{"id":67350,"date":"2022-01-12T05:00:18","date_gmt":"2022-01-12T08:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=67350"},"modified":"2022-01-12T05:27:52","modified_gmt":"2022-01-12T08:27:52","slug":"inflacao-oficial-de-1006-em-2021-petrobras-anuncia-um-novo-aumento-dos-combustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/01\/12\/inflacao-oficial-de-1006-em-2021-petrobras-anuncia-um-novo-aumento-dos-combustiveis\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o oficial de 10,06% em 2021. Petrobras anuncia um novo aumento dos combust\u00edveis"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-lg-12 mb-3\">\n<div class=\"row\">\n<h4 class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-750 display-6 display-md-4 display-lg-5 font-weight-bold alt-font text-center my-1\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Pandemia e crise h\u00eddrica fizeram infla\u00e7\u00e3o estourar meta, diz BC<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>A pandemia de covid-19, a eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o global das&nbsp;<em>commodities<\/em> (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional) e a crise h\u00eddrica foram respons\u00e1veis pela infla\u00e7\u00e3o estourar o teto da meta, justificou ontem (11) o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. Por determina\u00e7\u00e3o legal, ele enviou uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e ao Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) justificando a infla\u00e7\u00e3o oficial de 10,06% em 2021, de acordo com o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA).<img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\">No ano passado, o IPCA atingiu quase o dobro do teto fixado pelo CMN. A meta de infla\u00e7\u00e3o oficial para o ano passado estava em 3,75%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. O \u00edndice, portanto, poderia variar de 2,25% a 5,25%. Essa foi a sexta vez, desde a cria\u00e7\u00e3o do sistema atual de infla\u00e7\u00e3o, em que o presidente do BC teve de justificar o descumprimento da meta.<\/p>\n<p>\u201cOs principais fatores que levaram a infla\u00e7\u00e3o em 2021 a ultrapassar o limite superior de toler\u00e2ncia foram os seguintes:<\/p>\n<p>\u00bb Forte eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de bens transacion\u00e1veis em moeda local, em especial os pre\u00e7os de&nbsp;<em>commodities<\/em>;<br \/>\n\u00bb Bandeira de energia el\u00e9trica de escassez h\u00eddrica;&nbsp;<br \/>\n\u00bb&nbsp;Desequil\u00edbrios entre demanda e oferta de insumos, e gargalos nas cadeias produtivas globais\u201d, explicou o BC na carta.<\/p>\n<p>Segundo Campos Neto, a grande parte da infla\u00e7\u00e3o alta em 2021 foi um fen\u00f4meno global impulsionado pela pandemia de covid-19. A doen\u00e7a afetou fluxos comerciais em todo o planeta, criando gargalos na distribui\u00e7\u00e3o de produtos. De acordo com ele, o fen\u00f4meno atingiu n\u00e3o apenas pa\u00edses emergentes, mas tamb\u00e9m economias avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>\u201cAs press\u00f5es sobre os pre\u00e7os de&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;e nas cadeias produtivas globais refletem as mudan\u00e7as no padr\u00e3o de consumo causadas pela pandemia, com parcela proporcionalmente maior da demanda direcionada para bens\u201d, escreveu Campos Neto. \u201cDe fato, a acelera\u00e7\u00e3o significativa da infla\u00e7\u00e3o em 2021 para n\u00edveis superiores \u00e0s metas foi um fen\u00f4meno global, atingindo a maioria dos pa\u00edses avan\u00e7ados e emergentes.\u201d<\/p>\n<h4><strong>Energia<\/strong><\/h4>\n<p>Por fim, a carta do BC atribuiu a \u201cdemais fatores\u201d impacto de 1,02 ponto acima do teto da meta. Dentro deste total, o destaque foi a bandeira de escassez h\u00eddrica (cobrada desde setembro do ano passado), que encareceu a conta de luz e teve impacto de 0,67 ponto. Essa bandeira vigorar\u00e1, a princ\u00edpio, at\u00e9 abril deste ano.<\/p>\n<p>\u201cO fraco regime de chuvas levou ao acionamento de termoel\u00e9tricas e de outras fontes de energia de custo mais elevado durante a segunda metade de 2021, resultando em aumento expressivo das tarifas de energia el\u00e9trica\u201d, ressaltou o BC. \u201cEm setembro, foi criada e acionada a bandeira escassez h\u00eddrica, o que causou aumento de 49,6% sobre a bandeira anterior e de 5,8% sobre a tarifa de energia el\u00e9trica ante o m\u00eas anterior.\u201d<\/p>\n<p>Na \u00faltima vez em que o presidente do BC justificou o descumprimento da meta de infla\u00e7\u00e3o foi em 2017. Naquele ano, por\u00e9m, a infla\u00e7\u00e3o encerrou abaixo do piso da meta, em 2,95%, contra um limite m\u00ednimo de 3% para o IPCA. Na ocasi\u00e3o, o Banco Central era presidido por Ilan Goldfajn, com Henrique Meirelles como ministro da Fazenda.<\/p>\n<h4><strong>Combust\u00edveis<\/strong><\/h4>\n<p>No ano passado, escreveu Campos Neto, a infla\u00e7\u00e3o importada foi o principal fator que impulsionou a infla\u00e7\u00e3o. O destaque foi a eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o internacional do petr\u00f3leo, que encareceu os combust\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cO principal fator para o desvio de 6,31 p.p. da infla\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 meta adveio da infla\u00e7\u00e3o importada, com contribui\u00e7\u00e3o de 4,38 p.p., cerca de 69% do desvio. Abrindo esse termo [decompondo a infla\u00e7\u00e3o importada], destacam-se as contribui\u00e7\u00f5es de 2,95 p.p. do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, 0,71 p.p. das&nbsp;<em>commodities<\/em>&nbsp;em geral e 0,44 p.p. da taxa de c\u00e2mbio\u201d, destacou a carta.<\/p>\n<p>Depois da infla\u00e7\u00e3o importada, a in\u00e9rcia inflacion\u00e1ria foi o segundo fator que pressionou a infla\u00e7\u00e3o no ano passado, com impacto de 1,21 ponto acima do teto da meta. A in\u00e9rcia representa a indexa\u00e7\u00e3o de contratos e de pre\u00e7os que s\u00e3o corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o do ano anterior. Desde o segundo semestre de 2020, a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 em alta, afetando a infla\u00e7\u00e3o de 2021.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 12\/01\/2022<\/strong><\/p>\n<hr>\n<h4><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Petrobras anuncia aumento de 5% no litro da gasolina e de 8% no diesel<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Valores ser\u00e3o cobrados das distribuidoras; em um ano, combust\u00edveis j\u00e1 subiram quase 80%<\/p>\n<p>A&nbsp;Petrobras&nbsp;anunciou nesta ter\u00e7a-feira, 11, o primeiro reajuste nos pre\u00e7os da&nbsp;gasolina&nbsp;e do&nbsp;diesel&nbsp;em 2022. A partir desta quarta-feira, 12, o litro da gasolina ser\u00e1 vendido para as distribuidoras a R$ 3,24, alta de 4,8% ante os R$ 3,09 cobrados at\u00e9 ent\u00e3o. J\u00e1 o diesel passar\u00e1 a ser R$ 3,61 o litro, aumento de 8% contra o pre\u00e7o atual de R$ 3,34. Em nota, a estatal ressaltou que a \u00faltima eleva\u00e7\u00e3o aconteceu em outubro do ano passado. Em dezembro, a Petrobras reduziu o valor do litro da gasolina em R$ 0,10. Em um ano, os combust\u00edveis j\u00e1 subiram quase 80%. Em dezembro de 2020, o litro da gasolina custava R$ 1,84 aos distribuidores, diferen\u00e7a de 76% com o valor anunciado hoje. J\u00e1 o pre\u00e7o do litro do diesel foi elevado em 78,7%, partindo de R$ 2,02 h\u00e1 12 meses.<\/p>\n<p>\u201cEsses ajustes s\u00e3o importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econ\u00f4micas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores respons\u00e1veis pelo atendimento \u00e0s diversas regi\u00f5es brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, al\u00e9m da Petrobras\u201d, informou a empresa. \u201cDessa forma, a Petrobras reitera seu compromisso com a pr\u00e1tica de pre\u00e7os competitivos e em equil\u00edbrio com o mercado, acompanhando as varia\u00e7\u00f5es para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os pre\u00e7os internos, das volatilidades externas e da taxa de c\u00e2mbio causadas por eventos conjunturais\u201d.<\/p>\n<p>O grupo de combust\u00edveis foi o maior respons\u00e1vel pela alta de 10,06% da infla\u00e7\u00e3o em 2021. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgados nesta manh\u00e3, a categoria teve aumento de 49%. A alta foi puxada pelo aumento de 62,2% do etanol \u2014 o item que mais sofreu com a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os no ano passado \u2014, seguido pelo avan\u00e7o de 47,4% da gasolina e 46% do diesel. O avan\u00e7o \u00e9 justificado pela jun\u00e7\u00e3o de aumento do pre\u00e7o das commodities, desvaloriza\u00e7\u00e3o do real ante o d\u00f3lar e a crise h\u00eddrica enfrentada nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito: Jovem Pan News &#8211; @ dispon\u00edvel na internet 12\/01\/2022<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pandemia e crise h\u00eddrica fizeram infla\u00e7\u00e3o estourar meta, diz BC A pandemia de covid-19, a eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o global das&nbsp;commodities (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional) e a crise h\u00eddrica foram respons\u00e1veis pela infla\u00e7\u00e3o estourar o teto da meta, justificou ontem (11) o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. 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