{"id":65354,"date":"2021-11-10T04:15:30","date_gmt":"2021-11-10T07:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=65354"},"modified":"2021-11-10T05:46:01","modified_gmt":"2021-11-10T08:46:01","slug":"a-meta-de-zero-liquido-de-co2-ate-2050-e-realista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/11\/10\/a-meta-de-zero-liquido-de-co2-ate-2050-e-realista\/","title":{"rendered":"A meta de zero l\u00edquido de CO2 at\u00e9 2050 \u00e9 realista?"},"content":{"rendered":"<p>Para chegar ao zero l\u00edquido de emiss\u00f5es carb\u00f4nicas e criar economias neutras em termos de CO2, os pa\u00edses precisam retirar da atmosfera uma quantidade de di\u00f3xido de carbono igual \u00e0 que emitem. Ou, melhor ainda, n\u00e3o emitir nada.<\/p>\n<h2>1. Quanto a humanidade depende de combust\u00edveis f\u00f3sseis?<\/h2>\n<p>Abandonar o carv\u00e3o mineral, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural seria um primeiro passo importante na dire\u00e7\u00e3o da neutralidade carb\u00f4nica. No momento, contudo, a maior parte das economias ainda depende seriamente de combust\u00edveis f\u00f3sseis, e a quota das fontes renov\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica s\u00f3 cresce lentamente.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770077_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio da companhia BP&nbsp;<em>Resenha estat\u00edstica da energia mundial para 2021<\/em>, os atuais l\u00edderes regionais em consumo energ\u00e9tico de fontes renov\u00e1veis s\u00e3o: Noruega na Europa (70%), Brasil nas Am\u00e9ricas (46%), Nova Zel\u00e2ndia na \u00c1sia-Pac\u00edfico (37%), Marrocos na \u00c1frica (8%) e Israel no Oriente M\u00e9dio (5%).<\/p>\n<p>Enquanto isso, pa\u00edses como Ar\u00e1bia Saudita, Arg\u00e9lia, Trinidad e Tobago e Turquemenist\u00e3o ainda dependem dos combust\u00edveis f\u00f3sseis para mais de 99% de sua energia. Com 93%, a Pol\u00f4nia apresenta a maior cota na Europa.<\/p>\n<p>No entanto os maiores focos de usinas movidas a carv\u00e3o mineral est\u00e3o em outros locais: das 6.593 centrais em atividade, 2.990 se situam na China, 855 na \u00cdndia e 498 nos Estados Unidos. Essas posi\u00e7\u00f5es no ranking n\u00e3o s\u00e3o alteradas pelo fato de os tr\u00eas pa\u00edses terem, ao todo, desativado, aposentado e cancelado 3.700 usinas a carv\u00e3o, desde o ano 2000, de acordo como o Monitor Global de Energia.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770159_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<p>Para se ater ao Acordo de Paris, de 2015, o mundo precisa abandonar rapidamente o carv\u00e3o. Segundo o&nbsp;<em>think tank<\/em>&nbsp;Climate Analytics, at\u00e9 o fim da d\u00e9cada seria necess\u00e1rio reduzir os n\u00edveis de consumo em 80%, em rela\u00e7\u00e3o a 2020 \u2013 ou seja: de cerca de 9.300 terawatts\/hora para 1.700 terawatts\/hora.<\/p>\n<h2>2. De onde vem a energia para aquecimento e eletricidade?<\/h2>\n<p>O consumo total de energia apresentado acima se distribui por tr\u00eas setores: transportes, eletricidade e, sobretudo, calefa\u00e7\u00e3o. Uma an\u00e1lise da Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE) conclui que &#8220;prover aquecimento a lares, ind\u00fastria e outras aplica\u00e7\u00f5es responde por cerca da metade do consumo total de energia&#8221;.<\/p>\n<p>Atualmente, aproximadamente 10% do calor \u00e9 oriundo de fontes renov\u00e1veis, cota essa que dever\u00e1 dobrar at\u00e9 2030, estima a AIE. Em edif\u00edcios compartilhados, com apartamentos alugados, n\u00e3o h\u00e1 sempre a possibilidade de escolher a forma de calefa\u00e7\u00e3o, mas em geral os consumidores podem optar por sua fonte de eletricidade.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770098_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<p>O Oriente M\u00e9dio \u00e9 atualmente a regi\u00e3o que deriva de fontes renov\u00e1veis a menor percentagem de sua eletricidade (3%). Outras, como a \u00c1frica (22%) e, em especial, a Am\u00e9rica do Sul (66%) tem um desempenho muito, em especial considerando-se que as tr\u00eas produzem volumes de energia semelhantes.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770057_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<p>A gera\u00e7\u00e3o de eletricidade \u00e9 tamb\u00e9m importante para a transi\u00e7\u00e3o do setor de transportes a um futuro de neutralidade carb\u00f4nica. Os ve\u00edculos el\u00e9tricos continuar\u00e3o sendo nocivos ao clima se a energia usada para carreg\u00e1-los for gerada por combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<h2>3. Como o setor de transportes est\u00e1 se transformando?<\/h2>\n<p>O progresso \u00e9 lento. Embora em geral o n\u00famero de autom\u00f3veis vendidos esteja caindo, a grande maioria ainda tem motores a combust\u00e3o: dos 66&nbsp;milh\u00f5es de ve\u00edculos adquiridos em 2020, apenas 4,3% (menos de 3&nbsp;milh\u00f5es) eram el\u00e9tricos.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770033_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<p>Para outros meios de transporte poluentes, como a avia\u00e7\u00e3o \u2013 respons\u00e1vel por 2,5% das emiss\u00f5es carb\u00f4nicas totais \u2013, ainda n\u00e3o existem alternativas dignas de nota. Por outro lado, a Airbus anunciou que at\u00e9 2035 pretende desenvolver uma aeronave de emiss\u00e3o zero para viagens comerciais.<\/p>\n<h2>4. Como vai a prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas?<\/h2>\n<p>A resposta curta \u00e9: n\u00e3o t\u00e3o bem quanto deveria. Apesar das diversas iniciativas de expans\u00e3o florestal, por todo o mundo, nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u2013 culminando entre 2000 e 2010, quando se plantaram 10&nbsp;milh\u00f5es de hectares por ano \u2013, o desmatamento vem se acelerando.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770199_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<p>A altera\u00e7\u00e3o l\u00edquida da \u00e1rea florestal nas d\u00e9cadas passadas mostra que os esfor\u00e7os de plantar novas \u00e1rvores na Am\u00e9rica do Sul e \u00c1frica n\u00e3o t\u00eam bastado para compensar as abatidas.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770179_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<p>O fato chama especialmente a aten\u00e7\u00e3o por essas duas regi\u00f5es ostentarem a maior \u00e1rea de florestas em zonas protegidas \u2013 o que leva a questionar at\u00e9 que ponto essa prote\u00e7\u00e3o \u00e9 eficaz.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770139_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<h2>5. Como evoluiu o investimento nas fontes renov\u00e1veis de energia?<\/h2>\n<p>As energias renov\u00e1veis est\u00e3o em trajet\u00f3ria ascendente. Segundo a AIE, nos \u00faltimos anos elas atra\u00edram mais investimentos do que os combust\u00edveis f\u00f3sseis ou a energia nuclear.<\/p>\n<div class=\"picBox full rechts \"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" title=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.dw.com\/image\/59770220_7.png?w=696&#038;ssl=1\" alt=\"Data visualization COP26 net zero 2050 PTB\"><\/div>\n<div class=\"longText\">\n<div class=\"gallery col3\">\n<div class=\"imgTeaserL slideshow noDim\" data-id=\"59710712\" data-title=\"As principais florestas do mundo precisam de prote\u00e7\u00e3o \" data-date=\"20211104\" data-firstcategory=\"19990021\">\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Deutsche Welle &#8211; @dispon\u00edvel na internet 10\/11\/2021<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para chegar ao zero l\u00edquido de emiss\u00f5es carb\u00f4nicas e criar economias neutras em termos de CO2, os pa\u00edses precisam retirar da atmosfera uma quantidade de di\u00f3xido de carbono igual \u00e0 que emitem. 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