{"id":68846,"date":"2022-03-14T04:07:17","date_gmt":"2022-03-14T07:07:17","guid":{"rendered":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/?p=68846"},"modified":"2022-03-14T05:13:53","modified_gmt":"2022-03-14T08:13:53","slug":"observatorio-covid-19-aponta-relaxamento-prematuro-de-medidas-protetivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/2022\/03\/14\/observatorio-covid-19-aponta-relaxamento-prematuro-de-medidas-protetivas\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio Covid-19 aponta relaxamento prematuro de medidas protetivas"},"content":{"rendered":"<p>Nesta sexta-feira (11\/3), data em que se completam dois anos que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) declarou a pandemia do novo coronav\u00edrus,&nbsp;<span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/agencia.fiocruz.br\/sites\/agencia.fiocruz.br\/files\/u34\/boletim_covid_2022-se08-09_1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>o novo&nbsp;Boletim do Observat\u00f3rio Fiocruz Covid-19<\/strong><\/a><\/span>&nbsp;chama aten\u00e7\u00e3o para a necessidade do avan\u00e7o na vacina\u00e7\u00e3o e para o relaxamento prematuro das medidas protetivas diante do cen\u00e1rio atual. Segundo os pesquisadores do Observat\u00f3rio, respons\u00e1veis pelo&nbsp;<strong>Boletim<\/strong>, \u00e9 necess\u00e1rio ter prud\u00eancia na ado\u00e7\u00e3o de qualquer medida de flexibiliza\u00e7\u00e3o, tanto pelo poss\u00edvel impacto do Carnaval e o potencial aumento de casos e interna\u00e7\u00e3o, como pela &#8220;vacina\u00e7\u00e3o que avan\u00e7ou bastante, mas precisa ir al\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p>As variantes anteriores e mais recentemente a \u00d4micron deixaram como legado para a ci\u00eancia e a sa\u00fade o aprendizado de que \u00e9 fundamental um esquema vacinal completo, incluindo a terceira dose, quando for o caso, para a maior prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. O&nbsp;<strong>Boletim<\/strong>&nbsp;destaca que, durante a onda da \u00d4micron, os pa\u00edses que tinham maiores parcelas da popula\u00e7\u00e3o com dose de refor\u00e7o apresentaram uma redu\u00e7\u00e3o substancial das hospitaliza\u00e7\u00f5es, mesmo com alta no n\u00famero de casos de Covid-19. Al\u00e9m disso, estrat\u00e9gias de sa\u00fade p\u00fablica que ampliem a cobertura e vacina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rias &#8211; tais como o passaporte de vacinas nos locais de trabalho e ambientes fechados, combinado com o uso de m\u00e1scaras nos locais em que n\u00e3o h\u00e1 um controle do total de vacinados ou em situa\u00e7\u00f5es que envolvem grande concentra\u00e7\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>Com metade dos \u00f3bitos ocorrendo em pessoas com no m\u00ednimo 78 anos, que possuem maior vulnerabilidade \u00e0s formas graves e fatais da Covid-19, os pesquisadores defendem ainda a necessidade de aplica\u00e7\u00e3o de uma 4\u00aa dose neste grupo, seis meses ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o da dose de refor\u00e7o. Por\u00e9m, ao mesmo tempo em que casos graves s\u00e3o mais concentrados nas idades mais avan\u00e7adas, cresce a contribui\u00e7\u00e3o de grupos mais jovens, principalmente de crian\u00e7as, no quantitativo total de n\u00famero de casos, como aponta o&nbsp;<strong>Boletim<\/strong>. \u201cA maior vulnerabilidade das crian\u00e7as, provocada principalmente pela baixa ades\u00e3o deste grupo \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, compromete igualmente o grupo que se encontra no extremo oposto da pir\u00e2mide et\u00e1ria\u201d, pontuam.&nbsp;<\/p>\n<p>A an\u00e1lise sublinha que decis\u00f5es, como n\u00e3o incentivar a popula\u00e7\u00e3o para se vacinar, significam abandonar a hist\u00f3ria de tantas vidas perdidas e gerar um risco de retrocesso nos ganhos obtidos no arrefecimento da pandemia. \u201cFlexibilizar medidas como o distanciamento f\u00edsico ou o abandono do uso de m\u00e1scaras de forma irrestrita colabora para um poss\u00edvel aumento de casos, interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos, e n\u00e3o nos protege de uma nova onda\u201d, afirmam os pesquisadores. Nesse sentido, o documento menciona que as pr\u00f3ximas semanas ser\u00e3o cruciais para compreender como ser\u00e3o os novos cen\u00e1rios da Covid-19 em rela\u00e7\u00e3o ao controle na din\u00e2mica de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Casos e \u00f3bitos por Covid-19 &nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Os dados referentes \u00e0s duas \u00faltimas Semanas Epidemiol\u00f3gicas (SE), de 20 de fevereiro a 5 de mar\u00e7o, confirmam a tend\u00eancia de queda nos indicadores de incid\u00eancia e mortalidade por Covid-19. O documento aponta que houve um decr\u00e9scimo de 48% em rela\u00e7\u00e3o aos casos di\u00e1rios das duas semanas anteriores (de 6 a 19 de fevereiro) e uma redu\u00e7\u00e3o de 33% no n\u00famero de \u00f3bitos por Covid-19 no mesmo per\u00edodo. Entretanto, esses resultados ainda n\u00e3o incluem a avalia\u00e7\u00e3o do efeito do carnaval e da flexibiliza\u00e7\u00e3o do uso de m\u00e1scaras. Houve um ligeiro aumento da taxa de letalidade nas \u00faltimas semanas, indicando que pode haver uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos, no entanto com maior gravidade entre esses.<\/p>\n<p><strong>Leitos de UTI para Covid-19&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Os dados relativos \u00e0s taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS obtidos entre 7 e 8 de mar\u00e7o confirmam a tend\u00eancia de melhora no indicador verificada nas semanas anteriores. As duas Unidades Federativas que se encontravam na zona cr\u00edtica (taxas iguais ou superiores a 80%) no dia 21 de fevereiro sa\u00edram da zona de alerta (taxas inferiores a 60%). A tend\u00eancia foi semelhante \u00e0 que ocorreu em nove Unidades da Federa\u00e7\u00e3o que estavam em zona de alerta intermedi\u00e1ria e passaram a estar fora da zona de alerta.&nbsp;<\/p>\n<p>O \u00fanico estado que se manteve na zona de alerta foi Santa Catarina, que apresentou um aumento de 19 pontos percentuais, passando de 60% de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos, em 21 de fevereiro, para 79% em 8 de mar\u00e7o. Em 11 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, as taxas ca\u00edram de forma bastante expressiva, em torno de 20 pontos percentuais ou bem mais: Acre (60% para 40%), Amap\u00e1 (40% para 24%), Bahia (58 para 31%), Cear\u00e1 (58% para 36%), Distrito Federal (100% para 56%), Mato Grosso do Sul (82% para 44%), Mato Grosso (63% para 32%), Paran\u00e1 (67% para 43%), Rio Grande do Norte (49% para 28%), Sergipe (78% para 49%) e Tocantins (65% para 26%).<\/p>\n<p>Entre as capitais com taxas divulgadas, a cidade do Rio de Janeiro pode ser considerada dentro da zona de alerta cr\u00edtico, com 87% dos seus leitos UTI Covid-19 ocupados para adultos; ou fora da zona de alerta com 4,7% dos leitos ocupados por pacientes com Covid-19 ativa, a depender do indicador utilizado, uma vez que os dados do estado s\u00e3o desagregados. Quatro capitais encontram-se em alerta intermedi\u00e1rio: Salvador (61%), Vitoria (67%), Goi\u00e2nia (73%) e Porto Alegre (65%). Outras 16 capitais encontram-se fora da zona de alerta: Rio Branco (50%), Macei\u00f3 (38%), Macap\u00e1 (18%), Manaus (14%), Fortaleza (54%), Campo Grande (56%), Cuiab\u00e1 (35%), Jo\u00e3o Pessoa (33%), Curitiba (46%), Recife (30%), Natal (15%), Porto Velho (39%), Florian\u00f3polis (26%), S\u00e3o Paulo (38%) e Palmas (30%). Os dados referentes \u00e0s capitais Bel\u00e9m (PA), S\u00e3o Lu\u00eds (MA), Teresina (PI), Boa Vista (RR) e Aracaju (SE) n\u00e3o estavam dispon\u00edveis para consulta.<\/p>\n<p><strong>N\u00edveis de atividade e incid\u00eancia de SRAG no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>As S\u00edndromes Respirat\u00f3rias Agudas Graves (SRAG) permanecem em tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos no pa\u00eds, com uma taxa de incid\u00eancia avaliada, pela m\u00e9dia m\u00f3vel, em 1,7 casos por 100 mil habitantes, o que \u00e9 ligeiramente inferior aos valores observados em novembro de 2021, pouco antes do crescimento de ocorr\u00eancias devido \u00e0 variante \u00d4micron. Os registros de SRAG correspondem a casos graves de infec\u00e7\u00f5es por v\u00edrus respirat\u00f3rios que levam \u00e0 hospitaliza\u00e7\u00e3o ou \u00f3bito. Dentre esses registros, predominam os casos de Covid-19 (87,4% dos casos positivos) nas \u00faltimas quatro semanas.<\/p>\n<p>Todas as faixas et\u00e1rias tiveram redu\u00e7\u00e3o das incid\u00eancias nas \u00faltimas semanas, com exce\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as at\u00e9 11 anos de idade. Os pesquisadores observam que estes casos em crian\u00e7as tamb\u00e9m incluem infec\u00e7\u00f5es por outros v\u00edrus respirat\u00f3rios e podem estar relacionados ao per\u00edodo de volta \u00e0s aulas. No quadro geral, a taxa de incid\u00eancia se mant\u00e9m acima de um caso por 100 mil habitantes, o que ainda \u00e9 considerada alta. &#8220;Entretanto, como a tend\u00eancia \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma perspectiva positiva, mas exige a manuten\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os para que esta queda continue sustentada por mais semanas. Permanece a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o, inclusive com doses de refor\u00e7o, combinadas com outras medidas de prote\u00e7\u00e3o, pelas esferas de governo e pela popula\u00e7\u00e3o&#8221;, orientam.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/asmetro.org.br\/portalsn\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/boletim_covid_2022-se08-09_1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">boletim_covid_2022-se08-09_1<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: https:\/\/portal.fiocruz.br\/noticia\/observatorio-covid-19-aponta-relaxamento-prematuro-de-medidas-protetivas &#8211; 14\/03\/2022<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta sexta-feira (11\/3), data em que se completam dois anos que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) declarou a pandemia do novo coronav\u00edrus,&nbsp;o novo&nbsp;Boletim do Observat\u00f3rio Fiocruz Covid-19&nbsp;chama aten\u00e7\u00e3o para a necessidade do avan\u00e7o na vacina\u00e7\u00e3o e para o relaxamento prematuro das medidas protetivas diante do cen\u00e1rio atual. 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