{"id":65443,"date":"2021-11-13T05:07:18","date_gmt":"2021-11-13T08:07:18","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=65443"},"modified":"2021-11-13T06:13:28","modified_gmt":"2021-11-13T09:13:28","slug":"dois-anos-depois-saiba-quais-foram-os-efeitos-da-reforma-da-previdencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2021\/11\/13\/dois-anos-depois-saiba-quais-foram-os-efeitos-da-reforma-da-previdencia\/","title":{"rendered":"Dois anos depois, saiba quais foram os efeitos da Reforma da Previd\u00eancia"},"content":{"rendered":"<header class=\"post__header\">\n<p class=\"post__excerpt\">H\u00e1 dois anos passava a valer a emenda constitucional que reformou o sistema previdenci\u00e1rio brasileiro. Apesar de recente, a Reforma da Previd\u00eancia j\u00e1 trouxe mudan\u00e7as para a popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos valores dos benef\u00edcios do INSS e os requisitos m\u00ednimos para pedir a aposentadoria.<\/p>\n<\/header>\n<div class=\"post__content\">\n<p>\u00c0 \u00e9poca, o d\u00e9ficit previdenci\u00e1rio, caracterizado como insustent\u00e1vel, foi a grande justificativa para a reforma. Por\u00e9m, especialistas apontam que a maior parte dos efeitos, em especial para as contas p\u00fablicas, devem ser sentidos apenas nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>A mensura\u00e7\u00e3o de alguns efeitos mais imediatos com as mudan\u00e7as foi prejudicada pela pandemia de&nbsp;Covid-19. Em muitos casos, \u00e9 dif\u00edcil saber se eventos ligados ao sistema previdenci\u00e1rio s\u00e3o consequ\u00eancia da reforma, da pandemia ou das duas coisas.<\/p>\n<p>A Reforma da Previd\u00eancia representa o que Lu\u00eds Eduardo Afonso, professor da FEA-USP, considera ser a maior mudan\u00e7a no sistema&nbsp;previdenci\u00e1rio&nbsp;brasileiro nos \u00faltimos 50 anos. A estimativa do governo federal \u00e9 que, com todas as mudan\u00e7as, a reforma deva gerar uma economia de R$ 855,6 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos em dez anos.<\/p>\n<h4><strong>Principais mudan\u00e7as para a popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>Regra \u00fanica para aposentadoria<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para Afonso, uma das principais mudan\u00e7as que a reforma trouxe foi a unifica\u00e7\u00e3o de regras para o sistema previdenci\u00e1rio de trabalhadores do setor privado e do setor p\u00fablico, este \u00faltimo na esfera federal, estabelecendo uma idade m\u00ednima para se aposentar.<\/p>\n<p>Agora, homens podem se aposentar se tiverem 65 anos ou mais, e as mulheres a partir de 62 anos. A necessidade do tempo m\u00ednimo de contribui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se manteve, sendo exigidos 15 anos para mulheres e homens que come\u00e7aram a contribuir antes da reforma da Previd\u00eancia, e de 20 anos para homens que iniciaram as contribui\u00e7\u00f5es depois da reforma. Para o setor p\u00fablico, o tempo m\u00ednimo de contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 de 25 anos.<\/p>\n<p>Antes, o segurado podia se aposentar por idade, que exigia 60 anos para as mulheres e 65 anos para homens, al\u00e9m de 15 anos de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra op\u00e7\u00e3o era a aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o, em que eram exigidos 30 anos de contribui\u00e7\u00e3o para mulheres e 35 anos de contribui\u00e7\u00e3o para homens, sem idade m\u00ednima, mas com desconto do fator previdenci\u00e1rio, um \u00edndice que reduzia a aposentadoria de quem se aposentava muito cedo. Tamb\u00e9m existia a f\u00f3rmula 85\/95 progressiva, que dava a aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o sem o desconto do fator previdenci\u00e1rio ao atingir determinada pontua\u00e7\u00e3o ao somar idade e tempo de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li>C\u00e1lculo do benef\u00edcio<\/li>\n<\/ul>\n<p>Roberto de Carvalho Santos, presidente do Instituto de Estudos Previdenci\u00e1rios (Ieprev), afirma que outra mudan\u00e7a relevante com a reforma foi o c\u00e1lculo para definir o valor do benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Antes, o INSS calculava a m\u00e9dia salarial considerando os 80% maiores sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o desde julho de 1994, descartando as contribui\u00e7\u00f5es mais baixas. Depois aplicava-se a regra espec\u00edfica da aposentadoria por idade ou da aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, o benef\u00edcio \u00e9 de 60% da m\u00e9dia&nbsp;salarial&nbsp;de todos os sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o desde julho 1994 para quem cumpre os 15 ou 20 anos de contribui\u00e7\u00e3o, com possibilidade de adi\u00e7\u00e3o de dois pontos percentuais por ano de contribui\u00e7\u00e3o. Uma mulher que com 25 anos de contribui\u00e7\u00e3o, por exemplo, ter\u00e1 direito a 80% da m\u00e9dia salarial.<\/p>\n<p>Santos afirma que, em geral, os valores dos benef\u00edcios ca\u00edram devido \u00e0 mudan\u00e7a no c\u00e1lculo. \u201cHoje, para ter o valor do benef\u00edcio integral, uma mulher precisa de 35 anos de contribui\u00e7\u00e3o e o homem, 40 anos de contribui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<ul>\n<li>Regra de transi\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>As pessoas que j\u00e1 estavam no mercado de trabalho quando a reforma foi aprovada entraram na chamada regra de transi\u00e7\u00e3o, com requisitos espec\u00edficos para se aposentar. \u201cElas s\u00e3o baseadas em crit\u00e9rios como&nbsp;<span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/business\/esta-planejando-a-aposentadoria-do-inss-veja-quais-sao-as-regras-em-2021\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tempo de contribui\u00e7\u00e3o, pontos, idade m\u00ednima ou um ped\u00e1gio de 50% ou at\u00e9 100% da m\u00e9dia, dependendo do caso<\/a><\/span>\u201d, diz Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenci\u00e1rio).<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, as pessoas que estavam h\u00e1 dois anos da aposentadoria foram as mais afetadas. \u201cAgora elas precisam trabalhar mais 9, 10, at\u00e9 12 anos para alcan\u00e7ar uma das regras de transi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O professor da USP tamb\u00e9m considera que \u201ct\u00eam muitas regras de transi\u00e7\u00e3o que aumentaram durante a tramita\u00e7\u00e3o, algumas ficaram at\u00e9 sobrepostas, e ficou complicado at\u00e9 para operacionalizar e implementar isso na concess\u00e3o de benef\u00edcios\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Santos, a popula\u00e7\u00e3o que busca se aposentar a partir de 2020 viu um aumento na fila de solicita\u00e7\u00f5es de benef\u00edcio. Para ele, essa alta pode estar ligada \u201cao receio de uma nova reforma, ou de perder benef\u00edcios, ent\u00e3o, quem tem direito adquirido est\u00e1 pedindo sem fazer estudo, ou tentar contribuir mais\u201d.<\/p>\n<ul>\n<li>Pens\u00e3o por morte<\/li>\n<\/ul>\n<p>A reforma tamb\u00e9m alterou as regras da pens\u00e3o por morte. Antes, se o segurado que morreu era aposentado, a vi\u00fava recebia 100% do valor da aposentadoria dele. Agora, o valor \u00e9 de 50% da aposentadoria, mais 10% para cada dependente, limitado a 100%. Uma vi\u00fava sem dependentes, por exemplo, receber\u00e1 60% do valor da aposentadoria do segurado que morreu.<\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o \u00e9 aposentado, o INSS faz o c\u00e1lculo da m\u00e9dia salarial, de acordo com as novas regras, para ent\u00e3o aplicar a regra dos 50% sobre o valor, mais 10% para cada dependente. O valor n\u00e3o pode ser menor do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>\u201cO preju\u00edzo grande da pens\u00e3o por morte piorou ainda mais com a pandemia porque aumentou a vulnerabilidade dos beneficiados. Reduziu a base de c\u00e1lculo e o percentual da pens\u00e3o, e as pessoas s\u00f3 perceberam isso ao procurar o benef\u00edcio e ver a queda na renda\u201d, diz Bramante.<\/p>\n<ul>\n<li>Aux\u00edlio-doen\u00e7a<\/li>\n<\/ul>\n<p>No caso do aux\u00edlio-doen\u00e7a, a mudan\u00e7a foi no c\u00e1lculo do benef\u00edcio, que passou a ser de 91% da m\u00e9dia salarial. Antes eram considerado os 80% maiores sal\u00e1rios de contribui\u00e7\u00e3o, descartando as menores contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4><strong>Efeitos para o Estado<\/strong><\/h4>\n<p>Se por um lado o estabelecimento gradativo da exig\u00eancia da idade m\u00ednima beneficiou a popula\u00e7\u00e3o, ela deve obrigar uma nova reforma da previd\u00eancia em um futuro pr\u00f3ximo, segundo especialistas.<\/p>\n<p>\u201cO principal avan\u00e7o foi a fixa\u00e7\u00e3o da idade m\u00ednima, mas ela n\u00e3o \u00e9 corrigida pela expectativa de vida, que aumenta com o tempo, ent\u00e3o, pode ser necess\u00e1rio fazer uma nova reforma no futuro\u201d, afirma Felipe Salto, diretor-executivo do Instituto Fiscal Independente (IFI).<\/p>\n<p>Segundo ele, o estabelecimento da idade m\u00ednima sempre foi um ponto importante para reduzir os custos previdenci\u00e1rios, e era discutido desde 1990, mas nunca tinha sido aprovado. Ao longo dos anos, o sistema previdenci\u00e1rio teve apenas \u201cavan\u00e7os incrementais\u201d, que tinham contido pouco a din\u00e2mica do d\u00e9ficit previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_558335\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-describedby=\"caption-attachment-558335\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-558335 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=696%2C464&#038;ssl=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg 5093w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=300,200 300w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=768,512 768w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=1024,683 1024w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=1536,1024 1536w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=2048,1365 2048w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=57,38 57w, https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/Reuters_Direct_Media\/BrazilOnlineReportDomesticNews\/tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHA30LW-FILEDIMAGE.jpg?resize=75,50 75w\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"464\"><figcaption id=\"caption-attachment-558335\" class=\"wp-caption-text\">Dificuldade de negocia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica limitou tentativas anteriores de reformar a previd\u00eancia social \/REUTERS\/Adriano Machado<\/figcaption><\/figure>\n<p>O d\u00e9ficit existe, basicamente, porque os gastos do governo para pagar benef\u00edcios s\u00e3o maiores que a arrecada\u00e7\u00e3o. Uma expectativa de vida maior significa mais pessoas recebendo o benef\u00edcio por mais tempo, e, se a arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o aumenta, o d\u00e9ficit sobe.<\/p>\n<p>\u201cA reforma reduz esse d\u00e9ficit ao longo do tempo, mas isso se d\u00e1 \u00e0s custas de uma redu\u00e7\u00e3o na capacidade do sistema de redistribuir, ou seja, o valor do benef\u00edcio acaba sendo menor do que a pessoa ganhava antes\u201d, diz Lu\u00eds Eduardo Afonso.<\/p>\n<p>Para o professor, a maior parte dos efeitos da reforma sobre o d\u00e9ficit devem ser sentidos apenas nos pr\u00f3ximos anos. Um fator que dificultou uma redu\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit foi a pr\u00f3pria pandemia de Covid-19, em que o governo sofreu uma queda de arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c[A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica] deve voltar para o patamar de antes, e a\u00ed d\u00e1 para come\u00e7ar a ver melhor esses efeitos a partir de 2022. Toda reforma tem efeitos r\u00e1pidos, e os mais lentos. Se mant\u00e9m muitos direitos, ela demora mais para fazer efeito\u201d, diz.<\/p>\n<p>Apesar disso, ele considera que a maior parte dos pontos que precisava compor a reforma foram aprovados, como a mudan\u00e7a na idade m\u00ednima, no c\u00e1lculo do benef\u00edcio e no valor da pens\u00e3o. Salto cita tamb\u00e9m um teto para o INSS e novas regras param\u00e9tricas, gerando um sistema mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para Afonso, a principal aus\u00eancia negativa da reforma foi a do sistema de capitaliza\u00e7\u00e3o, em que o trabalhador tem uma esp\u00e9cie de poupan\u00e7a que ser\u00e1 sua pr\u00f3pria aposentadoria.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m aponta que o per\u00edodo m\u00ednimo de contribui\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 baixo pensando nas contas p\u00fablicas, e que poderia ter sido discutido um aumento progressivo. Algumas exce\u00e7\u00f5es, em especial para professores e policiais, s\u00e3o negativos, afirma.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o posso deixar de mencionar a diferencia\u00e7\u00e3o na reforma para setor p\u00fablico e privado em rela\u00e7\u00e3o aos militares. Eles t\u00eam um arcabou\u00e7o legal diferente, n\u00e3o foram abarcados na PEC original e nem poderiam ter sido, mas a reforma deles foi muito mais frouxa do que para os outros trabalhadores, o que \u00e9 indefens\u00e1vel. A economia \u00e9 de 10 bilh\u00f5es ao longo de 10 anos para o sistema deles, \u00e9 pouco\u201d, diz Afonso.<\/p>\n<p>Salto afirma que outro ponto negativo da reforma foi a exclus\u00e3o dos sistemas previdenci\u00e1rios do funcionalismo p\u00fablico de estados e munic\u00edpios. \u201cAgora&nbsp;<strong>c<\/strong>ada um est\u00e1 tendo que fazer a sua&nbsp;[reforma], e isso pode gerar problemas porque falta um regramento geral e pode levar a diverg\u00eancias\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, \u201ca din\u00e2mica dos gastos previdenci\u00e1rios em 2021 tem sido melhor que o esperado, mas isso pode estar ligado aos efeitos da pandemia com atraso do INSS ou \u00e0 reforma mesmo\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_344572\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-describedby=\"caption-attachment-344572\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-344572 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.cnnbrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/12\/2021\/06\/595_FD364A08C92FF019-5.jpg?resize=696%2C696&#038;ssl=1\" alt=\"Fila no INSS\" width=\"696\" height=\"696\"><figcaption id=\"caption-attachment-344572\" class=\"wp-caption-text\">Fila de solicita\u00e7\u00f5es para benef\u00edcios aumentou durante a pandemia \/ Antonio Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cComparando os dados, vemos que de janeiro a setembro de 2019 para o mesmo per\u00edodo em 2020, o gasto previdenci\u00e1rio cresceu 8,3% em termos reais. De 2020 para 2021, teve queda real de 0,5%. Pode j\u00e1 ser a din\u00e2mica da reforma, mas \u00e9 dif\u00edcil imputar causalidade\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o d\u00e9ficit previdenci\u00e1rio permanece elevado. Em 2019 era de R$ 213 bilh\u00f5es. J\u00e1 em 2020 subiu para R$ 259,1 bilh\u00f5es, com a queda da arrecada\u00e7\u00e3o, e em 2021 est\u00e1 em R$ 225 bilh\u00f5es at\u00e9 setembro.<\/p>\n<p>Para ele, seria importante que o Estado revisse algumas&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/business\/centrais-sindicais-cobram-fiscalizacao-de-empresas-beneficiadas-por-desoneracao\/\">ren\u00fancias fiscais<\/a><\/strong>&nbsp;que s\u00e3o permitidas para setores e empresas, o que ajudaria a melhorar as receitas. A melhora seria importante porque as previs\u00f5es para a economia tendo sido mais pessimistas.<\/p>\n<p>\u201cA receita do governo subiu mas \u00e9 algo tempor\u00e1rio, artificial, pela infla\u00e7\u00e3o. Precisa de uma fonte de receita constante\u201d, afirma Salto.<\/p>\n<p>A presidente do IBDP considera que a reforma \u201cn\u00e3o abordou o custeio, s\u00f3 mexeu os direitos, n\u00e3o a arrecada\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para Afonso, o sistema previdenci\u00e1rio \u00e9 um quebra-cabe\u00e7a. \u201cCada pe\u00e7a tem que fazer sentido pensando no todo. A Reforma da Previd\u00eancia foi complexa, ao mesmo tempo em que foi abrangente e a maior em mais de 50 anos\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Jo\u00e3o Pedro Malar<span class=\"tp__author\">do\/CNN Brasil Business &#8211; @dispon\u00edvel na internet 13\/11\/2021<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 dois anos passava a valer a emenda constitucional que reformou o sistema previdenci\u00e1rio brasileiro. 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