{"id":64763,"date":"2021-10-16T04:15:34","date_gmt":"2021-10-16T07:15:34","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=64763"},"modified":"2021-10-16T07:15:19","modified_gmt":"2021-10-16T10:15:19","slug":"marcas-com-mais-de-cem-anos-fazem-aposta-na-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/10\/16\/marcas-com-mais-de-cem-anos-fazem-aposta-na-inovacao\/","title":{"rendered":"Marcas com mais de cem anos fazem aposta na inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<article class=\"n--noticia__header \">\n<h6 class=\"n--noticia__subtitle\">De ind\u00fastrias pesadas a fabricantes de alimento, passando pelo setor de beleza, empresas de mais de um s\u00e9culo expandem seus neg\u00f3cios<\/h6>\n<p>Em um mercado dif\u00edcil como o do Brasil, onde per\u00edodos de crescimento s\u00e3o seguidos de duros momentos de&nbsp;recess\u00e3o, uma empresa sobreviver por um s\u00e9culo \u00e9 uma prova clara de compet\u00eancia e de capacidade de adapta\u00e7\u00e3o. Apesar de todas as dificuldades de se fazer neg\u00f3cios no Pa\u00eds, h\u00e1 v\u00e1rios exemplos de companhias que at\u00e9 hoje s\u00e3o relevantes para a economia e tamb\u00e9m para o consumidor, incluindo casos de neg\u00f3cios centen\u00e1rios na ind\u00fastria pesada, na fabrica\u00e7\u00e3o de alimentos, em moda, higiene e beleza e tamb\u00e9m no segmento de m\u00eddia, como \u00e9 o&nbsp;Estad\u00e3o, fundado em 1875.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas existe um segredo para a sobreviv\u00eancia no longo prazo? Os seis casos analisados abaixo pela reportagem mostram que, se h\u00e1 uma receita para a longevidade, uma delas \u00e9 a&nbsp;disposi\u00e7\u00e3o em mudar e em se adaptar \u00e0s novas realidades de mercado&nbsp;sem abrir m\u00e3o daquilo que faz a empresa ser singular e garante a fidelidade de seus consumidores.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"line-leia\">\n<div class=\"line-leia-destaque\">\n<p class=\"line-leia-desc\">Parece \u2013 e \u00e9 \u2013 um equil\u00edbrio dif\u00edcil de atingir, tanto que s\u00e3o raros os neg\u00f3cios que conseguem se perpetuar para al\u00e9m do primeiro s\u00e9culo. N\u00e3o h\u00e1 estat\u00edsticas oficiais no Brasil sobre a quantidade de empresas centen\u00e1rias em atividade, mas consultores dizem que chegar aos 100 anos tem ficado cada vez mais dif\u00edcil.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cA empresa precisa se manter moderna, com tecnologia de ponta. Precisa responder r\u00e1pido \u00e0s mudan\u00e7as. Poucos neg\u00f3cios conseguem esse dinamismo na gest\u00e3o\u201d, afirma o presidente da consultoria Corporate Consulting, Alberto Paiva.<\/p>\n<p>Em algum momento, as companhias centen\u00e1rias citadas nesta reportagem tiveram de dar um \u201csalto\u201d fora de sua zona de conforto. Algumas delas j\u00e1 trocaram de dono algumas vezes \u2013 caso da Alpargatas, dona das tradicionais sand\u00e1lias&nbsp;Havaianas&nbsp;\u2013 ou enfrentaram severas dificuldades financeiras antes de mudar de m\u00e3os, como ocorreu com a fabricante de higiene e beleza&nbsp;Granado, que ficou na fam\u00edlia fundadora por um longo per\u00edodo, at\u00e9 ser comprada por um empres\u00e1rio ingl\u00eas nos anos 1990.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 neg\u00f3cios que conseguiram prosperar sem abandonar sua origem. \u00c9 o caso das ind\u00fastrias&nbsp;Klabin&nbsp;(de papel e celulose) e da sider\u00fargica&nbsp;Gerdau&nbsp;\u2013 a primeira continua controlada pelas fam\u00edlias originais (Klabin e Lafer), enquanto a segunda s\u00f3 deixou suas mais profundas ra\u00edzes familiares recentemente. Foi s\u00f3 h\u00e1 quatro anos que a companhia, que ainda \u00e9 controlada pelos descendentes dos fundadores, escolheu pela primeira vez um presidente sem o sobrenome Gerdau Johanpetter \u2013 o atual CEO, Gustavo Werneck.&nbsp;<\/p>\n<p>O executivo, al\u00e9m de trazer inova\u00e7\u00f5es para o neg\u00f3cio, adotou toque pouco associado a uma ind\u00fastria. Adaptando-se ao discurso dos novos tempos, a Gerdau passou a abra\u00e7ar com for\u00e7a a causa da&nbsp;diversidade.&nbsp;<\/p>\n<p>Adequar-se \u00e0s mudan\u00e7as da sociedade \u2013 que, em um s\u00e9culo, s\u00e3o muitas \u2013 \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia. Por mais que os neg\u00f3cios permane\u00e7am basicamente os mesmos, os desafios de se administrar uma estrutura gigante imp\u00f5em nova forma de pensar.<\/p>\n<p>O presidente da consultoria Mesa Corporate Governance, Luiz Marcatti, lembra que o sucesso do passado n\u00e3o garante mais a sobreviv\u00eancia de qualquer companhia e que&nbsp;<strong>o <\/strong>processo de inova\u00e7\u00e3o precisa ser cont\u00ednuo. \u201cTodas as empresas precisam constantemente avaliar seu mercado, o comportamento dos seus clientes, as tend\u00eancias de transforma\u00e7\u00e3o nos h\u00e1bitos de consumo, os movimentos dos seus concorrentes e o surgimento de novos players\u201d, diz o especialista.<\/p>\n<p>Marcatti destaca que muitas empresas t\u00eam a hist\u00f3ria, al\u00e9m do seu tempo de vida, atrelados ao per\u00edodo mais produtivo dos seus fundadores e, por essa raz\u00e3o, muitas acabam n\u00e3o conseguindo seguir em frente. \u201cA administra\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios costuma ter uma marca personificada nos donos. As empresas mais longevas s\u00e3o aquelas que conseguem avaliar seu ciclo de vida e desempenho, e t\u00eam a coragem de se transformar para viver novos ciclos produtivos.\u201d<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\"><strong>GERDAU<\/strong><\/h3>\n<h4 class=\"intertitulo\">Gigante do a\u00e7o mira inova\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Com 120 anos, a Gerdau come\u00e7ou como uma f\u00e1brica de pregos e se transformou na maior&nbsp;sider\u00fargica&nbsp;do Pa\u00eds, com forte presen\u00e7a nos EUA e faturamento de mais de R$ 40 bilh\u00f5es. Representante tradicional da \u201cvelha ind\u00fastria\u201d, a empresa direcionou o neg\u00f3cio para a inova\u00e7\u00e3o e caminha para os servi\u00e7os ligados ao a\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o presidente da empresa, Gustavo Werneck, h\u00e1 alguns anos, a empresa passou por uma reflex\u00e3o profunda para se adaptar \u00e0s novas demandas do mercado. \u201cPara sobreviver nos pr\u00f3ximos 120 anos e por medo de n\u00e3o acompanhar o mercado, decidimos ouvir nossos parceiros, clientes e o mercado de capitais\u201d, afirma.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1202197&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n<p><figure style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/9\/4\/1633899665249.jpg?resize=696%2C391&#038;ssl=1\" alt=\"ctv-9is-gerdau\" width=\"696\" height=\"391\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Em 2021, Gerdau teve o melhor resultado em 120 anos&nbsp; Foto: Gerdau\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<p>Essa reflex\u00e3o j\u00e1 gerou frutos, como a Gerdau Graphene, focada no desenvolvimento e na comercializa\u00e7\u00e3o de produtos com a aplica\u00e7\u00e3o do&nbsp;grafeno, material ao mesmo tempo forte e leve. Lan\u00e7ou ainda a&nbsp;Juntos Somos Mais, em sociedade com a Votorantim Cimentos e a Tigre. Outra empresa criada foi a G2L, de log\u00edstica. Para Werneck, a prova de que a sider\u00fargica est\u00e1 no caminho certo \u00e9 o pr\u00f3prio balan\u00e7o, que bateu recorde no segundo trimestre de 2021. \u201cChegamos aos 120 anos com os melhores resultados financeiros da hist\u00f3ria, com as pernas fortes\u201d, diz o executivo, o primeiro nome de fora da fam\u00edlia Gerdau Johannpeter a chefiar o neg\u00f3cio criado h\u00e1 mais de um s\u00e9culo.&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\"><strong>KLABIN<\/strong><\/h3>\n<h4 class=\"intertitulo\">Meta de ser a &#8216;Ambev do papel&#8217;<\/h4>\n<p>Fundada em 1899 como fabricante e importadora de artigos de escrit\u00f3rio, a Klabin hoje \u00e9 uma das maiores produtoras e exportadoras de&nbsp;papel e celulose&nbsp;do mundo, com faturamento anual de quase R$ 12 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de estar na Bolsa desde 1979, o controle do neg\u00f3cio continua nas m\u00e3os das fam\u00edlias Klabin e Lafer. A influ\u00eancia familiar, que para muitos analistas pode ser um risco de governan\u00e7a, para Cristiano Teixeira, presidente da empresa, \u00e9 um dos segredos da longevidade.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMuitos podem pensar que a governan\u00e7a de uma empresa familiar \u00e9 pior do que a de uma corpora\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 estive em todos os tipos de empresa e n\u00e3o vejo dessa maneira\u201d, diz Teixeira.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1202208&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n<p><figure style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/7\/8\/1633900745287.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"ctv-jvk-klabin\" width=\"696\" height=\"464\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Klabin quer s\u00f3cios no exterior para ser l\u00edder global Foto: Felix Leal\/AEN<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<p>Segundo o executivo, a fam\u00edlia teve participa\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o de atuar com todos os tipos de celulose: fibra curta, longa e fluff (usada para materiais higi\u00eanicos). Os herdeiros dos fundadores tamb\u00e9m encamparam um programa de sustentabilidade que permitiu a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono da empresa em 60% desde 2004.&nbsp;<\/p>\n<p>Teixeira cr\u00ea que o futuro da Klabin \u00e9 ser uma \u201cAmbev do papel\u201d. Ou seja: procurar s\u00f3cios no exterior e criar uma empresa ainda mais global, mesmo que isso leve as fam\u00edlias fundadoras a abrir m\u00e3o do controle ap\u00f3s mais de cem anos. \u201cA empresa tem pernas para continuar sendo l\u00edder n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas tamb\u00e9m no mundo.\u201d<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\"><strong>DROGA RAIA<\/strong><\/h3>\n<h4 class=\"intertitulo\">De olho na sa\u00fade al\u00e9m do varejo<\/h4>\n<p>Uma das tarefas semanais de Ant\u00f4nio Carlos Pipponzi, presidente do conselho da&nbsp;Raia Drogasil (RD), \u00e9 se reunir com os novos gerentes da varejista farmac\u00eautica, que tem 2,3 mil lojas pelo Pa\u00eds. Nesses encontros, Pipponzi conta a hist\u00f3ria da&nbsp;Droga Raia, fundada pelo seu av\u00f4 Jo\u00e3o Baptista Raia, em 1905, em Araraquara (SP) \u2013 sem se esquecer, claro, da fus\u00e3o com a ent\u00e3o rival&nbsp;Drogasil, em 2011.<\/p>\n<p>L\u00edder do setor, com faturamento de R$ 21 bilh\u00f5es, a empresa tem uma vantagem de R$ 10 bilh\u00f5es sobre a segunda colocada. Para Pipponzi, isso s\u00f3 foi poss\u00edvel porque a companhia conectou os ensinamentos de seu av\u00f4, que sempre primou pelo atendimento, com as li\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es seguintes e os aprendizados vindos da Drogasil. \u201cO meu av\u00f4 estaria realizado, pois o que estamos fazendo \u00e9 uma multiplica\u00e7\u00e3o do que ele fazia, que era ter o foco nas pessoas\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1202210&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n<p><figure style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/1\/3\/1633900805431.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"ctv-cqo-raia\" width=\"696\" height=\"464\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Raia Drogaria abre uma nova loja no Pa\u00eds a cada dia \u00fatil Foto: Jos\u00e9 Patr\u00edcio\/AE<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<p>Para Pipponzi, o futuro da RD \u00e9 se tornar mais uma empresa de sa\u00fade do que de varejo. Um dos passos dessa estrat\u00e9gia foi o lan\u00e7amento da plataforma de sa\u00fade Vitat, visando \u00e0 expans\u00e3o de servi\u00e7os como orienta\u00e7\u00f5es nutricionais, psicol\u00f3gicas e f\u00edsicas.<\/p>\n<p>No entanto, a expans\u00e3o continuar\u00e1 forte. Atualmente, a Raia Drogasil abre uma loja no Brasil a cada dia \u00fatil. Contando este ano e 2022, a empresa deve alcan\u00e7ar 480 novas unidades.<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\"><strong>ALPARGATAS<\/strong><\/h3>\n<h4 class=\"intertitulo\">S\u00edmbolo do Brasil era de escoc\u00eas<\/h4>\n<p>Em 114 anos de exist\u00eancia, a&nbsp;Alpargatas&nbsp;passou por uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as desde que deixou a Argentina para se instalar na Mooca, zona leste de S\u00e3o Paulo. Dos cal\u00e7ados de oper\u00e1rios ao t\u00eanis Conga e at\u00e9 aos chinelos que \u201ctodo mundo usa\u201d, a dona da Havaianas percorreu um longo caminho at\u00e9 se consolidar como um grande nome global.&nbsp;<\/p>\n<p>Empresa mais antiga na&nbsp;Bolsa brasileira, listada em 1913, a companhia j\u00e1 passou por v\u00e1rias m\u00e3os. Criada pelo escoc\u00eas Robert Fraser em parceria com um grupo de investidores ingleses, a marca j\u00e1 pertenceu \u00e0 Camargo Corr\u00eaa, \u00e0 JBS e desde 2017 integra o portf\u00f3lio da holding Ita\u00fasa, ap\u00f3s ser comprada por R$ 3,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1202204&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\" data-wp-editing=\"1\">\n<p><figure style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/4\/0\/1633900085504.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"ctv-mfb-havaianas\" width=\"696\" height=\"464\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Havaianas: de sand\u00e1lia \u2018popular\u2019 a produto cobi\u00e7ado no mundo Foto: Werther Santana\/Estad\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<p>Lan\u00e7adas nos anos 1960, as sand\u00e1lias Havaianas foram criadas como alternativa para quem n\u00e3o podia comprar um cal\u00e7ado, mas se reinventaram, 30 anos mais tarde, como produto de moda cobi\u00e7ado no mundo todo.&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, o n\u00famero de sand\u00e1lias vendidas supera a marca de 200 milh\u00f5es ao ano \u2013 e, mesmo com a pandemia, a empresa cresceu 6% em 2020. Agora, a Havaianas quer vestir as pessoas da cabe\u00e7a aos p\u00e9s. \u201cEstamos expandindo o portf\u00f3lio al\u00e9m de chinelo, entrando em categorias de lifestyle e acess\u00f3rio trazendo mais materiais sustent\u00e1veis e reciclagem de res\u00edduos de borracha de f\u00e1brica\u201d, afirma o presidente da Alpargatas, Roberto Funari.<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\"><strong>AVIA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h3>\n<h4 class=\"intertitulo\">Da manteiga ao caf\u00e9 gourmet<\/h4>\n<p>Desde que foi criada em 1920 pelas fam\u00edlias Gon\u00e7alves e Salles, a fabricante&nbsp;Avia\u00e7\u00e3o&nbsp;segue como uma empresa familiar. Na quarta gera\u00e7\u00e3o, a companhia tenta expandir a atua\u00e7\u00e3o dentro do \u201ccaf\u00e9 da manh\u00e3\u201d sem perder a tradi\u00e7\u00e3o e o controle das opera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p>Com faturamento anual na casa de R$ 500 milh\u00f5es, os donos da Avia\u00e7\u00e3o preferem usar o dinheiro do \u201cpr\u00f3prio bolso\u201d para continuar crescendo \u2013 at\u00e9 hoje n\u00e3o recorreram a fundos de private equity (que compram participa\u00e7\u00f5es em empresas). \u201cSomos muito conservadores em rela\u00e7\u00e3o a investimentos. E esse \u00e9 um dos nossos trunfos para chegarmos aos 101 anos\u201d, afirma Roberto Rezende Pimenta Filho, vice-presidente da Latic\u00ednios Avia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1202209&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n<p><figure style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/0\/3\/1633900805430.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" alt=\"ctv-zgb-aviacao\" width=\"696\" height=\"464\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Gest\u00e3o da Avia\u00e7\u00e3o, que tem manteiga como carro chefe, est\u00e1 na quarta gera\u00e7\u00e3o Foto: Julio Bittencourt\/Avia\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em 2020, ano de seu centen\u00e1rio, a Avia\u00e7\u00e3o investiu R$ 40 milh\u00f5es na moderniza\u00e7\u00e3o do maquin\u00e1rio para aumentar em 150% a produ\u00e7\u00e3o de&nbsp;manteiga, que responde por 65% do faturamento. No \u00faltimo s\u00e9culo foram poucas atualiza\u00e7\u00f5es na marca, sendo a mais recente em 2012.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 pandemia, a Avia\u00e7\u00e3o lan\u00e7ou um e-commerce pr\u00f3prio, mas o neg\u00f3cio ainda n\u00e3o decolou, em raz\u00e3o da dificuldade de encontrar log\u00edstica especializada para refrigerados.<\/p>\n<p>Para os pr\u00f3ximos anos, a Avia\u00e7\u00e3o quer refor\u00e7ar seu neg\u00f3cio de&nbsp;caf\u00e9. \u201cEm vez de exportar, vamos produzir com nossa marca e colocar no mercado nacional\u201d, diz Pimenta Filho.<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\"><strong>GRANADO<\/strong><\/h3>\n<h4 class=\"intertitulo\">Tradi\u00e7\u00e3o com toque moderno<\/h4>\n<p>Poucos anos depois de a empresa mudar de dono, um time de restauradores foi criado na&nbsp;<strong>Granado<\/strong>&nbsp;com a miss\u00e3o de preservar um legado de mais de 100 anos de hist\u00f3ria. De um neg\u00f3cio com muita tradi\u00e7\u00e3o, mas parado no tempo, a Granado conseguiu, finalmente, se livrar da depend\u00eancia do polvilho, que foi seu carro-chefe por d\u00e9cadas. A empresa, que antes tinha poucos produtos e s\u00f3 vendia os itens em farm\u00e1cias, hoje tem 80 \u201cboticas\u201d pr\u00f3prias e um portf\u00f3lio de nada menos do que 700 produtos.&nbsp;<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1202205&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\">\n<p><figure style=\"width: 932px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/8\/0\/1633900265108.jpg?resize=696%2C447&#038;ssl=1\" alt=\"ctv-28r-granado\" width=\"696\" height=\"447\"><figcaption class=\"wp-caption-text\">Com 700 produtos, Granado fatura R$ 650 milh\u00f5es\/ano Foto: Sergio Moraes\/Reuters<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<p>Sem herdeiros, Carlos Granado, membro da fam\u00edlia fundadora, vendeu a empresa do av\u00f4 ao ingl\u00eas Christopher Freeman em 1994. O novo dono da Granado optou por reavivar o neg\u00f3cio e, ao mesmo tempo, respeitar seu legado. O trabalho tem dado certo. A empresa faturou R$ 650 milh\u00f5es no ano passado e estima uma expans\u00e3o de 18% neste ano.<\/p>\n<p>Freeman recrutou sua filha, Sissi, para modernizar o neg\u00f3cio. \u201cFizemos uma imers\u00e3o na marca e pensamos em formas de ela ficar mais atual\u201d, conta Sissi. A abertura de lojas permitiu que a Granado tivesse mais autonomia sobre seus lan\u00e7amentos \u2013 antes, cada novo produto precisava do aval dos pontos de venda. Com isso o novo portf\u00f3lio ganhou espa\u00e7o e inclui produtos da tamb\u00e9m quase centen\u00e1ria perfumaria Phebo, adquirida em 1998.&nbsp;<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 main-news\">\n<div id=\"pw-P_1.3865216\" class=\"pw-container\" data-acesso=\"1\" data-coluna=\"\" data-categoria=\"\">\n<div id=\"sw-P_1.3865216\" class=\"pw-container\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<div class=\"row n--noticia__body\">\n<section class=\"col-xs-12 col-content col-center \">\n<div class=\"n--noticia__state \">\n<div class=\"n--noticia__state-desc\">\n<div class=\"n--noticia__state-title\"><strong>Cr\u00e9dito: Fernanda Guimar\u00e3es, Andr\u00e9 Jankavski e Wesley Gonsalves\/O Estado de S.Paulo &#8211; @dispon\u00edvel na internet 16\/10\/2021<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De ind\u00fastrias pesadas a fabricantes de alimento, passando pelo setor de beleza, empresas de mais de um s\u00e9culo expandem seus neg\u00f3cios Em um mercado dif\u00edcil como o do Brasil, onde per\u00edodos de crescimento s\u00e3o seguidos de duros momentos de&nbsp;recess\u00e3o, uma empresa sobreviver por um s\u00e9culo \u00e9 uma prova clara de compet\u00eancia e de capacidade de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":19697,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[133],"tags":[],"class_list":{"0":"post-64763","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-destaques"},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/inova%C3%A7%C3%A3o.jpg?fit=300%2C300&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64763","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64763"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64763\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64763"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64763"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64763"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}