{"id":65190,"date":"2021-11-03T04:15:01","date_gmt":"2021-11-03T07:15:01","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=65190"},"modified":"2021-11-02T16:20:56","modified_gmt":"2021-11-02T19:20:56","slug":"mais-de-80-paises-prometem-reduzir-emissoes-de-metano-em-30-e-lideres-mundiais-se-comprometem-a-encerrar-desmatamento-ate-2030","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/11\/03\/mais-de-80-paises-prometem-reduzir-emissoes-de-metano-em-30-e-lideres-mundiais-se-comprometem-a-encerrar-desmatamento-ate-2030\/","title":{"rendered":"Mais de 80 pa\u00edses prometem reduzir emiss\u00f5es de metano em 30% e l\u00edderes mundiais se comprometem a encerrar desmatamento at\u00e9 2030"},"content":{"rendered":"<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Mais de 80 pa\u00edses prometem reduzir emiss\u00f5es de metano em 30% at\u00e9 2030<\/strong><\/span><\/h4>\n<p class=\"intro\">Dezenas de pa\u00edses, entre eles o Brasil, assinam compromisso que visa cortar at\u00e9 o fim da d\u00e9cada as emiss\u00f5es de metano em 30% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 2020. China, R\u00fassia e \u00cdndia n\u00e3o est\u00e3o entre os signat\u00e1rios.<\/p>\n<p>Mais de 80 pa\u00edses assinaram uma carta de inten\u00e7\u00e3o elaborada por Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia (UE) com a promessa de reduzir as emiss\u00f5es de metano em 30% at\u00e9 2030, comunicou nesta ter\u00e7a-feira (02\/11) a presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen.<\/p>\n<p>Cortar o nocivo g\u00e1s de efeito estufa em praticamente um ter\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 2020 &#8220;vai desacelerar imediatamente a mudan\u00e7a clim\u00e1tica&#8221;, garantiu Von der Leyen na Confer\u00eancia da ONU para as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, a COP26, em Glasgow, na Esc\u00f3cia. A l\u00edder europeia afirmou que cerca de 30% do aquecimento global desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial se deve ao g\u00e1s metano.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje as emiss\u00f5es globais de metano crescem mais r\u00e1pido do que em qualquer momento no passado&#8221;, disse Von der Leyen, que acrescentou que reduzir o metano \u00e9 uma das maneiras mais eficazes de frear o aquecimento a curto prazo e manter viva a meta do Acordo de Paris de manter o aquecimento abaixo da marca de 1,5 graus Celsius. &#8220;N\u00e3o podemos esperar at\u00e9 2050. Temos que cortar as emiss\u00f5es rapidamente e o metano \u00e9 um dos gases que podemos cortar mais r\u00e1pido.&#8221;<\/p>\n<p>O presidente dos EUA, Joe Biden, saudou o passo e classificou a carta de inten\u00e7\u00e3o como um &#8220;compromisso para mudar o jogo&#8221; que abrange os pa\u00edses respons\u00e1veis por cerca de metade das emiss\u00f5es globais de metano.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das coisas mais importantes que podemos fazer entre agora e 2030, na tentativa de tentar manter poss\u00edvel a meta de 1,5 graus Celsius, \u00e9 reduzir nossas emiss\u00f5es de metano o mais r\u00e1pido poss\u00edvel&#8221;, disse Biden, referindo-se \u00e0 meta central do Acordo de Paris de 2015.<\/p>\n<p>A iniciativa, que os especialistas dizem que pode ter um poderoso impacto de curto prazo no combate ao aumento de temperatura global, ocorreu poucas horas ap\u00f3s&nbsp;mais de 100 na\u00e7\u00f5es terem concordado em acabar com o desmatamento&nbsp;at\u00e9 o fim desta d\u00e9cada.<\/p>\n<h4><strong>Brasil entre os signat\u00e1rios<\/strong><\/h4>\n<p>O Global Methane Pledge (Compromisso Global para o Metano, na tradu\u00e7\u00e3o livre) abrange alguns pa\u00edses que representam quase metade das emiss\u00f5es globais de metano e 70% dos Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo Biden.<\/p>\n<p>&#8220;Isso vai impulsionar nossas economias, economizando dinheiro para as empresas, reduzindo vazamentos de metano, capturando metano para transform\u00e1-lo em novas fontes de receita, bem como criando empregos sindicalizados e com bons sal\u00e1rios para nossos trabalhadores&#8221;, disse Biden.<\/p>\n<p>Entre os signat\u00e1rios encontra-se o Brasil, um dos cinco maiores emissores de metano do mundo.<\/p>\n<p>Maior exportador de carne bovina do mundo, o Brasil resistia ao acordo, segundo o jornal&nbsp;<em>Folha de S.Paulo<\/em>, j\u00e1 que o documento implica a revis\u00e3o de processos na pecu\u00e1ria. Ainda segundo o jornal, a press\u00e3o exercida pelos Estados Unidos nas \u00faltimas semanas foi decisiva para&nbsp;a ades\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Em contrapartida, China, R\u00fassia e \u00cdndia \u2013 tamb\u00e9m entre os cinco principais emissores de metano \u2013 n\u00e3o assinaram o compromisso.<\/p>\n<p>Por outro lado, China e \u00cdndia assinaram o compromisso que visa aumentar a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7o com emiss\u00e3o quase zero \u2013 Reino Unido, EUA e Uni\u00e3o Europeia est\u00e3o entre os mais de 40 signat\u00e1rios do compromisso. Os l\u00edderes concordaram em fornecer tecnologia limpa e acess\u00edvel em todo o mundo at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria do a\u00e7o \u00e9 um dos maiores emissores de CO2 do mundo. A China produz mais da metade do a\u00e7o mundial. No domingo, EUA e EU encerraram uma disputa sobre tarifas de a\u00e7o e alum\u00ednio. Al\u00e9m do a\u00e7o, o compromisso assinado em Glasgow se concentrar\u00e1 em energia, transporte rodovi\u00e1rio, hidrog\u00eanio e agricultura.<\/p>\n<h4><strong>Metano se torna o principal alvo<\/strong><\/h4>\n<p>D\u00e9cadas de compromissos clim\u00e1ticos foram baseados na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono. Ainda assim, o&nbsp;metano (CH4) \u00e9 mais de 80 vezes mais potente&nbsp;do que o di\u00f3xido de carbono (CO2), e suas fontes, como minas de carv\u00e3o a c\u00e9u aberto e gado, t\u00eam recebido relativamente pouca aten\u00e7\u00e3o at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>As Na\u00e7\u00f5es Unidas comunicaram no m\u00eas passado que as emiss\u00f5es globais de metano poderiam ser reduzidas em 20% com pouco ou nenhum custo usando as pr\u00e1ticas ou tecnologias existentes. E um relat\u00f3rio divulgado no in\u00edcio do ano mostrou que medidas dispon\u00edveis poderiam reduzir os n\u00edveis de metano em 45% at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Uma redu\u00e7\u00e3o nesta magnitude diminuiria o aquecimento global em 0,3 grau Celsius, evitaria 250 mil mortes por polui\u00e7\u00e3o do ar e aumentaria a safra global em 26 milh\u00f5es de toneladas, de acordo com o Programa Ambiental da ONU.&nbsp;pv (ap, rtr)<\/p>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>L\u00edderes mundiais se comprometem a encerrar desmatamento at\u00e9 2030<\/strong><\/span><\/h4>\n<p class=\"intro\">Brasil e mais de 100 pa\u00edses devem assinar declara\u00e7\u00e3o na COP26, que inclui financiamento bilion\u00e1rio. Boris Johnson fala em acordo &#8220;sem precedentes&#8221;, enquanto ativistas temem &#8220;mais uma d\u00e9cada de desflorestamento&#8221;. <span dir=\"ltr\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div class=\"picBox full\">L\u00edderes de mais de 100 pa\u00edses se comprometeram, na noite desta segunda-feira (01\/11), a interromper e reverter o desmatamento e a degrada\u00e7\u00e3o de terras at\u00e9 o fim desta d\u00e9cada, informou o governo do Reino Unido, que preside a COP26 em Glasgow, na Esc\u00f3cia.<\/div>\n<div class=\"group\">\n<div class=\"longText\">\n<p>O primeiro-ministro brit\u00e2nico, Boris Johnson, afirmou que a chamada Declara\u00e7\u00e3o dos L\u00edderes de Glasgow sobre o Uso de Florestas e Terras \u00e9 um &#8220;acordo sem precedentes&#8221; \u2013 embora a data de 2030 estabelecida seja considerada&nbsp;distante demais por ativistas clim\u00e1ticos que exigem a\u00e7\u00f5es urgentes para salvar as \u00e1reas verdes do planeta.<\/p>\n<p>O presidente Jair Bolsonaro e os l\u00edderes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Joe Biden, estariam entre os signat\u00e1rios da declara\u00e7\u00e3o conjunta a ser divulgada nesta ter\u00e7a-feira na Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Segundo o Reino Unido, os pa\u00edses que se comprometeram com o acordo representam mais de 85% das florestas do mundo, incluindo a Floresta Amaz\u00f4nica, a floresta boreal do norte do Canad\u00e1 e a floresta tropical da bacia do Congo. Ao todo, somam uma \u00e1rea de 33,6 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea verde, mas est\u00e3o desaparecendo ao ritmo de 27 campos de futebol por minuto, disse o governo brit\u00e2nico em comunicado.<\/p>\n<p>O compromisso de reverter o desmatamento at\u00e9 2030 \u00e9 acompanhado de um financiamento de quase 20 bilh\u00f5es de d\u00f3lares na d\u00e9cada atual para frear a regress\u00e3o das massas florestais.<\/p>\n<p>Segundo o acordo, 12 pa\u00edses, incluindo o Reino Unido, prometeram desembolsar 12 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em recursos p\u00fablicos entre 2021 e 2025 para ajudar os pa\u00edses em desenvolvimento, inclusive nos esfor\u00e7os para restaurar terras desmatadas e combater inc\u00eandios florestais.<\/p>\n<p>Ao investimento p\u00fablico ser\u00e3o adicionados 7,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em investimentos privados at\u00e9 2030. Um total de 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares dever\u00e1 ser destinado \u00e0&nbsp;iniciativa da&nbsp;ONU Innovative Finance for the Amazon, Cerrado and Chaco (IFACC) para promover a produ\u00e7\u00e3o de soja e gado sem desmatamento na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Em iniciativas paralelas, cinco pa\u00edses, incluindo Reino Unido e Estados Unidos, e um grupo de institui\u00e7\u00f5es de caridade globais tamb\u00e9m se comprometeram a fornecer 1,7 bilh\u00e3o de d\u00f3lares em financiamento para apoiar os povos ind\u00edgenas na conserva\u00e7\u00e3o das florestas e fortalecer seus direitos \u00e0 terra. Ambientalistas dizem que as comunidades ind\u00edgenas s\u00e3o as melhores guardi\u00e3s florestais, muitas vezes contra violentas invas\u00f5es de madeireiros e grileiros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos mais de 100 l\u00edderes, os dirigentes de mais de 30 institui\u00e7\u00f5es financeiras, incluindo Schroders, Axa, East Capital Group e NEI Investment, tamb\u00e9m se comprometeram a &#8220;eliminar o investimento em atividades ligadas ao desmatamento&#8221; at\u00e9 2025.<\/p>\n<h4><strong>&#8220;Guardi\u00f5es em vez de conquistadores da natureza&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p>O premi\u00ea Boris Johnson declarou que o acordo sobre desmatamento \u00e9 fundamental para a ambi\u00e7\u00e3o global de limitar os aumentos da temperatura a 1,5 \u00b0C em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais.<\/p>\n<p>&#8220;Esses grandes ecossistemas abundantes \u2013 essas catedrais da natureza \u2013 s\u00e3o os pulm\u00f5es de nosso planeta&#8221;, diz Johnson, segundo pr\u00e9via de seu discurso divulgada pelo governo brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>&#8220;As florestas apoiam as comunidades, os meios de subsist\u00eancia e o fornecimento de alimentos, e absorvem o carbono que bombeamos para a atmosfera. Elas s\u00e3o essenciais para nossa pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia&#8221;, completa o anfitri\u00e3o da c\u00fapula em Glasgow.<\/p>\n<p>&#8220;Com as promessas sem precedentes de hoje, teremos a chance de encerrar a longa hist\u00f3ria da humanidade como conquistadores da natureza e, em vez disso, nos tornarmos seus guardi\u00e3es.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo a organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos World Resources Institute (WRI), as florestas absorvem cerca de 30% das emiss\u00f5es de carbono, que s\u00e3o a principal causa do aquecimento global.<\/p>\n<p>No entanto, essa prote\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica natural est\u00e1 desaparecendo rapidamente. O mundo perdeu 258 mil quil\u00f4metros quadrados de floresta em 2020, segundo a iniciativa de rastreamento de desmatamento Global Forest Watch, do WRI. Essa \u00e1rea \u00e9 maior do que o Reino Unido.<\/p>\n<h4><strong>&#8220;Mais uma d\u00e9cada de desmatamento&#8221;<\/strong><\/h4>\n<p>Em 2014, 40 pa\u00edses haviam feito um compromisso semelhante na chamada Declara\u00e7\u00e3o de Nova York sobre Florestas, prometendo reduzir pela metade a taxa de desmatamento at\u00e9 2020, e interromp\u00ea-la at\u00e9 2030. Ainda assim, \u00e1rvores continuam sendo derrubadas em escala industrial.<\/p>\n<p>Embora o acordo desta segunda-feira v\u00e1 al\u00e9m da Declara\u00e7\u00e3o de Nova York \u2013 principalmente no que diz respeito ao planejamento de recursos \u2013, organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas ainda o tacham de pouco ambicioso.<\/p>\n<p>O Greenpeace criticou a iniciativa afirmando que, ao estipular 2030 como prazo, ela d\u00e1 luz verde a &#8220;mais uma d\u00e9cada de desmatamento&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Povos ind\u00edgenas est\u00e3o pedindo para que 80% da Amaz\u00f4nia seja protegida at\u00e9 2025, e eles est\u00e3o certos, \u00e9 isso que \u00e9 necess\u00e1rio&#8221;, afirmou Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil. &#8220;O clima e o mundo natural n\u00e3o podem sustentar esse acordo.&#8221;<\/p>\n<h4><strong>Metas brasileiras<\/strong><\/h4>\n<p>O Brasil, um dos signat\u00e1rios do acordo,&nbsp;chegou \u00e0 COP26 com a reputa\u00e7\u00e3o derretida&nbsp;sob o governo Bolsonaro, que \u00e9 muito criticado mundo afora por suas pol\u00edticas ambientais, e com as emiss\u00f5es e o desmatamento em alta.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira, em evento paralelo \u00e0 COP26, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite,&nbsp;anunciou uma nova meta clim\u00e1tica&nbsp;de reduzir em 50% a emiss\u00e3o de gases poluentes at\u00e9 2030, neutralizar a emiss\u00e3o de carbono no Brasil at\u00e9 2050&nbsp;e zerar o desmatamento ilegal em sete anos.<\/p>\n<p>A meta anterior, anunciada em 2020, previa reduzir a emiss\u00e3o de gases em 43% at\u00e9 2030. &#8220;Apresentamos hoje uma nova meta clim\u00e1tica, mais ambiciosa, passando de 43% para 50% at\u00e9 2030 e de neutralidade de carbono at\u00e9 2050&#8221;, disse Leite.<\/p>\n<p>No entanto, organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas, como o Observat\u00f3rio do Clima e o Greenpeace, demonstraram ceticismo com o an\u00fancio, apontando que a nova meta n\u00e3o \u00e9 nem um pouco &#8220;mais ambiciosa&#8221; e deve apenas reduzir distor\u00e7\u00f5es propositais da meta anterior de 43%. Leite n\u00e3o explicou qual ser\u00e1 a base de emiss\u00f5es para o c\u00e1lculo da porcentagem a ser reduzida.<\/p>\n<p>No ano passado, especialistas apontaram que o governo executou uma &#8220;pedalada clim\u00e1tica&#8221; ao oficializar uma revis\u00e3o da base de dados da meta anterior de 43%. Originalmente, em 2015, o pa\u00eds usou como base de c\u00e1lculo a quantidade de emiss\u00f5es de gases poluentes lan\u00e7adas em 2005, \u00e0 \u00e9poca estimadas em 2,1 bilh\u00f5es de toneladas de CO2. Usando essa base, o Brasil teria que reduzir suas emiss\u00f5es para 1,2 bilh\u00e3o de toneladas de CO2 em 2030.<\/p>\n<p>No entanto, em 2020, o governo Bolsonaro oficializou uma manobra sobre a base de 2005 usada para o c\u00e1lculo, revisando para cima a quantidade estimada de gases emitidos h\u00e1 15 anos para 2,8 bilh\u00f5es de toneladas. Dessa forma, o governo inchou o ponto de partida e permitiu que as emiss\u00f5es em 2030 chegassem a 1,6 bilh\u00e3o de toneladas.<\/p>\n<p>Segundo a ONG Observat\u00f3rio do Clima, ao manipular a base para o c\u00e1lculo de emiss\u00f5es, o governo permitiria uma emiss\u00e3o adicional de 400 milh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalente (CO2e) em rela\u00e7\u00e3o a uma meta anunciada em 2015 por Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>A &#8220;meta de 50%&#8221; foi anunciada pelo ministro durante um evento paralelo da COP26 em Bras\u00edlia, ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o de um discurso gravado pelo presidente Jair Bolsonaro. O presidente n\u00e3o vai comparecer \u00e0 COP26, em contraste com outros chefes de Estado que participam da confer\u00eancia em Glasgow. J\u00e1 o ministro Leite s\u00f3 deve se deslocar para a COP26 no final desta semana.<\/p>\n<p>O an\u00fancio do governo federal \u00e9 encarado como uma resposta \u00e0 press\u00e3o internacional que o Brasil tem sofrido para melhorar seus compromissos contra o aquecimento global. Desde 2019, a imagem do pa\u00eds derreteu no exterior com o aumento de queimadas e desmatamento, al\u00e9m do desmonte de pol\u00edticas ambientais pelo governo Bolsonaro.<\/p>\n<p>O ceticismo sobre o comprometimento do governo em reduzir seja em 43% ou 50% a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 alimentada por dados que apontam que o Brasil tem ido na contram\u00e3o do mundo quando se trata de poluir. Nesta semana, dados mostraram que o Brasil intensificou sua carga de polui\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada na atmosfera em 2020.<\/p>\n<p>As emiss\u00f5es brutas de gases de efeito estufa do pa\u00eds no passado chegaram a 2,16 bilh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente (tCO2e), um aumento de 9,5% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior. \u00c9 o maior n\u00edvel desde 2006. Isso ocorreu enquanto a m\u00e9dia global de emiss\u00f5es sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de 7%, por causa das paralisa\u00e7\u00f5es de voos, servi\u00e7os e ind\u00fastrias ao longo do ano passado na pandemia. O movimento contr\u00e1rio \u00e0 tend\u00eancia mundial tem&nbsp;uma fonte determinante: o desmatamento.&nbsp;ek (AFP, Efe, Reuters, ots)<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle &#8211; @dispon\u00edvel na internet 03\/11\/2021<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 80 pa\u00edses prometem reduzir emiss\u00f5es de metano em 30% at\u00e9 2030 Dezenas de pa\u00edses, entre eles o Brasil, assinam compromisso que visa cortar at\u00e9 o fim da d\u00e9cada as emiss\u00f5es de metano em 30% em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 2020. China, R\u00fassia e \u00cdndia n\u00e3o est\u00e3o entre os signat\u00e1rios. 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