{"id":68837,"date":"2022-03-14T04:30:09","date_gmt":"2022-03-14T07:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=68837"},"modified":"2022-03-14T04:35:42","modified_gmt":"2022-03-14T07:35:42","slug":"no-brasil-a-participacao-de-mulheres-nas-atividades-cientificas-chega-a-72","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/03\/14\/no-brasil-a-participacao-de-mulheres-nas-atividades-cientificas-chega-a-72\/","title":{"rendered":"No Brasil a participa\u00e7\u00e3o de mulheres nas atividades cient\u00edficas chega a 72%"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-lg-12 mb-3\">\n<div class=\"row\"><strong style=\"color: #111111; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 19px;\"><span style=\"color: #222222; font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 15px;\">Mulheres s\u00e3o 46% do total de pesquisadores da Am\u00e9rica Latina e Caribe<\/span><\/strong><\/div>\n<div class=\"row\">\n<h4 class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-1100 alt-font font-italic my-2 small text-info text-center\"><span style=\"color: #222222; font-family: Verdana, BlinkMacSystemFont, -apple-system, 'Segoe UI', Roboto, Oxygen, Ubuntu, Cantarell, 'Open Sans', 'Helvetica Neue', sans-serif; font-size: 15px;\">As mulheres representam quase a metade, 46%, do total de pesquisadores nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Com isso, a regi\u00e3o conquistou, na \u00faltima d\u00e9cada, a paridade de g\u00eanero na ci\u00eancia. Mesmo nesse cen\u00e1rio, meninas e mulheres ainda enfrentam uma s\u00e9rie de desigualdades no que diz respeito ao acesso a temas cient\u00edficos, al\u00e9m de sofrerem preconceito e viol\u00eancia de g\u00eanero nesses pa\u00edses.&nbsp;<\/span><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-xl-7 offset-xl-1 col-lg-8 offset-lg-0 col-md-10 offset-md-1 mb-3\">\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?w=696&#038;ssl=1\">As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de relat\u00f3rio que ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta segunda-feira (14) pelo British Council, em parceria com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), a Am\u00e9rica Latina, o Caribe e a \u00c1sia Central s\u00e3o as \u00fanicas regi\u00f5es no mundo que atingiram a paridade na propor\u00e7\u00e3o de investigadores do sexo feminino para o masculino, considerando todas as \u00e1reas de pesquisa. Para chegar \u00e0 paridade, \u00e9 preciso que entre 45% e 55% dos investigadores sejam mulheres. De acordo com os \u00faltimos dados da Unesco, em 2020, a porcentagem m\u00e9dia global de mulheres investigadoras era de 33%.<\/p>\n<p>Quando considerados apenas os estudos em STEM, sigla em ingl\u00eas para ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica, a desigualdade aumenta. O estudo mostra que a porcentagem de mulheres investigadoras que trabalham em engenharia e tecnologia na regi\u00e3o \u00e9 muito mais baixa do que a dos homens. Em alguns pa\u00edses, como Bol\u00edvia e Peru, esta porcentagem \u00e9 inferior a 20%.<\/p>\n<p>O dado \u00e9 preocupante, uma vez que as previs\u00f5es indicam que metade dos empregos atualmente existentes desaparecer\u00e1 at\u00e9 2050 e que 75% dos empregos do futuro exigir\u00e3o compet\u00eancias STEM e STI &#8211; sigla em ingl\u00eas para ci\u00eancias, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. \u201cMais de 60% das crian\u00e7as que entram hoje na escola prim\u00e1ria podem acabar trabalhando em empregos que ainda n\u00e3o existem, e muitos dessas novas ocupa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o baseados em STEM. \u00c9 essencial que meninas e mulheres tenham igual acesso aos novos empregos do futuro\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que mais meninas e jovens se envolvam na ci\u00eancia e pretendemos quebrar os preconceitos que cercam a participa\u00e7\u00e3o das mulheres no STEM\u201d, diz o especialista regional de Programa, Pol\u00edticas de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o da Unesco, Guillermo Anll\u00f3. Segundo Anll\u00f3, o relat\u00f3rio revela a situa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, o que \u201cestabelece um ponto de partida para tomar decis\u00f5es que apoiem e facilitem carreiras em STEM para mulheres\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Diferen\u00e7as entre pa\u00edses<\/strong><\/h4>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de mulheres nas atividades cient\u00edficas \u00e9 diferente de pa\u00eds para pa\u00eds na regi\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e Caribe. Um dos dados destacados no estudo \u00e9 a propor\u00e7\u00e3o de artigos cient\u00edficos que t\u00eam participa\u00e7\u00e3o de pelo menos uma autora feminina. Em El Salvador, elas assinam apenas 43% dos artigos.&nbsp;No Brasil, a porcentagem chega a 72%. Depois do Brasil, os principais pa\u00edses com mais mulheres autoras de trabalhos cient\u00edficos s\u00e3o Argentina (67%) e Guatemala (66%). Os que t\u00eam participa\u00e7\u00e3o feminina abaixo de 51% s\u00e3o Nicar\u00e1gua, Chile, Bol\u00edvia, Equador, Costa Rica, Rep\u00fablica Dominicana e Honduras.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as entre homens e mulheres come\u00e7am cedo. \u00c9 duas vezes mais prov\u00e1vel que os meninos considerem carreiras como engenharia do que as meninas, Em pa\u00edses como Col\u00f4mbia, Rep\u00fablica Dominicana e M\u00e9xico, a diferen\u00e7a \u00e9 ainda maior. Uma carreira relacionada com tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada por apenas 1% das meninas, em compara\u00e7\u00e3o com 8% dos meninos.<\/p>\n<p>De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, estere\u00f3tipos de g\u00eanero e barreiras culturais est\u00e3o entre os fatores que explicam a segrega\u00e7\u00e3o das mulheres, que dificulta a integra\u00e7\u00e3o delas em estudos de temas Stem ao longo da carreira acad\u00eamica. A falta de incentivo ao envolvimento de mulheres em temas cient\u00edficos, desde a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, como se a ci\u00eancia fosse reduto masculino, \u00e9 fruto desses estere\u00f3tipos e causa menor ades\u00e3o das jovens \u00e0s carreiras em ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante ter uma compreens\u00e3o muito clara do desafio que estamos enfrentando, para que possamos trabalhar em pol\u00edticas e programas que apoiem a transforma\u00e7\u00e3o dessa agenda&#8221;, diz a ministra&nbsp;&nbsp;para \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina e Caribe do Reino Unido, Vicky Ford. &#8220;Ter acesso a dados e pesquisas que possam tra\u00e7ar um cen\u00e1rio preciso \u00e9 essencial para orientar os pr\u00f3ximos passos e movimentos de programas que envolvam pol\u00edticas p\u00fablicas e coopera\u00e7\u00e3o internacional para enfrentar a desigualdade de g\u00eanero em ci\u00eancia e tecnologia&#8221;, acrescenta a ministra brit\u00e2nica.<\/p>\n<h4><strong>Bolsas para mulheres<\/strong><\/h4>\n<p>Neste domingo (13), representantes do Reino Unido visitaram o Brasil e enfatizaram o programa Mulheres na Ci\u00eancia, que est\u00e1 em curso no pa\u00eds desde 2018. A iniciativa tem como objetivo promover a diversidade de g\u00eanero na pesquisa cient\u00edfica, aproximando pesquisadoras, institui\u00e7\u00f5es de ensino, empresas e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos que seja uma oportunidade \u00fanica e transformadora, capaz de fazer com que as mulheres saibam que s\u00e3o valorizadas e estimadas, al\u00e9m de ajud\u00e1-las a avan\u00e7ar nas carreiras com as quais sempre sonharam. Ent\u00e3o, esperamos tamb\u00e9m que possam inspirar outras mulheres a seguirem o mesmo caminho. Empoderar as mulheres em todos os setores, incluindo ci\u00eancia, neg\u00f3cios e academia, \u00e9 vital para construir uma sociedade mais desenvolvida, livre e igualit\u00e1ria&#8221;, diz Vicky Ford.<\/p>\n<p>Est\u00e3o abertas as inscri\u00e7\u00f5es para programa de bolsas de mestrado no Reino Unido voltado para mulheres com gradua\u00e7\u00e3o em disciplinas das \u00e1reas Stem. As brasileiras selecionadas poder\u00e3o contar com apoio econ\u00f4mico para estudar em uma das cinco universidades brit\u00e2nicas que est\u00e3o recebendo candidaturas do Brasil, M\u00e9xico e Peru.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia incluir\u00e1 matr\u00edculas, custos de viagem, vistos e taxas de cobertura de sa\u00fade, com apoio especial para m\u00e3es. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre as bolsas para mulheres podem ser obtidas no<em>&nbsp;site<\/em>&nbsp;do British Council.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil de Not\u00edcias 14\/03\/2022<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres s\u00e3o 46% do total de pesquisadores da Am\u00e9rica Latina e Caribe As mulheres representam quase a metade, 46%, do total de pesquisadores nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Com isso, a regi\u00e3o conquistou, na \u00faltima d\u00e9cada, a paridade de g\u00eanero na ci\u00eancia. 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