atual e segura, que reduzem o custo ou for menos prejudicial ao meio ambiente;<\/li>\n<li>impossibilidade de competir no mercado concorrencial em que se insere.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Como se v\u00ea, \u00e9 fato que a regulamenta\u00e7\u00e3o federal reconhece maior espectro de terceiriza\u00e7\u00e3o para as empresas da Uni\u00e3o&nbsp;se comparadas com \u00f3rg\u00e3os e entidades da administra\u00e7\u00e3o direta, aut\u00e1rquica e fundacional. Para estes \u00faltimos, continua praticamente inc\u00f3lume o crit\u00e9rio de direcionamento da terceiriza\u00e7\u00e3o para as atividades-meio. Para as empresas estatais e subsidi\u00e1rias, o crit\u00e9rio garantidor da higidez da terceiriza\u00e7\u00e3o para atividades permanentes \u2014 independente de se tratar de atividade-meio ou atividades-fim \u2014 reside fundamentalmente na n\u00e3o correspond\u00eancia das fun\u00e7\u00f5es exercidas pelo terceirizado com as atribui\u00e7\u00f5es inerentes aos respectivos planos de cargos e sal\u00e1rios<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.&nbsp;O resto \u00e9 perfumaria&#8230;<\/p>\n<figure id=\"attachment_58160\" aria-describedby=\"caption-attachment-58160\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-58160 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/caricatura-luciano-ferraz.png?resize=200%2C300\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\"><figcaption id=\"caption-attachment-58160\" class=\"wp-caption-text\">Luciano Ferraz Advogado e Professor @CONJUR<\/figcaption><\/figure>\n<p>[1]&nbsp;FERRAZ, Luciano. Lei de Responsabilidade Fiscal e terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra no servi\u00e7o p\u00fablico.<em>&nbsp;Revista Jur\u00eddica Administra\u00e7\u00e3o Municipal<\/em>, ano 6, n\u00ba 3, mar.2001, p. 24.<br \/>\n[2]&nbsp;TCU \u2013 Processo TC-475.054\/95-4, publicado no DOU de 24\/7\/95.<br \/>\n[3]&nbsp;S\u00famula 331 do TST.<br \/>\n[4]&nbsp;As terceiriza\u00e7\u00f5es indevidas foram objeto de disciplina na Lei de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-jan-31\/interesse-publico-terceirizacao-administracao-publica-depois-decisoes-stf#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;Responsabilidade Fiscal \u2013 LC 101\/00 (art. 18, \u00a71\u00ba da LRF).<br \/>\nRegistro que essa \u00faltima veda\u00e7\u00e3o do decreto \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o federal, porquanto n\u00e3o existe ilegalidade na terceiriza\u00e7\u00e3o de atividades auxiliares, instrumentais ou acess\u00f3rios (atividades meio) nas \u00e1reas de fiscaliza\u00e7\u00e3o e consentimento relacionados ao exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia.<br \/>\n[6]&nbsp;As situa\u00e7\u00f5es de exce\u00e7\u00e3o descritas em (A) e (B) poder\u00e3o estar relacionadas \u00e0s especificidades da localidade ou \u00e0 necessidade de maior abrang\u00eancia territorial.<br \/>\n[7]&nbsp;\u00c9 por isso que os empregados da contratada com atribui\u00e7\u00f5es semelhantes ou n\u00e3o com as atribui\u00e7\u00f5es da contratante atuar\u00e3o somente no desenvolvimento dos servi\u00e7os contratados (\u00a73\u00ba do art. 4\u00ba do Decreto 9.507\/2018) \u2013 e \u00e9 tamb\u00e9m por isso que o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o ou \u00f3rg\u00e3o equivalente estabelecer\u00e1 o conjunto de atividades que ser\u00e3o pass\u00edveis de execu\u00e7\u00e3o indireta, mediante contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (\u00a74\u00ba do art. 4\u00ba do Decreto 9.507\/2018).<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Luciano Ferraz \/CONJUR &#8211; @internet 06\/02\/2021<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma trabalhista implementada pelo governo federal abarcou, basicamente, duas leis ordin\u00e1rias. A Lei 13.429\/17, que alterou a Lei 6.019\/74, tratando da amplia\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses de terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra;&nbsp;e a Lei 13.467\/17, que alterou diversas disposi\u00e7\u00f5es da CLT, tornando mais flex\u00edvel a reg\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es de trabalho no setor empresarial. Tamb\u00e9m trouxe um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":46645,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[135],"tags":[],"class_list":{"0":"post-58159","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-clipping"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/terceriza%C3%A7%C3%A3o.jpg?fit=512%2C389&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58159","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58159"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58159\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/46645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58159"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58159"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58159"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}