{"id":61224,"date":"2021-05-24T04:15:25","date_gmt":"2021-05-24T07:15:25","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=61224"},"modified":"2021-05-23T11:53:24","modified_gmt":"2021-05-23T14:53:24","slug":"niobio-os-planos-com-o-metal-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/05\/24\/niobio-os-planos-com-o-metal-do-futuro\/","title":{"rendered":"Ni\u00f3bio: Os planos com o metal do futuro"},"content":{"rendered":"<header class=\"jsx-4061771403 news-header\">\n<h4 class=\"jsx-4061771403 news-title\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Startup usa ni\u00f3bio e cria alternativa ao \u00e1lcool em gel, xampu e at\u00e9 fungicida<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4 class=\"jsx-4061771403 news-title\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Ni\u00f3bio no a\u00e7o, no carro e na bateria: os planos da CBMM com o metal do futuro<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4><strong>A verdade sobre o ni\u00f3bio<\/strong><\/h4>\n<hr>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4 class=\"jsx-4061771403 news-title\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Startup usa ni\u00f3bio e cria alternativa ao \u00e1lcool em gel, xampu e at\u00e9 fungicida<\/strong><\/span><\/h4>\n<h5 class=\"jsx-4061771403 news-thin-line\">Spray antiss\u00e9ptico tem 99,97% de \u00e1gua em sua composi\u00e7\u00e3o e \u00e9 mais barato que o tradicional \u00e1lcool em gel<\/h5>\n<\/header>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"html-container\">\n<div class=\"html-container__content\">\n<p>Uma empresa mineira desenvolveu um spray antiss\u00e9ptico eficiente contra o coronav\u00edrus, que protege as m\u00e3os, superf\u00edcies e at\u00e9 m\u00e1scaras por 24 horas. O produto tem 99,97% de \u00e1gua em sua composi\u00e7\u00e3o e \u00e9 mais barato que o tradicional \u00e1lcool em gel. O segredo? Ni\u00f3bio e muita pesquisa.&nbsp;<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis por esse e outros produtos s\u00e3o os pesquisadores e investidores por tr\u00e1s da Nanonib, uma startup que fez um insumo vers\u00e1til com nanopart\u00edculas de ni\u00f3bio. A partir desse insumo, os s\u00f3cios j\u00e1 criaram alguns produtos.&nbsp;<\/p>\n<p>A empresa come\u00e7ou com um grupo de pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que analisam o min\u00e9rio h\u00e1 15 anos \u2013Luiz Carlos Oliveira, Cintia Castro e Jadson Belchior. Depois, em 2019, os investidores Alessandro Tamietti, Poliana Tamietti e Joel Passos, do Grupo Alcatti, entraram com dinheiro e fundaram a Nanonib.&nbsp;<\/p>\n<p>O min\u00e9rio usado pela empresa \u00e9 conhecido por sua efici\u00eancia e versatilidade. Em uma tonelada de a\u00e7o, acrescentar apenas 400 gramas de ni\u00f3bio deixa o produto final muito mais male\u00e1vel e resistente a corros\u00e3o e altas temperaturas. \u00c9 por isto que um frasco de 100 ml do spray antiss\u00e9ptico da startup tem apenas 15 partes por milh\u00e3o da nanopart\u00edcula desenvolvida a partir do ni\u00f3bio.&nbsp;<\/p>\n<p>O produto ainda est\u00e1 aguardando a aprova\u00e7\u00e3o da Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria), que deve responder at\u00e9 a pr\u00f3xima semana. Uma vez aprovado, o spray estar\u00e1 nas g\u00f4ndulas de varejistas mineiros em at\u00e9 duas semanas, afirma Luiz Claudio Oliveira, um dos s\u00f3cios da Nanonib. \u201cO varejo est\u00e1 muito interessado e j\u00e1 temos negocia\u00e7\u00f5es para colocar o produto nas prateleiras, s\u00f3 dependemos do aval da Anvisa\u201d, conta Oliveira.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o permite que a mesma empresa que produz o insumo tamb\u00e9m produza o cosm\u00e9tico. Mas os s\u00f3cios da startup n\u00e3o queriam vender apenas o insumo para a ind\u00fastria, j\u00e1 que perderiam margem nesse movimento. Para resolver o problema, compraram a Yeva Cosm\u00e9tiques, que j\u00e1 tem mais de 400 pontos de venda em Minas Gerais e vai produzir o spray e outros produtos.&nbsp;<\/p>\n<p>O insumo nanotecnol\u00f3gico n\u00e3o serve apenas para a produ\u00e7\u00e3o do spray antiss\u00e9ptico. Na verdade, n\u00e3o foi este o produto que originou a startup, e sim um clareador dental que promete acabar com a sensibilidade causada pelos clareadores tradicionais e ser mais saud\u00e1vel. \u201cNosso produto n\u00e3o usa per\u00f3xido de hidrog\u00eanio (\u00e1gua oxigenada), que \u00e9 associado ao c\u00e2ncer\u201d, explica Oliveira.&nbsp;<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de cosm\u00e9ticos, a empresa ainda espera lan\u00e7ar xampus e sabonetes.&nbsp;<\/p>\n<p>A Nanonib tamb\u00e9m est\u00e1 desenvolvendo uma solu\u00e7\u00e3o para o agroneg\u00f3cio, que sofre muito com fungos e precisa usar pesticidas. A startup pensou em um defensivo mais saud\u00e1vel para se livrar dos fungos em planta\u00e7\u00f5es de soja, caf\u00e9, tomate, entre outros. A estatal Embrapa entrou como parceira para testar o produto em planta\u00e7\u00f5es. Luiz Carlos Oliveira diz que este \u201cseria o primeiro fungicida n\u00e3o t\u00f3xico da hist\u00f3ria\u201d.&nbsp;<\/p>\n<h4>Margem gorda&nbsp;<\/h4>\n<p>A grande vantagem a Nanonib \u00e9 poder cobrar pela tecnologia e alcan\u00e7ar margens generosas. No spray antiss\u00e9ptico, por exemplo, quase 100% do que estar\u00e1 nos frascos \u00e9 \u00e1gua, o que deixa a produ\u00e7\u00e3o muito mais barata que a do concorrente \u00e1lcool em gel. Al\u00e9m disto, o ni\u00f3bio \u00e9 brasileiro \u201398% da reserva mundial do min\u00e9rio est\u00e1 em Minas Gerais\u2013, o que torna a startup independente da China (de onde vem grande parte do pol\u00edmero, necess\u00e1rio para produzir o antiss\u00e9ptico mais usado hoje em dia) e do c\u00e2mbio.&nbsp;<\/p>\n<p>Outra vantagem estrat\u00e9gica \u00e9 que o Brasil n\u00e3o cobra caro pelo ni\u00f3bio. A CBMM \u2013respons\u00e1vel por 80% do mercado mundial do metal\u2013 n\u00e3o \u00e9 conhecida por praticar pre\u00e7os elevados. Ela usa sua escala para se proteger da concorr\u00eancia canadense.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cUma das instru\u00e7\u00f5es que recebemos \u00e9 que o pre\u00e7o de uma tecnologia de 15 anos precisa estar nos produtos\u201d, conta Luiz Carlos Oliveira. O conceito \u00e9 o mesmo de uma consulta com um psic\u00f3logo, por exemplo: voc\u00ea paga pelo conhecimento.&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo com um produto com alto valor agregado, a decis\u00e3o da Nanonib para o spray \u2013o primeiro produto na fila de lan\u00e7amentos\u2013 foi praticar pre\u00e7os similares ao \u00e1lcool em gel. \u201cEste foi um pedido pessoal meu para os investidores. N\u00e3o queremos oferecer um produto inacess\u00edvel para os mais pobres\u201d, diz Oliveira.&nbsp;<\/p>\n<h4>Gigantes de olho<\/h4>\n<p>Muita gente j\u00e1 est\u00e1 de olho nesta pequena startup. Em novembro do ano passado, um fundo canadense ofereceu R$ 20 milh\u00f5es para comprar a tecnologia. Os s\u00f3cios recusaram a oferta, entendendo que a empresa ainda poderia crescer muito em valor.&nbsp;E parece que eles estavam certos.&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, a UPL, multinacional indiana que ocupa o quarto lugar no mercado mundial de defensivos agr\u00edcolas, est\u00e1 interessada em comprar a Nanonib. \u201cO respons\u00e1vel por novas tecnologias da UPL me disse que j\u00e1 tem o dinheiro separado para investir na nossa startup\u201d, conta o s\u00f3cio da empresa. Segundo ele, o investimento pode ser uma compra total ou de um produto espec\u00edfico.&nbsp;<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 apenas a UPL que est\u00e1 de olho nas solu\u00e7\u00f5es com ni\u00f3bio. Stellantis (dona da Fiat) e Embraer j\u00e1 procuraram os representantes da startup para colocar o spray antiss\u00e9ptico nos carros e avi\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>A qu\u00edmica alem\u00e3 Basf \u00e9 outra empresa na lista de interessadas pela Nanonib por causa das solu\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de defensivos agr\u00edcolas. \u201cTivemos reuni\u00f5es com uma grande equipe deles e, agora, vamos conversar com setores espec\u00edficos\u201d, relata Oliveira.&nbsp;<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios \u00e9 de que o valor da empresa vai crescer muito se a Anvisa aprovar o insumo com nanopart\u00edculas de ni\u00f3bio. \u201cAs empresas come\u00e7aram a nos procurar e n\u00f3s mostramos a tecnologia. Agora, estamos preocupados em encontrar o parceiro ideal\u201d.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Leonardo Guimar\u00e3es\/CNN Brasil Business &#8211; @internet 24\/05\/2021<\/strong><\/p>\n<hr>\n<header class=\"jsx-4061771403 news-header\">\n<h4 class=\"jsx-4061771403 news-title\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Ni\u00f3bio no a\u00e7o, no carro e na bateria: os planos da CBMM com o metal do futuro<\/strong><\/span><\/h4>\n<h5 class=\"jsx-4061771403 news-thin-line\">Empresa de Arax\u00e1 e controlada pela fam\u00edlia Moreira Salles tem 80% de todo o mercado de ni\u00f3bio no mundo, mas quer ampliar mercado para \u00e1reas mais rent\u00e1veis<\/h5>\n<\/header>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"html-container\">\n<div class=\"html-container__content\">\n<p>Provavelmente, voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar do ni\u00f3bio. Ainda mais ap\u00f3s tanta propaganda feita pelo presidente Jair Bolsonaro nos \u00faltimos anos. Essa fala do presidente n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa: o elemento qu\u00edmico, que tamb\u00e9m \u00e9 um metal, est\u00e1 sendo cada vez mais usado na siderurgia.&nbsp;<\/p>\n<p>Extra\u00eddo de minas, obviamente, o min\u00e9rio puro do ni\u00f3bio \u00e9 transformado em diversos produtos como o ferroni\u00f3bio, \u00f3xido de ni\u00f3bio e ni\u00f3bio met\u00e1lico. Quando combinado com produtos derivados do ferro, como o a\u00e7o, ele traz ainda mais resist\u00eancia a esses produtos \u2013 e ainda consegue diminuir o peso consideravelmente do produto.<\/p>\n<p>A Companhia Brasileira de Metalurgia e Minera\u00e7\u00e3o (CBMM) \u00e9 o principal expoente desse setor em todo mundo. Ela \u00e9, sozinha, respons\u00e1vel por 80% do mercado mundial do metal e fatura cerca de R$ 8 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 um bom n\u00famero, mas o mercado de ni\u00f3bio n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 t\u00e3o grande comparado a primos da subst\u00e2ncia, como o min\u00e9rio de ferro. Por exemplo, em exporta\u00e7\u00f5es, ele representa cerca de 4% do setor de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;\u201c\u00c9 um mercado de quatro fornecedores. N\u00e3o \u00e9 raro, pois h\u00e1 mais de cem reservas de ni\u00f3bio, mas a atual produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 corresponde ao total que o mercado precisa\u201d, diz Eduardo Ribeiro, presidente da CBMM.&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, a companhia quer aumentar o escopo para a utiliza\u00e7\u00e3o do ni\u00f3bio. Agora, \u00e9 a vez de criar carros com o metal.<\/p>\n<p>Em parceria com a equipe de corrida Giaffone Racing, a CBMM est\u00e1 desenvolvendo um UTV, uma esp\u00e9cie de quadriciclo. A estrutura do carro ser\u00e1 100% de a\u00e7o com ni\u00f3bio. A ideia \u00e9 que o carro possa competir no Rally dos Sert\u00f5es deste ano. Qual o diferencial dele? Mais resist\u00eancia e um carro 50 quilos mais leve, o que ajuda (e muito) na velocidade.<\/p>\n<p>A CBMM trabalhou junto com a Giaffone desde o desenvolvimento, at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o exata do material e detalhes como a solda.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 mais uma das investidas da CBMM para ampliar o mercado. Al\u00e9m disso, a empresa est\u00e1 focada no desenvolvimento de baterias para carros el\u00e9tricos. Por exemplo, h\u00e1 conversas da empresa com diversas montadoras japonesas como Suzuki, Nissan e Toyota.<\/p>\n<p>A corrida pelas baterias de carros el\u00e9tricos. Baterias feitas com grafite e n\u00edquel, por exmeplo. A Tesla quer o n\u00edquel. No ano passado, o pr\u00f3prio Elon Musk pediu para que as mineradores focassem no produto.&nbsp;<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a para o tipo de bateria atual para a que cont\u00e9m ni\u00f3bio, segundo Ribeiro, \u00e9 um carro bem mais leve do que os atuais, mas tamb\u00e9m uma recarga mais r\u00e1pida. O componente principal, contudo seria evitar o superaquecimento e uma poss\u00edvel explos\u00e3o dos carros \u2013 uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es atuais das montadoras.<\/p>\n<p>Segundo Ribeiro, at\u00e9 2030, o segmento de baterias vai consumir 40% da produ\u00e7\u00e3o de ni\u00f3bio.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsses tipos de projetos trazem aquele \u2018awareness\u2019 (consci\u00eancia, em ingl\u00eas) para o mercado sobre o ni\u00f3bio e o que essa tecnologia vai melhorar o nosso dia a dia\u201d, diz Giuliano Fernandes, respons\u00e1vel pelo marketing da empresa.<\/p>\n<h4>Ferro quente<\/h4>\n<p>Para os pr\u00f3ximos anos, a empresa j\u00e1 est\u00e1 preparando o aumentar a produ\u00e7\u00e3o. Em 2020, a companhia produziu 110 mil toneladas, uma queda de 20%, causada pela pandemia. A ideia \u00e9 voltar ao crescimento j\u00e1 em 2021 \u2013 a partir de mar\u00e7o, ap\u00f3s R$ 3 bilh\u00f5es em de investimentos em sua planta em Arax\u00e1 (MG), a CBMM conseguir\u00e1 produzir at\u00e9 150 mil toneladas.<\/p>\n<p>A meta, no entanto, \u00e9 ainda mais ambiciosa. A empresa quer conseguir produzir 225 mil toneladas por ano at\u00e9 2027. Para isso, continuar\u00e1 investindo cerca de R$ 700 milh\u00f5es ao ano.&nbsp;<\/p>\n<p>Por ser uma empresa rent\u00e1vel e dominante em seu segmento, muito se pergunta quando a CBMM ir\u00e1 para a bolsa. \u00c9 o tipo de empresa que investidores buscam para ter uma boa fatia de rendimentos. Mas, segundo Ribeiro, isso est\u00e1 longe de acontecer.<\/p>\n<p>Praticamente 70% da empresa \u00e9 da fam\u00edlia Moreira Salles, que tamb\u00e9m \u00e9 uma das principais acionistas de empresas como Ita\u00fa. Os outros 30% s\u00e3o divididos entre conglomerados chin\u00eas e outro japon\u00eas e sul-coreano. E ningu\u00e9m est\u00e1 querendo abrir m\u00e3o de sua parte.<\/p>\n<p>\u201cA maior parte deles \u00e9 cliente nosso e j\u00e1 temos capacidade de gerar caixa, pagar dividendos a todos e fazer os investimentos. Ent\u00e3o, n\u00e3o existe a inten\u00e7\u00e3o de um IPO\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Se o futuro for o ni\u00f3bio, o mercado financeiro vai querer tentar convencer a CBMM do contr\u00e1rio e lev\u00e1-la para a bolsa.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Andr\u00e9 Jankavski\/CNN Brasil Business &#8211; @internet 24\/05\/2021<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>A verdade sobre o ni\u00f3bio<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Carros, pontes,turbinas de avi\u00e3o, aparelhos de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, m\u00edsseis, marcapassos, usinas nucleares, sensores de sondas espaciais\u2026 praticamente tudo o que \u00e9 eletr\u00f4nico, ou leva a\u00e7o, fica melhor com um pouco de ni\u00f3bio. Os foguetes da empresa americana SpaceX, os mais avan\u00e7ados do mundo, levam ni\u00f3bio.<\/p>\n<p>O LHC, maior acelerador de part\u00edculas do planeta, e o D-Wave, primeiro computador qu\u00e2ntico, tamb\u00e9m. Todo mundo quer ni\u00f3bio \u2013 e quase todas as reservas mundiais desse metal, 98,2%, est\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>N\u00f3s temos o equivalente a 842 milh\u00f5es de toneladas de ni\u00f3bio, que valem inacredit\u00e1veis US$ 22 trilh\u00f5es: o dobro do PIB da China, ou duas vezes todo o petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal. Por isso, h\u00e1 quem diga que o ni\u00f3bio pode ser a salva\u00e7\u00e3o do Brasil, a chave para o Pa\u00eds se<br \/>\ndesenvolver e virar uma pot\u00eancia global. Mas de que forma o ni\u00f3bio \u00e9 explorado hoje<br \/>\nem dia, e quem ganha com ele?&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 verdade, como se ouve por a\u00ed, que estamos exportando nossas reservas a pre\u00e7o de<br \/>\nbanana? E, se esse metal vale tanto, por que h\u00e1 t\u00e3o pouca informa\u00e7\u00e3o sobre ele? H\u00e1<br \/>\nmuitas lendas a respeito do ni\u00f3bio. A mais importante: ele \u00e9, de fato, um elemento<br \/>\nestrat\u00e9gico e raro. Mas n\u00e3o se trata de uma fonte inesgot\u00e1vel de riqueza.&nbsp;<\/p>\n<p>A filha de T\u00e2ntalo O ni\u00f3bio foi descoberto em 1801 pelo cientista brit\u00e2nico Charles Hatchett, que o batizou de columbium, em refer\u00eancia ao local de onde a amostra tinha vindo \u2013<br \/>\nConnecticut, nos Estados Unidos, numa \u00e9poca em que os poetas ingleses se referiam ao<br \/>\npa\u00eds como Columbia.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Anos depois, o ni\u00f3bio foi confundido com o tant\u00e1lio pelo qu\u00edmico ingl\u00eas William Hyde: ele afirmou que os dois elementos eram id\u00eanticos. Foi s\u00f3 em 1846 que outro qu\u00edmico, o alem\u00e3o Heinrich Rose, comprovou que eram coisas diferentes. Quando a confus\u00e3o foi desfeita, os americanos continuaram chamando o elemento de columbium, mas os europeus adotaram o nome ni\u00f3bio: refer\u00eancia a N\u00edobe, figura da mitologia grega, filha de T\u00e2ntalo (uma piadinha com o antigo debate ni\u00f3bio versus tant\u00e1lio).<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo 19, o ni\u00f3bio come\u00e7ou a ser usado nos filamentos de l\u00e2mpadas, at\u00e9<br \/>\ndescobrirem que o tungst\u00eanio \u00e9 mais resistente. A partir dos anos 1930, come\u00e7aram a<br \/>\nsurgir pesquisas indicando que misturar ni\u00f3bio com ferro era uma boa ideia.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, para us\u00e1-lo em escala industrial, era preciso encontrar uma boa quantidade desse metal. Na d\u00e9cada de 1960, foi descoberta a primeira grande reserva do planeta: em Arax\u00e1, a 360km de Belo Horizonte. Em 1965, o almirante americano Arthur W. Radford, integrante<br \/>\ndo conselho da mineradora Molycorp, convidou o banqueiro brasileiro Walther Moreira Salles para montar uma empresa de extra\u00e7\u00e3o e refino do ni\u00f3bio.<\/p>\n<p>A Molycorp tinha acabado de comprar algumas minas em Arax\u00e1. O brasileiro topou, e nasceu a Companhia Brasileira de Metalurgia e Minera\u00e7\u00e3o (CBMM).<\/p>\n<p>Como em 1965 o metal ainda n\u00e3o tinha utilidade comprovada, o governo militar<br \/>\ndeixou passar batido \u2013 e permitiu que a CBMM, junto com os americanos, explorasse o<br \/>\nni\u00f3bio \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>Aos poucos, Salles foi comprando a parte dos americanos, o que os militares viram com bons olhos. Na d\u00e9cada seguinte, a CBMM virou controladora mundial de um mercado que nem sequer existia. N\u00e3o existia, mas passou a existir: nos anos 1970, a empresa descobriu dezenas de utilidades para o ni\u00f3bio \u2013 que hoje \u00e9 um dos principais neg\u00f3cios da fam\u00edlia Moreira Salles (tamb\u00e9m dona do banco Ita\u00fa).&nbsp;<\/p>\n<p>A CBMM n\u00e3o vende o min\u00e9rio bruto, e sim uma liga chamada ferroni\u00f3bio, que cont\u00e9m<br \/>\n2\/3 de ni\u00f3bio e 1\/3 de ferro. Al\u00e9m desse produto, seu carro-chefe, ela tamb\u00e9m<br \/>\ncomercializa dez outras formula\u00e7\u00f5es \u00e0 base de ni\u00f3bio.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>A empresa tem 1.800 funcion\u00e1rios e lucra R$ 1,7 bilh\u00e3o por ano. Em 2011, vendeu 30% de suas a\u00e7\u00f5es para um grupo de empresas asi\u00e1ticas, mas com restri\u00e7\u00f5es: os brasileiros mantiveram o controle da empresa, e n\u00e3o cederam nenhuma informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica sobre o<br \/>\nprocessamento do ni\u00f3bio \u2013 um segredo industrial que tem 15 etapas e foi inventado<br \/>\npela empresa dos Moreira Salles.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;\u201cEle envolve minera\u00e7\u00e3o, homogeneiza\u00e7\u00e3o, concentra\u00e7\u00e3o, remo\u00e7\u00e3o de enxofre, remo\u00e7\u00e3o de f\u00f3sforo e chumbo, metalurgia, britagem e embalagem\u201d, explica Eduardo Ribeiro, presidente da CBMM. \u201cPara produzir o ni\u00f3bio met\u00e1lico, por exemplo, \u00e9 necess\u00e1rio realizar uma \u00faltima etapa em um forno de fus\u00e3o por feixe de el\u00e9trons, que atinge temperaturas superiores a 2.500 oC\u201d, diz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da CBMM, h\u00e1 outra empresa explorando ni\u00f3bio no Pa\u00eds: a Anglo American<br \/>\nBrazil, que opera em Catal\u00e3o, Goi\u00e1s. Tamb\u00e9m h\u00e1 ni\u00f3bio na Amaz\u00f4nia, mas ele ainda<br \/>\nn\u00e3o come\u00e7ou a ser minerado. S\u00f3 o que temos em Minas Gerais e Goi\u00e1s j\u00e1 \u00e9 suficiente<br \/>\npara abastecer toda a demanda mundial pelos pr\u00f3ximos 200 anos.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Os maiores compradores s\u00e3o China, EUA e Jap\u00e3o, que pagam em m\u00e9dia US$ 26 mil pela tonelada de ni\u00f3bio (esse valor \u00e9 uma estimativa, pois o metal n\u00e3o \u00e9 vendido em bolsas de<br \/>\ncommodities; o pre\u00e7o \u00e9 negociado caso a caso, direto com cada comprador).&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que esse valor \u00e9 muito baixo \u2013 o ouro, por exemplo, \u00e9 comercializado a US$ 40 mil o quilo. Se o ni\u00f3bio \u00e9 t\u00e3o \u00fatil, e o Brasil controla quase todas as reservas, n\u00e3o<br \/>\npoderia cobrar mais caro? O governo brasileiro n\u00e3o deveria exigir royalties sobre a<br \/>\nvenda? E por que apenas 10% das tubula\u00e7\u00f5es de a\u00e7o do planeta usam nosso produto?<br \/>\nH\u00e1 respostas para tudo isso.&nbsp;<\/p>\n<p>Nada \u00e9 perfeito&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira delas: o ni\u00f3bio \u00e9 substitu\u00edvel. Van\u00e1dio e tit\u00e2nio cumprem basicamente a<br \/>\nmesma fun\u00e7\u00e3o. O van\u00e1dio \u00e9 encontrado na \u00c1frica do Sul, na R\u00fassia e na China. O<br \/>\ntit\u00e2nio est\u00e1 presente na \u00c1frica do Sul, na \u00cdndia, no Canad\u00e1, na Nova Zel\u00e2ndia, na<br \/>\nAustr\u00e1lia, na Ucr\u00e2nia, no Jap\u00e3o e na China. Esses pa\u00edses preferem explorar suas<br \/>\npr\u00f3prias reservas a depender de um mineral que \u00e9 praticamente exclusivo de uma na\u00e7\u00e3o<br \/>\ns\u00f3 \u2013 o Brasil. Em alguns casos, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel trocar o ni\u00f3bio por tungst\u00eanio,<br \/>\nt\u00e2ntalo ou molibd\u00eanio. \u201cN\u00e3o h\u00e1 mercado para mais ni\u00f3bio\u201d, afirma o economista Rui<br \/>\nFernandes Pereira J\u00fanior, especialista em recursos minerais.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o \u00e9 que \u00e9 preciso pouco ni\u00f3bio para que ele fa\u00e7a sua m\u00e1gica. \u201cAs reservas<br \/>\nbrasileiras s\u00e3o suficientes para abastecer o mundo por s\u00e9culos. Mas aquelas existentes<br \/>\nem outras regi\u00f5es do planeta, como o Canad\u00e1 [que, como a Austr\u00e1lia, tamb\u00e9m possui<br \/>\nni\u00f3bio], tamb\u00e9m s\u00e3o\u201d, diz Roberto Galery, professor do departamento de Engenharia de<br \/>\nMinas da UFMG. Quer dizer: n\u00e3o adianta aumentar muito o pre\u00e7o do ni\u00f3bio, pois os<br \/>\ncompradores tender\u00e3o a optar por outros metais, nem tentar acelerar demais a<br \/>\nexporta\u00e7\u00e3o (pois a\u00ed haver\u00e1 excesso de oferta de ni\u00f3bio, fazendo o valor desse metal<br \/>\ndespencar).&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 outra quest\u00e3o: o Brasil s\u00f3 exporta o ni\u00f3bio em si. N\u00e3o fabrica produtos derivados<br \/>\ndele. \u201cNingu\u00e9m est\u00e1 disposto a pagar uma fortuna pelo ni\u00f3bio, porque n\u00f3s n\u00e3o<br \/>\nconseguimos dar valor agregado a ele\u201d, diz o professor Leandro Tessler, do Instituto de<br \/>\nF\u00edsica da Unicamp. \u201cN\u00f3s repetimos nosso velho ciclo: vendemos mat\u00e9ria-prima e<br \/>\ncompramos produtos prontos. Vendemos ni\u00f3bio e compramos fios de tom\u00f3grafos, por exemplo.\u201d e \u00e9 da areia que o sil\u00edcio \u00e9 extra\u00eddo), mas s\u00f3 exportamos sil\u00edcio com 99,5% de pureza, menos que os 99,99999% exigidos pela ind\u00fastria eletr\u00f4nica.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>E os royalties? O Brasil cobra pouco, mas cobra. O Estado fica com 2% do valor das<br \/>\nexporta\u00e7\u00f5es de ni\u00f3bio \u2013 bem menos do que a Austr\u00e1lia, que exige 10%. N\u00f3s<br \/>\npoder\u00edamos impor royalties mais altos (com o petr\u00f3leo, por exemplo, eles ficam entre<br \/>\n5% e 10%). Mas n\u00e3o h\u00e1 sinais de que isso v\u00e1 ser feito. O Marco Regulat\u00f3rio da<br \/>\nMinera\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 tramitando no Congresso desde junho, n\u00e3o traz nenhuma regra<br \/>\nespec\u00edfica para o ni\u00f3bio<\/p>\n<div class=\"html-container\">\n<div class=\"html-container__content\">\n<figure id=\"attachment_61228\" aria-describedby=\"caption-attachment-61228\" style=\"width: 2134px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61228 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=696%2C463\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"463\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=2048%2C1364&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=696%2C463&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=1392%2C927&amp;ssl=1 1392w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=1068%2C711&amp;ssl=1 1068w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=1920%2C1279&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=631%2C420&amp;ssl=1 631w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-3.png?resize=1261%2C840&amp;ssl=1 1261w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61228\" class=\"wp-caption-text\">@&nbsp;Tom\u00e1s Arthuzzi e Thales Molina Superinteressante<\/figcaption><\/figure>\n<p>Depois de crescer 10% ao ano na d\u00e9cada passada, o mercado mundial de ni\u00f3bio est\u00e1<br \/>\nest\u00e1vel. A demanda \u00e9 de 100 mil toneladas anuais, 90% fornecidas pelo Brasil. De<br \/>\ntodos os 55 min\u00e9rios que o Brasil exporta, o ni\u00f3bio \u00e9 o \u00fanico em que somos l\u00edderes<br \/>\nglobais. Ele \u00e9 o nosso terceiro metal mais exportado em valor financeiro (atr\u00e1s do<br \/>\nmin\u00e9rio de ferro e do ouro, e empatado com o cobre na terceira posi\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>\u201cO surgimento de novas tecnologias pode levar ao aumento do mercado de ni\u00f3bio\u201d, diz<br \/>\nMarcelo Ribeiro Tunes, diretor do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (IBRAM). Afinal,<br \/>\no consumo mundial cresceu cem vezes desde a d\u00e9cada de 1960, e \u00e9 prov\u00e1vel que a<br \/>\ntecnologia continue a dar saltos (e encontrar novos usos para o ni\u00f3bio) no futuro. Mas,<br \/>\nse quisermos explorar todo o valor dessa riqueza natural, precisamos aprender o que<br \/>\nfazer com ela \u2013 e come\u00e7ar a fabricar produtos mais sofisticados.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;\u201cO Brasil deveria desenvolver a tecnologia desse material na medicina, nos transportes, na engenharia\u201d, afirma Rui Fernandes Pereira J\u00fanior. Do contr\u00e1rio, vamos continuar \u00e0 merc\u00ea dos compradores estrangeiros. Como sempre estivemos desde que, no comecinho do s\u00e9culo 16, navegadores portugueses descobriram a primeira de nossas commodities: uma<br \/>\nmadeira chamada pau-brasil. \u00e9 extra\u00eddo), mas s\u00f3 exportamos sil\u00edcio com 99,5%<br \/>\nde pureza, menos que os 99,99999% exigidos pela ind\u00fastria eletr\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\">Fonte: https:\/\/super.abril.com.br\/ciencia\/a-verdade-sobre-o-niobio\/<\/span><\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito:Tiago Cordeiro e Bruno Garattoni? Revista Superinteressante &#8211; @internet 24\/05\/2021<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_61226\" aria-describedby=\"caption-attachment-61226\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-61226 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=696%2C464\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=1024%2C682&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=1536%2C1023&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=2048%2C1364&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=696%2C463&amp;ssl=1 696w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=1392%2C927&amp;ssl=1 1392w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=1068%2C711&amp;ssl=1 1068w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=1920%2C1279&amp;ssl=1 1920w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=631%2C420&amp;ssl=1 631w, https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/niocc81bio-2.png?resize=1261%2C840&amp;ssl=1 1261w\" sizes=\"auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61226\" class=\"wp-caption-text\">@&nbsp;Tom\u00e1s Arthuzzi e Thales Molina Superinteressante<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Startup usa ni\u00f3bio e cria alternativa ao \u00e1lcool em gel, xampu e at\u00e9 fungicida Ni\u00f3bio no a\u00e7o, no carro e na bateria: os planos da CBMM com o metal do futuro A verdade sobre o ni\u00f3bio &nbsp; Startup usa ni\u00f3bio e cria alternativa ao \u00e1lcool em gel, xampu e at\u00e9 fungicida Spray antiss\u00e9ptico tem 99,97% [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":61227,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-61224","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/verdade-sobre-niobio_site.jpg?fit=680%2C453&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61224\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61227"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}